quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A "seleção" não é o Brasil

Que mania imbecil das pessoas em dizer: "vou torcer para o Brasil", "O Brasil vai jogar", "O Brasil conquista a copa", etc.. Quando dizem que futebol é esporte de ignorante ainda se sentem ofendidos!

Quem está na copa, não é o país e muito menos mais de 190 milhões de pessoas. São apenas 11 jogadores e 12 reservas que foram escalados por um técnico para um simples campeonato mundial de futebol. A conquista desse campeonato não trará nada de concreto para o país. Apenas um prazer para quem gosta de futebol.

E é triste saber que muita gente que não costuma gostar de futebol, passar a gostar, por pensar que torcer para os 11 amarelados em uma copa é "dever cívico".

Então tá combinado? Seleção é apenas um time, copa é apenas um campeonato de futebol, futebol é diversão e a vitória da seleção não irá melhorar nada em nosso país, certo?

Bons meninos...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Incoerências de quem curte futebol em uma copa

Bom, em 2014 começa mais uma copa do mundo. E aqui neste país tão cheio de problemas e desilusões. Em épocas de copa, nota-se uma gigantesco fanatismo, caracterizado pela obsessiva atração pelo campeonato que acontece a cada 4 anos. Não se vê uma dedicação e uma união do povo como as que ocorrem em copas, em outros setores da humanidade e nem em outros campeonatos esportivos.

Eu resolvi fazer uma lista de incoerências relacionadas com os "patriotas de copa", esses fanáticos alienados que pensam que estão certos só porque cultuam algo que a maioria cultua (Marias-vão-com-as-outras?). Como o fanatismo é algo irracional e doentio, absurdos são muito comuns na hora de defender essa verdadeira mania nacional que incomoda quem quer fugir dessa hipnose coletiva.

Vamos a nossa listinha de absurdos:

- Confundem a "seleção" com o próprio país e acham que os jogadores representam o nosso povo.

- Tratam o futebol como dever cívico e não como uma mera forma de diversão.

- Nunca são patriotas em assuntos sérios. Mas na copa passam a "amar" o Brasil.

- Só gostam da seleção oficial de futebol (a que joga nesta copa). Outras modalidades de futebol (feminino, júnior, salão, praia) são ignoradas pelos mesmos.

- Acham que os jogadores fazem uma importante missão caridosa e heroica, apenas empurrando as bolas nas traves.

- Os torcedores acham que não são manipulados pela mídia, mas fazem tudo perfeitamente como mandam os meios de comunicação.

- Falam que os jogadores da "seleção" são patriotas. Mas a maior parte deles joga e mora em outros países.

- Os torcedores canalizam a alegria que não tem na vida à vitória da "seleção" em uma copa.

- Essa seleção oficial de futebol (atualmente chefiada pelo treinador Dunga) é conhecida apenas como "seleção", como se não existisse seleção de outras coisas.

- Acham que os jogadores representam o povo brasileiro.

- Acham justo que um jogador ganhe fortunas sem sequer completar o ensino básico (primário) enquanto quem se forma em faculdade tem dificuldade de encontrar emprego e quando encontra, ganha muito menos do que merecia.

- O país interrompe suas atividades para ver um jogo da "seleção".

- Quem não costuma gostar de futebol passa a gostar em época de copa, por achar que é um "dever cívico".

- Se acham no direito de fazer barulho na hora que querem sem respeitar o direito dos outros ao sossego.

- Falam mal do Galvão, mas é com ele que querem assistir os jogos. Ele é uma "cheerleader" perfeita.

- O Hino Nacional Brasileiro é quase sempre relacionado aos eventos de futebol.

- Todo jogador é considerado "um anjo", "bom caráter", e não há escândalo que tire de cada um deles essa reputação.

- Querem que a "seleção" vença de qualquer maneira, como se ela fosse mudar o destino de nosso país.

- Quando percebem que alguém não curte futebol, esse alguém é tratado como uma ameaça, um inimigo a ser evitado, mesmo que quem goste de futebol tenha todo o apoio da mídia e de toda a sociedade.

- Deixam de comprar o necessário para comprar algum supérfluo relacionado à copa. E ainda acham que não é supérfluo.

- Os torcedores têm a ilusão de que estão fazendo algo de importante para a nação e que os jogadores irão retribuir o carinho dos mesmos torcedores.

- Chegam a fazer orações, novenas, procissões sérias para que a "seleção" ganhe o campeonato.

- Acreditam que quando o Presidente da República recebe a seleção, está recebendo na verdade os "soldados" que irão "defender a nação" em uma "guerra".

- Também acreditam na impossibilidade de falcatruas e maracutaias para ajudar a "seleção" a vencer na moleza. Mesmo sendo a pátria do "jeitinho", os torcedores acreditam que a "seleção" é honesta.

- No desespero, querem associar a paixão esportiva à ciência, à rebeldia, à politização ou a valores mais elevados, na tentativa de negar a futilidade desse ufanismo.

- Os torcedores chamam quem não gosta de louco, mas quem gosta é que assume características de desequilíbrio mental ao demonstrar seu amor ao futebol.

- E mesmo nessa incoerência toda, os "patriotas de copa" vivem dizendo que são "inteligentes" e "conscientizados" e se irritam, quando são chamados de alienados.

- E quando a copa acaba, mesmo com a "seleção" campeã, volta tudo como era antes, provando que toda a dedicação fanática em prol de 11 amarelados sempre é algo totalmente fútil e inútil.

Ora, me deixem dormir!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Porque o futebol fascina tanto?

Não dá para entender a sociedade brasileira. Isso parece não ter lógica. Como é que um esporte sem graça como o futebol pode ter tanta popularidade, ganhando status inclusive de dever social?

Veja se não é estranho. Num campo excessivamente esverdeado, 11 jogadores analfabetos e feios, de baixo intelecto, pouco senso moral e péssimo gosto cultural, correndo atrás de uma bola, com o objetivo de chutá-la a uma rede. Quando a bola entre numa rede uma multidão de ensandecidos começa a berrar feito bicho, mesmo sabendo que o prêmio conquistado por quem chutou nunca vai parar na mão de quem gritou. Como um esporte que pode se resumir nesta descrição pode ser "tão fascinante"?

Com muito raciocínio frio, a única conclusão que se pode chegar é que o fascínio do futebol está na sua extrema popularidade, não no esporte em si. para a maioria, gostar de algo que quase todos gostam é um atestado de qualidade, mesmo falso, já que ainda temos aquela crença antiquada de que "se a maioria gosta é porque é melhor". Há mais de 30 anos já apareceram muitas provas de que isso não é verdade.

Mas somente isso pode explicar esse "encanto" que o futebol exerce, pois nem mesmo seus praticantes são pessoas dignas de serem seguidas por multidões, pois os jogadores - salvo raras exceções - são sujeitinhos vindas das classes mal instruídas, ingênuos, sem noção da realidade e que só querem farrear e ostentar a riqueza repentina que é o oposto da vida que tiveram antes da fama. São pessoas sem nada a dizer, sem lições a ensinar, mas que são seguidas da mesma maneira que foram os líderes déspotas de tempos antigos.

A sociedade brasileira é uma sociedade imatura. A fama de alienados já chegou ao exterior, sendo inclusive tema de piadas sobre brasileiros. Ainda vai demorar muito - e depender de uma imensurável decepção - para que a sociedade brasileira amadureça e deixe de vez a chupeta que até hoje vive grudada em sua boca e que somente um esforço intelectual poderá fazê-la largar.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

União aprova R$ 2 milhões para ONG de Galvão Bueno

OBS: O grande difusor do fanatismo futebolístico também posa de bom moço. Mas ele aderiu a onda de criar ONGs (que para mim são na verdade OGs, mais governamentais do que nunca), para fazer caridade ostensiva e colocar na mente de jovens valores decadentes que já deveriam ter acabado faz tempo.

Muitas celebridades fazem isso, pois descobriram que a melhor maneira de manipular e censurar é através da cooptação ("eu te pago para você fazer o que eu quero"). Os EUA já descobriram este nicho e há uma suspeita de que a CIA esteja infiltrada em várias ONGs brasileiras, adaptando a maneira de pensar ao modo estadunidense. O mega especulador George Soros já é um frequente "anjo da guarda" de vários projetos no Brasil.

Daqui a pouco os criadores da ACTA, SOPA e PIPA, vão descobrir que o caminho é esse e esta forma de domínio, através da falsa filantropia, é capaz de imobilizar muito mais gente do que através da censura, da dor e das prisões.

Galvão já prepara seus "Galvãozinhos" e muitas celebridades já fazem a cabeça de muitos jovens dessa maneira. O que esperar do futuro, com essa subordinação?

União aprova R$ 2 milhões para ONG de Galvão Bueno

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 - Folha SP



Uma organização não governamental ligada ao narrador Galvão Bueno aprovou um projeto de R$ 2,2 milhões no Ministério do Esporte.

O governo federal autorizou a Associação Beneficente Galvão Bueno a captar o valor em doações e patrocínios por meio da Lei de Incentivo Fiscal. A decisão foi publicada no "Diário Oficial da União" de anteontem.

O dinheiro é destinado ao projeto chamado "Escola de Formação de Pilotos". Dois filhos de Galvão, Cacá e Popó, são pilotos de automobilismo, antiga paixão do narrador, especialista em F-1.

Galvão e a direção da entidade foram procurados pela Folha na manhã de ontem. No fim da noite, ele respondeu que decidiu pedir o cancelamento do projeto nos próximos dias. "Nenhuma medida no sentido de implementá-lo será adotada", disse, em nota curta, via assessoria.

Galvão é presidente de honra da associação que leva seu sobrenome e sua mãe, Mildred Galvão Bueno, a presidente efetiva. A ONG tem sede em Londrina (PR), onde Galvão montou residência.

A entidade recebeu o aval do ministério para se beneficiar da lei de incentivo. Por meio dela, o governo federal abre mão de arrecadar impostos devidos por empresas (1%) e pessoas físicas (6%) em troca do uso do recurso como patrocínio esportivo.

Ou seja, o dinheiro que deveria parar nos cofres públicos vai para ações ligadas ao esporte. No caso de Galvão, o valor de captação pode chegar a exatos R$ 2.191.696,96.

O processo de aprovação do projeto no Ministério do Esporte durou três meses. A ONG fez o pedido em 15 de setembro de 2011. Em 20 de dezembro, houve a aprovação, e a decisão foi publicada anteontem. Quem assina é Ricardo Capelli, ex-presidente da União Nacional dos Estudantes e presidente da comissão que analisa projetos.

A ONG tem até 31 de dezembro para arrecadar os recursos. "O Galvão não tem nada com isso, ele é presidente de honra. A gente exerce o trabalho da melhor maneira possível", disse Mildred.
Galvão participa de eventos da ONG. O site da entidade o mostra em "feijoadas solidárias". Os filhos pilotos e artistas, como Zezé Di Camargo, aparecem em fotos nos encontros da instituição.

A ONG, fundada em 2003, tem como objetivo, segundo o site, "a convivência familiar bem-sucedida". Diz reunir "profissionais liberais (especialmente da área médica) e empresários em torno da liderança do sr. Galvão Bueno, reconhecido comunicador da área esportiva, e sua mãe, sra. Mildred Galvão Bueno".

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

É incoerente detestar carnaval e adorar copa do mundo

Conheço muita gente que não gosta de carnaval e gosta de futebol, principalmente nas copas do mundo. Acho isso incoerente, já que copa do mundo de futebol é um carnaval extra feito de quatro em quatro anos.

Tudo que existe no carnaval, existe nas copas: cerveja, mesmas músicas, até a fantasia(camisa da "seleção"), além da alienante alegria de quem pensa que não possui problemas para resolver. Tanto copa como carnaval servem como fuga para quem não tem coragem nem iniciativa para melhorar as coisas ao seu redor.

As mesmas celebridades que estão em alta durante o carnaval, sem exceção, se aparoveitam da copa de futebol para lucrarem mais e aumentar a sua popularidade. Os mesmíssimos caras de pau. Além de tudo, copa e carnaval são considerados pela população brasileira como compromissos de entrosamento social e negá-los significa isolamento e solidão.

Portanto, porque será que as pessoas ou passam a gostar de ambas, ou detestam ambas, já que a copa e o carnaval são muitíssimo mais parecidos do que se parece.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

"Tire uma foto e ganhe um retrato do Neymar"

Eu estava andando no centro da cidade onde eu moro, Niterói quando me deparei com uma loja de fotografias que fazia a seguinte promoção: "tire uma dúzia de fotos e ganhe um retrato autografado do Neymar". Neymar? Pra quê?

Se fosse um DVD com os lances dele em jogos, tudo bem. Mas retrato? O que eu vou fazer com uma foto do Neymar? Só se for para espantar mosca, pois o cara é feio demais. O traste parece um inseto humanizado. É um pesadelo tomar conhecimento de que ele se tornou o "galã" (argh!) do momento!

Essa promoção eu nem recomendo à mulherada que deveria aprender a gostar de homem. Esse bolhinha é uma das coisas mais chatas que a publicidade futebolística já criou e tê-lo como "herói" da sociedade é coisa de quem não tem o que fazer ou está com a auto-estima bem reduzida. Ou ainda ambas as coisas.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Se os homens tivessem a mesma empolgação em seus casamentos que aquela que demonstram pelos seus times

É muito estranho o comportamento da maioria dos homens. Fazem a questão de estarem casados - muitas vezes fazendo a tristeza de muitos homens apaixonados que acabem por ver as amadas se casando com outros - , mas nunca demonstram a mesma empolgação que demonstram pelos seus times de futebol.

Mas, e se eles passassem a demonstrar? Como seria?

Imaginemos o seguinte: um homem está conversando com seus amigos em algum lugar qualquer. Perto dali, a esposa de um deles começa a se aproximar. Ela se chama Márcia. O marido dela interrompe a conversa com os amigos e, de maneira empolgada e com voz alta, grita:

- Olha lá quem vem lá! MEU AMORZINHO! A DEUSA DE MINHA VIDA! AQUELA QUE ME FAZ FELIIIIIZ!!! LÁ VEM MARCINHA! MARCINHA, MARCINHA, MARCINHA!!!! ÊÊÊ!!!!

Pode parecer estranho para a maioria das pessoas, mas é esse o comportamento que os torcedores de futebol demonstram pelos seus times e que não é mostrado em relação às suas esposas.

Conselho a eles: se não gostam, não são obrigados a ficarem casados só para agradar a sociedade. Deixem as mulheres para quem realmente gosta e vão cuidar de seus times de futebol.

E se puderem, se casem com algum jogador de seus times prediletos. Com a grana que els vão dar pelo casamento, talvez vocês nem precisem mais trabalhar. Uma felicidade sem igual para qualquer um que adora futebol.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Com a censura na internet, aqueles que não curtem futebol poderão ficar sem direitos



Os EUA, com medo de perder dinheiro com seus produtos, usando o argumento da pirataria, pretende acabar com a liberdade de expressão na internet, criando limites que podem acabar servindo de mordaça digital para quem não comunga dos mesmos interesses dos grandes empresários.

Para isso foram criados a SOPA (Stop On Line Piracy Act, ação de interrupção da pirataria pela internet), PIPA (Protect Internet Protocol Act, ato de proteção ao protocolo de internet) e o mais cruel deles, o ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement, Tratado comercial Contra a falsificação), este último, feito para ser adotado internacionalmente.

A origem disso tudo está no aumento de descarregamento de arquivos pela internet e pelo vazamento de informações pelo site Wikileaks, de Julian Assange, este o estopim para a criação dessas medidas.

Apesar de estarem relacionadas a pirataria, há um temor que possa se estender ao direito de opinião. Ou seja, quem defender ideias que discordem daquilo que é defendido pelos poderosos, será vigiado, ou terá a sua opinião de deturpada a bloqueada, correndo inclusive o risco de ter suas contas de internet extintas ou até mesmo ser preso.

E o que o futebol tem a ver com isso?

O futebol é um excelente instrumento de manipulação. Além de gerar uma estratosférica quantia de dinheiro aos envolvidos (clubes, mídia, patrocinadores, etc.), já que torcedor é um gastador fidelíssimo, a sua associação a valores superiores como patriotismo, sociabilização, inclusão social (sic), acaba por criar um fanatismo que transforma o futebol em uma obrigação muito exigida pela sociedade, o que inclusive resulta nesta fidelidade em consumir produtos ligados a ele. É de interesse dos poderosos que o fanatismo do futebol se mantenha, passando de geração a geração.

E por ser assim uma fonte de renda tão garantida e um meio de manipulação tão poderoso, estar de fora do futebol é quase que um crime. A pessoa que admitir que não curte futebol está praticamente excluída da sociedade, ridicularizada ou esnobada pelos que gostam ou fingem gostar.

Mas com essas ações autoritárias, a coisa poderá ser pior, já que para a grande mídia, sobretudo a brasileira, ser "cidadão" e ser "torcedor de futebol" são quase sinônimos. As opiniões que vão contra o fanatismo futebolístico poderão ser caladas, fazendo com que as vozes não-futebolísticas, que já não tem espaço nos outros meios de comunicação, que fingem que os não-torcedores não existem, possam perder o seu único espaço que é a internet.

E aí o "salutar" hábito de curtir futebol se transformará numa imposição rigorosa que perpetuará o fanatismo que transforma milhões de brasileiros em zumbis alienados sem opinião, que fazem tudo que a grande mídia lhes ordena, mantendo intactos os interesses de políticos e grandes empresários.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Porque os times de SP tem o nome no plural?



Essa é engraçada. Tem gente que inventa cada uma.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Jogadores de futebol, nossas velhas e eternas "Luízas"

Todos sabem que a "Luíza" veio do Canadá para usufruir da sua fama repentina e surpreendente, praticamente sem mover um dedo ou realizar algum feito importante para a sociedade. Fácil para uma patricinha linda ganhar a vida desta forma.

Mas eles também vieram não só do Canadá, mas de muitos países, onde graças a inócua atividade de chutar bolas para uma rede, são considerados deuses e capazes de parar a sociedade brasileira: os jogadores de futebol.

Como a "Luíza" da citada frase, eles são excessivamente valorizados por nada fazer algo de realmente relevante. São como palhaços de circo a fazerem suas gracinhas no picadeiro. Mas quando conseguem agradar a plateia, são tratados como se o que eles fazem fosse mudar o mundo, fosse salvar todos de seus infortúnios. Uns heróis de nada.

Não deveria ser surpresa para ninguém essa repercussão por causa da "Luíza do Canadá". Uma população que acredita que um título no futebol é a honra máxima para o país, estimulando o seu fanatismo, obrigando multidões a gostarem de futebol na marra e chegando a interromper todas as atividades do país por um mês a quatro e quatro anos por causa desse tal de futil-bol, certamente é capaz de dar uma exagerada importância a qualquer bobagem que possa ser lançada na internet ou em qualquer meio de comunicação.

De Gaulle falou que o Brasil não é um país sério. Muitos fatos confirmam que isso é verdade.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Neymar chega aos 20 anos

O "arroz de festa" do momento, o cara mais chato da atualidade, idolatrado por muitos só porque corre atrás de uma bolinha (só no Brasil que correr atrás de uma bolinha ganha uma seríssima importância, reconhecida até por autoridades), finalmente chega soa 20 anos totalmente sem noção e sem discernimento, preparado pela mídia com a função de encher o saco de qualquer um.

E eis o nosso presente para o fedelho com cabeça de pica-pau:

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A Festinha

Dois amigos conversam sobre a realização de uma festa na casa onde moram.

- Rapaz já decidi que vamos fazer uma festa.
- Discordo. Não é bom momento de fazer uma festa. Tem muita coisa para arrumar...
- Mas festa todo mundo gosta. E ela servirá para pagar a nossa reforma de nossa casa.
- Você acha que vai dar? Os convidados não são de pagar. Já pagarão pelo convite de má vontade.
- Mas vão pagar sim. E muito. Vai dar para consertar a casa.
- Amigo, eu te conheço. Não é parar consertar a casa que você quer esse dinheiro. Além disso, depois da festa teremos mais sujeira para limpar, coisas quebradas para reparar, mais comida para comprar...
- Rapaz, fica tranquilo. Está tudo garantido.
- E se não vier ninguém? E se a quantidade de convidados não for o suficiente?
- Tá duvidando? Seja mais otimista" Eu quero e festa e está decidido.
- Vai por mim, pode ser um fracasso.
- Eu não acredito em fracasso! Vamos fazer a festa!
- Quem avisa amigo é. Melhor evitar o prejuízo.
- Eu quero a festinha. Arrumei a casa pensando nela e faço questão! Festa urgente.
- Tá. Mas vai arcar com as consequências...

Tempos depois, os dois amigos estão debaixo da ponte, sem moradia, comendo do lixo, pois não tiveram dinheiro para pagar as dívidas e tiveram a casa e os bens apreendidos por falta de verba.

Essa estorinha não lembra muito uma grande festinha que teremos em 2014?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Para por no Facebook



Essa figura mostra claramente como as outras pessoas enxergam quem não curte futebol na sociedade brasileira. Legal para colocar no facebook e mostrar aos amigos que não é absurdo um brasileiro desprezar o esporte mais popular do país.

Até porque o futebol é só um lazer. E lazer nunca deve ser obrigatório.

Ponha no seu Facebook, você também! Eu já pus no meu!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Qual dos dois é o melhor?

Esta pergunta foi publicada no Facebook provavelmente para uma guerrinha entre vascaínos e flamenguistas. Mas como não torço para time nenhum, mas reconheço o talento quando existe de fato, eu tenho uma resposta: ambos.

Esses dois foram melhores do que TODOS que surgiram após 1986. Tanto Zico quanto Roberto Dinamite jogaram no que eu considero o auge do futebol brasileiro, quando se jogava por prazer. Até quem não gostava de futebol, como eu, apreciava pelo menos as jogadas dos caras. Era bonito de se ver.

No tempo desses dois não havia o futebol-negócio, como existe hoje em dia. Dinamite e Zico foram JOGADORES de futebol. Os surgidos de 1986 em diante são uns bestas que só sabem comer mulher e andar com carros caros, além de fazer uns golzinhos mixurucas após umas reboladas alucinantes, é claro.

Os brasileiros adoram os jogadores de hoje porque se contentam com pouco e desconhecem as falcatruas feitas para se fabricar um ídolo.

Pelo jeito o futebol brasileiros acabou depois que encerrou a copa de 1986. As vitórias que vieram depois disso ou foram sorte ou cambalachos.

(texto adaptado do que escrevi no dia 28/01/2012 no Facebook)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Que adianta ficar contra a Globo e a favor da alienação futebolística?



Pedindo respeito ao futebol no dia sem Globo? WTF?!!!

Hoje é o dia sem Rede Globo. Mas o cartaz oficial da campanha faz uma menção pró-futebol, como se o mesmo merecesse tanto respeito quanto a população brasileira. Isso é um erro.

O futebol é o principal instrumento de manipulação da Rede Globo. Foi a emissora controlada pela família Marinho que colocou na cabeça da população brasileira de que o futebol é mais do que um esporte, um "dever cívico" máximo de que a população deveria ter a obrigação de se orgulhar. Foi a mesma rede que criou e estabilizou o fanatismo alienante do futebol, impondo inclusive a gerações mais recentes.

Claro que o futebol em si nada tem de errado. O que está errado é a sua obrigatoriedade social e sua suspeita - e falsa - unanimidade, já que o futebol não é nada além de uma simples forma de diversão e sua utilidade para o desenvolvimento da sociedade brasileira é totalmente nulo. E uma simples forma de lazer não pode ser imposta como "dever cívico".

Portanto, não entendo aqueles que defendem o futebol atacando a rede Globo ou outros setores da velha mídia se é de interesse desta que o fanatismo futebolístico continue. É como continuar usando droga desejando a prisão do traficante que a vendeu.

Pura hipocrisia de quem desconhece as artimanhas da mídia. Não basta odiá-la, tem que saber o que ela está fazendo conosco.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Acabou o sossego!!



Hoje, a folga dos futebosteiros acaba. Inicia-se a longa e tortuosa temporada de futebol no Brasil, o planeta-bola. Tortuosa, não para eles, mas para nós que não surtimos futebol e esperamos algum sossego no período de descanso. Os futebosteiros tem o hábito de berrarem até estragar o dia de qualquer ser humano normal.

Até o Natal deste ano ainda vamos ter que aguentar os berros dessa gente que insiste em ficar presa nos instintos e acha que o seu "direito ao lazer" tem o "direito" de estragar o sossego de quem quer curtir o final de semana e as noite de quarta sem o menor barulho.

Que os incomodadores é que se mudem. Mudem de jeito. Ninguém precisa berrar feito um alce para provar que "é feliz".

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mídia estranha dissociação entre vitórias no esporte e orgulho nacional

Fizeram uma pesquisa relacionando vitórias no esporte a orgulho nacional e os brasileiros ficaram em segundo lugar - perdendo apenas para a Alemanha - em povo que maios despreza vitórias esportivas. Finalmente estamos evoluindo como seres humanos!

Acreditar em vitórias esportivas é algo bastante infantil. Quem usa a lógica sabe muito bem que no esporte, as vitórias só interessam realmente a quem participa. A conquista de um atleta nunca é a conquista de uma população. Esporte é apenas lazer e as conquistas não beneficiam o cotidiano das pessoas.

Mas tem gente que diz que influencia sim, dando emprego e sociabilização para os mais carentes. Pode até ser verdade, mas o esporte não é o único a fazer isso, além desse fator não poder utilizar as vitórias como justificativa para a melhoria de vida, já que a lógica não vê nenhuma relação direta entre a vitória de um atleta e a melhoria de vida do tal carente.

Além disso, algo raramente falado, mas muito evidente na exaltação ao esporte é a valorização de dois pontos negativos: a competitividade, que estimula o egoísmo e a padronização da aparência, por meio da suposta perfeição física conquistada com a pr[ática esportiva, que acaba excluindo da sociedade aqueles que não se assemelharem aos atletas.

Quanto menor esclarecimento, maior culto ao esporte

Outro dado curioso na pesquisa é que os nordestinos são a parte da população que ainda mais associa esporte ao orgulho nacional. Coincidência ou não, é a mesma parcela da sociedade brasileira com o maior número de pessoas de baixa escolaridade e senso crítico atrofiado. Curitiba é o que menos faz essa associação, o que leva a crer que é um atraso associar esporte a orgulho nacional.

A mídia quer o patriotismo esportivo

A mídia aparentemente não gostou do resultado, pois associar esporte a patriotismo é uma tradição que a sociedade conservadora insiste em manter, já que aparentemente nada vê de nocivo nela. Há nocividade sim, a medida que essas vitórias se tratam de ilusão, não tendo nenhuma influência na qualidade de vida da população.

Mas, o texto, publicado em um integrante do Partido da Imprensa Golpista - atenção, "esquerdistas" futebosteiros! - deixa claro que associar esporte a patriotismo é algo positivo para a mídia. Até porque esse falso patriotismo pode servir como alavanca para o consumismo relacionado a eventos esportivos, gerando lucros para os empresários envolvidos. Além de desviar a atenção dos brasileiros dos problemas que as autoridades insistem em não resolver. Esporte é bom para eles, não para nós.

Aos poucos a sociedade brasileira vai se evoluindo, se despindo das ilusões, procurando lutar por melhorias reais que possam dar uma qualidade digna de vida à nossa população.

Esporte é lazer, é ilusão. E só beneficia quem pratica. Nós nada temos a ver com "nossos" atletas. A vitória deles não paga as nossas contas.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Louvado por jogar uma bolinha

Em nosso país, não são raros os casos de jogadores de futebol homenageados com elogios pomposos como se o que ele fazem fosse algo ultra-difícil, complicado, algo que somente poucos sabem fazer e que troxesse benefícios à sociedade. Nada disso.

Recentemente o jogador Marcos, goleiro do Palmeiras (não fazer trocadilhos com o ator, please...), decidiu se aposentar. Aí chovem elogios faraônicos, coisas inacreditáveis, vindas não só dos palmeirenses, mas de torcedores de outros times também. Ele foi tratado de santo para cima.

O que esse tal de Marcos fez pela humanidade? Ele deu emprego a muita gente? Ele construiu e equipou hospitais? melhorou a qualidade da educação. NDA. Ele simplesmente agarrava umas bolinhas, algo bem óbvio para a sua função de goleiro.

Agarrava umas bolinhas. Exaltado porque agarrava umas bolinhas. Endeusado porque agarrava algumas bolinhas. Louvado porque agarrava umas bolinhas. "Mudava o mundo" agarrando umas bolinhas.

Esse tal de Marcos, que só fui saber quem é agora, por causa da louvação de seus fãs alienados, nada fez de importante, assim como todos os jogadores de futebol, que nada fazem em campo algo que supere ao que os palhaços fazem no picadeiro.

Se houve algum jogador exemplar, é porque demonstrou alguma qualidade fora do campo, fazendo algo de relevante que não é relacionado com o fútil-bol. Porque jogar uma bolinha, sinceramente, é coisa que qualquer pé-de-chinelo faz todo final de semana.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Os blogueiros progressistas e o futebol - parte 3: futebol integrante do pensamento único

A blogosfera progressista fala bastante do pensamento único que existe de fato nas televisões. Tudo que a gente vê na TV se baseia em um ponto de vista apenas, tradicional e totalmente coerente com o que o dono da emissora pensa e defende.

Mas a mesma blogosfera progressista se esquece que o futebol está incluído neste ponto de vista. Para as emissoras de televisão, não existe brasileiro que não curta futebol. Como se brasileiro e torcedor de futebol fossem sinônimos. Há quem goste de pensar assim.

E como a blogosfera progressista rejeita o pensamento único, se faz comunhão com um dos aspectos desse pensamento único.

Durante a copa de 2010, os blogueiros progressistas nada escreveram em defesa dos que não curtem o famoso esporte. Uns até preferiram ir junto com a violenta correnteza e brincar de que a felicidade maior da nação estava na vitória da "seleção" - que não houve. Vários estavam mais preocupados em jogar o Dunga contra a Rede Globo, como se Dunga fosse um guerreiro socialista.

Vivemos numa democracia. E democracia não significa apenas a vontade da maioria, mas a vontade de TODOS. Aqueles que não curtem futebol, cuja voz baixa de suas reivindicações nunca é ouvida, precisa que alguém defenda o seu direito de se divertir como quiser, sem aderir ao que a imensa massa defende.

A blogosfera progressista tem que reconhecer que o fanatismo futebolístico é de interesse das elites e que nada tem a ver com a redenção da população brasileira, ingênua e ainda refém da mídia. Combater o fanatismo e a obrigatoriedade do futebol é defender a democracia e o direito, garantido por lei, de fazer o que quiser, mesmo que esteja sozinho nessa.

Repetir o discurso da mídia que condena soa contraditório. Melhor conhecermos a nossa diversidade de pensamentos, ao invés de defender um único gosto esportivo como se fosse o nosso maior orgulho.

Vamos "trocar o disco" e parar de defender o monopólio do único esporte que interessa á mídia manipuladora. A blogosfera progressista precisa conhecer aqueles que não escolheram o futebol como sua razão de viver.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Os blogueiros progressistas e o futebol - parte 2: a direita não quer futebol

Vou manter o título desta postagem, pois na verdade é uma continuação do anterior. Mas o foco aqui será o outro lado da "moeda": porque os que mais fazem - sensatas - críticas ao fanatismo futebolístico, são pessoas que se assumem de direita, pró-capitalistas?

Esquerdista defendendo futebol é tão incoerente quanto capitalista criticando o mesmo, já que quem é bem informado, sabe que o futebol é o melhor instrumento de manipulação que o capitalismo já encontrou. Até a ditadura militar (criada pelo capitalismo americano, sabiam?) teve que reconhecer isto, com o apoio explícito de Médici à vitória da "seleção" em 1970. Se desde o início tivessem se lembrado disso, não seria necessário pingar uma gota de sangue para manter a população quieta. Basta colocar a bola para rodar.

Filosofia Justo Veríssimo

É estranho ver defensores do capitalismo criticando o fanatismo alienante do futebol, mas existe um motivo: raiva de pobre. E o que é mais estranho ainda é perceber que o mesmo erro cometido pelos esquerdistas é compartilhado pelos direitistas, que é a tola ideia de que o futebol é a "verdadeira alegria do povo pobre". Cá para nós, povo pobre não tem alegrias, pois ser pobre é sempre ruim. Vamos parar de pensar que ser pobre é bom porque não é.

Mas ser contra a pobreza não é a mesma coisa que ser contra o pobre. Pobre é um ser humano que se encontra numa situação desagradável que deveria ser provisória, mas é parmanete graças as injustiças impostas pelo sistema capitalista. Essa filosofia "Justo Veríssimo" (famoso personagem de Chico Anysio - infelizmente muito doente após o fechamento dessa postagem - quie era um político corrupto que odiava pobres e assumia isto publicamente) não faz sentido, pois os pobres são pobres graças aos mesmos capitalistas que os odeiam.

E odiar o futebol só porque ele é a - falsa - alegria dos pobres, também não faz sentido, pois esse fanatismo futebolístico, na verdade beneficia as elites. Os lucros gerados pelo futebol, como eu falei na postagem anterior desta série, são sempre garantidos, graças a essa manipulação ideológica que estimula - e até obriga - o consumismo futebolístico.

Esclarecer a população de que o futebol é apenas uma forma de lazer e democratizar os gostos, sem obrigar ninguém a virar torcedor, é nocivo para os barões da bola, que incluem os "cartolas", toda a mídia e patrocinadores e vendedores de produtos relacionados ao futebol. Esse caráter de "obrigação cívico/social" é que garante os tais lucros.

Por isso mesmo as pessoas de direita é que deveriam defender o futebol e os de esquerda criticar e lamentar esse fato que tem feito a sociedade brasileira se estagnar nessa ditadura da diversão que se esquece da diversidade de gostos e nunca respeita aqueles que querem passar longe do esporte mais popular do país que tem servido de muleta psicológica para os "pernetas" de alma que nunca conseguem realizar seus verdadeiros anseios, até porque é impedida pelo sistema de lutar pela verdadeira felicidade, preferindo substituí-la pela falsa.

Tanto o comportamento da direita capitalista e da esquerda socialista são incoerentes neste país de injustiças e contradições. Lamento dizer, todos estão sendo enganados.
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