quarta-feira, 7 de julho de 2010

Os "patriotas" de copa vão dormir tranquilos hoje

A "Seleção" Amarelão não conquistou o seu bezerro de ouro, mas pelo menos pôde cancelar a ameaça a sua hegemonia. A tricampeã equipe alemã deu no pé, após perder para a seleção espanhola.

Significa que teremos vencedor inédito nesta copa, já que nem a Holanda nem a Espanha possuem algum título no campeonato. Por um lado, isso é bom, porque varia os vencedores.

Por outro lado é ruim porque vai manter intacto o fanatismo cego do povo brasileiro, que vê no campeonato o mais importante evento cívico de suas vidas. Um dos motivos para a existência deste fanatismo é a (equivocada) consciência de que a "seleção" brasileira é a melhor do mundo. O "futebol-arte" no Brasil acabou em 1986, mas ninguém percebeu issto. Hoje temos o futebol-negócio, caracterizado por muito dinheiro circulando na CBF e nos clubes, estimulando o mercenarismo de jogadores e cartolas.

Resta darmos adeus a Alemanha, que perde de cabeça erguida e já pode ser considerada vitoriosa, não pela conquista do campeonato, mas por mostrar que possuem competência para encarar qualquer campeonato de futebol.

Sempre sobra para o técnico

É sempre assim no futebol: quando um a equipe vence, os responsáveis são os jogadores; quando perde, o técnico que é o responsabilizado pelo "feito". E não foi diferente desta vez.

Apesar dos jogadores terem chegado de mansinho, escondidinho, com cara de menino que acaba de quebrar a vidraça com a bola, sabiam que quem ia para a "forca" não seriam eles. É um cacoete do povo brasileiro respeitar os jogadores de futebol, mesmo os envolvidos em crimes. Sobrou mesmo para o técnico. Dunga foi o esculachado da hora, o Iscariotes da moda.

Mas o que agravou o "enforcamento" de Dunga, não foi a derrota no jogo. O ato de insubmissão ao maior patrocinador da CBF, a Rede Globo, que também é a hipnotizadora do povão, a que induz a massa semi-analfabeta a pensar que copa é "ato cívico", é que foi o estopim para a "endemonização" de Dunga. Logo o capitão do Tetra?

Do contrário que muitos pensam, o episódio de "rebeldia" contra a Globo é o verdadeiro motivo para a demissão da equipe técnica. Se o técnico tivesse permitido a gravação da "exclusiva" com os profissionais da "Vênus Platinada", nada disso teria acontecido.

Mesmo que a "seleção" tivesse ganho e conquistasse o (inútil) hexacampeonato, Dunga seria demitido de qualquer maneira, já que ele estava "em maus lençóis" com o principal patrocinador de sua equipe, o que na prática poderia ser entendido como sua "patroa," a patroa da CBF.

Mas para os que sabem das armações da mídia e do poder de manipulação da Rede Globo, principalmente os que não curtem futebol, Dunga saiu dessa como herói, fazendo algo que a maioria esmagadora da população não teve a coragem de fazer (nem naquele dia "anti-Globo", que foi um fiasco, inclusive na minha casa), disse "não!" a uma emissora que se considera dona do país, se considera principal porta voz da cultura do mesmo e também patroa máxima de uma instituição ("seleção") que é tratada como "órgão de estado" pela população ingênua e que na verdade o que tem de "estado" na verdade é muita corrupção por debaixo dos panos. Pois não é só na política que temos corrupção.

Se gritar "pega ladrão", a CBF e até a Rede Globo saem correndo, fugindo mesmo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Trogloditismo pós derrota

Isso já era esperado. Num país de poucas pessoas cultas, totalmente alienado, fanático, que acha que a "seleção" é o símbolo máximo de nosso país ou ainda o próprio país, em clima de "já ganhou", tinha que acontecer isso.

Bandeiras do Brasil sendo queimadas e rasgadas, holandeses apanhando violentamente de torcedores brasileiros, choros infantis, desespero e até casos de suicídio, mostram que o nosso povo não quer mais nada além de um título no futebol mundial. E quando não obtém esse título, parte para o desespero ou até para o cacete!

E ainda são considerados "normais" pela maioria, gente que condiciona toda a sua felicidade num resultadinho de um campeonato. gente que pensa que a bandeira é o símbolo da "seleção" A "seleção" tem um símbolo próprio, frequentemente ignorado pelos seus próprios admiradores.

A bandeira não foi criada com a finalidade de ornamentar um mero campeonato de futebol e nem o futebol foi criado para servir de motivo de orgulho patriota. Todos os torcedores deram um show de incoerência e ignorância em associar o evento ao patriotismo.

E isso fez com que alguns desses exagerassem (ou seria hexagerassem?) e partissem para a ignorância.

Sinto vergonha de viver em um país que resume toda a sua felicidade em um mero evento, excessivamente valorizado. Agora entendo que entra ano, sai ano, o nosso país ainda continua mantendoos problemas de sempre.

Tá com probleminha? Pede para o Robinho fazer um gol que a solução vem.

Brasil: Um país de tolos.

Cada um enxerga como quer: Dunga, o (ex-) técnico

Dunga, visto pelos torcedores "patriotas" de copa, hipnotizados pela Rede Globo:


Dunga, visto pelas pessoas esclarecidas, que conhecem o poder hipnótico da Rede Globo:

Haitiano se suicida após desclassificação do Brasil na Copa

COMENTÁRIO DESTE BLOG: Só deixaram escapar essa notícia porque não foi nenhum brasileiro. A mídia quer manter a idéia errada de que quem torce pela "seleção" na copa é que é equilibrado e que os que não gostam é que são loucos, estranhos, "anti-sociais", "anti-patriotas" e outros xingamentos, vários impublicáveis.

No Brasil, devido ao fanatismo imposto pela mídia e pelos costumes sociais, também devem ter ocorrido muitos casos de suicídio, que não são mostrados pelos meios de comunicação pelos motivos que expliquei acima.

Haitiano se suicida após desclassificação do Brasil na Copa

Das agências internacionais - Em Porto Príncipe (Haiti) - 02/07/2010 - 19h06

Um jovem haitiano que torcia para a seleção brasileira cometeu suicídio nessa sexta-feira, após a eliminação da equipe de Dunga diante da Holanda, nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul.

Segundo testemunhas, o rapaz de 18 anos se jogou diante de um automóvel no bairro de Nérette, em Porto Príncipe, logo após o término da partida.

Muitos torcedores da seleção brasileira haviam preparado uma festa, decorando as ruas do bairro com as cores do Brasil, mas a inesperada derrota (2 a 1) decepcionou o pessoal.

As vitórias do time de Dunga no Mundial eram comemoradas com entusiasmo por torcedores em todo o Haiti. Mas, nessa sexta-feira, os habita

domingo, 4 de julho de 2010

BOMBA: A terrível verdade sobre a Copa do Mundo!!!

COMENTÁRIO DESTE BLOG: a copa do mundo é um espetáculo, igualzionho a uma novela, com direito a protagonista, enredo, gags, musiquinha e até suspense. E claro, um final bem feliz, com os amarelos vencendo para a alegria de muitos lunáticos que vivem satisfeitos com a miséria que ganham e com os problemas que enfrentam.

Se eu que não entendo de futebol, percebi claramente que o pentacampeonato da "seleção" brasileira foi armada, imagine quem entende. Tem que ser bem alienado para perceber que a vitória de 2002 não foi armada. A França armou para vencer a copa de 1998, porque o país do "jeitinho" não iria fazer o mesmo em 2002?

BOMBA: A terrível verdade sobre a Copa do Mundo!!!

Por Gunther Schweitzer - Central Globo de Jornalismo Retirado do Rd1

Leia com carinho e amor ao Brasil do futebol…

COPA 1998 – DIVULGADO O ESCÂNDALO QUE TODO MUNDO SUSPEITAVA !
Talvez, isso explique a razão do jogador Leonardo ter declarado a seguinte frase: ‘”Se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo de 1.998, ficariam enojadas!”.
Todos os brasileiros ficaram chocados e tristes por terem perdido a Copa do Mundo de futebol, na França. Não deveriam.
O que está exposto abaixo é a notícia em primeira mão que está sendo investigada por rádios e jornais de todo o Brasil e alguns estrangeiros, mais especificamente Wall Street Journal of Americas e o Gazzeta delo Sport e deve sair na mídia em breve, assim que as provas forem colhidas e confirmarem os fatos.

FATO COMPROVADO:

O Brasil VENDEUa copa do mundo para a Fifa. Os jogadores titulares brasileiros foram avisados, às 13:00 do dia 12 de Julho (dia do jogo final), em uma reunião envolvendo o Sr. Ricardo Teixeira (na única vez que o presidente da CBF compareceu a uma preleção da seleção), o Técnico Mário Zagallo, o Sr. Américo Faria, supervisor da seleção, e o Sr. Ronald Rhovald, representante da patrocinadora Nike. Os jogadores reservas permaneceram em isolamento, em seus quartos ou no lobby do hotel.

A princípio muito contrariados, os jogadores se recusaram a trocar o penta-campeonato mundial por sediar a Copa do Mundo. A aceitação veio através do pagamento total dos prêmios, US$70.000,00 para cada jogador, mais um bônus de US$400.000,00 para todos os jogadores e integrantes da comissão, num total de US$ 23.000.000,00 vinte e três milhões de dólares) através da empresa Nike.

Além dis so, os jogadores que aceitarem o contrato com a empresa Nike nos próximos 4 anos terão as mesmas bases de prêmios que os jogadores de elite da empresa, como o próprio Ronaldo, Raul da Espanha, Batistuta da Argentina e Roberto Carlos, também do Brasil.

Mesmo assim, Ronaldo se recusou a jogar, o que obrigou o técnico Zagallo a escalar o jogador Edmundo, dizendo que Ronaldo estava com problemas no joelho esquerdo (em primeira notícia divulgada às 13:30 no centro de imprensa) e, logo depois, às 14:15, alterando o prognóstico para problemas estomacais).

*A sua situação só foi resolvida após o representante da Nike ameaçar retirar seu ** patrocínio vitalício ao jogador, avaliado em mais de US$90.000.000,00 (noventa ** milhões de dólares) ao longo da sua carreira.

Assim, combinou-se que o Brasil seria derrotado durante o ‘Golden Goal’ (prorrogação com morte súbita), porém a apatia que se abateu sobre os jogadores titulares fez com que a França, que absolutamente não participou desta negociação, marcasse, em duas falhas simples do time brasileiro, os primeiros gols.

O Sr. Joseph Blatter, novo presidente da Fifa, cidadão franco-suíço, aplaudiu a colaboração da equipe brasileira, uma vez que o campeonato mundial trouxe equilíbrio à França num momento das mais altas taxas de desemprego jamais registradas naquele país, que serão agravadas pela recente introdução do euro (moeda única européia) e o mercado
comum europeu (ECC).

Garantiu, também, ao Sr. Ricardo Teixeira, através de seu tio, João Havelange,** que o Brasil teria seu caminho facilitado para o penta-campeonato de 2002.

E tem mais, nesse acordo ficou definido que em 98 a França seria campeã (VERDADE), em 2002 seria o Brasil (VERDADE), em 2006 a Italia (VERDADE), e em 2010 a Argentina e 2014 será a Alemanha, todos esses paises estavam envolvidos na negociação. Agora é só aguardar para ver o resultado.

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NOTA: Pelo jeito, a FIFA errou a mão. Justamente a Alemanha eliminou ontem a "seleção" de Maradona. As bichas que queriam ver Maradona pelado estão desoladas!

sábado, 3 de julho de 2010

A pequenez da arrogância



Dunga, treinador dos falsos-humildes, tem nome de anão;

Maradona, treinador dos arrogantes assumidos, é baixinho;

Ambas as equipes comandadas por eles entraram na copa em clima de "já ganhou".

Realmente a arrogância, assumida ou não, acaba por ser derrubada, cedo ou tarde.

Tchau, seleções arrogantes. Vocês perderam porque mereceram.

O direito de ser alienado

OBS: O texto que vocês irão ler é fictício, criado por mim. Mas é uma síntese do pensamento que passa nas cabeças de todos os alienados que privilegiam futilidades e esperam a redenção para suas vidas, vindo dessas mesmas futilidades.

Criei um personagem fictício e posto aqui como se eu tivesse recebido um recado ofensivo dele. É na verdade um resumo de vários tipos de defesa de pontos de vista conservadores e ignorantes. Alguns aspectos já foram relatados em mensagens horríveis que recebi aqui e tive a ética de não publicar.

Caracterizo o personagem como favelado só para dar ênfase à falta de instrução escolar e ao estilo de vida. Lembrando que nada tenho contra pessoas que moram em favelas. Existe gente inteligente e educada que mora nelas, por não ter outra oportunidade na vida. Mas são exceções. Infelizmente, temos que reconhecer que a maioria dos moradores não se caracteriza por uma inteligência bem desenvolvida, até por não ter tido quem orientasse ou desse condições para obtê-la. Mil perdões para quem se sentir ofendido com a hipérbole.

Com vocês, um ignorante zangadinho esculhambando o meu blog.

O direito de ser alienado

Por Cauê Pereba - "recebido" em 03/07/2010 - Publicado no Planeta Laranja

Eu gostaria de saber onde você estava com a cabeça quando criou esse maldito blog. Você tem raiva das pessoas, é? Não sabe respeitar quem está de bem com a vida? Porque você não está de bem com a vida? Saiba que a maioria sempre está com a razão. Claro! É como nas eleições, quem ganha é quem foi votado pela maioria, certo? Então é a maioria que está certa! Entendido, seu viado?

Aliás, falando nisso, quero deixar claro que adoro empresário. Você me chama de direitista? Direita é você. As ideologias acabaram. Sou do povo, da democracia, não quero saber quem é isso ou aquilo. Empresário é trabalhador, sim! Você odeia empresários só porque eles ganham um pouquinho mais que voce? Ora, vá trabalhar e lute para ser como eles! Eles são gente boa, que sofrem muito para manter suas empresas em pé.

Ah, e adoro a Rede Globo! Você é um imbecil? Como é que a opiniãozinha de um reles blogueiro pode desafiar as lições sábias de uma empresa com mais de 40 anos de existência, que contrata os melhores profissionais do país? Você está errado! A Globo deu um show de jornalismo na copa, principalmente nas tacadas certeiras de Tiago Leifert e do grandioso e imortal Galvão Bueno, que é o meu chapa. Não sei porque chamam esses dois de chatos. O jornalismo deles é descontraído e animou a torcida. FALA, GALVÃO!!!! Pena que o Brasil não levou mais essa. Temos os melhores jogadores do mundo e o infeliz do Dunga não os chamou. Ele é que é filha da puta, junto com você e seu maldito blog. Voce é um infeliz, Marcelo!!!

A minha pátria adorada perdendo por causa de uns infelizes. Eu amo meu país! Dane-se se tem miséria e corrupção! Importante que no futebol ele é IMBATÍVEL! IM-BA-TÍ-VEL, escutou? Não tem para ninguém! Podem morrer de fome, podem roubar e até me matar! Amo o meu Brasil, que é representado por essa seleção sempre maravilhosa e pelo povo que enche as ruas com sua alegria verde e amarela. Sujou as ruas? Desde quando enfeitar a minha rua com as cores de MEU PAÍS é sujar? Ricardo Teixeira, quem é Ricardo Teixeira? Quem comanda a seleção é a torcida e e só ela, SOMENTE ELA, pode fazer com que sejamos campeões. Se o Dunga tivesse escutado a torcida teria ganho.

Jogadores ricos e analfabetos? De onde você tirou isso, cara? Os caras são pobres, humildes, vieram da favela e a genialidade deles está no pé. Não precisam de livros. Aliás odeio livros. Um monte de papel que não serve para nada. Puro desperdício! Já futebol não. A seleção é o MAIOR PATRIMÔNIO DE NOSSO PAÍS e o dia em que todo o território do país for destruído e só sobrar a seleção, posso ficar tranquilo, que o MEU BRASIL ESTARÁ SALVO.

Mas pena que perdeu. Você deve ter feito a maior urucubaca. Você e aquele tal de Mico Jegue. Mico Jegue! Só pode ser jegue mesmo. Que cantorzinho ruim! O que ele canta gente não entende. Depois dizem que canta bem. Eu detesto rock. Musica de ignorante. Todo roqueiro canta enrolado por causa das drogas. Tudo maconheiro! Fodam-se os roqueiros! Cantor mesmo é o cara do Rebolation, o Léo do Parangolé. A genialidade impar dele fez criar uma canção que é sucesso nacional, na boca do povo. Poeta o cara.

O povo é que sabe curtir. Temos grandes cantores na atualidade: Ivete Sangalo, Claudia Leite, Alexandre Pires, Maicon Jackson, Belo, Créu, Padre Fábio (benção, meu padre!) Popozuda, Lacraia, Chicletão, Chitãozinho, Calypso, Calcinha, Luan Santana e o inigualável Exaltasamba. Aliás fiquei puto com os holandeses! O Exalta já ia fazer a trilha do hexa, que já estava certo. Seria um musicaço! Fiz até uma placa já com a vitória de 2010 prontinha.

Filhas da puta! Essa copa foi comprada! A vitória do Brasil era uma certeza! Mico Jegue desgraçado! Canta mal e ainda faz os outros perderem! Dunga filha da mãe! Neymar! Meu grande gênio de tenra idade! Menino de ouro! Venha nos salvar com sua sabedoria pura do povo da favela, sem corantes e aromatizantes. Escola é engodo. A favela é a verdadeira professora!

Aliás o grandioso Neymar teria feito a nossa nação ganhar esse hexa. Um cara que tem bom gosto, gosta de pagode, verdadeira música das ruas, saboreia uma deliciosa cerveja. Quem não gosta de cerveja? Somente um imbecil carola para não gostar da bebida MAIS DELICIOSA de todas. Gosta de groselhina, de matinho, Marcelo? Matinho é bebida para viados como você. Vai dar seu cú para o Mico Jegue e pare de escrever bobagens neste blog!

Tenho o direito de ter a verdadeira sabedoria da alienação. Sei que tenho cérebro (o médico lá do posto me falou) e por isso não preciso aprender nada. Se tenho cérebro é só usar. E não preciso de escola. A galera lá do morro é que me ensina. Até os bacanas na Barra da Tijuca estão fascinados com a sabedoria natural do morro. Reconheceram a nossa força da favela! Tamos criando cada gíria massa! Os intelectuais de merda é que vão se fuder! Quero ser feliz! Tenho orgulho de ser favelado! Tenho orgulho de não precisar estudar para ser inteligente!

A noite é a verdadeira escola. Nas boates aprendi e aprendo muito. Minha galera sabe das coisas. Ah, e a Rede Globo também. Não aquele chato que apresenta aquele programa da madrugada de sábado. Ainda bem que nunca fico em casa sábado a noite. Só maricas fica em casa sábado a noite. Correr riscos é a ordem! Quem não arrisca não petisca ué! E cada cachorra que tenho petiscado! Popozuda é feia? Só viado para achar isso! Gata com um bundão... fora de série! As boazudas é que são da hora! Mulher cheia de papinho é uma enrolação só. Comigo é no pá-pum. Por isso que as burras são as melhores! A gente chega logo e CRÉU! Como 100 numa noite! Mas o viadinho que manda neste blog não sabe o que é bom. Merece uma currada de um bom macho.

Seu viado de merda! Se eu fosse você acabava com este blog ridículo. Coisa de quem não sabe viver e que esta de mal com a vida. Você é invejoso? Não gosta de quem faz sucesso, é? Respeite quem não pensa como você. Aliás, você não merece respeito. Perde tempo falando bobagens neste blog, ofendendo pessoas de bem! VÁ PARA O INFERNO, MARCELO IDIOTA, VOCÊ E SEU BLOG.!

Me deixa eu ser feliz com minha alienação sábia. Intelectualidade faz mal. Impede a felicidade das pessoas!

Vai tomar no cú, seu viado!!!

(Escrito numa Lan House da minha amada comunidade).

ALEMANHA!!!!



Finalmente a Alemanha ganhou! Quero que ela ganhe a copa para tentar tirar o título dos amarelos de "melhor seleção do mundo". E também é um país rico, próspero, desenvolvido. Não precisa de ilusões para substituir verdadeiras alegrias.

Estou torcendo por ela e até o final, manteremos a homenagem a ela no layout de nosso blog!

E salve a Deutschland Fussball!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Quero um país desenvolvido campeão da copa

Ingênua essa população brasileira. Na hora de torcer, preferem que ganhem ou a "seleção" brasileira ou a de um país sub-desenvolvido. Argumentam que a conquista representa uma "alegria" para pessoas acostumadas a sofrer. Tolos!

Substituir a alegria verdadeira de uma qualidade de vida digna, satisfatória, por uma alegria postiça de uma evento de lazer, uma mera brincadeirinha é, sinceramente, coisa de gente bem trouxa ou que gosta de sofrer.

Portanto, quero um país desenvolvido, ricaço ganhando a copa. A Alemanha, por exemplo. Nesse país, o povo já não sofre tanto, e, tendo a alegria verdadeira de uma vida digna, pode realmente se entregar a alegrias fictícias da brincadeirinha da copa.

Os brasileiros, ao invés de ficarem rezando para a conquista de um bezerro de ouro que é a taça, deveria rezar por melhorias de vida, sair as ruas para incomodar autoridades, cobrando delas a responsabilidade que tem. É boicotando produtos de grandes empresas, para que empresário gananciosos entrem na falência, é educando (mesmo!) as crianças com inteligência e não se limitando a matérias didáticas, mas ensinando cidadania e respeito ao próximo. Essa deve ser a mobilização da população de nosso país.

Mas como crianças dotadas de retardamento mental, as pessoas no Brasil choram, matam e morrem por essa tal de copa, que seria válida, se fosse vista apenas como uma diversão. Associar patriotismo a copa foi uma ideia infeliz que acaba conduzindo o nosso país para o caminho oposto ao que deveria seguir.

E lucram-se empresários, cartolas, jogadores e equipe técnica, rindo da cara de um povo trouxa que deixa de comer para comprar cornetas, bandeiras, camisetas e até caríssimas TVs só para se dedicar a essa pataquada toda. Um povo assim merece continuar sofrendo, e muito, para aprender a deixar de ser infantil.

Por isso, eu torço para que um país bem desenvolvido, com excelente qualidade de vida ganhe essa copa. nem América Latina e muito menos a África (que vai sair no prejuízo por ter organizado esse mega-evento, algo que os "patriotas" de meia tigela nunca vão saber e que poderão pagar depois que a copa de 2014 acabar) merecem ganhar.

Quem não dá boa vida ao seu povo merece mesmo é se afundar em um poço e não sair mais dele até que amadureça e não coloque brincadeiras de criança no lugar de necessidades.

Tomara que a Alemanha ganhe. Se não for, outro país rico já basta. Eles não precisam de ilusões para serem felizes.

ACABOU A ILUSÃO!!!



Hoje tivemos suco de laranja! Os amarelos levaram uma surra da Holanda. Os também conhecidos como "Países Baixos" acabaram com a "alegria" do país da baixaria!

Valeu Holanda. Hoje terei sossego. Acabou a fantasia. E a realidade está de volta.

Ninguém sabe porque torce pela "seleção"

Tempo de copa, todo mundo vestido de amarelo, bandeirinhas fora do armário (inclusive a bandeira nacional, equivocadamente associada como símbolo da "seleção", cornetas, TVs ligadas... tudo é uma festa.

Experimenta chegar para uma dessas pessoas e pergunte porque elas torcem pela "seleção", fazendo - muita - questão de sua vitória em copas. Com certeza vai sair alguma besteira como justificativa ou um sonoro "porque sim".

O povo brasileiro foi educado a gostar desse tipo de evento e ter total dedicação a ele. É uma coisa arraigada, quase obrigatória, que se instala no sub-consciente da quem adere a esse culto à "seleção". O festival de incoerências relacionada a este culto prova que essa "paixão" não é nada racional, exclusivamente passional e tola. E é algo reforçado e "eternizado" pela mídia, com uma persuasão assustadora.

A falta de unanimidade incomoda os torcedores

Para os "patriotas" de copa, saber que existe pelo menos uma pessoa que prefira estar fora desse culto é um suficiente motivo de irritação. Se lembrar que o culto a "seleção" na copa não é unânime tira o caráter "patriota" do evento, devolvendo ao mesmo a sua função original de "puro divertimento".

Quem torce pela "seleção" prefere ver o futebol como algo muito além de um simples divertimento. Para eles, o futebol é uma força cósmica capaz de unir povos e resolver problemas. A unanimidade servia como uma confirmação desta falsa crença de "patriotismo".

Essa crença gera muitos atritos entre quem gosta e quem não gosta do esporte, já que os que gostam acreditam que todos são obrigados (embora não afirmem isto - é uma ideia sub-consciente) a gostar de futebol.

Nas leis de etiqueta social, se negar a gostar de futebol é considerado um sinal de antipatia e muitas vezes de ofensa a quem gosta. E não é só em copas. Dizer a um flamenguista que torce pelo Vasco, ainda é visto com simpatia, por mais discordante que seja. Mas dizer para um flamenguista que não gosta de futebol (mesmo que afirme torcer para o time de basquete do Flamengo), incomoda e o torcedor reage com no mínimo de estranheza do tipo "esse cara não é normal...".

Isso pode explicar porque muita gente que não costuma gostar de futebol passa a gostar em época de copa: ou ele acha que copa é "dever cívico" ou ele quer evitar atritos, com medo da solidão.

Em muitos setores, o povo brasileiro tem demonstrado que gosta de imitar os outros em gostos e ideias,baseando-se no utópico mito de que "a maioria está sempre certa". Brasileiro tem vocação para "Maria-vai-com-as-outras". Se a maioria faz, um indivíduo faz também. Ainda bem que não somos fundamentalistas islâmicos (nada a ver com muçulmanos, apesar de agirem em nome do Islã. Tenho muito respeito ao povo islâmico), senão estaríamos ferrados.

Quem não gosta sofre preconceito, além de perder direitos

E nós, que não curtimos esse culto massivo, sofremos bastante, embora os torcedores é que agem como "coitados" quando são contrariados, mesmo tendo todo o apoio da sociedade e da mídia. Pelo jeito, os "patriotas" de copa também tem no subconciente a certeza de que estão curtindo algo efémero, puramente lúdico e que é logicamente ridícula a dedicação total a esse culto. Mas a submissão à mídia e as regras sociais os mantém na insistência de cultuar a copa. "Se todos fazem, porque eu não vou fazer?", argumenta.

Os que não gostam, como eu, costumam argumentar que tal dedicação não vale a pena, porque a vitória da "seleção" nada vai trazer de concreto ao país e à população. Realmente, isso é fato. Mas como a Cassandra de Tróia, não somos ouvidos, já que a "seleção" representa um belíssimo "Cavalo de Tróia". Por isso somos chamados pejorativamente de "intelectuais".

Nos acusam de não sabermos nos divertir, que levamos a vida "à sério demais". Mas justamente por sabermos nos divertir é que não aderimos a essa patriotada. Nós sabemos muito bem que futebol é só lazer, divertimento e que não existe nada de "patriótico" ou "responsável" no culto a ele. Eles é que não sabem se divertir, pois colocam um traço de "obrigação patriótica" a algo puramente lúdico, quase bobo.

Um dia os brasileiros irão amadurecer e aprender a curtir o futebol em copas de maneira mais divertida, sem levar a sério. O verdadeiro prazer do futebol está no seu caráter lúdico, puramente de diversão, como um malabarismo no circo. Ninguém chama um malabarista de "herói da pátria", não é?

Colocar uma missão de responsabilidade cívica no futebol tira o prazer do esporte e desune ainda mais as pessoas, além de sujar a cidade, parar serviços importantes e incomodar quem quer ter sossego.

Querem curtir? Curtam! Eu apoio (mesmo, não é ironia, não! gosto que o futebol exista e seja curtido de maneira sadia, sem fanatismo). O que eu não apoio é a dedicação doentia e excessiva a algo que foi feito exclusivamente para diversão e que não contribuiu e nunca vai contribuir para a melhoria da população e desenvolvimento do país.

A carruagem vai virar abóbora, amigos. Aí vai ser tarde demais...

A grande lição que podemos tirar desta derrota

Hoje a "seleção" perdeu com justiça. Perdeu porque desde 1986, não existe mais o mitológico "futebol arte", substituído pelo "futebol-negócio", existente até hoje, mas invisível aos olhos de quem coloca a emoção acima da razão.

A mediocridade brasileira conseguiu ganhar de seleções medíocres. Mas foi só enfrentar uma seleção de verdade para encarar a realidade.

A falsa alegria que tantos queriam que compensassem a miséria foi embora. Agora, vamos lutar para termos a verdadeira alegria da boa qualidade de vida. Pois, acreditar em futebol é como acreditar em duendes, algo que foge de qualquer realidade.

Três principais lições ficarão com esta derrota:

- futebol na copa não é patriotismo
- ilusões não substituem qualidade de vida
- existem brasileiros que não curtem nem futebol e muito menos "copa"

Que um dia o povo brasileiro amadureça e aprenda a gostar de futebol como um mero esporte apenas. E não como uma panacéia pseudo-patriota que vai tirar a nação do sub-desenvolvimento.

A "seleção" já venceu o bastante. Está na hora de mudarmos os vencedores.

Chega dessa ilusão. Porque futebol é só diversão. Nada mais que isso.

E sendo uma mera diversão é a sua maior qualidade. Colocar patriotismo no futebol é eliminar sua verdadeira vocação de entreter as pessoas.

Hoje a "seleção" saiu derrotada. Mas o Brasil, o país, saiu vitorioso. De verdade.

A seleção não é o Brasil

Nesta época de copa do mundo de futebol fico muito puto. As pessoas passam a tratar um evento puramente lúdico como se fosse uma "obrigação cívico-social", chegando a parar o país e ganhar a adesão cretina de pessoas que não costumam gostar de futebol, mas como perfeitos otários, caem nessa cilada de que aderir ao evento é "patriotismo".

O nosso país é grande, lindo, cheio de recursos. Tem uma grande variedade de climas, de culturas, de etnias, de modos de pensar. Como é que com tanta variedade em muitos setores da vida, no esporte, se é obrigado a engolir o monopólio do futebol. E a diversidade no esporte, onde está? Negar isso é uma contradição.

A "seleção" não é o país e muito menos representa a população. É apenas um suposto resumo do futebol brasileiro através da seleção de 11 jogadores e 12 reservas que vão enfrentar outras equipes em um campeonato. Nada mais que isso.

Me recuso a cultuar a "seleção" em copas como sinal de suposto patriotismo. Quem está lá não é o Brasil. Quem está numa copa é apenas uma equipe de futebol e nada vou ganhar com a vitória dela. Nada mesmo. Cultuar a "seleção" nada tem de patriota.

Patriotismo para mim nem sequer é cultuar símbolos. O culto a bandeiras, hinos, escudos e o escambau surgiu por idéia dos conservadores que acharam melhor ficar parado cultuando tais símbolos para que nada fosse feito para melhorar o país, perpetuando os privilégios da elite.

Para esses mesmos conservadores, transformar o futebol em "mais um símbolo" foi uma excelente ideia, pois o sedutor caráter lúdico do evento, somado ao caráter "sério e compromissor" do "patriotismo" hipnotiza toda a população que é capaz de largar tudo o que está fazendo, mesmo coisas extremamente urgentes, para se dedicar a uma mera peladinha que acontece de 4 em 4 anos. Não se vê essa dedicação em lugar nenhum, esporte nenhum e nem sequer nas outras modalidades do futebol (tem certeza que é por causa do futebol que todos gostam de copa?).

Patriotismo, para mim é lutar pela melhoria das condições de vida das pessoas que vivem em meu país, incluindo eu mesmo. É respeitar o próximo, auxiliar no que for necessário e reivindicar meus direitos e cumprir meus deveres. Não está escrito em lei nenhuma que "torcer pela 'seleção' numa copa" é um dever. No máximo é pura diversão.

Falei em outro texto que tenho vergonha de ser brasileiro. Vou continuar tendo até que a população amadureça e coloque o futebol no seu devido lugar: como um divertimento puro que uns gostam, outros não e que tem como única finalidade distrair as pessoas. Não sou contra o futebol e até gosto muito que ele exista. Só não deve ser levado a sério, como acontece em nosso país. Ninguém é obrigado a gostar ou não de futebol.

Pois tratar o futebol em copas como salvação da humanidade brasileira é o fim da picada. Associar futebol com patriotismo é a mesma coisa que acreditar em duendes. Coisa de gente sem maturidade, infantil mesmo.

Quando os brasileiros amadurecerem, o Brasil poderá resolver seus problemas e se desenvolver. Como ainda não amadureceram...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pato paga o pato... perdão, a pata

Pato decidiu (não sei se foi por decisão própria ou por pressão judicial - maiores chances de ser o segundo) dar a atriz Sthefany Brito, uma ajuda de custo de 5 mil reais (Reais? que humilhação!!! - diria a pata) até que ela possa voltar a trabalhar.

Que papelão! O "príncipe encantado" semi-analfabeto virou um sapo e dos mais gosmentos e venenosos.

Uma lição para as mulheres aprenderem a escolher homem. Pois a maioria só se casa com cada peça...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Olimpíada e Copa trazem prejuízo social

COMENTÁRIO DESTE BLOG: O povo trouxa que torceu para que a copa de 2014 e a olimpíada de 2016 fossem no Brasil, pelo jeito não quer melhoria de vida. Quer circo completo, com mágicos, malabaristas e toda a bicharada. Só que neste circo, os palhaços são a própria platéia, cujos micos decorrentes de sua ingenuidade fazem a elite de políticos e empresários darem suas grandes risadas.

Não tem pão, come-se o circo, ora. Mas quem pagará a conta do pão que não foi comido, hein?

Olimpíada e Copa trazem prejuízo social

Publicado por Comunicação [comunicação] em 10/3/2010
Reportagem de Jamil Chade publicada n´O Estado de S. Paulo no dia 5 de março

A organização de Copas do Mundo e Jogos Olímpicos causou a expulsão de milhares de pessoas de suas casas e, na grande maioria dos casos, teve impacto negativo sobre a situação de moradia para a população. A conclusão é da ONU, que apresenta hoje, em Genebra, seu primeiro relatório completo sobre o impacto de megaeventos esportivos sobre a vida das pessoas nas cidades que os sediam e desfaz o mito de que apenas trazem benefícios à população.

No caso do Rio de Janeiro, alerta o estudo, a ameaça de expulsão de moradores de áreas que serão usadas para os Jogos de 2016 é real e o governo terá de dar uma solução.

O trabalho de elaboração do levantamento coube a uma brasileira, Raquel Rolnick, relatora das Nações Unidas para o Direito à Moradia e hoje uma das principais especialistas mundiais na questão. A ONU buscou contato com a Fifa para tratar do assunto. Sequer foi recebida. “Experiências passadas mostram que projetos de reurbanização adotados para a preparação de eventos resultaram em violações extensivas de direitos humanos, em especial o direito à moradia”", alertou Rolnick em seu documento, que será apresentado hoje a governos de todo o mundo.

Expulsões, encarecimento de moradia, falta de alternativas e pressão sobre os mais pobres, que acabam empurrados para as periferias, têm sido algumas das marcas mais características das Copas e Jogos Olímpicos. Para a brasileira, os benefícios econômicos desses eventos não são distribuídos de forma adequada à população e o legado “é longe de ser positivo”". “Velhas disparidades parecem se exacerbar diante de um processo de regeneração e embelezamento das cidades”", afirma. “As consequências de longo prazo de megaeventos incluem fatos preocupantes.”"

Os exemplos citados pela ONU são inúmeros. Em Seul, em 1988, a Olimpíada afetou 15% da população, que teve de buscar novos locais para morar – 48 mil edifícios foram destruídos. Em Barcelona, em 1992, 200 famílias foram expulsas para a construção de novas estradas. Em Pequim, a ONU admite que 1,5 milhão de pessoas foram removidas de suas casas. A expulsão chegou a ocorrer em plena madrugada. Moradores que se opunham foram presos.

Outra constatação é a alta nos preços de casas. Em Seul, a inflação foi de 20% nos oito meses anteriores aos Jogos. O preço da terra subiu 27%. Em Barcelona, a alta foi de 131% nos cinco anos antes da Olimpíada, contra mais de 50% em Sydney. Em Atlanta, 15 mil moradores foram expulsos de suas casas em 1996 e a inflação no setor imobiliário passou de 0,4% para 8% no ano dos Jogos.

Para Londres/2012, as áreas próximas aos locais dos eventos já sofrem inflação quatro vezes maior que a média nacional.

Em relação à Copa da África, a relatora alerta que os compromissos do governo de proporcionar ganhos sociais com o evento não estão se confirmando. O orçamento para isso é baixo e a Fifa sequer aceitou falar com Raquel sobre o assunto. A ONU pede que a entidade modifique seus critérios para a escolha da sede das próximas Copas. Não houve resposta.
JOGOS DE 2016

Para a Olimpíada do Rio, a ONU já alerta para possíveis violações ao direito à moradia. Um dos problemas seria a Vila do Autódromo, que poderia ter seus moradores expulsos para as obras do evento. Outra preocupação é com relação à falta de informação sobre compensações que moradores de algumas áreas terão de receber.

OS IMPACTOS NA HABITAÇÃO
1988 - Olimpíada de Seul
Em Seul, 15% da população foi violentamente expulsa e 48 mil edifícios foram demolidos em 1988 durante a preparação dos Jogos Olímpicos. A especulação imobiliária aumentou em mais de 20% o valor dos apartamentos e em mais de 27% o de terrenos

1992 - Olimpíada de Barcelona
Duzentas famílias foram despejadas para abrir caminho para a construção de novas rotatórias e outras adaptações urbanísticas antes do Jogos Olímpicos de 1992. A especulação imobiliária em torno dos Jogos resultou num aumento de 131% no preço dos imóveis

1994 - Copa do Mundo dos Estados Unidos
Em Dallas, cerca de 300 pessoas foram expulsas de suas residências por causa da preparação para a Copa do Mundo 1994

1996 - Olimpíada de Atlanta
Em Atlanta, em torno de 15 mil residentes de baixa renda foram expulsos da cidade por causa dos Jogos. Cerca de 1.200 unidades de habitação para os pobres foram destruídas em nome dos Jogos

2000 - Olimpíada de Sydney
Em Sydney, os relatórios indicam que cerca de 6 mil pessoas foram desalojadas na preparação para os Jogos Olímpicos de 2000. A especulação imobiliária em torno dos Jogos elevou em 50% o preço dos imóveis

2008 - Olimpíada de Pequim
Projeto envolveu realocação de moradores em larga escala. Foram relatadas denúncias sobre despejos em massa, por vezes conduzidos por homens não identificados. Cerca de 1,5 milhão de pessoas foram deslocadas

2010 - Copa da África do Sul
Mais de 20 mil moradores foram removidos e transferidos para áreas empobrecidas da cidade. O ministro da Habitação observou que os planos de construir milhares de casas de baixo custo poderiam ser afetados por mudanças nas demandas do orçamento na preparação para a Copa de 2010

2010 – Jogos da Commonwealth de Nova Deli
Em Nova Deli, na Índia, 35 mil famílias foram expulsas das terras públicas na preparação para os Jogos

2010 - Olimpíada de Inverno de Vancouver
Em Vancouver, mais de 1.400 unidades habitacionais de baixa renda foram perdidas em relação à especulação imobiliária gerada pelos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010

2012 - Olimpíada de Londres
Na capital da Inglaterra, sede dos Jogos de 2012, que antecedemo os do Rio, o preço médio dos imóveis no entorno olímpico aumentou mais de 3%, enquanto no restante da cidade os valores caíram aproximadamente 0,2 por cento

2016 - Olimpíada do Rio
No Rio de Janeiro, diversos assentamentos informais estão sob ameaça de despejo, por causa da construção de instalações esportivas para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016

terça-feira, 29 de junho de 2010

Anúncio publicado na Folha SP prevê derrota dos amarelos

Ou foi erro, ou algum cara, que como eu, não está a fim de ser enganado por esta bosta de copa, colocou de sacanagem ou como sugestão energética (corrente pra frente u-hu!) para acabar com esta festa dos tolos.

O anúncio dos supermercados Extra (Sr. Abílio, mas o que é isso?...), publicado na folha de S. Paulo, agradece a participação dos amarelos e fala até em um "nos vemos em 2014".

Provavelmente o anúncio foi preparado antecipadamente na possibilidade deuma derrota. Derrota que tanto desejo, pois eu não aguento mais tanta barulheira, sujeira verde-amarela por toda a cidade e fanáticos falando besteiras para justificar o seu gosto pela copa.

Vamos lá, Brasil! Caia na real e perca esta copa. Não substituamos a verdadeira felicidade pela "alegria" de mentirinha!

A derrota no futebol será uma vitória para toda a população.

Quem não gosta do Mundial de futebol procura afazeres bastante alternativos durante os jogos

COMENTÁRIO DESTE BLOG: Tinha que ser jornal de faculdade. As universidades são ainda um oasis de inteligência em nosso país. Se contarmos com a mídia oficial, estamos perdidos.

Eles odeiam a Copa - e fazem de tudo para driblá-la

Reportagem Olívia Baldissera - Edição Marcela Varasquim - OLÍVIA BALDISSERA
Jornal de Comunicação - UFPR - Publicada em 22/06/10 às 20h50

Que o Brasil é o país do futebol, todo mundo sabe. Cinco vezes campeão da Copa do Mundo, já chegou em 7 finais e ainda tem o jogador Ronaldo - que marcou ao todo 15 gols nas 4 copas em que participou - como o maior artilheiro de todos os tempos. Mesmo assim, há brasileiro que desliga a TV no momento em que a seleção campeã de vitórias está jogando. O que eles fazem? Cada um tem uma resposta bastante peculiar.

O publicitário carioca Bruno Figueiredo nunca gostou muito do Mundial e sempre sofreu para encontrar o que fazer durante os jogos. Ele reclama que os cinemas não abrem, que a programação da televisão apenas trata sobre os jogos e que até as empresas não funcionam. Por isso, em dia de jogo ele ouve música alta, lê um livro ou navega pela Internet. Bruno conta que se sente deslocado em época de Copa: “Sempre sou criticado por não gostar e por não comentar os jogos no dia seguinte. Por ser algo tão universal, as pessoas não entendem muito quem não gosta”.

Quem tem mais opções de distração do que Bruno durante a Copa é a jornalista Milana Bernartt, que tem amigos que também não gostam do Mundial e a acompanham nos dias em que a Seleção Brasileira entra em campo. Às vezes ela assiste aos jogos devido às festas que os sucedem, mas geralmente ela sai com os amigos para tomar um café ou passear em um parque. Para Milana, dia de jogo é como um feriado, e ela aproveita para relaxar. “Se eu não gosto de futebol quando há o Campeonato Brasileiro, seria esquisito se eu gostasse de futebol só na Copa do Mundo”, pondera a jornalista.

Mas há quem seja ainda mais radical. A estudante de Psicologia Kharina Guides não assiste aos jogos de jeito algum - e nem sente falta. Quando há partidas do Brasil na Copa, ela tenta fazer o que faria normalmente: estuda, ouve as músicas que quer ouvir, sai quando tem vontade. Kharina, que também não gosta de futebol, acha ridículo o país parar devido a um jogo e critica o grande investimento feito em uma Copa do Mundo. “Enquanto jogadores de futebol receberem absurdamente mais que professores, eu vou ver o futebol com maus olhos”, argumenta.

Freud explica

Na abertura oficial da Copa do Mundo 2010, estiveram reunidas no estádio Orlando, em Johannesburgo, 36 mil pessoas. A partida que estreou a Copa, entre a África do Sul e o México, também contou com um grande número de torcedores que acompanharam o embate. Segundo a FIFA, 10.146.793 telespectadores assistiram ao jogo, um número recorde de audiência esportiva na África do Sul.

A psicóloga Roberta Karam cita Freud ao falar sobre o que leva multidões a adorarem a Copa do Mundo. Ela afirma que o ser humano tem uma tendência a se identificar com o que os demais se identificam, principalmente se isso for considerado bom ou envolver poder e sedução. “O ser humano não é um ser sozinho, ele precisa se sentir parte de um grupo ou de uma ideia”, explica. Como boa parte dos brasileiros ama o Mundial e torce pela Seleção Brasileira, isso cativa outros a fazerem o mesmo.

E quem não gosta do Mundial se comporta da mesma maneira, ao tentar fazer parte do grupo dos que repudiam a Copa. Kharina e Bruno fazem parte desse grupo, e compartilham opiniões parecidas: ambos acreditam que a Copa é uma alienação dos brasileiros em relação aos problemas pelos quais o país sofre, como a desigualdade social e o fraco investimento em Educação.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Torcida pela derrota da "seleção"

Se você quer que o falso patriotismo de copa acabe e que o futebol volte a ser curtido apenas como esporte e não como "dever cívico", cante conosco:

- O AMARELÃO VAI DANÇAR! O SOSSEGO VAI VOLTAR!

Para que o Brasil volte a se desenvolver, eliminando problemas e desigualdades!

Além de nos livrar daqueles barulhos infernais das cornetas e dos berros da torcida que fica insana nesta época de copa.

Brazilians: GO HOME!!!

Futebol, um esporte vendido à TV

COMENTÁRIO DESTE BLOG: Tem muita coisa acontecendo nos bastidores do futebol que não chega ao conhecimento do povinho fanático que se considera o cojunto dos "190 milhões de técnicos" da $ele$ão Amarelão. E não são coisas boas, não.

Futebol, um esporte vendido à TV

Laurindo Lalo Leal Filho - Site Carta Maior

Na mesma semana da estreia do Brasil, os vereadores de São Paulo deram uma guinada espetacular e mantiveram o veto do prefeito Kassab à lei, por eles mesmos aprovada, que proibia jogos de futebol na cidade com início depois das 21h15.

Enquanto a Copa segue hegemônica nos noticiários de TV, o silêncio cobre outros fatos importantes ligados ao futebol. Na mesma semana da estreia do Brasil, os vereadores de São Paulo deram uma guinada espetacular e mantiveram o veto do prefeito Kassab à lei, por eles mesmos aprovada, que proibia jogos de futebol na cidade com início depois das 21h15.

Quem marca o horário dos jogos noturnos para às 21h50 são os programadores da Rede Globo. Para eles o futebol é apenas mais um programa da emissora que, por critérios mercadológicos, deve ser transmitido depois da novela.

Em abril, com 43 votos a favor e apenas dois contra a lei aprovada passava a impressão de altivez da Câmara, fato raro na vida política do município. Foi só impressão. Ao invés de manterem seus votos e derrubarem o veto do prefeito, os vereadores paulistanos, com quatro honrosas exceções, curvaram-se aos interesses da Globo. Até um dos autores do projeto, vereador Antonio Goulart, mudou de lado. O outro, Agnaldo Timóteo não apareceu para votar.

E assim os jogos na capital continuam terminando quase à meia-noite. Até pela TV, para quem tem que trabalhar cedo no dia seguinte, como faz a maioria da população, o horário é ruim. Agora para quem gosta de ir ao estádio é um sacrifício desumano.

Os vereadores paulistanos não se dobraram apenas aos interesses da Rede Globo. Eles passaram um atestado de incapacidade absoluta para enfrentar um modelo perverso imposto nas últimas décadas ao futebol brasileiro.

Até o final dos anos 1960 ainda havia algo de lúdico na prática e no espetáculo futebolístico. Lembro do Torneio Início, jogado uma semana antes da abertura do campeonato paulista, num dia só, com a participação de todos os clubes da primeira divisão. Eram jogos mata-mata, de 30 minutos (15 por 15) de duração onde, em caso de empate, ganhava o time que havia obtido mais escanteios a favor, antes da disputa dos pênaltis se fosse necessária.

Curioso era ver os maiores craques do futebol paulista, em volta do gramado, assistindo os jogos dos outros times enquanto esperavam a vez de entrar em campo. Havia um que de amadorismo resistindo às investidas da profissionalização definitiva. O Pacaembu ainda era, nessa época, uma extensão glamorosa dos campos de várzea que se espalhavam por toda a cidade.

A especulação imobiliária nunca contida pelos vereadores paulistanos – em qualquer legislatura – acabou com a várzea e quase acaba com o futebol na cidade. A sua sobrevivência se deu num outro nível, o da mercantilização absoluta. Dos jogadores e do jogo.

Os primeiros passaram a ser formados pelas escolinhas, acessíveis apenas à classe média, ou pelos centros de adestramento criados por empresários cujo objetivo é preparar os seus “produtos” para vendê-los no exterior.

O futebol assume nesse estágio a forma mercadoria em todas as suas etapas. Do berço do jogador à Copa do Mundo nada escapa. O esporte popular das ruas e das várzeas transformou-se num produto caro e altamente sofisticado, operando num nível elevadíssimo de racionalidade capitalista.

Diferente de outros setores da economia e mesmo da cultura, onde o Estado ainda atua para conter de alguma forma a voracidade do mercado, no futebol isso não acontece. Os objetivos privados são absolutos nem que para serem alcançados sacrifiquem-se atletas, torcedores e, no limite o próprio esporte, reduzido cada vez mais a um espetáculo de televisão.

Perderam os vereadores paulistanos a grande oportunidade de colocar o interesse público em primeiro lugar. Resta agora esperar, com bastante ceticismo, que projeto semelhante, apresentado na Câmara dos Deputados, e válido para todo o Brasil, prospere.
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