quinta-feira, 14 de abril de 2011

Orlando Silva agora teme atraso das obras: `é preciso correr`

OBS: Autoridades incompetentes! Porque não imaginaram isso antes de lançar a candidatura? Essa copa de 2014 é a maior besteira já feita no país e levará o Brasil para o fundo do poço. Tomara que sirva para acabar de vez com o fanatismo futebolístico dos brasileiros e estimule a população a idolatrar coisas mais sérias do que um monte de analfabetos correndo atrás de uma bola.

Orlando Silva agora teme atraso das obras: `é preciso correr`

9 de abril de 2011 às 12h52 - do site da BAND

O ministro do Esporte, Orlando Silva, participou nesta sexta-feira da gravação do programa Canal Livre, da Band – a entrevista vai ao ar no domingo, às 23h30. Na conversa, o responsável por gerenciar os projetos para a Copa de 2014 se mostrou preocupado com o andamento das obras, especialmente com a construção dos estádios em São Paulo e Natal, que não saíram do papel.

Por três vezes, ele repetiu a frase: “acredito que é preciso andar mais rápido”. De acordo com o ministro, haverá uma reunião em abril com a presidente Dilma Roussef, prefeitos e governadores para averiguar o que já está sendo feito e redefinir prazos.

“O país tem 27 meses para entregar todos os projetos prometidos. Nossa referência é a Copa das Confederações, que é o evento teste (acontecerá em julho de 2013). Está certo que não envolverá as 12 cidades-sede. Deve ter quatro cidades participantes. Mas, até lá, temos que deixar tudo pronto.”

Sobre os dois estádios atrasados, o ministro pediu agilidade no desenrolar dos problemas e jogou a responsabilidade de entrega para os governadores e prefeitos, que "serão cobrados por qualquer atraso".

Orlando Silva lembrou sobre a mudança de sede da capital paulista (do Morumbi para o terreno em Itaquera) e reconheceu que há muitos entraves para o início da construção. Somente para a alteração dos dutos que passam sob a propriedade do Corinthians, por exemplo, é necessário 120 dias de obras e R$ 30 milhões.

“O prefeito Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin informaram à presidenta que desenvolveram um modelo para viabilizar o estádio para 65 mil pessoas em Itaquera. Confio que o prefeito e o governador irão equacionar os problemas para realizar a abertura em São Paulo”, comentou. Sobre a Arena das Dunas, em Natal, ele disse que os problemas burocráticos estão, praticamente, resolvidos e as obras "começarão dentro de pouco tempo."

O ministro ainda informou como será feita a modernização dos aeroportos, detalhou os investimentos em mobilidade urbana, ressaltou a ideia de transparência dos projetos para a população e mandou um recado ao presidente da Fifa, Joseph Blatter. Todos esses detalhes, você confere domingo, às 23h30, na Band.

Fonte: eBand

Fonte: Copa no Pantanal

quarta-feira, 13 de abril de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

Pelo menos esse não causa preocupação

Estamos carecas de saber que os jogadores de vôlei se tornaram o novo padrão de beleza masculino para a mulherada. Quem não possui o porte físico de um jogador de vôlei e não é rico, pena muito para conquistar uma mulher. E nunca pega as melhores, bom lembrar.

Justamente por isso mesmo, quase todos os jogadores de vôlei brasileiros têm relacionamentos estáveis com mulheres lindíssimas. Mas um, não se encaixa nessa regra.

Michael dos Santos, jogador do time Vôlei Futuro, assumiu ser homossexual. Como não somos homofóbicos, aplaudimos a atitude e desejamos muita felicidade a Michael (que felizmente não foi grafado com a horrorosa e equivocada grafia de "Maicon"). Que ele encontre um homem que o respeite e que o faça feliz.

Mas o que vai nos deixar mesmo felizes é se todos os jogadores, e não somente eles mas todos que os assemelham no físico privilegiado assumissem seu homossexualismo. Como iria sobrar gata para os nerds solitários que são baixinhos e gordinhos.

Se todos os jogadores de vôlei fossem gays, viveríamos no paraíso, pois as melhores mulheres seriam recusadas por eles. Isso é um sonho longe de realizar.

Pelo menos não precisamos nos preocupar com Michael. Ele não faz parte da sempre temida concorrência avantajada dos apolíneos jogadores de vôlei.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Photoshop não faz milagres



Realmente não. Photoshop edita fotos, mas não faz mágica. E nem santo resolve isso. Argh!

domingo, 10 de abril de 2011

Jogador de futebol sofrendo bullying

Sabemos que jogador de futebol nunca sofre bullying. Não há como. Todos sabem e concordam que ninguém é mais amado pela população brasileira que um jogador de futebol.

Pode ser até que um jogador seja "vítima" de uma piadinha aqui e outra ali, mas bullying, em suas características típicas, nunca. Até porque se alguém tentar ridicularizar um jogador de futebol, sempre aparecerá um otário para defendê-lo. Já estou esperando alguma alfinetada por esta piada.

Mas há um modo deles terem sofrerem bullying.

Como a maioria é de analfabetos, devem achar que "sofrer bullying" é ter um bule caindo na cabeça deles.

Acho que a sociedade brasileira precisa urgentemente escolher integrantes de outra categoria mais séria para fazer o papel de "heróis da nação".

Como tem gente besta...

sábado, 9 de abril de 2011

As gatas da Globo News que estão no jornalismo esportivo



Duas beldades que fizeram parte da Globo News em divisões não relacionadas com os esportes, agora fazem parte do jornalismo esportivo.

Vanessa Riche integra a equipe do SporTV e Luciana Ávila apresenta o Esporte Espetacular na Rede Globo. Elas se juntam a um contigente que já tem muitas belas jornalistas envolvidas, como Christiane Dias, Carol Barcelos, na Globo e Milena Ciribelli na Record, entre outras.

Duas lindas mulheres que estimulam inclusive homens que não curtem esportes, mas adoram a beleza feminina. O jornalismo esportivo pegou ótimas iscas, não acham?

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Futebol: a última trincheira da Globo?

OBS: Espero que com isso, o fanatismo futebolístico acabe e os brasileiros passem a se interessar por coisas mais importantes do que sofrer por tarados analfabetos cheios da nota correndo atrás de uma bola.

A não ser que os brasileiros prefiram continuar "cúmplices" de um esporte corrupto, controlado por gente corrupta e que vive manipulando resultados para favorecer interesses ocultos.

Futebol: a última trincheira da Globo?

Brizola Neto, publicado no blog Tijolaço:



Desmoralizada politicamente, a Rede Globo não tem mais condições – apesar do altíssimo nível de muitos dos seus profissionais – de sustentar seu monopólio de fato sobre a TV aberta. Sem julgamento de mérito – ou da falta dele – sobre suas programações, as outras emissoras deixaram de ser “traço” em audiência e a própria emissora já reviu para baixo, ontem, suas metas de audiência, baixando-as para 18/19%.

Além das concorrentes diretas, a TV a Cabo e a internet estão erodindo o monopólio da ex-Vênus Platinada.

O futebol, do qual ela tem exclusividade, passou a ser a trincheira de vida ou morte para ela.

Hoje, a Record tomou a ofensiva. E colocou a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, numa situação delicada.

A emissora tornou público que está oferecendo R$ 100 milhões pela transmissão de 16 dos 40 jogos do Flamengo no campeonato brasileiro.

A Globo diz que paga R$ 44 milhões pelas 40 partidas.

Grêmio, Cruzeiro, Coritiba, Vitória, Goiás, Coritiba, Vasco, Sport, Santos, Bahia e Corinthians assinaram com a Globo. A Rede TV, que venceu a concorrência do Clube dos 13, diz que tem 15 clubes acertados, mas parte deles roeu a corda do acordo anterior e mesmo tendo dado procuração ao Clube dos 13, assinaram com a Globo,

A esta altura, só Deus sabe o que está se passando dos obscuros subterrâneos do futebol, mas ninguém duvida que estejam se passando as maiores barbaridades.

Tudo indica que a transmissão do Brasileirão vai terminar no “tapetão”.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Escócia quer retratação de Neymar e CBF por acusação de racismo

OBS: Somos contra racismo, mas também somos contra histerias. Eu não entendi o que uma simples casca de banana jogada no gramado têm a ver com racismo. Para mim, não passa de falta de higiene de quem jogou. Lixo é para colocar na lixeira.

Ah! O sujismundo era alemão. Depois dizem que os brasileiros é que fazem sujeira.

Escócia quer retratação de Neymar e CBF por acusação de racismo

Por Marcos Felipe Rio de Janeiro - Globo Esporte - 31/03/2011 18h18

Federação do país manda carta à entidade exigindo pedido de desculpas. Segundo polícia inglesa, banana foi atirada por torcedor alemão no domingo

A Federação Escocesa de Futebol (SFA) escreveu uma carta à CBF requisitando um pedido de desculpas da entidade e de Neymar após a acusação de racismo durante o amistoso do último domingo, quando o Brasil venceu por 2 a 0 em Londres.

Em comunicado no site oficial, o presidente da SFA, Stewart Regan, afirmou que os torcedores escoceses se sentiram ofendidos com as reclamações dos brasileiros, pois a polícia inglesa informou que o responsável por jogar uma banana no gramado foi um jovem alemão que estava sentado na área reservada aos fãs brasileiros no Emirates Stadium.

- Brasil e Escócia já jogaram várias vezes, sempre em um ambiente colorido e amigável, e achamos que isso é necessário para apagar os eventos de domingo. Os torcedores escoceses ficaram realmente tristes e incomodados com estas acusações sem provas que colocam em dúvida sua reputação de bem-humorados e respeitosos. Para a questão ficar resolvida, e mostrar que os escoceses não estão envolvidos, nós achamos que a única maneira que podemos agir para defendê-los é pedir uma retratação do jogador e da CBF - disse Regan.

CBF não vai se retratar

Perguntado sobre o assunto, o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, disse não saber de nenhuma carta. E também afirmou que a entidade nada tem a ver com o problema.

- Se enviaram (a carta) eu não sei. Sei que a gente não deve se desculpar de nada. Você viu algo sobre o assunto no site da CBF? Não. Alguém da CBF falou sobre isso? Também não. Ou seja, não temos nada a ver com isso. Não temos que nos retratar de coisa alguma. E acho que nem o Neymar, pois ele não falou nada sobre a Escócia e, sim, sobre o racismo ser algo condenável no futebol - afirmou Paiva, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.

Entenda o caso

Logo depois do segundo gol de Neymar no domingo, um torcedor jogou uma banana no gramado durante a comemoração do craque do Santos, que também fez o primeiro da Seleção de Mano Menezes. Após a partida, o atacante reclamou do incidente.

- Esse clima de racismo é totalmente triste. A gente sai do nosso país, vem jogar aqui e acontece isso. Prefiro nem tocar no assunto, para não virar uma bola de neve - disse ao SporTV.

Porém, segundo a polícia inglesa, o torcedor que atirou a banana no campo era alemão e não teria tido a intenção de fazer ofensa racista. Um dia depois do amistoso, Neymar disse a um canal de televisão da Inglaterra que não faria nenhuma reclamação formal sobre o incidente, pois considera que o caso "já é coisa do passado". O alemão responsável por jogar a banana também não será punido pela polícia da Inglaterra.

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NOTA DO FUTEBOSTA: O pica-pau de várzea que todos insistem em dizer em classificar como "herói da nação", já mandou dizer que a banana foi "mesmo" sinal de "racismo" e não pretende se retratar. Arrogante, quando se faz de vítima, abre mão até da razão e da lógica.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Torcedores do São Paulo vaiam a Rede Globo: isso se chama ingratidão

Durante a apresentação de Luis Fabiano (quem?) ao time do São Paulo, em Barueri, a torcida, ao ver um repórter da TV Globo, começou a xingar furiosamente, por causa da polêmica sobre os direitos de transmissão. Mas a torcida agiu errado.

A Rede Globo é a grande responsável por transformar o futebol, que era para ser um mero esporte, na razão de ser dos brasileiros, um motivo de fanatismo sem medida que chega a ultrapassar os limites do esporte, se transformando em regra social e dever cívico. Foi a TV Globo que gerou esse mito e criou condições para que ele se estabilizasse.

Torcedor de futebol nunca deveria xingar a TV Globo. É como se um aluno aplicado xingasse seu próprio professor.

Em tempo: Barueri é onde fica a sede atual da Som Livre, braço fonográfico da Rede Globo. Coincidência?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Coordenador revela a verdade por trás da organização da copa de 2014 e da olimpíada de 2016

OBS: O que Behnken fala aqui é grave e mostra que todo o fanatismo que faz a população ficar a favor da realização desses eventos de 2014 e 2016 é bem alienado, pois ela nem sabe que vai sair do bolso dela a realização dos mesmos e que muitos serviços importantes poderão ser cancelçados, visto que a verba será toda pública, sem ajuda de mais ninguém.

A África do Sul, que recebeu ajuda, foi a falência, imagine o Brasil, sem ajuda nenhuma da sempre gananciosa e egoísta iniciativa privada?

Aí eu digo que o Brasil irá a falência depois dos eventos e ninguém quer acreditar.

As grandes obras para as Olímpiadas e Copa no Rio de Janeiro

domingo, 3 de abril de 2011 - extraído do site de Rudá Ricci

Luiz Mário Behnken é coordenador da Rede de Mega Eventos Esportivos e membro do Fórum Popular do Orçamento do Rio de Janeiro. Economista, é um dos expoentes do Fórum Brasil do Orçamento. Na entrevista abaixo, destaca a preocupação a partir do desastre que foram os Jogos Panamericanos para a cidade: “os Jogos Panamericanos não deixaram nada de bom para o Rio de Janeiro. A grande herança foi o agravamento da desigualdade social da cidade”.

Quanto o Brasil, através do BNDES, vai investir para a realização da Copa e das Olímpiadas?

Esse valor ninguém sabe com certeza, até mesmo porque há muitas indefinições. Em relação as Olimpíadas, fala-se em torno de R$ 30 bilhões. É explícito que o financiamento será todo público, que não haverá financiamento privado. Apesar de que na época da candidatura da Copa, em 2007, dizia-se que não teria dinheiro público nenhum, hoje já se diz o contrário. Inclusive os estádios, serão financiados com dinheiro público. O que não faz o menor sentido, sob a perspectiva do interesse da sociedade brasileira, mas a acumulação de capital – de poucos privilegiados - é o único interesse que importa. Em São Paulo, por exemplo, não tem a menor lógica construir um novo estádio, já que a cidade já abriga três estádios com capacidade para cinqüenta mil pessoas. Em momento algum na história deste País haverá a lotação dos três estádios ao mesmo tempo. Se não há essa necessidade, por que construir, então? Ainda mais com dinheiro público! A acumulação de capital é a única e inaceitável explicação.

Qual o legado que os Jogos Panamericanos deixaram para o Rio de Janeiro? A tendência é que os problemas ocorridos se repitam com a Copa e as Olímpiadas? Por quê?

O Pan não deixou nada de bom para o Rio de Janeiro. A grande herança foi o agravamento da desigualdade social. Dinheiro público foi colocado a serviço da acumulação de capital de empresas privadas e milionárias, ao invés de ser investido para melhorar a vida da parcela da população com pouca renda. Por exemplo, a prefeitura bancou sozinha a construção de um estádio que custou cerca de R$ 500 milhões. Os recursos utilizados foram os do contribuinte, mas hoje quem lucra é a iniciativa privada. Hoje, o Rio tem três estádios que nunca foram utilizados simultaneamente. Isso é fruto de uma combinação feita entre as elites locais, como as imobiliárias, empreiteiras e de comunicação, que se favorecem enormemente desses grandes eventos. Soma-se a isso os interesses políticos dos governantes locais e nacionais que se associam aos interesses do capital internacional, que sempre vêm junto com os mega eventos. Na verdade, a escolha da sede dos eventos é muito mais definida de acordo com os interesses de expansão das atividades econômicas do que por qualquer outro critério.

Por isso, esses mega eventos estão saindo do “primeiro” mundo e vindo para países como África do Sul e o Brasil. Uma postura recorrente é deixar as definições para a última hora, desse modo, tenta-se justificar, pelo atraso e a necessidade de conclusão rápida da obra, o não cumprimento de realização de licitações, por exemplo. Um dos maiores problemas foi a falta de identificação de gastos. A urbanização em torno de um estádio era catalogada como gasto comum, feito na cidade. Isso dificulta muito saber quanto foi o gasto real. Além disso, houve remoção de comunidades para “limpeza social e visual” e a privatização de equipamentos públicos.

Quais são as reivindicações dos movimentos e organizações sociais em relação ao financiamento para estes dois eventos?

Uma carta de princípios está em discussão, mas alguns princípios são consenso, como a necessidade de transparência da informação. A identificação do gasto é muita básica e tem que ser feita. Não haver nenhuma remoção é outro consenso, afinal ninguém pode perder sua moradia porque a cidade vai sediar uma competição esportiva. Outra proposta ainda a ser consensuada é de que toda a obra que receber financiamento público, posteriormente, terá natureza pública, não podendo ser privatizada. Considerando que em 2011, o Rio receberá os Jogos Mundiais Militares, que reúne mais atletas que o Pan; em 2012, sediará a Rio + 20 (grande evento mundial sobre meio ambiente); em 2013, a Copa das Confederações; em 2014, a Copa do Mundo; e, em 2016, as Olimpíadas, não é difícil perceber que a cidade será totalmente transformada pela gigantesca aplicação de recursos e pelas intervenções urbanísticas, principalmente. Portanto, é fundamental fortalecer os movimentos sociais e as articulações parceiras para interferir de modo positivo.

No momento, estamos ampliando o movimento de resistência formado para intervir diante do processo do PAN. Esta articulação, chamada Rede de Mega Eventos Esportivos (Reme Brasil), pretende envolver atores da sociedade que atuem em todas as cidades que sediarão a Copa do Mundo. Estamos preparando um seminário para o final do ano que terá caráter nacional e internacional, contando com a presença de representantes da África do Sul, Canadá, Londres e Grécia, de modo que possamos trocar muita experiência. Os brasileiros precisam ser melhor informados sobre as conseqüências de abrigar estes mega eventos. O Canadá, por exemplo, passou 30 anos endividado após sediar as Olimpíadas.

Na África do Sul, na Copa deste ano, dez mil pessoas foram colocadas para morar em conteiners, na Cidade do Cabo. Havia até mesmo um muro para impedir que saíssem da área determinada. Esse processo já começou no Rio , de modo sutil, mas já começou. No trajeto para o aeroporto do Galeão, por exemplo, não se vê mais as comunidades. Construíram um muro “bonitinho”, com material meio acrílico. A desculpa é que o sono dos favelados não pode ser incomodado pelo barulho dos carros.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O futebol é a nossa pátria...



... Primeiro de Abril!!!!! Feliz Dia da Mentira!

terça-feira, 29 de março de 2011

Fanatismo no futebol: desde quando?

O secular fanatismo futebolístico que contamina a maioria da população em nosso país pode até fazer-nos presumir a data de seu fim: com a evolução intelectual da população, pois pessoas realmente inteligentes não colocam futilidades acima de coisas sérias. Mas e o começo?

Não dá ainda para saber exatamente sobre as origens do fanatismo futebolístico em nosso país. Como o fanatismo no futebol é tratado como algo normal, não representando "excesso" para quem defende, é um tipo de informação que não encontraremos em nenhuma historiografia do esporte.

As análises sobre as origens devem levar em conta o comportamento da população diante do futebol. Baseando-se nisso, acredita-se que o começo do fanatismo tenha sido já em 1950, com a exegeradíssima manchete que classificou a derrota da "seleção" brasileira em sua sede como "tragédia". Usar uma palavra dessas para uma mera derrotinha em um campeonato, mesmo que seja "em casa", é um exagero descomunal e infantil. Considero este o marco do fanatismo, até segunda ordem.

Claro que o fanatismo ganhou novos contornos com a vitória na copa do México em 1970, servindo até de propaganda ao Regime Militar, ainda mais na gestão do pior deles, Emílio Garrastazu Médici, que se apressou a incluir a vitória futebolística aos ingredientes do "milagre brasileiro", que iria se espatifar pouco depois após a crise mundial do petróleo.

As vitórias - roubadas, diga-se de passagem - de 1994 e 2002 ajudaram ainda mais a aumentar o fanatismo futebolístico, obrigando gente de todos os tipos, inclusive mulheres e crianças a aderirem maciçamente a um mero esporte, que não significa nada além de uma mera diversão e que o fanatismo transformou em "dever cívico-social", a ponto de obrigar todo mundo a escrever o seu time na carteira de identidade.

Estamos entrando em uma nova fase da humanidade e quem não se evoluir vai ter que ir embora - morrer?. E como vivemos em uma democracia, com a mudança de valores, cada vez mais vai se exigir maior liberdade no lazer, fazendo com que o futebol deixe de ser uma obrigação e passe a ser visto como uma mera diversãozinha que não dura mais que 2 horas.

As vitorias no futebol não trouxeram e não vão trazer nada de concreto para o país e saber disso é um sinal de maturidade e de liberação das amarras do fanatismo. Futebol é apenas um esporte, como tantos outros e não merece ser confundido com sentimentos nobres e nem substituir as alegrias que boa parte da população não consegue ter.

Vou continuar pesquisando sobre as origens do fanatismo. Qualquer novidade, será postada aqui neste blog.

domingo, 27 de março de 2011

Hoje temos amistoso

Esta é a oportunidade que os torcedores (que não é sinônimo de "brasileiros" - bom que isso seja claro) de assistir a um verdadeiro jogo com a "seleção" brasileira de futebol.

Como não está valendo nada, não haverá falcatrua. Nenhum dos 11 analfabetos milionários vai ganhar "superpoderes" e nem os adversários irão fraquejar de propósito (como foi a Inglaterra em 2002), graças ao dinheiro de patrocinadores e das Organizações Globo, a dona - sem aspas - da CBF. O jogo será limpo justamente pela falta de necessidade de vitória, já que não haverá pontuação nem premiação.

Pode até ser que os amarelos percam, já que a mitologia de "melhor seleção do mundo" se comprovou uma mentira em que todos insistem em acreditar. Medíocre sem mágicas ou mutretas é sempre medíocre. Sem esquecer que o futebol-arte morreu em 1986, dando lugar ao futebol-negócio e seus craques de proveta, comedores de mulher.

Porque quando começar a valer ponto, tudo será feito de anti-ético para fazer os amarelos ganharem e perpetuar a alienação futebolística que já é epidêmica há muitas décadas em nosso país.

terça-feira, 22 de março de 2011

Bola fora nas obras da Copa

OBS: Infelizmente, o fanatismo futebolístico que ronda o país e o fascínio pelos projetos mirabolantes apresentados, cegaram a população, que não conseguem perceber a incapacidade das autoridades de nosso país para entregar as obras em tempo certo com o menor custo possível. É um problema que vai cobrar o seu preço bem alto em 201, doa a quem doer.

Bola fora nas obras da Copa

Autor(es): Lúcio Vaz - Correio Braziliense - 10/02/2011

Segundo relatório do TCU, o valor das obras para o Mundial de futebol será maior do que o previsto. Há estádio que custará o dobro.

O primeiro relatório consolidado das ações para a Copa do Mundo de 2014, elaborado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), aponta atraso no início de obras, estouro significativo em orçamentos, falta de transparência nos atos do governo e irregularidades graves nos projetos. Diante dessas evidências, o TCU concluiu que são grandes os riscos de aditivos contratuais, sobrepreço, contratos emergenciais e aportes desnecessários de recursos federais, a exemplo das obras do Panamericano de 2007. O orçamento previsto é de R$ 23 bilhões. As fontes de informações foram os tribunais de contas dos estados e do Distrito Federal, o Ministério Público e as secretarias de Controle Externo do TCU nos estados.

O ministro-relator do processo de fiscalização das obras da Copa 2014, Valmir Campelo, observou que as matrizes de responsabilidades (documentos que apontam os valores a serem investidos em cada projeto) “não estão sendo rigorosamente observadas pelos diversos entes federativos envolvidos no evento, dado que existe divergência nos valores previstos e descumprimento de diversos prazos determinados”. Ele acrescentou que esse fato indica “possível fragilidade no processo de acompanhamento por parte do Ministério do Esporte, característica que dificulta muito as ações de controle”.

O projeto de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Brasília, por exemplo, tinha orçamento de R$ 364 milhões na Matriz de Responsabilidades. No entanto, o contrato firmado com o consórcio Brastram tem o valor de R$ 1,55 bilhão. Fiscalização concluída em dezembro do ano passado também apontou indícios de irregularidades. O percentual de execução é de apenas 2%. A obra foi paralisada e o contrato suspenso por decisão administrativa.

Reforma
A previsão do valor para a reforma do estádio Mineirão (MG) era de R$ 426 milhões, mas a proposta vencedora foi de R$ 743 milhões. Não foram encontradas irregularidades nas obras. No caso do Maracanã, o valor passou de R$ 600 milhões para R$ 705 milhões. Mas a maior diferença ocorreu no novo estádio da Fonte Nova, em Salvador. A Matriz de Responsabilidades previa R$ 591 milhões, mas a proposta vencedora foi de R$ 1,6 bilhão. Foram identificadas na obra falhas na estimativa de custos e valor superestimado da contraprestação pública. No caso da Arena das Dunas, em Natal, o orçamento prevê investimentos de R$ 350 milhões, com recursos privados. Mas não apareceram empresas interessadas na primeira licitação.

As obras com dinheiro privado estão atrasadas de um modo geral. Em São Paulo, foi constatado que não existe projeto de estádio aprovado pela Fifa, visto que o Morumbi foi descredenciado, mas o estádio do Corinthians ainda não foi confirmado. O início da reforma da Arena da Baixada, em Curitiba, e do estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, estava previsto para março do ano passado, mas essas obras ainda não foram iniciadas.

Aeroportos
Dos 13 aeroportos que necessitam de ampliação e reformas, apenas o Galeão (RJ) está com obras em andamento. Todos eles têm conclusão prevista para 2013. O percentual médio de execução dos terminais de passageiros 1 e 2 do Galeão está em 40%. No aeroporto de Guarulhos (SP), está em licitação a construção do terminal de passageiros 3, com orçamento de R$ 716 milhões. Não há ainda nem licitação para a construção e exploração do terminal de passageiros do complexo de Natal, em São Gonçalo do Amarante. A construção da pista e do pátio tem 80% de execução.

O relator do TCU informou que o Ministério do Esporte elaborou, em julho do ano passado, matrizes de responsabilidades para as obras nos portos e aeroportos. Mas ainda não encaminhou o documento ao tribunal, “dificultando a transparência das ações”. Outra dificuldade identificada foi a formalização de diversas transferências voluntárias do governo federal com justificativa na Copa do Mundo, mas sem constar das matrizes de responsabilidades, o que também dificulta o planejamento de auditoria do tribunal. Campelo determinou ao Ministério do Esporte que envie cronograma de descrição das áreas a serem ainda incluídas na Matriz de Responsabilidades, a exemplo de hotelaria, segurança e telecomunicações.

Pendências no Maracanã

Relatório de acompanhamento realizado pelo TCU para acompanhar o empréstimo do BNDES ao governo do Rio de Janeiro para a reforma do Maracanã mostrou pendências em relação ao estudo de viabilidade econômica da arena e à descrição dos projetos de intervenção no entorno, com os respectivos orçamentos, bem como indícios de graves irregularidades no processo licitatório de contratação da obra. O plenário do tribunal decidiu ontem determinar ao BNDES que informe o prazo e as medidas que estão sendo tomadas com o governo do estado para sanar as falhas e irregularidades encontradas.

Falhas em projetos de transporte

As obras de mobilidade urbana também apresentam falhas, atrasos e estouro no orçamento. Em São Paulo, os Ministério Públicos Federal e Estadual recomendaram ao governo estadual a suspensão da concorrência internacional para a construção do Monotrilho, uma obra de R$ 2,86 bilhões. O motivo da recomendação foi a inexistência de projeto básico. O mesmo problema ocorreu em Manaus, onde o governo do estado lançou o projeto do Monotrilho que integra o anel viário Norte-Oeste, com orçamento de R$ 1,32 bilhão. Os ministérios públicos Federal e Estadual apontaram deficiências no projeto básico. A Controladoria-Geral da União (CGU) emitiu nota técnica que demonstra a inviabilidade do projeto em razão dos altos custos e do risco de a conclusão não ocorrer antes da Copa.

Os projetos do Corredor Norte-Sul e do Bus Rapid Transit (BRT) em Fortaleza tiveram que ser alterados porque os valores das desapropriações extrapolaram excessivamente os estimados. Não há fonte de recursos definidas para as obras do BRT de Belo Horizonte, inicialmente previstas em R$ 1,25 bilhão. O estado e o município não têm recursos disponíveis para uma eventual contrapartida. O Ministério das Cidades também alega que não existe previsão orçamentária para o projeto. A obra na Avenida Antônio Carlos, em fase inicial, não está incluída na Matriz de Responsabilidades. A avenida não foi duplicada prevendo o uso do BRT. Foi apenas criada uma pista segregada, em mão dupla, para uso exclusivo de ônibus e táxis. Não foram previstos pontos para construção de grandes estações.

Na maior obra de mobilidade urbana em Recife, o Corredor Via Mangue, avaliado em R$ 354 milhões, o Tribunal de Contas do Estado apontou falhas no projeto básico, com problemas nas plantas, nos traçados e nos orçamentos, o que torna impossível a estimativa com precisão do custo total da obra. O seu término está previsto para julho de 2013. Em Natal, a licitação para o eixo que integra o novo aeroporto com a Arena Dunas e o setor hoteleiro, no valor de R$ 293 milhões, está paralisada por decisão judicial em consequência de recursos de um consórcio.

Em Salvador, o principal projeto é o Corredor Estruturante BRT Aeroporto–Acesso Norte, avaliado em R$ 570 milhões. O cronograma físico do projeto pode encontrar dificuldades, uma vez que a previsão para o início das obras era agosto do ano passado. O prazo também é apertado no Rio, onde será implementado o Corredor Transcarioca, ligando o aeroporto Galeão à Barra da Tijuca. A obra custará R$ 2,33 bilhões, com prazo de execução de 1.080 dias. Será necessário desapropriar 315 mil metros quadrados de terreno — o equivalente a 40 campos de futebol.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Chega de chatice: hoje é dia de festa



Hoje não teremos postagem de propósito. É meu aniversário e não estou com saco para assuntos chatos. Hoje só assuntos alegres. Amanhã voltaremos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Porque os homens que não curtem futebol só conseguem se envolver com mulheres que gostam?

No Brasil, todos sabem que para os homens existe a obrigação não somente social, mas honrosa de gostar de futebol. Eu prefiro fugir dessa "honra", já que o esporte é muito chato para mim.

Para as mulheres, apesar de não liberadas da obrigação, ela se resume apenas ao cumprimento de regras sociais. Mulher, para se auto-afirmar como tal não precisa gostar de futebol.

Mas com o fanatismo crescente - que deveria ter desaparecido há muito tempo, com o (suposto) conflito de gerações - entre os homens, as mulheres, com medo da solidão, resolveram gostar também. Até porque toda mulher é chegada num modismo, dificilmente recusando a "navegar contra a correnteza". Elas sempre imitam o que a multidão faz.

Há muitos casais em que ambos os cônjuges gostam de futebol. O mais comum é haver casais onde apenas o homem gosta, enquanto a mulher despreza o dito esporte. E quanto aos casos onde o homem não gosta, como eles ficam?

Se as mulheres que não gostam tendem a se casar com homens que gostam de futebol, será que sobra alguma que não goste para os caras que não gostam? Sobrar até sobra, mas é muito raro. Estranhamente os caras que não curtem o esporte só conseguem atrair mulheres que gostam. E no Brasil, isso não é bom.

Você conviveria com alguém que curte o maior objeto de fanatismo de nosso país, 24 horas por dia, todos os dias? Difícil, né? Ainda mais se lembrarmos o fato de que uma mulher não gosta de ir as suas curtições sem o maridão.

Gostar de futebol, para os homens, abre muitas portas para a vida social. Para quem gosta, é muito mais fácil arrumar amigos e consequentemente, namoradas. para quem não tem uma vida social intensa, resta ficar com "o que sobrou", perdendo o direito de escolha.

Sinceramente se só sobra futebosteiras para namorar, é sinal de que realmente, a luta é dura, dura mesmo. Não tenho nada a dizer a respeito disso.

Porque as futebosteiras nunca se casam com jogadores de futebol. Porquê?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Comentário postado na comunidade "Eu Odeio Futebol"

Eu postei no domingo, dia 13, mas só agora coloco aqui. Leiam:

Os brasileiros vivem dizendo que vivemos numa democracia, mas quando o assunto é futebol, logo se esquecem disto. No Brasil, você é OBRIGADO a gostas de futebol. É uma lei de convívio social. Tanto é que quem não gosta, passa a "gostar" em época de copa. Senão fica só.

Na verdade, quem gosta REALMENTE de futebol são apenas 40% da população. A maior parte é induzida a gostar. Quem não gosta, é visto como se fosse uma ameaça, como se fosse acabar com o futebol, matar torcedores e o escambau. Em suma, quem não gosta é visto como mau-caráter.

E quem não gosta é abandonado pela mídia e autoridades que nunca se esforçam em oferecer alternativas de lazer. É aquele esquema: "aprenda a gostar de futebol ou se mate".

Quem não curte futebol apenas não curte. É bom que o futebol exista. Como esporte, como meio de divertimento, apenas. O que é péssimo é o fato - infelizmente real - de que ele é utilizado como principal instrumento de manipulação popular. Futebol realmente hipnotiza, quem gosta, abandona tudo para se dedicar ao esporte.

Dissociar o futebol do patriotismo e da obrigação social é indispensável para que o fanatismo do futebol acabe e que esse esporte possa ser curtido pelo que ele é de fato: um mero esporte.

A verdadeira obrigação social deveria ser respeitar as diferenças de aparência, gostos, ideias e costumes. Mas sobre isso, ninguém pensou.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O caso Adriano e o desprezo pela moral

Como todos devem saber - o assunto "futebol" está na atmosfera midiática, difícil escapar -, o jogador-encrenca, que atende pelo nome de Adriano, o Imperador, voltou ao Brasil, após uma fracassada temporada no Roma. Isso está levando a muitas especulações de contratos com clubes brasileiros. Os torcedores ficaram animados. Animados?

Como é que alguém pode estar animado em ver um mau elemento, de moral duvidosa, irresponsável, gaiateiro e infantil, além de semi-alcoólatra, viciado em festas e com amizades de caráter duvidoso? Um péssimo exemplo de ser humano que é idolatrado só porque consegue enfiar uma bola de futebol por dentro de uma trave?

Essa idolatria ao Adriano é apenas um exemplo de nossa falida sociedade, sem valores éticos, morais, intelectuais, estéticos e sentimentais, interesseira e de apetite descontrolado por bebedeiras em festas ou tudo que puder fugir ao controle. Uma sociedade assim, só poderia desprezar o caráter em prol da satisfação de seus medíocres e mesquinhos interesses.

Por isso que pessoas de valor muitas vezes são desprezadas, sem emprego, sem amigos, namoradas e até benefícios, enquanto verdadeiros irresponsáveis, ou pessoas más, ou pessoas de vida desregrada, recebem todos os louros, são admirados por multidões e recebem muitos privilégios.

Pelo jeito, para a sociedade metida a "moderninha", quem vive numa vida responsável, inteligente, valorizando a beleza, o altruísmo, é considerado um careta, um imbecil. Como se a responsabilidade, a inteligência e a ética fossem consideradas como "loucura" pela sociedade. Para a sociedade atual, "normal" é quem vive sem o controle de si mesmo.

E é essa a nossa sociedade que dá valor a um traste como Adriano, um cara que merece com justiça, a solidão absoluta e a miséria financeira, por não estar preparado para o convívio social, devendo inclusive ser interditado, entre a tutela de outro adulo mais responsável.

Mas infelizmente, sociedade desgovernada, gosta de gente desgovernada. Fazer o quê?

sábado, 12 de março de 2011

Adriano, má conduta premiada

OBS: A versão em carne-e-osso do Kekeylson não toma jeito. E a mídia continuando a endeusar gente inútil como os jogadores de futebol. Sem mais comentários sobre isso.

Adriano, má conduta premiada

do INTERROGAÇÕES - terça-feira, 8 de março de 2011

O jogador Adriano rescindiu seu contrato com o Roma da Itália, fez um acordo e ainda vai receber uma polpuda quantia por não jogar, não treinar, não cumprir horários e faltar com o respeito com os torcedores do clube.

Em abril de 2009 o mesmíssimo cidadão rescindiu seu contrato com a Internazionale de Milão alegando que não queria mais jogar futebol e dias depois assina contrato com o time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!); agora a mesma situação se desenha e já li que além dos gaveanos, Corinthians e Palmeiras estariam interessados no jogador(?).

Não sei, mas creio estarmos vendo um belo exemplo de má conduta ser premiada com contratos milionários para um péssimo profissional. E o caráter de quem o contrata não deve ser muito diferente. De nosso mídia, que endeusa gente deste nível, não há muito que esperar mesmo.

Quem coloca programas como o BBBaBBBacas no ar, não respeita nada nem ninguém. Só o deus Lucro!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Copa deixa você mais pobre. E mais feliz

OBS: Creio que a alegria gerada pela escolha de uma nação como sede da copa, alegra tanto quanto uma tragada de maconha: é uma viagem. Sair da realidade é uma coisa que os brasileiros mais fazem quando não estão trabalhando e a ilusão, para eles é uma proteção "sólida" contra os problemas do cotidiano.

Mas quando a copa acabar, a Realidade vai bater na porta da casa de cada brasileiro e perguntar: "e aí, sentiu falta de mim?".

Copa deixa você mais pobre. E mais feliz

Por Simon Kuper* - Extraído da Revista Superinteressante

No dia em que a África do Sul ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo, em 2004, o bairro negro do Soweto, em Johanesburgo, gritou: "A grana está vindo!" Eles estavam expressando algo que os brasileiros devem ter ouvido: que sediar uma copa traz dinheiro. Em qualquer lugar que se candidate a uma Copa do Mundo, políticos tecem loas à "bonança econômica". Falam das hordas de turistas prontos para gastar os tubos, da propaganda gratuita para as cidades-sede, dos benefícios de longo prazo que as estradas e os estádios a ser construídos vão trazer. Não surpreende que o Brasil tenha querido tanto a copa.

Mas esse argumento econômico é uma enganação. Os brasileiros vão descobrir logo. E os sul-africanos já o fizeram: a conta pela construção de estádios, em US$ 1,7 bilhão, já é 6 vezes maior que as estimativas iniciais; a quantidade de turistas esperados é bem menor que a prometida e a Fifa não vai deixar os sul-africanos pobres vender suas salsichas do lado de fora dos estádios. Que fique claro: uma copa não deixa o país mais rico.

Tipicamente, um país prestes a receber um mundial paga para que economistas-fantoches publiquem estudos dizendo que a copa vai impulsionar a economia. Já a maioria dos economistas de verdade - pagos por universidades para escrever sobre o que realmente acreditam - pensa o inverso. E faz as perguntas que os promotores de novos estádios não gostam: de onde veem os trabalhadores temporários que vão participar dessas construções? Eles não tinham emprego antes? Isso não vai deixar outras áreas com menos trabalhadores experientes? E tem mais.

Gastar com uma copa significa menos hospitais e escolas. Pior: estádios novos quase nunca produzem os benefícios prometidos. A maior parte acaba usada poucas vezes por ano. É preciso que fique claro o que significam os gastos públicos com a construção e a reforma de estádios. Trata-se de uma transferência. Benefícios que iriam para o contribuinte vão para os clubes (que ganham arenas e reformas de graça) e os torcedores (que aproveitam as casas novas ou renovadas de seus times). Depois que o contribuinte pagou por estádios melhores, provavelmente mais pessoas vão querer ver jogos neles. O Brasil pós-2014 deve testemunhar o mesmo que aconteceu na Inglaterra após a melhoria dos estádios no começo dos anos 90: a chegada de mais torcedores de classe média, de mulheres, e públicos maiores nos jogos. É verdade que a Inglaterra é mais rica que o Brasil e pôde bancar isso. Mas o Brasil hoje é mais rico que os estádios dilapidados que tem.

O preço da felicidade

Se o público do futebol crescer após 2014, porém, isso não vai significar um impulso na economia. Só uma transferência da riqueza brasileira como um todo para o futebol brasileiro. Mas o país ganha um belo extra: felicidade. O economista britânico Stefan Szymanski e seu colega Georgios Kavetsos pesquisaram dados de felicidade da população na Europa Ocidental entre 1974 e 2004, com questionários que buscam tabular isso em números, e descobriram que, depois que um país recebe um torneio como o mundial ou a Eurocopa, seus habitantes se declaram mais felizes.

O salto de felicidade é grande. O europeu médio reporta um grau de felicidade duas vezes maior por seu país ter sediado uma grande competição do que por ter feito curso superior. Para ter o mesmo impulso no grau de felicidade, só se a pessoa recebesse um grande aumento de salário. E esse ganho persiste: 4 anos depois de uma copa, cada grupo de indivíduos pesquisados estava mais feliz do que antes do torneio.

A razão disso, ao que parece, é que sediar um mundial faz com que os habitantes sintam-se mais conectados uns aos outros. Uma copa faz isso mais do que qualquer outro projeto que possa existir nas sociedades modernas. Além disso, a nação anfitriã provavelmente ganha em autoestima pelo fato de ter organizado o torneio.

Dá para argumentar que o Brasil tem coisas mais urgentes. Da mesma forma que os sul-africanos, os brasileiros podem perguntar quantas casas ganhariam saneamento básico com o dinheiro público que irá para a construção de estádios. E serão R$ 5 bilhões, quase 3 vezes mais do que o previsto em 2007, quando o Brasil ganhou a disputa para virar sede.

O mais importante, porém, é entender qual é o propósito de uma copa. Se é para a felicidade geral da nação, faz sentido, sim, organizar a maior festa do mundo (e ninguém é melhor nesse quesito do que vocês, brasileiros). Só não esperem ganhar dinheiro com essa festa.

* Colunista do Financial Times e autor do livro Soccernomics (editora Tinta Negra, 2010), que será lançado em junho.
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