sábado, 30 de junho de 2012

Os 10 anos da copa do "Jeitinho Brasileiro"

Todos sabem que o fanatismo do povo brasileiro pelo futebol é muito forte. Tao forte que chega a transformar o que deveria ser apenas uma distração, um passatempo em uma obrigação cívico/social, chegando a excluir da sociedade quem se recusa em curtir o esporte.

O povo brasileiro também tem a mania de achar que não existe politicagem fora da política. Sabendo disso e conhecendo o fanatismo pelo futebol, autoridades e grandes empresários não medem esforços para manter esse fanatismo bem forte, desviando a atenção da população e transformando o futebol em uma fonte poderosa de alienação, a ponto da população enxergar o mesmo como principal fonte de prosperidade. Ou pior: como substituto legítimo dessa prosperidade, que na verdade nunca chega.

Levando em conta tudo isso, houve um trabalho engenhoso para a conquista desse pentacampeonato. A "seleção" já não tinha bons jogadores (a mitologia brasileira discorda e considera que sempre tivemos grandes jogadores em qualquer geração) e era preciso consagrar o futebol brasileiro para:
- Fortalecer a influência da cartolas brasileiros como Ricardo Teixeira na FIFA
- Armar o esquema para favorecer a sediamento da Copa de 2014 no Brasil.

Observando o comportamento da seleção francesa na copa anterior, a de 1998, em que o país da Torre Eiffel venceu todos os jogos roubando, os cartolas brasileiros, conscientes do "jeitinho" tão famoso ("jeitinho brasileiro" é como é conhecido a capacidade de compensar limitações e dificuldades com atitudes levemente desonestas, sem gerar danos a terceiros) de nosso "folclore", resolveram fazer a mesma coisa que os franceses e voi-lá! Deu no que deu.

O trambique já começou mesmo nas eliminatórias de 2001, quando a "seleção" estava bem mal com sério (sério? Futebol é sério?) risco de não ir a tal copa. Tinha que fazer algo, pois a oportunidade de ganhar muito dinheiro com a copa seria perdida se a "seleção" não fosse. Além disso tinha que manter o mito da "única seleção a nunca faltar uma copa", fortalecendo a ilusão do povo brasileiro.

Falou-se até na estranha desistência da seleção chilena, por "medo" (que ajudou a fortalecer a fama de"imbatível" da "seleção"). Bom, a "seleção" finalmente foi, para a alegria dos alucinados, aqueles que acham que fugir através de ilusões é melhor que resolver os problemas do cotidiano.

E o desempenho pífio da "seleção" foi compensado com muito dinheiro rolando em campo, com o pagamento de adversários para que jogassem mal e favorecerem o desempenho dos amarelos. Em muitos jogos quase sempre se via atuação no campo do adversário, num jogo que aos olhos de leigos pode ter parecido honesto e corriqueiro, mas a olhos de especialistas gerava estranhamento.

Mas como a mutreta ia favorecer o interesse de quem queria ver os amarelos com a posse da taça, desculpa-se tudo e "corre para o abraço". Na final foi estranha a reação dos alemães, que não demostraram tristeza com a derrota, fazendo aquela cara de que houve algo combinado.

E aí, a massa ensandecida, que acha que um título no futebol vai trazer a prosperidade para a população, tratou logo de ignorar qualquer coisa para comemorar o título alcançado. Um título abstrato, que nada melhorou a vida da população, pelo contrário, fortalecendo o futebol como maior fonte de ilusões e transformando o Brasil no quintal do mundo, uma espécie de "Disneylândia" para que os estrangeiros possam se divertir à vontade. O futebol se tornou um verdadeiro LSD para o transe coletivo de toda a população.

É preciso acordar a população desse lindo sonho encantado do futebol, onde um bando de analfabetos de origem mísera, de uma hora para outra se tornam muito influentes na sociedade, quase como heróis da pátria, só porque conseguem chutar uma mera bolinha em uma mísera rede.

Valeu toda a roubalheira. Os políticos andam dando muitas lições a muita gente em nosso país.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Futebol e o Movimento Espírita Brasileiro - Uma Analogia

Eu não curto futebol. Nada tenho contra o esporte. Apenas não me divirto com ele. tenho o direito de achar tedioso. Da mesma forma, não sigo esse "Espiritismo" brasileiro que inventaram por aí, com muito misticismo, rituais e enxertos extra-doutrinários e nada de ciência e pouquíssimo de filosofia. Desde criança não cuto futebol. Já a aversão ao pseudo-espiritismo é recente, graças a meu amadurecimento como seguidor da doutrina (em maio passado completou 20 anos que me assumi espírita). Porque não observei isso antes?

Porque estou fazendo essa comparação? Porque vejo muita semelhança no modo que os brasileiros enxergam a Doutrina Espírita e o Futebol, ambos superestimados e totalmente desviados de suas funções originais. Kardec e Charles Miller devem estar bem tristes com a deturpação de ambos.

O curioso é que no Movimento Espírita que se faz no Brasil, há muitos fanáticos por futebol. Gente que vê no mesmo, não um esporte, mas um estilo de vida, uma razão de ser, a fuga para uma suposta felicidade que a população não consegue (ou não quer, por preguiça ou incapacidade) obter de outra forma.

Para coroar a comparação, o símbolo maior e mega-astro dessa onda espiritólica brasileira, Chico Xavier, "decidiu" (ou a FEB decidiu? EUTANÁSIAAAA!!!!!) morrer no dia da conquista do - fraudulento - pentacampeonato, onde a "seleção", aprendendo as "lições" da seleção francesa na copa anterior, resolveu fazer todo o tipo de mutreta para vencer com uma equipe formada por medíocres jogadores que só sabiam torrar dinheiro e "comer" mulheres. A CBF teve que pagar adversários para garantir o título que hipnotizou quase toda a nação de tolos.

Comparando o comportamento dos fanáticos nos dois casos

Tanto em no futebol como no espiritolicismo (vamos chamar assim), os defensores agem com teimosia e fanatismo, temperados com bastante agressividade. Em sua maioria, não toleram pontos de vista diferentes e se chateiam quando contrariados, mesmo que as críticas que sofram sejam construtivas.

Até porque estas críticas construtivas pedem para que haja um raciocínio maior, o que exige mais esforço. Esforço que tradicionalmente, nem torcedores/jogadores e fiéis (isso mesmo! Fiéis!) espiritólicos estão acostumados a se utilizar.

A agressividade chega a ser semelhante, com acusações falsas nos dois casos (torcedores acusando os não torcedores de "anti-sociais", de "anti-patriotas" e os espiritólicos acusando os espíritas sérios de "ortodoxos" e até de "obsidiados"). Em ambos os casos fica difícil convencer os fanáticos, que sonham em transformar seus pontos de vista em uma unanimidade absoluta.

Além disso, tanto no futebol como no espiritolicismo, seus seguidores acreditam estar fazendo algo nobre, que trará a prosperidade e a felicidade, consequentemente atingindo supostamente a evolução como ser humano (sem a intelectualidade, of course, my horse) que creem fazer parte das duas atividades.

Em ambos os casos, solidão

Quem não é espiritólico e nem curte futebol paga um preço caro por lançar mão da razão e da lógica. Como futebol e o espiritismo místico (espiritolicismo) são poderosos instrumentos de socialização, quem não adere tem que ficar sozinho ou na companhia de pouquíssimas pessoas. Normalmente os não aderentes não são muito unidos - talvez por pessimismo, creio - e vivem espalhados, o que dificulta o êxito de algum movimento de contestação. 

Além de gerar uma situação problemática onde não se tem a quem recorrer, já que uma imensa multidão, incluída a mídia e autoridades de alto nível, sobretudo governantes, preferem ignorar aqueles que não se enquadram como torcedores de futebol e espíritas místicos.

Toremos para que um dia, haja um respeito maior aos que não curtem futebol e não seguem a deturpação brasileira da doutrina. O raciocínio é nosso maior patrimônio e deve ser utilizado, nunca subestimado por outras sensações que driblam a lógica e o bom senso, prendendo o ser humano na humilhante condição de animal, estacionado na sua mediocridade intelectual.

domingo, 17 de junho de 2012

Mobilidade Urbana: é para copa ou não é?

Quando os sites falam sobre os projetos e obras de mobilidade urbana, apesar de anunciarem as tais como "permanentes", como "não são só para a copa, olimpíadas", fazem questão de criar a associação dos projetos á copa citando "obras para a copa", "projetos para a copa", etc. Isso não é contradição?

Estamos fartos de saber que os brasileiros adoram associar outras coisas a futebol:namoro a futebol, comida a futebol, política a futebol, transporte a futebol. Para os brasileiros, infelizmente, há a ilusão arraigada de que o futebol é a nossa maior identidade. Como se o futebol nos fizesse mais brasileiros. E olha que é um esporte inventado lá fora, uma adaptação britânica do cálcio dos romanos.

Sinceramente nem sei em que tese acreditar: se é ou não para a copa. O que sei é que estes projetos são pura maquiagem para impressionar gregos e troianos e que não vai resolver nada, nadica de nada, os problemas de trânsito que não parar de crescer.

Mas quem gosta de copa, gosta de espetáculo. Diversão sempre é mais importante que coisas sérias, para um povo sempre alienado e acomodado.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Diversidade não é com os Torcedores de Futebol

Se existe alguém que não entende mesmo de diversidade, são os torcedores de futebol. Se já não bastassem se submeter as regras sociais que obrigam alguém a gostar de futebol (embora pensem que a sua adesão seja voluntária), geralmente preferem torcer pelos times com maior prestígio. Times que eles saibam que tem outros torcedores.

Esse secular hábito modista do brasileiro de imitar os outros a procura de afirmação social, tem sido visto em vários setores da sociedade. Desta forma é que se padronizam gostos, ideias e hábitos que fazem o povo brasileiro ser o mais modista do mundo, onde as modas pegam com muita facilidade. Onde sem um motivo aparente, qualquer indivíduo adere a uma mania só porque outras pessoas também aderiram.

Insatisfeitos em monopolizar o gosto esportivo do brasileiro com o foco no futebol, dentro do próprio futebol - que já é um modismo duradouro - há um submodismo de torcer apenas pelos "melhores" times. Os que tem mais grana, os que tem mais títulos e consequentemente os que tem mais torcedores. Pois, torcer sozinho para um time não tem a menor graça. 

Até porque a proposta do futebol no Brasil é justamente a socialização. Por isso mesmo, e pelo medo de ficar sozinho que em tempos de copa a dedicação é total, até mesmo por parte de quem não costuma gostar de futebol. vale qualquer coisa para não ficar sozinho em nosso país. nem que tenha que fazer algo que não goste.

E assim, os times menos prestigiados seguem sem apoio, de mídia, torcida e patrocinadores, Da mesma forma como ocorre em outros esportes e com as pessoas que não curtem futebol (nem em copa). Todos abandonados porque uma imensa maioria de pessoas resolveu uniformizar a sua maneira de se divertir.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Em três distritos espanhóis, o povo prefere touradas a empregos

OBS: Alienação, preguiça e medo de autoridades não são privilégio exclusivo do povo brasileiro. Há, em países desenvolvidos gente que prefere fugir dos problemas do que resolvê-los, priorizando a diversão com aquela desculpa de que é preciso "curtir a vida " e "ser feliz".

Na boa, preferir uma ilusão de poucos minutos sabendo quer a vida está uma porcaria no resto do tempo, significa não valorizar a própria pessoa uma ilusão típica de povo infantilizado e imaturo que ainda tem muito a que aprender.

Tenho absoluta certeza que, se fizerem um referendo parecido no Brasil, o futebol ganharia pelo mesmo motivo. Há quem aplauda a construção de estádios, enquanto hospitais e escolas se encontram no mais absoluto caos.

Touradas vencem criação de emprego em referendos

Folhapress - extraído de A Gazeta do Povo

Moradores de três distritos espanhóis foram às urnas para decidir destinação de verbas; dois deles preferiram as touradas

Com o desemprego no país atingindo 24,44% da população, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), um distrito de Estremadura, na Espanha, teve de optar entre o trabalho e a diversão.

Um referendo foi convocado para decidir se metade do orçamento anual reservado às festas de touradas deveria ser revertido à criação de empregos temporários na região.

Embora o valor não fosse alto, 15 mil euros (aproximadamente R$ 38,5 mil), a situação chamou a atenção por colocar os habitantes dos três pequenos povoados que compõem o distrito (Guijo de Galisteo, Valrío e Batán) em uma saia justa -defender a austeridade ou a farra. Ao referendo compareceram 423 dos 1.764 habitantes locais.

Embora a taxa de desemprego na província de Cáceres, onde se localizam os municípios, seja de 31%, a maioria votou pelas touradas, com 242 apoiadores.
Os três povoados votaram de maneira distinta. Dois, Batán e Valrío, optaram pelo gasto festivo.

"Esse dinheiro não conseguirá criar muitos empregos, então prefiro gastar com os touros", disse um habitante.
O terceiro povoado, Guijo de Galisteo, a sede do distrito, escolheu a divisão do dinheiro para a criação de empregos locais.

"Não precisamos de touradas para aproveitar a 'fiesta', precisamos de dinheiro", disse um morador.
Foi decidido que o orçamento será dividido em três partes: 10 mil euros para a tourada (em Valrío e Batán) e 5 mil para a criação de empregos (em Guijo de Galisteo).

A economia do distrito, segundo seu site oficial, é assentada sobretudo na agricultura e na pecuária. O mesmo site propagandeia o benefício das festas populares: "As noites festivas nos fazem esquecer, por algumas horas, de todos os nossos problemas para aproveitarmos o que temos de mais valioso: Viver".

domingo, 3 de junho de 2012

Ronaldinho saiu do Flamengo. E o que isso importa?

O fanatismo do brasileiro pelo futebol leva sempre o ridículo às últimas consequencias. Qualquer assunto relacionado a este esporte é tratado como sendo de interesse máximo e até de segurança nacional, sendo considerado mais importante até que a qualidade de vida.

O assunto de todos os jornais nestes últimos dias tem sido a saída do jogador Ronaldinho do Flamengo. O fato foi tratado com absoluta importância, como se a presença ou a ausência do jogador no time pudesse mexer com a qualidade de vida do brasileiro.

Que nada. O assunto nem deveria ser levado tão a sério. O que acontecer com o Ronaldinho nada influi na vida de qualquer torcedor, que na verdade faz o papel de besta dando excessiva importância a algo que foi criado para ser um mero divertimento. Uma mera forma de se distrair e passar o tempo.

Qualquer coisa que o Ronaldinho fizer, não mexer com o cotidiano de qualquer alma simples, na sua luta do dia-a-dia. Esqueçam ele e "bola pra frente".

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Membro do Orkut diz que fanatismo só irá acabar quando o futebol brasileiro for derrotado com frequencia

OBS: Esse texto escrito por um membro da comunidade Eu Odeio Futebol, do Orkut, Diego Silva, que levantou uma coisa interessante neste texto bem bolado. Ele percebeu que o fanatismo vem do mito de "melhores do mundo" que o futebol representa aos brasileiros. Já conversei muito com meu irmão - que também detesta futebol - sobre isso.

Diego está certo. O Brasil tem que amargar derrotas sucessivas no futebol para destruir o fanatismo. Por enquanto issomparece impossível, pois mesmo com jogadores ruins, teremos os cartolas da CBF a pagar adversários para perderem, como aconteceu em 2002. Mas sonhar não custa. Pelo menos com uma ausência em uma copa.

Um possível jeito para acabar com o futebol

Diego Silva CART Series - Extraído do Orkut - Eu Odeio Futebol

Nós sabemos e eis que a alienação e o fanatismo pelo futebol está profundamente cravado no inconsciente de milhões de brasileiros e que esses tratam o que era para ser apenas um esporte saudável em um pseudo-dever cívico. Também alardeiam aos quatro ventos frases do tipo "o Brasil é o país do futebol", "a seleção brasileira é a única seleção penta campeã do mundo" e que "o Brasil é a única seleção do mundo a ir a todas as copas". Foi pensando nessas coisas ultimamente e eu acho (eu disse "acho") que encontrei o "calcanhar de Aquiles" de toda essa alienação: a melhor maneira de acabar com o fanatismo e a alienação do brasileiro pelo futebol é pela via esportiva.

Como pode se dar isso? Explico: todos aqui da comunidade sabem que o povo brasileiro é um povo com baixíssima autoestima, que sempre teve o esporte, principalmente o futebol, como uma "válvula de escape" para todos os seus problemas. Para eles, a vitória de um atleta brasileiro, de preferência se for um jogador de futebol, é vista como um tipo de vitória pessoal, que todos os seus problemas se resolverão a partir daquela vitória. Pura ilusão. Querem um exemplo disso? Ayrton Senna.

Quando ele esteve competindo nas pistas, entre 1984 e 1994, a Fórmula-1 era o segundo esporte predileto dos brasileiros. Toda vez que ele vencia uma corrida o brasileiro (pelo menos, a maioria manipulada pela mídia) comemorava como se fosse ele que estivesse no alto do pódio. Quando Senna morreu no dia 1º de maio de 1994, o interesse pela Fórmula-1 no Brasil praticamente desapareceu. Eu mesmo conheço muitas pessoas que deixaram de assistir Fórmula-1 depois da morte de Ayrton Senna, mas isso é uma outra história. Outro exemplo disso é Gustavo Kuerten, o "Guga". Depois que ele começou a ganhar títulos nos principais torneios de tênis do mundo, o povo brasileiro passou a dar uma certa atenção ao tênis. Depois que ele abandonou as competições, esse interesse desapareceu. Agora voltando ao futebol. Eu disse agora pouco que a maioria dos brasileiros gosta de dizer que "o Brasil é o país do futebol", "a seleção brasileira é a única seleção penta campeã do mundo" e que "o Brasil é a única seleção do mundo a ir a todas as copas", mas é aí que eu acredito ter encontrado esse "calcanhar de Aquiles".

Continuando... Agora pensem por um momento e considerem duas perguntas: a primeira é e se um dia vier a acontecer da "selixão brasileira" não for a uma copa? Com certeza seria uma "tragédia nacional" para todos os alienados pela bola se isso viesse a acontecer. É o argumento predileto de todo futebosteiro, que o Brasil é o único país do mundo a ir a todas as copas, mas houve momentos em que a "selixão" quase não participou de uma copa, se não estiver enganado, isso ocorreu nas eliminatórias de 1993 e 2001.Também vale a pena lembrar que, entre 1976 à 1994, a "selixão brasileira" passou por muitos vexames até conquistar o título de 1994. A segunda pergunta é: e se ela for superada em número de títulos? Atualmente, a maior candidata a realizar tal "façanha" é a seleção italiana, com quatro títulos.

Por isso fica aí a possibilidade: no dia que tais coisas vierem a acontecer, como ele ficar fora de várias copas e for superada em número de títulos, acredito eu que o interesse, e a alienação, por esse esporte tenderá a diminuir.

Bom, sonhar não é pecado, né?

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Que peninha, não tem overdose...

A Globo resolveu passar o Cinema Especial para não provocar overdose na "galera", que esperava outro joguinho para urrar feito alce em plena noite de quarta. A rapeize ficou tão tristinha...

Mesmo assim, a turma promete urrar como umas bestas durante o jogo da seleca amarelada, que mesmo sendo um amistoso que não vale p* nenhuma, vai ser no horário nobre (todo mundo vadiando, "galera"!) e o que é "melhor": com a cacatua-mor de protagonista nessa novelinha futebolística que com certeza acabará em final feliz (claro, jogando contra os pernas-de-pau do país do basquete!), para a alegria dos alienados que pensam que futebol é patriotismo e defendem a absurda alucinação de que a vitória amarela acelera a economia, estimulando o povo infantilizado a "trabalhar melhor". 

Quando na realidade todos sabem que ocorre realmente o contrário, não é?

Muito doce para lambuzar!

Hoje é o dia de glória para os futebosteiros. Além do costumeiro jogo do brasileirão (ou da Libertadores, sei lá!), tambem haverá o jogo dos amarelos mais amados do Brasil contra a seleção menos amada do mundo, a seleção dos EUA, mais conhecida como "seleção perna de pau". 

Será um jogo fácil, onde o vencedor, o time dos amarelões, sairá vencedor antes mesmo do pontapé inicial. Para coroar ainda mais a vitória certeira, a cacatua-mor do futebol brasileiro, Neymar, irá fazer seu showzinho para alegrar a petizada que pensa que a paz mundial e o fim das injustiças sociais e econômicas vão chegar em 2014, quando o País das Maravilhas realizará a sua festinha maior para a criançada alucinada. 

Que os fanáticos torçam para que a Globosta não programe um "cinema especial" para depois dos amarelos e escale outro jogo para manter o fanatismo e a alienação em alta neste dia tão "feliz"!

Talvez a paz mundial e a solução para todos os problemas do país já apareçam no amanhecer do dia seguinte.

domingo, 27 de maio de 2012

Eduardo Paes oficializa padronização visual de times cariocas

Agora é lei. O prefeito do Rio Eduardo Paes, preocupado com os rumos da mobilidade urbana, resolveu aderir a uniformização visual dos times de futebol, imposta pela CBF para organizar melhor o esporte. A padronização não se limita apenas aos jogadores, mas a tudo que estiver relacionado a todos os times de futebol, inclusive torcidas. 

Os antigos símbolos como escudos serão extintos e substituídos de acordo com os termos sugeridos pelas autoridades. As autoridades garantiram que o sistema é de fácil identificação, seguindo as regras vigentes. Quem sentir dificuldade de identificar os times na televisão, os locutores serão orientados e treinados para identificar pelos topetes escandalosos dos jogadores. Os placares serão obrigados a identificar o jogador responsável por um gol, na própria tela, junto com a pontuação.

Estas fotos mostram a oficialização da padronização, com o prefeito mostrando o novo uniforme de seu time, o Vasco da Gama, de acordo com as leis vigentes, na intenção de disciplinar e organizar ainda mais o futebol. 

Para Paes, depois do sucesso da padronização visual dos ônibus,  era bom que o futebol seguisse o mesmo caminho. O próximo passo será obrigar todos os cidadãos do Rio a andarem uniformizadas pelas ruas, como ocorre em países desenvolvidos como a China. Paes avisou que esta medida ainda está em estudos.














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NOTA: Esta postagem é uma sátira de protesto contra a uniformização visual dos ônibus do Rio e a uniformização mental do lazer do carioca, que trata o futebol como "obrigação social". A notícia nada tem de verdadeira e as fotos são montagens.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Copa é negócio e não incentiva o esporte, diz especialista

OBS: Pra quem não sabe, esporte de alto investimento é o esporte feito para as grandes competições. nada tem a ver com a prática esportiva de cidadãos comuns.

Não pensem que os jovens carentes de hoje sairão melhores na prática esportiva por causa desta copa e desta olimpíada. Só os profissionais serão beneficiados nestes grandes eventos. E seus troféus e medalhas nunca pertencerão aos cidadãos comuns. Besteira sofrer por vitórias quando não se ganha nada com isso.

Copa é negócio e não incentiva o esporte, diz especialista

24.05.12 Por Ciro Costa - Blog Publica

 "Qual é o apelo do investimento no esporte de alto rendimento? É o fulano que morava na favela, se esforçou, virou um atleta de ponta e foi campeão. Isso é um grande embuste", afirma o pesquisador Valter Bracht.

Para o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) Valter Bracht, doutor pela Universidade de Oldenburg (Alemanha) e coordenador do Laboratório de Estudos em Educação Física (LESEF), os megaeventos reforçam o investimento público no esporte de alto rendimento – profissional, para competição – e deixam o esporte como lazer e prática para saúde cada vez mais fora do alcance das pessoas.

Por isso é pessimista quanto ao legado esportivo da Copa para a população brasileira: “Não são mais usados argumentos como sediar o evento para aumentar a prática esportiva e melhorar a saúde da população. São argumentos que não se sustentam, porque não é esse o mote da realização dessas competições. Os megaeventos são sediados por razões extremamente econômicas, estatais e empresariais”.

Os megaeventos incentivam a cultura esportiva do alto rendimento no país? Que efeito tem, em termos de incentivo ao esporte para a população?

Os megaeventos ajudam a confirmar e a cristalizar no imaginário social um determinado modelo de prática esportiva hegemônico, que é o chamado esporte de alto rendimento. Quando se fala em prática esportiva, as pessoas logo associam isso ao alto rendimento como se ele fosse o único modelo existente. Os megaeveentos reforçam isso também. A grande massa da população não pratica este tipo de atividade mas sim outro tipo de prática corporal que difere muito deste modelo. O esporte de alto rendimento tem realidades e valores diferentes dos da maioria das pessoas, como comprovam pesquisas realizadas por institutos australianos. Mas as políticas públicas que se preocupam com esporte, se referem unicamente ao alto rendimento, e os megaeventos ajudam nesse cenário. Qual é o setor com que o esporte tem condição de interpelar o estado? O de alto rendimento, porque é institucionalizado e tem forças políticas e econômicas significativas. Hoje o sistema esportivo de alto rendimento se apodera de argumentos poderosos, como são os do ponto de vista econômicos (Quantos empregos gera? Quanto movimenta a economia?). Não são mais argumentos de outras épocas, como a disseminação esportiva, mas sim os índices econômicos que são levados em conta. Ou seja, a prática esportiva majoritária praticada pela população é praticamente ignorada.

Quando isso começou?

Desde as Olimpíadas de Munique, em 1974, o sistema esportivo de alto rendimento virou um grande negócio. A FIFA e o COI são grandes multinacionais do negócio esportivo e faturam milhões nesse tipo de evento. A relação do Estado com o esporte passa então a seguir critérios político econômicos, para se beneficiar destes altos lucros. Quando um país decide pela candidatura a um evento como esse, ele se legitima e o legitima a sociedade não pelo viés esportivo, mas pelo viés econômico. Há quarenta anos, era um ônus esportivo sediar um megaevento, mas hoje é um grande negócio. Dependendo de como é realizado, dependendo do grau de comprometimento com o interesse da iniciativa privada, ocorre uma grande transferência de recursos públicos para a iniciativa privada, que também sai lucrando muito e tende a apoiar esse tipo de modelo. E isso não ocorreu só no Brasil, mas em outros países também. Sempre há o argumento de que o grosso do investimento vai ser privado, mas o resto a gente já conhece… Os megaeventos são sediados por razões extremamente econômicas, estatais e empresariais, embora isso seja vendido de outra forma. Existem até casos específicos, como a olimpíada de Sydney, em que esse modelo diminuiu o número de praticantes. O esporte-lazer demanda outro tipo de investimento. Ao invés de um velódromo, seria interessante investir em ciclovias. Ou no aparelhamento do sistema estadual de educação, pois as escolas não dispõem de equipamentos básicos mínimos. Agora imagine o investimento feitos em estádios e os valores neles investidos. São contradições colocadas à sociedade, entre o modelo e as práticas preponderantes.

Você percebe algum tipo de preocupação das entidades envolvidas na realização da Copa com o fortalecimento do esporte nas escolas, por exemplo?

Vejo justamente ao contrário. De certa forma, o Ministério da Cultura vem sendo negligente e permite que o Ministério do Esporte, mobilizado pelo interesse do sistema esportivo, deixe de avançar sobre a escola e investir nesse sentido. Essa semana tive que assistir horrorizado à série de reportagens do Jornal Nacional sobre as Olimpíadas Escolares. Apesar de serem atividades em escolas elas, paradoxalmente, são iniciativas do COB e motivados pela Rede Globo. E qual é o modelo? Não é o esporte escolar, mas o esporte como competição. É um modelo que possui legitimidade social e tanto a mídia, como os órgãos governamentais se valem disso. Eu não conheço nenhum projeto de melhoria da iniciativa do esporte escolar, a partir desse megaevento. O que se quer é investir na escola no esporte de competição, para criar campeões, o que é uma grande mentira. O modelo do esporte dos megaeventos não serve à população comum. Para a prática esportiva da maioria da população, teria que se incentivar outras formas de evento. Na Europa, por exemplo, há um evento que em princípio se reúnem 10, 20 mil pessoas que apresentavam o que eles faziam nas asssociações e clubes de suas cidades. Esses sim são eventos que poderiam ter uma repercussão mais interessante para a maioria da população. Qual é o apelo do investimento no alto rendimento? É: “O fulano que morava na favela, se esforçou, virou um atleta de ponta e foi campeão”. Isso é um grande embuste, é só ver o que acontece nas peneiras de futebol. Tem cinco mil garotos, passam cinco. Aí a imprensa segue os cinco, mas não diz o que aconteceu com os 4995 que ficaram e voltaram à sua condição. Então, é uma estrutura hierarquizada e que não serve para a população do ponto de vista de um ganho público. É um grande negocio e acho mais justo que ele seja tratado assim, inclusive pelo governo. Quem vai nadar no parque aquático? Quem vai andar de bicicleta no velódromo? O legado, em termos esportivos, é nulo para a maioria da população.

O que é o esporte escolar?

Aqui no Brasil, o esporte praticado nas escolas é uma extensão do sistema esportivo, da competição. Ao invés de ser o esporte “da” escola é o esporte “na” escola. O que a gente propõe é que a escola invente um esporte a partir de sua própria lógica. Porque você tem dois mundos diferentes. Enquanto o esporte é competitivo e excludente, a escola quer incluir e socializar. O que aconteceu com os portadores de necessidades especiais nas escolas? Tirou-se eles das APAEs e os colocaram na escola dita normal. No caso do esporte é diferente, há uma olimpíada e uma paraolimpíada. Então os modelos são contraditórios. O esporte de alto rendimento segue códigos que não são sensíveis ao argumento da educação e nem da saúde.

Quais são os critérios do investimento estatal no esporte hoje?

Antigamente tínhamos o esporte como forma de lazer, que era propiciado pela iniciativa privada. Isso ocorria no chamado associacionismo, dos clubes e associações de bairro. Esse modelo foi minguando porque o Estado pouco intervém aí, ele sempre olha pelo alto rendimento. A unica exceção foi o “Esporte para Todos”, nos anos 80. O estado de bem-estar social ajudou é claro nos investimentos, mas havia investimento na corrida de rua e uma das grandes motivações foi o aumento dos gastos do sistema de saúde, com o aumento do sedentarismo. Então motivou-se por a + b, que os custos de saúde eram altos pelo sedentarismo e a prática esportiva ajudava a reduzir esse custo. A ideia era propor ao associacionismo formas para motivar as práticas de lazer. Recentemente, houve outro fenômeno que provocou senão o desaparecimento, a diminuição do associacionismo, pois há a disseminação da prestação de serviços, como as academias que estão em cada esquina. A relação da prática esportiva não é mais com um associacionismo, mas com a prestação de serviços. Essa lógica do lucro sempre é valorizada. O Governo Federal tem alguns programas para motivar as prefeituras a disponibilizar recursos para o esporte lazer, mas o volume de recursos ainda vem a conta-gotas. Para minha visão política, essa seria a grande prioridade. Mas isso não significa construir velódromo, mas investir, por exemplo, em parques com espaços para práticas corporais, isso sim seria um investimento de acordo com os hábitos da população.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

João Saldanha: "futebol é só divertimento"

Nesta entrevista a jornalista Cidinha Campos, o famoso jornalista esportivo e ex-técnico, fala entre outras coisas, que futebol é só um divertimento. Que nada tem a ver com política, como até hoje gostam de pensar. 

O povo brasileiro pode não ser o único povo fanático pelo futebol. Mas é o único que dá importância cívica e política ao mesmo, acreditando até que a vitória em uma copa impulsiona a economia nacional, fato que a realidade já provou ser impossível, pois uma coisa nada tem a ver com a outra. 

Aliás, muitas vezes acontece o contrário, com o fracasso econômico causado pela inércia resultante da letargia hipnótica causada pela vitória de algum time ou da "seleção", obrigando a todos a largarem seus úteis afazeres para se dedicarem a inútil comemoração de algo puramente lúdico. O futebol é uma grade prova da imaturidade do povo brasileiros, que vive priorizando a diversão.

O povo brasileiro grita, sofre, se esperneia e até mata por causa e títulos que não trarão benefícios reais a nenhum cidadão brasileiro. Somente aos jogadores, equipe técnica, cartolas e patrocinadores, gente envolvida diretamente com o futebol. 

Futebol é só lazer. Tão importante para a sociedade brasileira quando a cambalhota de um palhaço em um picadeiro. 



domingo, 20 de maio de 2012

Forçando a barra no futebol

Visitando comunidades sobre celebridades no Orkut, vi que uns engraçadinhos estava comentando sobre qual time torce a celebridade. Aí eu pensei sobre o assunto.

Tentam colocar futebol em tudo, mesmo quando o tal esporte deveria estar ausente. Brincadeira de criança tem que citar futebol. Em propagandas de governo, lá estão referências ao futebol. Em muitas situações em que o dito cujo não deveria sequer ser mencionado, lá está a temida bolinha rolando. 

Isso sem falar na presença de jogadores de futebol em clipes e em anúncios que nada tem a ver com a citada modalidade esportiva.

Porque será que em assuntos alheios ao futebol, sempre aparece algum palerma tentando criar na marra uma associação ao esporte no Neimarola? Será que ninguém consegue ficar longe de futebol pelo menos em um instante?

Isso é forçar a barra tentando fazer com que o futebol esteja em todos os momentos de nossa vida, como se o mesmo fosse parte de nossa personalidade. Será que o mais martelado esporte do Brasil não consegue encher o saco com essa batida tão frequente em nossas carentes cabecinhas?

Como é que os brasileiros conseguem aguentar tanta martelada na cabeça? E ainda ficar feliz com isso?

Que saco!

sábado, 19 de maio de 2012

Luiz Carlos Prates: "Ronaldinho Gaúcho e a Academia de Letras"

O comentarista do Jornal do SBT fala uma verdades sobre o superestimado jogador.

 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Me interessa saber como os torcedores estão comemorando?

Na última segunda feira, os telejornais do país colocaram longas reportagens sobre as comemorações de torcedores pelas vitórias de seus times em campeonatos locais. Reportagens longas, mas totalmente sem conteúdo, resumidas a comentários óbvios e pessoais de torcedores embasbacados.

Não dava para colocar reportagens curtas resumidas a uma frase: "os torcedores do time "X" estão felizes com a conquista do título"? Porque tem que fazer longuíssimas reportagens recheadas de pieguice e muita bobagem? Como levar a sério o futebol desta maneira? Melhor assumir que é um esporte de bocós!

Um grande espaço televisivo sendo desperdiçado em prol de muita bobagem redundante que nada irá trazer de importante aos telespectadores, além de nenhum benefício concreto aos torcedores (a taça ganha pelos times nunca vai para a mão dos torcedores, HELLO!), que utilizam a ilusão da felicidade fictícia do futebol como fuga para os seculares problemas que os mesmos se recusam em resolver.

E aí pergunto: pra que eu tenho que saber como os torcedores estão comemorando? Eles que se virem para celebrar a estupidez humana do brasileiro futebosteiro!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fifa diz que é crítica situação dos estádios da Copa-2014

OBS: O governo e as autoridades envolvidas estão forçando a barra de maneira insistente, fazendo de tudo para que essa copa aconteça de qualquer maneira. Não sabem que será bem menos vergonhoso desistir agora e entregar a chance de realização para outro país mais preparado, deixando para outro ano a realização da copa no Brasil.

Está na cara que muita coisa nem chegou a 10% do que deveria estar pronto, o que mostra que, além do grande gasto financeiro que resultará numa enorme recessão em 2015, ainda teremos uma copa feita no improviso, na aparência e que também pode garantir, na roubalheira, a vitória forjada da "seleção" (como foi na fraudulenta copa de 2012) para cegar os olhos da população brasileira que, iludido com a vitória na própria "casa", nem prestará atenção para os problemas que surgirão desse evento atrapalhado e muito mal administrado.

Está muito longe da população brasileira se tornar um povo amadurecido.

Fifa diz que é crítica situação dos estádios da Copa-2014

15/05/2012 - 06h35 na Folha - Caderno de Esportes - Atualizado às 15h45.

Um documento obtido pela Folha mostra que a Fifa considera crítica a situação das obras de estádios da Copa do Mundo.

A informação está na reportagem, assinada por Juca Kfouri, Marcel Rizzo e Martín Fernandez, publicada nesta terça-feira. A íntegra da matéria está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

 Para a Fifa, há risco de atraso, em alguma proporção, em cinco arenas. A preocupação principal é com o estádio de Natal (RN), apontado como de "alto risco" de não ficar pronto a tempo para o Mundial. Das 12 sedes, Fortaleza é a única no prazo. O panorama para a Copa da Confederações de 2013 é ainda mais crítico. A Fifa aponta atrasos em três das quatro sedes já anunciadas para a competição.

A entidade reclama da burocracia e do "excesso de politização" dos processos no Brasil, mas elogia, em todos os níveis de governo, a disposição para acelerar as obras. E, portanto, para gastar mais.

O relatório que faz um raio-X completo das obras dos 12 estádios para a Copa possui 83 páginas e tem a data de 1º de maio.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Rio de Janeiro: Copa do Mundo todo ano, o ano todo

É fato confirmado o de que é no Rio de Janeiro é que se encontra o povo mais fanático por futebol, graças ao prestígio nacional e até mundial dos times locais. Um fanatismo cego e irracional que acaba por agravar mais ainda a ideia falsa de que o futebol é um dever cívico/social. 

Assumir que não curte futebol no Rio de Janeiro chega inclusive a render inimizades, pois qualquer torcedor prefere fazer amizade com um torcedor do time adversário do que admitir e respeitar quem prefere se manter alheio a citada  modalidade esportiva, já que o nativo local inclui o gosto pelo futebol na lista de regras da etiqueta social.

O fanatismo daqui é tanto, que quem vive no RJ e não curte o tal esporte, além de apreciar uma vida tranquila e sem barulho, como eu, sofre, tendo seu direito ao sossego negado por um bando de fanáticos que acha que berrar por um time é a sua razão de viver. Pelo jeito o povo do Rio detesta sossego e tranquilidade. Ou acha que berrar durante jogos é que significa tranquilidade.

Sensação de Copa do Mundo anual e diária

Para quem não vive no RJ, tem mais acesso a uma vida sossegada. O fanatismo fora das terras de Mem de Sá não é tão forte. Quando eu morava em Salvador, não eram todos os lares que tinham fanáticos dispostos a berrar feito alces, atrapalhando o sossego da vizinhança. E além disso, não havia berros em jogos noturnos de quarta, normalmente protagonizados pelas estrelas cariocas.

Apenas nas épocas de Copa do Mundo, de 4 em 4 anos e durante um mês, é que o sossego era quebrado. Mesmo assim, nota-se que a "seleção" não é uma unanimidade na Bahia, pois até os mais fanáticos futebosteiros preferiam direcionar sua paixão aos mais fortes times locais, Bahia ou Vitória, enquanto a Copa era majoritariamente seguida - acreditem se quiser - por quem não costuma curtir futebol, acreditando estar seguindo um dever cívico. Puro delírio.

Mas no Rio de Janeiro, essa sensação que só ocorre nos quasriênios, ocorre todos os anos. E o pior, não é durante um mês, mas o ano todo. O descanso na verdade só acontece entre o mio de dezembro e o final de janeiro, quando começam os campeonatos regionais, tendo o seu auge no Campeonato Brasileiro e na Libertadores das Américas.

O futebol tem sido uma prova de que não vivemos em uma democracia real, onde todos deveriam ter o seu direito respeitado. A nossa "democracia" é uma democracia de maioria, onde que não prefere acompanhar a correnteza, além de ser excluído da sociedade, ainda tem que arcar com os danos gerados pela maioria protegida pela sociedade, pela mídia e pelas autoridades, estas ultimas que deveriam fazer com que as leis também garantissem o bem estar da minoria, algo que nunca é posto em prática em nosso país, sobretudo no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Fotos de futebol satirizam padronização visual de ônibus

OBS: Resolvi reproduzir este texto como forma de participar e multiplicar esta campanha, que possivelmente irá irritar os busólogos que curtem futebol, que admitem empresas de ônibus com a mesma pintura, mas nunca times de futebol com o mesmo uniforme.

Fotos de futebol satirizam padronização visual de ônibus

Extraído do Mingau de Aço

Para quem não entende as desvantagens da padronização visual nos ônibus das cidades, que dificulta a identificação exata da empresa que serve determinada demanda de passageiros, nada como uma paródia para ensinar algumas das principais desvantagens.

Embora fosse um contexto muito diferente, o futebol estadual é uma maneira de explicar as desvantagens de ver empresas de ônibus usando a mesma pintura, através da analogia dos clubes esportivos. E há o destaque da organizadora, a Confederação Brasileira de Futebol, que ofusca os nomes dos times e dos anunciantes. Além disso, no lugar dos números em si das camisas, há o código "tecnicista" tipo CRV-10 (Camisa 10 do Clube de Regatas do Vasco) e FFC-13 (Camisa 13 do Fluminense Futebol Clube).

Sabendo que o futebol é o motivo maior dessa concepção, por sinal tecnicista e autoritária, de "mobilidade urbana", pois elas são feitas explicitamente visando o turismo da Copa de 2014, e pelo fato do esporte ter no Rio de Janeiro seu principal reduto de fanatismo, nada como ilustrar a sátira com clubes fluminenses, explicando, através do humor, aquilo que a busologia não consegue explicar.

Pedimos para as pessoas identifiquem nas fotos os clubes abaixo nas camisas "padronizadas". Um dos times enfrenta o Volta Redonda, que também usa, no caso, as mesmas cores. Alguém vai se convencer, no caso, de que a padronização visual iria "disciplinar", "organizar" e "agilizar" o futebol brasileiro? Vejam bem as fotos montagens abaixo:

CLUBE DE REGATAS FLAMENGO
CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA
BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS
FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE






quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Direito de Berrar

Uma das coisas que me fazem pensar a respeito da gigantesca - e estranha, pois esse esporte não tem características que o faça "brilhante", "atraente" - popularidade do futebol é que o mesmo dá a oportunidade de uma pessoa berrar sem que isso seja visto como uma gafe. Todo mundo sabe que é só nesta hora - e nas de perigo ou alerta - que não é estranho dar gritos.

Além do desabafo de um cotidiano cheio de problemas - muitos preferem fugir do que resolver suas incomodações -, o futebol voltou ao auge justamente numa época de emburrecimento da sociedade brasileira, onde, em vários setores, observa-se uma incessante queda de valores, somada a aversão quase militante à qualquer coisa que represente alguma intelectualidade. 

É observado que as pessoas procurar cada vez mais formas de lazer mais catárticas, que lhe deem a oportunidade de gritar e pular - e até agredir, se "necessário". Ficou no passado a ideia de se divertir apenas para extrair prazer. E isso se nota não só no futebol, mas em todas as formas de lazer. Dos anos 90 pra cá, inventaram que lazer é oportunidade para "extravazar" e isso ficou até agora, pois foi ensinado para os jovens surgidos desde então.

E a catarse se torna a oportunidade de voltar a Idade da Pedra, onde o ser humano se comunicava aos berros, faz o ser humano recuperar a sua essência animal e recorrer aos instintos para compensar aquilo que não consegue - ou não quer - resolver.

No futebol, o negócio é tão instintivo que se uma lei proibisse os torcedores de berrar, ia ser uma revolta geral, argumentando que o futebol não teria graça se não houvesse berros. Ué, todos gostam de futebol só para berrar? Isso reforça minha tese.

E quem não curte futebol é obrigado a abrir mão do sossego em seu tempo livre e ser forçado a sentir como se estivesse dormindo em um estádio de futebol, já que os brucutus tecnológicos não conseguem frear seus instintos na tentativa de seres humanos se tornarem mais civilizados.

Pelo jeito, brasileiro não gosta de futebol. Gosta de berrar. E o futebol dá a oportunidade perfeita para isso.

domingo, 6 de maio de 2012

Futebol é coisa de macho?

Não sei não. Os vídeos poderão responder a esta pergunta.

 

 


 

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