quarta-feira, 27 de março de 2013

Mídia já começa a estimular o fanatismo futebolístico

Estamos carecas de saber que para a mídia e mercado publicitário, brasileiro é sinônimo de torcedor de futebol. Eles desprezam a existência de algum brasileiro que se recuse a curtir o famoso esporte, infelizmente transformado em orgulho nacional e por isso mesmo, uma obrigação social, quase uma regra de etiqueta.

Esse desrespeito a quem não curte futebol poderia ser enquadrado em qualquer tipo de preconceito contra o ser humano, já que se a etiqueta social obriga a pessoa a gostar de futebol (com o direito de ter um time de futebol "na carteira de identidade", como se fosse um número de RG), a Constituição Federal não obriga. E no Brasil, felizmente, uma lei nunca pode contradizer a Constituição Federal. 

Mas por ser uma atividade de lazer, fica difícil reivindicar algum tipo de respeito a quem não curte futebol. Até as autoridades do Poder Executivo preferem ignorar a existência de quem não curte futebol. Quem se assume alheio ao mítico esporte fica completamente abandonado, sem apoio nem social, muito menos legislativo. O que resta para quem não curte futebol é se isolar e viver como eremita, procurando se divertir sozinho na base do improviso, já que ninguém está disposto a oferecer alternativas ao futebol.

Por causa do medo de isolamento, muita gente que não curte de fato, resolve aderir, fingindo torcer para determinados times ou se comportar nas copas feito um idiota só para se sentir incluído socialmente. Baseados naquele famoso ditado "se não pode vencê-los, junte-se a eles", muita gente que preferia estar fazendo outra coisa, se transforma em torcedor de proveta só para que possa usufruir dos benefícios da vida social, aderindo a maioria. Até porque para eles, não faz mal algum fingir que se gosta de futebol.

Mas poderia ser diferente, pois se essa camada da população que finge gostar de futebol (composta majoritariamente por mulheres) se unisse aos que se recusam a aderir, poderíamos ter uma verdadeira revolução social, alterando costumes e tirando do futebol o atributo de "obrigação social", devolvendo ao mesmo o caráter de mera forma de diversão.

Mas enquanto isso não acontece, já que brasileiro é povo medroso e prefere obedecer líderes, instituições e maiorias, quem não curte futebol deve aguentar a avalanche de propagandas feitas por inúmeros programas de TV e sites de internet, estimulando o fanatismo futebolístico que transforma o mesmo em obrigação social. Por muito tempo ainda teremos que suportar pessoas nos cobrando ter um time de futebol "no coração" ou agir feito um imbecil em tempos de copa, fantasiando feito crianças que um simples titulo no futebol irá nos trazer a suposta dignidade que não conseguimos ter em setores mais sérios do cotidiano.

Infelizmente, o Brasil é um hospício e quando os loucos estão no poder, os normais é que são considerados loucos e abandonados. E aguentando toda a loucura futebolística vomitada em nossas caras, sem a nossa desprezada permissão.

sábado, 23 de março de 2013

Esporte e consciência social

Infelizmente, apesar da imensa influência que exercem para a sociedade, os esportistas são, em regra, alienados e bastante conservadores. Demonstram claramente o desinteresse em mudar a sociedade e se recusam a derrubar conceitos consagrados e melhorar costumes. Se limitam a exaltar a vitória em competições, se esquecendo que competir é uma prática que estimula o egoísmo, o pior de nossos defeitos e que deveria ter desaparecido há séculos.

Não vejo nenhum exemplo de transformação social que seja conduzida por algum esportista. No máximo, são aquelas instituições filantrópicas que propõem soluções paliativas e se baseiam naquela ideia tosca de que pobre só sabe jogar bola e tocar tambor. Há exceções quanto a isso, mas sobram dedos para contá-las.

Mas um esportista assumir publicamente uma postura considerada subversiva nunca aconteceu no Brasil. Brasileiros tem medo de mudanças e defender valores estabelecidos, mesmo errados, é hábito muito comum e traz tranquilidade para quem evita qualquer ato de subversão. Talvez o medo de perder patrocínio ou voltar a vida estagnada de antes do esporte possa fortalecer ainda mais esse conservadorismo. Até porque são os conservadores que mais investem no futebol. Contrariá-los seria um suicídio: em alguns casos, literalmente.

Um dos poucos casos em que houve um esportista brasileiro dando uma opinião controversa aos conservadores foi há alguns anos, quando o jogador Marcelo Vieira, que joga no exterior. Ele teve a honrada atitude de defender o respeito aos palestinos e teve a conta do Facebook deletada na época. Um ato de coragem e conscientização social que só poderia ser possível em um jogador que joga no exterior. 

Brasileiros que jogam no exterior enfrentam uma realidade totalmente diferente. Por serem influentes socialmente, quando jogam em países mais evoluídos intelectualmente, são obrigados a estudar e se conscientizar. A sociedade desses países não toleram ignorantes influindo na opinião e gosto da população. Do contrário do Brasil, onde qualquer bobagem dita por um jogador ou uma celebridade vira lei.

E isso é mal para nossa sociedade, já que sendo bem influentes, jogam no lixo a oportunidade de conscientizar a sociedade e direcioná-la a uma mudança que pudesse contribuir para o fim das injustiças e dos problemas que permanecem crônicos em nosso país.

Por isso mesmo nem levo a sério os esportistas no Brasil, salvo exceções. A maioria só está interessada em entreter e se entreter, usufruindo dos lucros financeiros e da popularidade que puxa uma gigantesca legião de fãs. Mudar a sociedade passa bem longe da meta deles e o sistema em que vivemos continua sendo o adversário mais difícil que qualquer esportista pode enfrentar. Por isso mesmo, os esportistas preferem fugir de medo do sistema e cuidar de suas vidinhas encantadas. Para o bem deles e para o mal da torcida que o idolatra.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Globo usa jovem atriz para estimular o fanatismo futebolístico às vésperas da copa

Era só o que faltava. Com um monte de atrizes brasileiras abrindo os braços e as pernas para a cultura do povão, não para de surgir alguma que adere com entusiasmo à correnteza que conduz aqueles que não possuem gosto e vontade próprias.

Recententemente teve o caso de Marjorie Estiano, que admitiu gostar de música brega. Agora é a vez da niteroiense Isabelle Drummond, que após virar cantora brega na novela passada, agora vai virar uma tomboy girl (garota hétero de trejeitos masculinos) futebosteira, torcedora do Corinthians, o time da Globo.

Só para alertar, o Corinthians é o time do pupilo da CBF Andrés Sanchez (primo de Yoani e de Pedro Alexandre?), futuro herdeiro de Ricardo Teixeira e maior cartola do país entre os mais jovens. A Globo, acionista da CBF, sempre defendeu o Corinthians e teve que abrir mão da ética para defender também os seus interesses no episódio recente da bomba que puniu integrantes de uma torcida organizada. Ou seja, tudo subjetivo, tudo no pessoal, tudo em família (ou famiglia?)

E é por este time que a personagem, interpretada por uma das mulheres mais lindas e charmosas da atualidade (mesmo agindo como tomboy ela deve exalar algum charme através da bela voz) irá se demonstrar uma fanática, apesar da atriz não ser paulistana.

É mais uma tentativa da Globo de transformar o futebol em unanimidade, se aproveitando da copa das confederações e da vindoura copa de 2014. Claro que para ela, acionista da CBF, isso significa mais dinheiro nas contas dos irmãos Marinho e eles não medirão nem esforços nem pudor para obrigar as grandes massas a manter seu fanatismo cego que transforma uma mera forma de lazer em falso orgulho nacional. 

E muita coisa irá vir aí, pois a mídia val lançar mão de muita coisa para estimular esse alienante fanatismo. Nem que tenham que usar uma bela ex-adolescente como isca para isso.

domingo, 17 de março de 2013

Neymar poderá se tornar um herói: mas não como todos estão pensando

O jogador Neymar certamente foi "educado" para ser o grande astro da copa de 2014. Ninguém pode negar que esta copa foi feita para ele. Muita gente pode até fingir que está de saco cheio do rapaz, mas para todo aquele que gosta de futebol, o franzino santista será o grande "herói" que iludirá as massas na copa que será realizada no país de OZ.

Mas ao meu ver, se o Neymar quer realmente se tornar um herói de fato, sem aspas, e totalmente de acordo com a realidade, ele deveria assumir uma postura inédita, acabando com o encanto de conto de fadas que nunca saí do futebol brasileiro.

Poderia, antes de tudo, interromper a sua carreira, mesmo abrindo mão da copa construída para ele, para poder estudar e servir de exemplo de conscientização para a população. Ele sumiria da mídia e voltaria alguns anos depois, já com a copa de 2014 encerrada, mais intelectualizado e menos farrista, com uma postura digna de ser realmente admirada por todos, incluindo os que não curtem futebol.

Aliás, ele poderia aproveitar e dar declarações púbicas em defesa dos que não curtem futebol. Já seria em si um ato de heroísmo e tanto, já que quem assume não curtir futebol é vítima constante de preconceito, desprezo e até de bullying, perdendo muitos direitos sociais e ficando sozinho, sem amizades e os benefícios que a vida social pode oferecer.

Neymar poderia ostentar ainda menos a riqueza ou ainda distribuir renda, relembrando o passado de pobre que viveu, abrindo mão da vida luxuosa de playboy irresponsável que a maioria dos jogadores adora expor.

São essas atitudes que realmente transformarão Neymar num herói de verdade. Até porque chutar uma bolinha em uma rede não é ato de heroísmo nenhum, a não ser na mente de pessoas infantis e sem motivos reais para se orgulhar do país e de si mesmo.

quarta-feira, 13 de março de 2013

A diferença entre os praticantes de atletismo e os jogadores de futebol

Conversando com uma pessoa sobre o fato dos jogadores de futebol terem origem pobre e baixa escolaridade, a pessoa com quem eu estava conversando rebateu as críticas argumentando que praticantes de atletismo, sobretudo das corridas, eram também pobres e de baixa escolaridade. Na hora não pude contra-argumentar, mas refleti sobre isso depois e cheguei a conclusão que minhas críticas aos jogadores de futebol estavam certas e faziam sentido. Vou explicar porquê.

Realmente o atletismo, em sua maioria, se caracteriza pelos praticantes de origem pobre e baixa escolaridade. Isto é fato. O problema está na influência que o atleta exerce sobre a sociedade. 

Os praticantes de atletismo não possuem a influência social que lhes garanta o poder de formar a opinião da sociedade, algo que é muito visível no jogador de futebol, praticante da mais popular modalidade esportiva do país, confundida frequentemente com patriotismo e obrigação social.

A popularidade imensa e compulsória do futebol estimula e garante um poder aos jogadores de futebol de influenciar as massas em costumes, ideias e para isso deveriam oferecer melhores exemplos de conduta e melhores ideias para quem os admira. 

Creio que para um poder de influência como o que tem um jogador de futebol, se deveria ser melhor que a sociedade, oferecer a ela uma oportunidade de crescimento pessoal, de evolução sobretudo intelectual. Mas a baixa escolaridade e os interesses fúteis dos jogadores jogam fora esta oportunidade. 

Formadores de opinião, os jogadores acabam por estimular ainda mais a estagnação intelectual e a futilização dos interesses de uma sociedade carente de valores e sedenta por  alguém que faça o papel de "herói" ou "líder": uma babá que lhes diga o que fazer.

E tendo uma confiança exagerada nos jogadores, reforçada pelas regras sociais e pela mídia, acaba se seguindo o que o jogador, tão sabido quanto uma criança esperta de 5 anos, pensa e difunde.

Por isso que há essa cobrança por uma maior intelectualização dos jogadores de futebol. A influência deles para a sociedade é grande e poderosa. Entregar as rédeas da sociedade a um bando de semi-analfabetos que mal sabem cuidar de si mesmos é o mesmo que tirar o freio de um caminhão que esteja descendo uma ladeira: desastre na certa.

Ou a sociedade aprende a ignorar os jogadores, tirando-os o prestígio social, ou exija-se deles um melhor preparo intelectual que não se limite a bolar táticas de jogo.

Estou cansado de ver gente burra ditando o que a sociedade deve fazer. São como cegos guiando cegos.

domingo, 10 de março de 2013

Futebol e diversidade

 
O  Brasil é um país com vocação para a diversidade. Enorme e com uma população de origens e características bem diferentes, deveria haver uma priorização à variedade em todos os setores e assuntos.

Mas pelo que parece, a população brasileira tem uma silenciosa raiva de ser diversificado. tenta, através de regras e preconceitos, eliminar a diversidade, padronizando costumes e características. E o auge disso se observa no gosto esportivo, praticamente monopolizado pelo futebol.

Porque numa sociedade que se pretende tão diversificada, no gosto esportivo, ainda queremos ser padronizados, consagrando o monopólio do futebol, desrespeitando aqueles que preferem não aderir a popularíssima modalidade esportiva?

Na verdade, está consagrada a ideia de que o futebol não é uma forma de lazer mas, pasmem, uma obrigação cívico/social. Muitos sem admitir, gostam de futebol mais por obrigação do que por prazer, já que acreditam que se ficarem alheios a essa modalidade, não terão acesso aos benefícios que a vida social traz.

E claro, graças a isso, gostar de futebol facilita a vida social. Até mesmo emprego e namoradas são muito mais fáceis de conquistar quando se gosta de futebol, pois além do fato de gostar ser considerada uma demonstração se simpatia, as oportunidades de conquista de emprego e de vida afetiva são ampliadas.

Por esse poder de facilidade social é que o futebol, mesmo sendo um esporte sem graça, praticado por "profissionais" de baixíssima escolaridade e costumes duvidosos, tem essa capacidade de obrigar a adesão de uma gigantesca parte das massas. E isso dificulta a popularização de outras modalidades, criando um monopólio que nada combina com nossa vocação à diversidade.

Em épocas de copa, por exemplo, quem não curte futebol se sente sozinho e entediado. Autoridades e mídia radicalmente abandonam quem não curte futebol, que tem que se virar para se divertir - e sozinho, já que a maior parte, acreditando estar servindo a um dever cívico, não vai largar o hipnotizante evento por causa de amigos. Futebol não é patriotismo de fato, mas para muita gente é e é uma "honra" largar amigos para "torcer" pela "nação", já que a mídia já se esforça para confundir "seleção" e país para forçar a associação, garantindo a adesão quase total das massas, e consequentemente os lucros financeiros de quem se envolve com a copa e a alienação populacional.

Por isso  também que a olimpíada é muito meno prestigiada que a copa. Estranho, pois a olimpíada tem uma diversidade que não há na copa, já que esta se refere apenas a UMA modalidade esportiva, enquanto a olimpíada é mais democrática em matéria de gostos por esporte.

É melhor que a população medite a respeito disso. Porque temos que ter diversidade em tudo e não no esporte? Não deveríamos respeitar as pessoas que não curtem futebol, dando a elas os mesmos direitos de divertir e de sociabilizar do que as que curtem? 

É chato ver que neste setor ainda não alcançamos a democracia.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Yes, nós temos tênis

OBS: Acredito que a impopularidade do tênis no Brasil se deve em conta a um preconceito por ele ser um esporte típico das elites. No lazer, não só no esporte, convencionou-se a se admirar apenas aquilo que vem das classes excluídas. O MMA e o futebol são populares por causa disso.

Ou seja, rico e/ou intelectual só serve para assuntos sérios (leis, dinheiro, política) e o lazer tem que vir "da rua", das classes pobres (de baixa escolaridade e ainda mais baixa capacidade de discernimento). Igualzinho como na Idade Média, quando os bobos da corte eram recrutados em áreas mais pobres. 

Ficou assim: substitui-se um preconceito (contra pobres/burros) por outro (contra ricos/intelectuais).

Mudando, mas ainda falando sobre tênis, esse é um esporte que eu gostaria de praticar. O tipo de agilidade exigida é compatível com as minhas capacidades.

Yes, nós temos tênis

Álvaro José - Portal R7 (Record)

Os derrotistas de plantão viam um futuro negro para o Brasil na Copa Davis de tênis. A competição começou em 1900 e é a mais antiga disputa entre países de toda história do esporte. Tudo começou quando os norte-americanos, liderados por Dwight Davis, decidiram desafiar os britânicos. Dwight Davis mais tarde se tornaria secretário da guerra nos EUA e governador das Filipinas, mas se tornou conhecido por criar a competição.

Os norte-americanos são os maiores vencedores com 32 títulos, de 1900 a 2007. Assim, quando os brasileiros começaram a disputa na Flórida contra os donos da casa, pouca gente acreditava que uma vitória seria possível. No primeiro dia, dois triunfos norte-americanos, com Sam Querrey e John Isner. Sábado, segundo dia e o jogo de duplas, decisivo.

Bruno Soares e Marcelo Mello pelo Brasil e os irmãos Bryan pelos EUA, a melhor dupla do mundo, campeã do Aberto da Austrália no início deste ano. Inspirados, os brasileiros venceram por 3 x 2. Resultado surpreendente num jogo emocionante. No terceiro e último dia da disputa, Thomaz Bellucci conquistou a mais importante vitória da sua carreira: bateu John Isner, número 1 dos Estados Unidos, dentro de casa. Outro jogo de cinco sets, outra vitória brasileira.

O tudo ou nada ficou para o quinto jogo e Thiago Alves, número 141 do mundo, não resistiu a Sam Querrey que estava no piso certo para seu jogo. A quadra rápida favoreceu o norte-americano,  melhor ranqueado. Três sets a um para Querrey numa demonstração que o Brasil pode ficar sim no grupo mundial. Agora é o playoff.

Durante a segunda rodada do Grupo mundial, teremos a classificação continental. Os vencedores dos zonais enfrentam os perdedores da primeira rodada do Playoff, quem vence joga o Grupo Mundial. O Playoff será jogado de 13 a 15 de setembro e o Brasil tem uma boa chance de ficar na elite do tênis. Essa é a nossa torcida.

domingo, 3 de março de 2013

Futebol pode se tornar um esporte para mulheres, mesmo com jogadores masculinos

O futebol, em nosso país, é um dever social. Para a maioria, gostar de futebol é um sinal de simpatia e respeito ao outro, mesmo que de fato não seja. As regras sociais impuseram essa ideia há décadas. Mesmo assim, nota-se um aumento na quantidade de homens que se assumem não gostar de futebol. Mas na contramão, aumenta o número de mulheres que gostam.

Mulheres, por cultura (não por biologia, como muitos pensam), são mais submissas as regras sociais. É mais difícil encontrar mulheres que tenham opiniões e gostos diferentes da maioria do que homens. Por isso mesmo, incluído o medo de ficarem sozinhas (sem amigos), as mulheres, que tradicionalmente esnobaram o citado esporte, estão cada vez mais aderindo, sobretudo entre as gerações mais novas.

Está acontecendo entre as mulheres mais jovens o que já acontece com os homens idosos: uma quase unanimidade em relação ao futebol. Uma adesão compulsória com características de vício igual ao das drogas. Uma adesão que desconhece-se o motivo real, mas é irrecusável.

Esse fato pode sugerir que o futebol, a longo prazo, pode se tornar um esporte típico de mulher, mesmo que a preferência seja pela categoria masculina do esporte. E não é pelo "galanteio" dos jogadores, já que a maioria esmagadora é de homens feios e sem cultura. É pelo esporte em si, ou pelo menos pela facilidade de sociabilização que a adesão afetiva ao esporte lhes garante.

É uma tendência a ser observada. E que pode inverter alguns estereótipos das relações sociais, transformando-as em uma boa confusão.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

"O futebol precisa de um herói gay", afirma goleiro do Manchester United

OBS: Não somos homofóbicos. É ridículo e medieval condenar alguém só porque ama, mesmo que seja alguém do mesmo sexo. Aliás prefiro casais gays que se amam de verdade do que casais de homem/mulher que se unem por interesses mesquinhos, o que é muito comum por aí.

Falando em futebol, sinceramente, um esporte onde torcedores dão sinais de homossexualismo não-assumido - já se descobiru que brasileiros preferem futebol do que mulher - não seria estranho haver algum jogador que se assuma gay. Pode até estimular a saída do armário de muitos torcedores, que parariam de roubar as mulheres que outros homens gostam, já que vários torcedores só se casam para agradar a sociedade (sobretudo agradar a outros machos).

"O futebol precisa de um herói gay", afirma goleiro do Manchester United

Do UOL, em São Paulo

O goleiro dinamarquês Anders Lindegaard, do Manchester United, se posicionou sobre um assunto que ainda é tabu no meio do futebol: a homossexualidade. Em seu blog, o jogador afirmou que o esporte necessita de um "herói gay", um jogador que assumisse sua orientação sexual e que serviria de espelho para outros perceberem que seus colegas de profissão não o tratariam diferente.

"Como jogador de futebol, penso que muitos tem medo do que a torcida faria caso assumisse ser gay. Mas eu tenho certeza que nós, jogadores, não teríamos problemas em aceitar um homossexual dentro dos times", escreveu. Ele também criticou a federação de seu país, que não faria grandes esforços para combater o preconceito na Dinamarca: nenhum jogador dinamarquês assumiu ser gay, entre todos os registrados na federação.

"Homossexualidade é um tabu. O problema é que muitos torcedores estão presos em um tempo de intolerância que não merece ser comparado aos tempos modernos que vivemos. E isso é expressado pelo estereótipo de que todo homem deve ser bravo, forte e agressivo", opinou Lindegaard.

"O resto do mundo têm sido mais liberal. Já o mundo do futebol segue preso ao passado no que diz respeito à intolerância", completou o goleiro.

Poucos jogadores já assumiram ser homossexuais. Recentemente, o americano David Testo, meia do Montreal Impact, time do Canadá que joga a NASL, divisão inferior do futebol dos EUA, assumiu ser gay e contou com apoio da direção do clube. No Brasil, em 2009, Vilson Zwirtes, que atuou pela Lajeadense, do Rio Grande do Sul, também assumiu, mas afirmou sofrer resistência de clubes para contratá-lo.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Nem um bronco como Neymar quis saber de mulher vulgar

Não sabemos se foi por decisão própria ou por sugestão de algum empresário ou advogado. Mas Neymar, o jogador mais popular da atualidade preferiu uma atriz global que, apesar de estar interpretando uma garota vulgar na ficção, é uma garota decente e meiga na vida real, apesar do corpão perfeito totalmente natural. que as vulgares só conseguem ter as custas de muito silicone e anabolizante.

O que pode ter acontecido para que Neymar preferisse assumir o namoro com Bruna Marquezine, alheia a seu universo e recusar mulheres que tem mais a ver com ele como uma desconhecida paniquete e também como a Nicole Bahls, esta declaradamente eterna apaixonada pelo jogador? Simples: marketing.

Há uma necessidade de "sofisticar" a imagem de Neymar para que ele possa ser admirado por homens de todas as classes. Há o interesse claro da mídia em transformar o futebol em uma unanimidade e não se medem esforços e nem gastos para isso. Afinal, futebol, o maior narcótico dos brasileiros, que vicia até o mais carola dos evangélicos, é uma mina de ouro 100% certa e estimular esta unanimidade é essencial para que os lucros financeiros venham com absoluta garantia.

Associar um jogador de extrema popularidade como Neymar à uma mulher vulgar é um tiro no pé. É afastar dele tantos os torcedores mais carolas como os mais sofisticados, ambos tradicionais opositores das mulheres vulgares, aquelas que ganham a vida exclusivamente de expôr os seus corpos.

Para os torcedores e fãs do jogador, é mais cômodo ver o jogador se envolver com uma mulher considerada correta, sem máculas ou sem associação com a vulgaridade. É uma grande jogada de marketing feita às vésperas da copa para que a primeira dama do futebol não seja uma mulher de mente vazia e intenções secundárias. Para que o futebol agrade gregos e troianos, necessitava de alguém que pudesse manter a reputação do jogador mais popular do país em alguém que pudesse ser respeitado e admirado por todas as classes, do rico ao pobre e do inteligente ao burro.

Sem contar que isso sinaliza uma decadência cada vez mais evidente das mulheres vulgares. Se um rapaz bronco como o Neymar, de péssimo gosto cultural, já não quer as mulheres vulgares, que dirá de homens sofisticados e de bom gosto como o cara que vos escreve nesta postagem e que não está nem aí com o que vai acontecer com a tão amada "seleção" no ano que vem?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Esporte e Religião: parceiros fiéis do Capitalismo

O Capitalismo é um sistema excludente. Mas ninguém quer ficar com fama de mau (a não ser o Erasmo na tal música - se bem que ele um cara bem legal, maldade não é com ele, he, he!) e por isso os capitalistas se esforçam em transformar defeitos em qualidades sem alterar o objetivo final deles de eliminar pessoas da concorrência.

Manter a população intelectualmente imobilizada tem demonstrado sucesso na manutenção dos interesses do Capitalismo, já que silenciosamente, como carneirinhos domados, a população tem seguido corretamente as regras que mantém todo o sistema como está, garantindo poderes e lucros para quem exerce função de "liderança", os únicos a terem direitos plenos numa sociedade escassa de benefícios.

E aí entram religião e o esporte, excelentes instrumentos para tirar a imagem de vilania desse sistema na prática tão cruel. Alienar a população é imperativo e estas duas ideologias tem contribuído muito para enganar todas as pessoas e dar a impressão de que somos "justos" e "felizes".

Apesar de existir dentro da religião e do esporte gente simpática ao Socialismo, temos que reconhecer a poderosa e bem sucedida dos dois a legitimação dos conceitos capitalistas.

E ninguém precisa ser intelectualizado para entender como a religião e o esporte contribuem para disfarçar o efeito nocivo do Capitalismo. A religião e o esporte atuam de maneira bem diferente na tentativa de legitimar a prática capitalista.

Medo de Deus e medo dos líderes

A religião atua estimulando o medo e a submissão a líderes. As religiões construíram uma imagem falsa de Deus baseada nos líderes da Terra (autoridades, patrões, capitalistas) e tão falível quanto. Talvez seja esse o motivo de construir um Deus inexistente, mas coerente com o sistema criado para submeter massas.

Até mesmo o conceito de "livre mercado" tem muito a ver com o Deus das religiões, que tem o direito de fazer o que quiser, inclusive o de abusar e o de tirar direitos dos outros. Graças ao temor que temos ao Deus das religiões, acabamos temendo também pessoas que ocupam cargos de liderança, achando que eles tem todo o direito de abusar, pois são como "deuses", supostamente infalíveis mas realmente autoritários.

Estragar a alegria alheia não parece ser tão cruel

O esporte age de forma diferente, mas igualmente cruel. Ele atua através de outro aspecto: o de legitimar a competitividade, dando uma imagem positiva a uma atitude contrária ao altruísmo.

Muita gente se esquece - ou finge esquecer - que competir é tirar do outro o direito a um benefício que não foi bem repartido entre os beneficiários. Competir é esticar a perna para que o outro caia e se machuque. Em muitos casos, competir é matar o outro. De qualquer forma, é impedir o bem estar alheio.

Como a sociedade pode considerar como "valor positivo" algo feito para impedir o bem estar alheio? Mas essa incoerência foi consagrada pelo esporte (que já é nocivo ao estimular outro aspecto: o da perfeição física), fazendo crer que fazer o outro quebrar a cara não é considerado ruim. Afinal, animais competem e num mundo medíocre onde instintos ainda são priorizados, ainda temos orgulho de sermos animais, numa espécie de recusa a evolução intelectual.

E estes dois aspectos, o medo e submissão a líderes e a valorização da competitividade, aparecem consagrados pela influência respectiva da religião e do esporte, para a manutenção de tudo que está errado e que beneficia e muito os simpatizantes e beneficiários do Capitalismo.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

No futebol e na religião se observa o mesmo comportamento do consumo de drogas

Marx dizia que a religião é o ópio do povo. Quem é conscientizado diz que o futebol é o ópio do brasileiro. Parecem metáforas, mas se pensarmos bem e investigarmos detalhadamente, vamos perceber que isso é uma verdade literal. Os fanatismos religiosos e futebolísticos tem sim características de vício narcótico.

É assim: gosta-se de uma coisa, defende de maneira agressiva, larga tudo por causa disto. Este procedimento é observado tanto nas religiões como no fanatismo do futebol. Não se sabe porque gosta, mas se gosta e direciona toda a vida no sentido de satisfazer este fanatismo. Fanatismo que chega a interferir negativamente nas relações sócio/afetivas e no trabalho.

O que mais caracteriza a esses dois tipos de fanatismo como narcóticos é o fato de que não há motivo real para isso. Quem defende, usa argumentos vagos e subjetivos. Como uma criança que diz que quer uma coisa "porque sim".

Esses vícios não acabam porque tanto o futebol como as religiões fazem parte do conjunto de valores positivos que a sociedade acredita há anos, algo inclusive defendido por lei. Fica difícil fazer alguém largar algo que para ele não tem aparência de nocivo, embora realmente seja, já que a alienação é o embrião de quase todos os problemas que vemos em nosso cotidiano e que não tem previsão de se encerrar.

Todo fanatismo é nocivo. Desvia as pessoas da realidade (talvez seja este verdadeiro motivo, já que quase todos os fanáticos religiosos e futebolísticos são pessoas alienadas que se recusam a resolver os problemas da sociedade, seja por preguiça, medo ou ignorância) e cria situações embaraçosas quase impossíveis de se contornar. Futebol e religião são supérfluos que tem apenas a função de entreter as pessoas através da satisfação dos instintos de diversão e de fé, que caracteriza as sociedades ainda bastante primitivas. Isso pode ser comprovado pelo fato de que os dois tipos de fanatismo são quase unânimes em sociedades menos intelectualizadas.

Infelizmente, a sociedade nunca dará sinais de evolução enquanto qualquer fanatismo se manter intacto e ativo. As pessoas deveriam se desgarrar de coisas supérfluas para que foquem em coisas que possam ser mais produtivas e uteis para a sociedade.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Carnaval ofuscou o futebol

Fora as menções a times durante os "ôôôs" que ouvimos em todas as cantorias, o futebol esteve um pouco ausente durante o último feriadão. O brasileiro deixou a sua droga favorita por um tempinho porque havia outro tipo de ópio a consumir.

E esse outro ópio (o segundo favorito dos habitantes da Terra Tupi) o Carnaval, onde seres humanos involuídos resolvem matar as saudades dos tempos em que eram meros animais e procuram a todo o custo, sem medir causa e consequência, satisfazer todos os instintos, tendo o "importante" esmero de deixar o cérebro em casa, já que a pesada caixa cinzenta pesa muito durante as estrepolias alienantes.

Hoje até poderá ter jogo. Se bem que os jogadores, burros como só eles, todos adoram Carnaval. Hoje é um dia em que todos curtem a sagrada ressaca, sempre acompanhada do arrependimento dos erros que cometeu por terem deixado os cérebros bem adormecidos em casa.

Não foquemos felizes, acabada a folia do Carnaval, teremos a folia do futebol, Brasileirão, Libertadores... E não esqueçamos que estamos em ano de confederações, o aperitivo da copa que transformará a nação em uma horda de zumbis vestidos de amarelo. Quem viver, chorará.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A maior Maria Chuteira do país

Demorou, mas a noticia acabou chegando. Aquela menininha gracinha, fofinha que agora se transformou numa baita morenaça de formas perfeitas, conhecida como Bruna Marquezine, demonstrou que tem mau gosto e dedo podre para homem e escolheu o maior mala do Futebosta  como namorado: o crápula que atende pelo nome de Neymala, assumiu que é o dono absoluto da beldade. 

Pronto: Bruna Marquezine foi privatizada e pelo pior cara que pode encontrar pela frente. Um cara que deveria estar casado sim, com Nicole Bahls, a popozuda conhecida por fazer coisa nenhuma que em várias oportunidades declarou ser apaixonada pelo pirralho tantã.

Bom, agora o estrago foi feito e Marquezine se prepara para ser a Primeira Dama da copa do Brasil (aquela em que as autoridades tiram dinheiro da saúde e educação para construir estádios de futebosta e estradas para minhocas de aço se arrastarem), atraindo a atenção da mídia e ganhando muitos louros publicitários graças ao namoro com o herói forjado de 2014, aquele que irá cometer o "heroico" ato de desviar a atenção de toda a população brasileira tirando-a da realidade. Mais alucinação e alienação que isso, só com overdose de crack (craque?).

Graças a confirmação, dada pessoalmente pelo próprio arroz-de-festa, Grão-senhor da Mediocridade e Bobo da Corte oficial do Governo brasileiro, os fãs da atriz estão de luto. Por tempo indeterminado.

Como é que um simples namoro poderia trazer junto tantos problemas?

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Fifa tenta livrar a Copa e duvida das denúncias de corrupção no futebol

OBS: Após essas denúncias, mesmo depois de duvidar delas, a FIFA prometeu combater a corrupção no futebol. Mas acho difícil. O futebol é um excelente meio de manipulação social e também excelente fonte de renda. A vitória de um determinado time pode gerar muitos lucros para os interessados e não se medem esforços nem escrúpulos para facilitar a vitória desejada.

A Copa de 1998 e a de 2002 deram sinais claros disso, embora isso fosse pouco comentado. As seleções campeãs ganharam bem facilmente e suas vitórias serviram para favorecer autoridades desses países para que pudessem ter cargos privilegiados dentro da instituição esportiva que controla o futebol.

Há quem diga - e eu acredito fortemente nesta tese - que a vitória de 2002 favoreceu muito para que a Copa de 2014 fosse no Brasil, aumentando o poder de Ricardo Teixeira na FIFA, poder nada abalado com as denúncias que sofreu e que forçaram a sua demissão do cargo. De nada adiantou, pois Teixeira ainda é bem influente e pode ser o próximo chefão da FIFA, para fortalecer o mito de "melhor futebol do mundo" para os brasileiros e impedindo que o Brasil vença em outros setores mais essenciais, fazendo com que a "pátria do futebol" não seja mais forte que outras nações em áreas mais sérias de desenvolvimento.

A corrupção no futebol vai continuar existindo enquanto houver interesses em utilizar a citada modalidade esportiva como instrumento de manipulação das massas. Enquanto o povo não se educar e tratar o futebol como supérfluo, as coisas continuarão desta maneira. Para o bem exclusivo dos diretores da FIFA e dos empresários que a patrocinam.

Fifa tenta livrar a Copa e duvida das denúncias de corrupção no futebol

Jamil Chade - Correspondente - O Estado de São Paulo


GENEBRA - Temendo um impacto para seu principal torneio, a Copa do Mundo, e preocupada com a repercussão nos acordos com patrocinadores, a Fifa optou por colocar em dúvida algumas das conclusões das polícias europeias na investigação feita sobre manipulação de resultados no futebol. Citando seu diretor de Segurança, Ralf Mutschke, a entidade garante que casos de corrupção em jogos de Eliminatórias são quase impossíveis.

"Como regra geral, é difícil que os jogos de qualificação para a Copa do Mundo sejam arranjados, já que é o maior evento para as equipes e, acima de tudo, para os jogadores'', reagiu a Fifa, por comunicado. "Estamos, obviamente, acompanhando bem de perto as partidas, mas ainda não há suspeitas de manipulação.''

O fato é que a polícia europeia passou por cima da Fifa, e também da Uefa, deixando em evidência o fato de que as organizações do futebol simplesmente têm fracassado em lidar com os casos de manipulação de resultados. A investigação, de 18 meses, em nenhum momento foi informada à Fifa que, surpreendida, teve como primeira reação anunciar pela enésima vez que estava criando um disque-denúncia e um e-mail para receber informações sobre corrupção.

A Fifa só passou a duvidar do resultado de parte da investigação no final do dia, ou seja, depois de refeita da surpresa.

Inicialmente, a entidade insistiu que estava lutando contra a corrupção. "Toda a informação será mantida em anonimato e tratada com a maior confidencialidade'', garantiu. Caso receba informações concretas, a Fifa promete acionar a polícia. "Os desafios que o futebol enfrenta não têm precedentes'', declarou a entidade, que garante tratar o crime com "tolerância zero''.

A Uefa também está numa posição desconfortável, mas ontem apenas informou que vai aguardar o recebimento do dossiê elaborado pela Europol, para que possa apurar os casos.

A entidade recebeu a notícia do escândalo com frieza. "A Uefa teve conhecimento das declarações da Europol sobre suposta manipulação de partidas de diferentes competições e espera receber mais informações nos próximos dias'', informou a entidade. "Assim que a Uefa tiver em mãos detalhes da investigação, serão repassadas às instâncias disciplinares competentes com a finalidade de que se tomem medidas adequadas'', completou.

A Europol prometeu entregar à Uefa o resultado de seu trabalho.

Segundo a investigação, uma parte importante dos apostadores vem da Ásia. "Temos evidências de que, dos 700 jogos (suspeitos de manipulação), cerca de 150 deles tiveram suas operações realizadas a partir de Cingapura, pagando propinas de 100 mil (cerca de R$ 269 mil) por jogo para garantir os resultados", afirmou Fridhelm Althans, da polícia de Bochum e um dos líderes da Operação Veto.

Banimento. O árbitro húngaro Kolos Lengyel, que apitou a partida entre as seleções sub-20 de Argentina e Bolívia em dezembro de 2010 - investigada sob suspeita de manipulação -, foi banido do futebol em 10 de agosto de 2011. Ele e outros cinco juízes da Hungria foram punidos por suspeita de corrupção.

Lengyel foi preso ao retornar a seu país após apitar dois amistosos na Turquia, disputados no mesmo dia, em fevereiro de 2011. Nada menos do que sete pênaltis foram marcados nos jogos em que a Bolívia perdeu para a Letônia por 2 a 1 e a Estônia empatou com a Bulgária por 2 a 2

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Perdeu porque deixaram...

... se fosse na Copa, seria diferente. Tudo seria feito para garantir a vitória, nem que fosse roubando ou pagando adversários e árbitros. Como foi em 2002, a copa do "jeitinho".

Como amistoso não vale nada, o jogo foi natural, mostrando o verdadeiro "talento" dos amarelados, provando que o mito de "melhor futebol do mundo" é uma farsa que só fazia sentido no passado.

Bom mesmo foi para os ingleses, inventores dessa brincadeira...


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A Taça das favelas (ou é para isso que servem os pobres)

A Globo, sempre na sua empenhada campanha eterna de tentar transformar o futebol em unanimidade (a Globo é dona da CBF, que sustenta e lucra com isso), resolveu organizar a Taça das Favelas, campeonato com times organizados nas favelas, talvez se lembrando das origens pobres da maior parte dos jogadores brasileiros. A iniciativa supostamente tem a intenção de levar dignidade aos favelados. Mas as verdadeiras intenções da Globo passam bem longe da finalidade alegada.

Como sabemos, o futebol é um excelente meio de manipulação. Além de estimular a competitividade (que estimula o egoísmo), a perfeição física (desde que do pescoço para baixo, a maioria dos jogadores de futebol são feios de doer), estimula a alienação, pois faz acreditar que a vitória de um time ou da "seleção" traz qualidade de vida para quem torce por ela, tese que já foi inúmeras vezes desmentida, embora a crença nela ainda pudesse ser mantida. No Brasil, futebol não é apenas um esporte: é um misto de orgulho cívico, dever social e valor moral defendidos com unhas e dentes até a morte.

E a Globo sabe muito bem disso. Nunca perde a oportunidade de inserir o futebol mesmo em assuntos alheios a modalidade esportiva. Numa reportagem sobre doenças cardíacas, perderam muito tempo falando sobre um torcedor fanático pelo Corinthians que estava se submetendo a um tratamento cardiológico, com direito a muitas informações inúteis. Para estimular o fanatismo como "hábito saudável" vale tudo.

E o povo pobre, facilmente manobrável pela baixa capacidade de discernimento estimulada pela péssima educação que recebe, são presas fáceis para os pedradores midiáticos. Como são rebeldes em potencial por não terem acesso a uma vida realmente digna, a mídia sempre se esforça para tentar manobrar e amordaçar as classes humildes, emburrecendo-as cada vez mais para que não percebam as injustiças de que são vítimas.

E nada melhor que o futebol, que como falei, carrega junto uma coleção de "bons" valores que faz com que os simpatizantes desse esporte acreditem estar contribuindo para a melhoria social que não acontece de fato. E esta Copa das favelas vei a calhar. Ainda mais numa época de apologia da pobreza, onde os favelados "subiram" de classe sem perder qualquer uma de suas características. Principalmente a escassez de discernimento.

Esta Copa das Favelas pode até servir de entretenimento para quem participa ou assiste. Mas não vai trazer dignidade para o povo pobre. Pensem comigo: será que vamos passar mil anos achando que para um pobre subir na vida é somente através de batuques em tambores e chutes em uma bola? Como se nas favelas não existissem pessoas capacitadas para fazer outras atividades, sobretudo as de liderança?

Vamos parar com esta mentalidade e mostrar outras realidades ao povo pobre para que ele realmente se eduque e não fique limitado a esta rotina tosca e monopolista de futebol-popularesco-religião a que todo povo pobre é condenado a se enclausurar. O mundo é muito maior do que qualquer pobre é capaz de imaginar. Esconder dos pobres o mundo real, isso sim é que é crueldade.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

A verdade sobre a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016 no Rio

 
A denuncia é grave e legítima. Autoridades nunca fizeram nada a favor do povo. Até porque se pensassem na população, as autoridades nunca teriam decidido fazer esses eventos. Não precisamos destes eventos para acelerar o turismo. É vergonhoso que autoridades usem festas para roubar e enganar a população.

E são muitos os problemas causados à população. Muitos mesmo! Vejam atentamente e divulguem.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Homem brasileiro gosta mais de futebol do que de mulher

Mundo injusto é isso aí. Normalmente quem tem mais benefícios é justamente quem merece. Segundo pesquisas recentes, o homem brasileiro tem como maior paixão o futebol, seguido da cerveja (que vale lembrar: tem gosto ruim - todos bebem por obrigação social e depois por vício), ficando as mulheres em terceiro lugar.

Interessante que muitos homens que se dão bem na vida afetiva, se casando com as melhores mulheres, se enquadram neste perfil, prejudicando os outros homens que realmente gostam dessas mulheres e não podem conquistá-las pelo prosaico motivo delas estarem comprometidas (com homens que não gostam delas). Isso confirma a tese de que mulheres preferem homens que as desprezam. Para muitas mulheres, infelizmente submissas às regras sociais, homens apaixonados passam uma impressão errada de insegurança. O que é uma baita mentira.

Porque os homens largam as suas mulheres e vão casar com jogadores de futebol? Tenho absoluta certeza que se os homens que amam futebol fizessem isso seriam muito mais felizes, lembrando que os jogadores dos times de maior popularidade ganham imensos salários (sem estudar - a maioria deles não tem sequer o ensino básico), podendo sustentar os torcedores dando uma vida bem abastada.

Mulher tem que se casar com quem gosta dela. Do contrário, só traz infelicidade.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Do contrário que todos pensam, patriotismo é abandonar o futebol

O povo brasileiro precisa amadurecer. O seu esporte favorito, tido por muitos como razão de ser e "manifestação de amor à pátria", o futebol, é a principal razão para o caos que se encontra o país agora. 

Irresponsavelmente, as autoridades decidiram organizar uma copa do mundo de futebol justamente quando nossos problemas se encontram cada vez mais fortes e difíceis de serem resolvidos. O dinheiro e o tempo que deveriam ser dedicados a resolvê-los está sendo desviado para as obras para a copa, já que a FIFA fez inúmeras exigências de infraestrutura para a realização da mesma. Se os brasileiros fossem maduros, fariam de tudo para cancelar esta copa.

E os problemas só aumentam. Muitos dos projetos de mobilidade não saíram do papel. Vários deles podem até ser cancelados. A reforma do Maracanã está acabando com uma escola, uma instituição indígena e pasmem, com o estádio Célio de Barros, que poderia ter sido incluído na reforma, pensando nas olimpíadas de 2016 (outro erro). A irresponsabilidade enrustida das autoridades não tem tamanho nem fim.

As autoridades conhecem muito bem o fanatismo da população em relação ao futebol e resolveram se aproveitar disso para abusar bastante e além de garantir lucros financeiros, ganhar visibilidade como "as autoridades que realizaram a copa no Brasil", acreditando estar inscrevendo seus nomes na história mundial. Bobagem inútil e desnecessária. 

Não era melhor ganhar visibilidade melhorando a qualidade de vida da população? Claro que sim. Mas isso não aparece, não é espetáculo. Legal é fazer coisas grandiosas para sair delas como verdadeiros faraós.

E a população brasileira como fica? Fica como está. Deslumbrada com a grandiosidade do evento, graças a tradicional imaturidade resultante do desestímulo ao raciocínio feito por mídia, sociedade e instituições, ela é capaz de abrir mão da qualidade de vida por causa de espetáculos grandiosos e bonitos quer só servem para encher os olhos e mais nada. Ainda mais se esse espetáculo envolver o seu ópio favorito.

A ideia arraigada de que futebol é patriotismo ainda é um grande obstáculo ao amadurecimento da sociedade, como uma chupeta que insiste em permanecer na boca de uma criança crescida. Enquanto a sociedade não largar a sua maior chupeta, autoridades vão usar e abusar esse vício tupiniquim para garantir lucros e mais lucros, esquecendo da qualidade de vida e mantendo o país no atraso subdesenvolvido que virou o seu carma incurável.

Como veem, patriotismo mesmo é largar o futebol. Sem ele, poderemos dar voos mais altos rumo a verdadeira felicidade da nação.
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