quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Esporte e Religião: parceiros fiéis do Capitalismo

O Capitalismo é um sistema excludente. Mas ninguém quer ficar com fama de mau (a não ser o Erasmo na tal música - se bem que ele um cara bem legal, maldade não é com ele, he, he!) e por isso os capitalistas se esforçam em transformar defeitos em qualidades sem alterar o objetivo final deles de eliminar pessoas da concorrência.

Manter a população intelectualmente imobilizada tem demonstrado sucesso na manutenção dos interesses do Capitalismo, já que silenciosamente, como carneirinhos domados, a população tem seguido corretamente as regras que mantém todo o sistema como está, garantindo poderes e lucros para quem exerce função de "liderança", os únicos a terem direitos plenos numa sociedade escassa de benefícios.

E aí entram religião e o esporte, excelentes instrumentos para tirar a imagem de vilania desse sistema na prática tão cruel. Alienar a população é imperativo e estas duas ideologias tem contribuído muito para enganar todas as pessoas e dar a impressão de que somos "justos" e "felizes".

Apesar de existir dentro da religião e do esporte gente simpática ao Socialismo, temos que reconhecer a poderosa e bem sucedida dos dois a legitimação dos conceitos capitalistas.

E ninguém precisa ser intelectualizado para entender como a religião e o esporte contribuem para disfarçar o efeito nocivo do Capitalismo. A religião e o esporte atuam de maneira bem diferente na tentativa de legitimar a prática capitalista.

Medo de Deus e medo dos líderes

A religião atua estimulando o medo e a submissão a líderes. As religiões construíram uma imagem falsa de Deus baseada nos líderes da Terra (autoridades, patrões, capitalistas) e tão falível quanto. Talvez seja esse o motivo de construir um Deus inexistente, mas coerente com o sistema criado para submeter massas.

Até mesmo o conceito de "livre mercado" tem muito a ver com o Deus das religiões, que tem o direito de fazer o que quiser, inclusive o de abusar e o de tirar direitos dos outros. Graças ao temor que temos ao Deus das religiões, acabamos temendo também pessoas que ocupam cargos de liderança, achando que eles tem todo o direito de abusar, pois são como "deuses", supostamente infalíveis mas realmente autoritários.

Estragar a alegria alheia não parece ser tão cruel

O esporte age de forma diferente, mas igualmente cruel. Ele atua através de outro aspecto: o de legitimar a competitividade, dando uma imagem positiva a uma atitude contrária ao altruísmo.

Muita gente se esquece - ou finge esquecer - que competir é tirar do outro o direito a um benefício que não foi bem repartido entre os beneficiários. Competir é esticar a perna para que o outro caia e se machuque. Em muitos casos, competir é matar o outro. De qualquer forma, é impedir o bem estar alheio.

Como a sociedade pode considerar como "valor positivo" algo feito para impedir o bem estar alheio? Mas essa incoerência foi consagrada pelo esporte (que já é nocivo ao estimular outro aspecto: o da perfeição física), fazendo crer que fazer o outro quebrar a cara não é considerado ruim. Afinal, animais competem e num mundo medíocre onde instintos ainda são priorizados, ainda temos orgulho de sermos animais, numa espécie de recusa a evolução intelectual.

E estes dois aspectos, o medo e submissão a líderes e a valorização da competitividade, aparecem consagrados pela influência respectiva da religião e do esporte, para a manutenção de tudo que está errado e que beneficia e muito os simpatizantes e beneficiários do Capitalismo.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

No futebol e na religião se observa o mesmo comportamento do consumo de drogas

Marx dizia que a religião é o ópio do povo. Quem é conscientizado diz que o futebol é o ópio do brasileiro. Parecem metáforas, mas se pensarmos bem e investigarmos detalhadamente, vamos perceber que isso é uma verdade literal. Os fanatismos religiosos e futebolísticos tem sim características de vício narcótico.

É assim: gosta-se de uma coisa, defende de maneira agressiva, larga tudo por causa disto. Este procedimento é observado tanto nas religiões como no fanatismo do futebol. Não se sabe porque gosta, mas se gosta e direciona toda a vida no sentido de satisfazer este fanatismo. Fanatismo que chega a interferir negativamente nas relações sócio/afetivas e no trabalho.

O que mais caracteriza a esses dois tipos de fanatismo como narcóticos é o fato de que não há motivo real para isso. Quem defende, usa argumentos vagos e subjetivos. Como uma criança que diz que quer uma coisa "porque sim".

Esses vícios não acabam porque tanto o futebol como as religiões fazem parte do conjunto de valores positivos que a sociedade acredita há anos, algo inclusive defendido por lei. Fica difícil fazer alguém largar algo que para ele não tem aparência de nocivo, embora realmente seja, já que a alienação é o embrião de quase todos os problemas que vemos em nosso cotidiano e que não tem previsão de se encerrar.

Todo fanatismo é nocivo. Desvia as pessoas da realidade (talvez seja este verdadeiro motivo, já que quase todos os fanáticos religiosos e futebolísticos são pessoas alienadas que se recusam a resolver os problemas da sociedade, seja por preguiça, medo ou ignorância) e cria situações embaraçosas quase impossíveis de se contornar. Futebol e religião são supérfluos que tem apenas a função de entreter as pessoas através da satisfação dos instintos de diversão e de fé, que caracteriza as sociedades ainda bastante primitivas. Isso pode ser comprovado pelo fato de que os dois tipos de fanatismo são quase unânimes em sociedades menos intelectualizadas.

Infelizmente, a sociedade nunca dará sinais de evolução enquanto qualquer fanatismo se manter intacto e ativo. As pessoas deveriam se desgarrar de coisas supérfluas para que foquem em coisas que possam ser mais produtivas e uteis para a sociedade.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Carnaval ofuscou o futebol

Fora as menções a times durante os "ôôôs" que ouvimos em todas as cantorias, o futebol esteve um pouco ausente durante o último feriadão. O brasileiro deixou a sua droga favorita por um tempinho porque havia outro tipo de ópio a consumir.

E esse outro ópio (o segundo favorito dos habitantes da Terra Tupi) o Carnaval, onde seres humanos involuídos resolvem matar as saudades dos tempos em que eram meros animais e procuram a todo o custo, sem medir causa e consequência, satisfazer todos os instintos, tendo o "importante" esmero de deixar o cérebro em casa, já que a pesada caixa cinzenta pesa muito durante as estrepolias alienantes.

Hoje até poderá ter jogo. Se bem que os jogadores, burros como só eles, todos adoram Carnaval. Hoje é um dia em que todos curtem a sagrada ressaca, sempre acompanhada do arrependimento dos erros que cometeu por terem deixado os cérebros bem adormecidos em casa.

Não foquemos felizes, acabada a folia do Carnaval, teremos a folia do futebol, Brasileirão, Libertadores... E não esqueçamos que estamos em ano de confederações, o aperitivo da copa que transformará a nação em uma horda de zumbis vestidos de amarelo. Quem viver, chorará.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A maior Maria Chuteira do país

Demorou, mas a noticia acabou chegando. Aquela menininha gracinha, fofinha que agora se transformou numa baita morenaça de formas perfeitas, conhecida como Bruna Marquezine, demonstrou que tem mau gosto e dedo podre para homem e escolheu o maior mala do Futebosta  como namorado: o crápula que atende pelo nome de Neymala, assumiu que é o dono absoluto da beldade. 

Pronto: Bruna Marquezine foi privatizada e pelo pior cara que pode encontrar pela frente. Um cara que deveria estar casado sim, com Nicole Bahls, a popozuda conhecida por fazer coisa nenhuma que em várias oportunidades declarou ser apaixonada pelo pirralho tantã.

Bom, agora o estrago foi feito e Marquezine se prepara para ser a Primeira Dama da copa do Brasil (aquela em que as autoridades tiram dinheiro da saúde e educação para construir estádios de futebosta e estradas para minhocas de aço se arrastarem), atraindo a atenção da mídia e ganhando muitos louros publicitários graças ao namoro com o herói forjado de 2014, aquele que irá cometer o "heroico" ato de desviar a atenção de toda a população brasileira tirando-a da realidade. Mais alucinação e alienação que isso, só com overdose de crack (craque?).

Graças a confirmação, dada pessoalmente pelo próprio arroz-de-festa, Grão-senhor da Mediocridade e Bobo da Corte oficial do Governo brasileiro, os fãs da atriz estão de luto. Por tempo indeterminado.

Como é que um simples namoro poderia trazer junto tantos problemas?

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Fifa tenta livrar a Copa e duvida das denúncias de corrupção no futebol

OBS: Após essas denúncias, mesmo depois de duvidar delas, a FIFA prometeu combater a corrupção no futebol. Mas acho difícil. O futebol é um excelente meio de manipulação social e também excelente fonte de renda. A vitória de um determinado time pode gerar muitos lucros para os interessados e não se medem esforços nem escrúpulos para facilitar a vitória desejada.

A Copa de 1998 e a de 2002 deram sinais claros disso, embora isso fosse pouco comentado. As seleções campeãs ganharam bem facilmente e suas vitórias serviram para favorecer autoridades desses países para que pudessem ter cargos privilegiados dentro da instituição esportiva que controla o futebol.

Há quem diga - e eu acredito fortemente nesta tese - que a vitória de 2002 favoreceu muito para que a Copa de 2014 fosse no Brasil, aumentando o poder de Ricardo Teixeira na FIFA, poder nada abalado com as denúncias que sofreu e que forçaram a sua demissão do cargo. De nada adiantou, pois Teixeira ainda é bem influente e pode ser o próximo chefão da FIFA, para fortalecer o mito de "melhor futebol do mundo" para os brasileiros e impedindo que o Brasil vença em outros setores mais essenciais, fazendo com que a "pátria do futebol" não seja mais forte que outras nações em áreas mais sérias de desenvolvimento.

A corrupção no futebol vai continuar existindo enquanto houver interesses em utilizar a citada modalidade esportiva como instrumento de manipulação das massas. Enquanto o povo não se educar e tratar o futebol como supérfluo, as coisas continuarão desta maneira. Para o bem exclusivo dos diretores da FIFA e dos empresários que a patrocinam.

Fifa tenta livrar a Copa e duvida das denúncias de corrupção no futebol

Jamil Chade - Correspondente - O Estado de São Paulo


GENEBRA - Temendo um impacto para seu principal torneio, a Copa do Mundo, e preocupada com a repercussão nos acordos com patrocinadores, a Fifa optou por colocar em dúvida algumas das conclusões das polícias europeias na investigação feita sobre manipulação de resultados no futebol. Citando seu diretor de Segurança, Ralf Mutschke, a entidade garante que casos de corrupção em jogos de Eliminatórias são quase impossíveis.

"Como regra geral, é difícil que os jogos de qualificação para a Copa do Mundo sejam arranjados, já que é o maior evento para as equipes e, acima de tudo, para os jogadores'', reagiu a Fifa, por comunicado. "Estamos, obviamente, acompanhando bem de perto as partidas, mas ainda não há suspeitas de manipulação.''

O fato é que a polícia europeia passou por cima da Fifa, e também da Uefa, deixando em evidência o fato de que as organizações do futebol simplesmente têm fracassado em lidar com os casos de manipulação de resultados. A investigação, de 18 meses, em nenhum momento foi informada à Fifa que, surpreendida, teve como primeira reação anunciar pela enésima vez que estava criando um disque-denúncia e um e-mail para receber informações sobre corrupção.

A Fifa só passou a duvidar do resultado de parte da investigação no final do dia, ou seja, depois de refeita da surpresa.

Inicialmente, a entidade insistiu que estava lutando contra a corrupção. "Toda a informação será mantida em anonimato e tratada com a maior confidencialidade'', garantiu. Caso receba informações concretas, a Fifa promete acionar a polícia. "Os desafios que o futebol enfrenta não têm precedentes'', declarou a entidade, que garante tratar o crime com "tolerância zero''.

A Uefa também está numa posição desconfortável, mas ontem apenas informou que vai aguardar o recebimento do dossiê elaborado pela Europol, para que possa apurar os casos.

A entidade recebeu a notícia do escândalo com frieza. "A Uefa teve conhecimento das declarações da Europol sobre suposta manipulação de partidas de diferentes competições e espera receber mais informações nos próximos dias'', informou a entidade. "Assim que a Uefa tiver em mãos detalhes da investigação, serão repassadas às instâncias disciplinares competentes com a finalidade de que se tomem medidas adequadas'', completou.

A Europol prometeu entregar à Uefa o resultado de seu trabalho.

Segundo a investigação, uma parte importante dos apostadores vem da Ásia. "Temos evidências de que, dos 700 jogos (suspeitos de manipulação), cerca de 150 deles tiveram suas operações realizadas a partir de Cingapura, pagando propinas de 100 mil (cerca de R$ 269 mil) por jogo para garantir os resultados", afirmou Fridhelm Althans, da polícia de Bochum e um dos líderes da Operação Veto.

Banimento. O árbitro húngaro Kolos Lengyel, que apitou a partida entre as seleções sub-20 de Argentina e Bolívia em dezembro de 2010 - investigada sob suspeita de manipulação -, foi banido do futebol em 10 de agosto de 2011. Ele e outros cinco juízes da Hungria foram punidos por suspeita de corrupção.

Lengyel foi preso ao retornar a seu país após apitar dois amistosos na Turquia, disputados no mesmo dia, em fevereiro de 2011. Nada menos do que sete pênaltis foram marcados nos jogos em que a Bolívia perdeu para a Letônia por 2 a 1 e a Estônia empatou com a Bulgária por 2 a 2

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Perdeu porque deixaram...

... se fosse na Copa, seria diferente. Tudo seria feito para garantir a vitória, nem que fosse roubando ou pagando adversários e árbitros. Como foi em 2002, a copa do "jeitinho".

Como amistoso não vale nada, o jogo foi natural, mostrando o verdadeiro "talento" dos amarelados, provando que o mito de "melhor futebol do mundo" é uma farsa que só fazia sentido no passado.

Bom mesmo foi para os ingleses, inventores dessa brincadeira...


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A Taça das favelas (ou é para isso que servem os pobres)

A Globo, sempre na sua empenhada campanha eterna de tentar transformar o futebol em unanimidade (a Globo é dona da CBF, que sustenta e lucra com isso), resolveu organizar a Taça das Favelas, campeonato com times organizados nas favelas, talvez se lembrando das origens pobres da maior parte dos jogadores brasileiros. A iniciativa supostamente tem a intenção de levar dignidade aos favelados. Mas as verdadeiras intenções da Globo passam bem longe da finalidade alegada.

Como sabemos, o futebol é um excelente meio de manipulação. Além de estimular a competitividade (que estimula o egoísmo), a perfeição física (desde que do pescoço para baixo, a maioria dos jogadores de futebol são feios de doer), estimula a alienação, pois faz acreditar que a vitória de um time ou da "seleção" traz qualidade de vida para quem torce por ela, tese que já foi inúmeras vezes desmentida, embora a crença nela ainda pudesse ser mantida. No Brasil, futebol não é apenas um esporte: é um misto de orgulho cívico, dever social e valor moral defendidos com unhas e dentes até a morte.

E a Globo sabe muito bem disso. Nunca perde a oportunidade de inserir o futebol mesmo em assuntos alheios a modalidade esportiva. Numa reportagem sobre doenças cardíacas, perderam muito tempo falando sobre um torcedor fanático pelo Corinthians que estava se submetendo a um tratamento cardiológico, com direito a muitas informações inúteis. Para estimular o fanatismo como "hábito saudável" vale tudo.

E o povo pobre, facilmente manobrável pela baixa capacidade de discernimento estimulada pela péssima educação que recebe, são presas fáceis para os pedradores midiáticos. Como são rebeldes em potencial por não terem acesso a uma vida realmente digna, a mídia sempre se esforça para tentar manobrar e amordaçar as classes humildes, emburrecendo-as cada vez mais para que não percebam as injustiças de que são vítimas.

E nada melhor que o futebol, que como falei, carrega junto uma coleção de "bons" valores que faz com que os simpatizantes desse esporte acreditem estar contribuindo para a melhoria social que não acontece de fato. E esta Copa das favelas vei a calhar. Ainda mais numa época de apologia da pobreza, onde os favelados "subiram" de classe sem perder qualquer uma de suas características. Principalmente a escassez de discernimento.

Esta Copa das Favelas pode até servir de entretenimento para quem participa ou assiste. Mas não vai trazer dignidade para o povo pobre. Pensem comigo: será que vamos passar mil anos achando que para um pobre subir na vida é somente através de batuques em tambores e chutes em uma bola? Como se nas favelas não existissem pessoas capacitadas para fazer outras atividades, sobretudo as de liderança?

Vamos parar com esta mentalidade e mostrar outras realidades ao povo pobre para que ele realmente se eduque e não fique limitado a esta rotina tosca e monopolista de futebol-popularesco-religião a que todo povo pobre é condenado a se enclausurar. O mundo é muito maior do que qualquer pobre é capaz de imaginar. Esconder dos pobres o mundo real, isso sim é que é crueldade.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

A verdade sobre a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016 no Rio

 
A denuncia é grave e legítima. Autoridades nunca fizeram nada a favor do povo. Até porque se pensassem na população, as autoridades nunca teriam decidido fazer esses eventos. Não precisamos destes eventos para acelerar o turismo. É vergonhoso que autoridades usem festas para roubar e enganar a população.

E são muitos os problemas causados à população. Muitos mesmo! Vejam atentamente e divulguem.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Homem brasileiro gosta mais de futebol do que de mulher

Mundo injusto é isso aí. Normalmente quem tem mais benefícios é justamente quem merece. Segundo pesquisas recentes, o homem brasileiro tem como maior paixão o futebol, seguido da cerveja (que vale lembrar: tem gosto ruim - todos bebem por obrigação social e depois por vício), ficando as mulheres em terceiro lugar.

Interessante que muitos homens que se dão bem na vida afetiva, se casando com as melhores mulheres, se enquadram neste perfil, prejudicando os outros homens que realmente gostam dessas mulheres e não podem conquistá-las pelo prosaico motivo delas estarem comprometidas (com homens que não gostam delas). Isso confirma a tese de que mulheres preferem homens que as desprezam. Para muitas mulheres, infelizmente submissas às regras sociais, homens apaixonados passam uma impressão errada de insegurança. O que é uma baita mentira.

Porque os homens largam as suas mulheres e vão casar com jogadores de futebol? Tenho absoluta certeza que se os homens que amam futebol fizessem isso seriam muito mais felizes, lembrando que os jogadores dos times de maior popularidade ganham imensos salários (sem estudar - a maioria deles não tem sequer o ensino básico), podendo sustentar os torcedores dando uma vida bem abastada.

Mulher tem que se casar com quem gosta dela. Do contrário, só traz infelicidade.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Do contrário que todos pensam, patriotismo é abandonar o futebol

O povo brasileiro precisa amadurecer. O seu esporte favorito, tido por muitos como razão de ser e "manifestação de amor à pátria", o futebol, é a principal razão para o caos que se encontra o país agora. 

Irresponsavelmente, as autoridades decidiram organizar uma copa do mundo de futebol justamente quando nossos problemas se encontram cada vez mais fortes e difíceis de serem resolvidos. O dinheiro e o tempo que deveriam ser dedicados a resolvê-los está sendo desviado para as obras para a copa, já que a FIFA fez inúmeras exigências de infraestrutura para a realização da mesma. Se os brasileiros fossem maduros, fariam de tudo para cancelar esta copa.

E os problemas só aumentam. Muitos dos projetos de mobilidade não saíram do papel. Vários deles podem até ser cancelados. A reforma do Maracanã está acabando com uma escola, uma instituição indígena e pasmem, com o estádio Célio de Barros, que poderia ter sido incluído na reforma, pensando nas olimpíadas de 2016 (outro erro). A irresponsabilidade enrustida das autoridades não tem tamanho nem fim.

As autoridades conhecem muito bem o fanatismo da população em relação ao futebol e resolveram se aproveitar disso para abusar bastante e além de garantir lucros financeiros, ganhar visibilidade como "as autoridades que realizaram a copa no Brasil", acreditando estar inscrevendo seus nomes na história mundial. Bobagem inútil e desnecessária. 

Não era melhor ganhar visibilidade melhorando a qualidade de vida da população? Claro que sim. Mas isso não aparece, não é espetáculo. Legal é fazer coisas grandiosas para sair delas como verdadeiros faraós.

E a população brasileira como fica? Fica como está. Deslumbrada com a grandiosidade do evento, graças a tradicional imaturidade resultante do desestímulo ao raciocínio feito por mídia, sociedade e instituições, ela é capaz de abrir mão da qualidade de vida por causa de espetáculos grandiosos e bonitos quer só servem para encher os olhos e mais nada. Ainda mais se esse espetáculo envolver o seu ópio favorito.

A ideia arraigada de que futebol é patriotismo ainda é um grande obstáculo ao amadurecimento da sociedade, como uma chupeta que insiste em permanecer na boca de uma criança crescida. Enquanto a sociedade não largar a sua maior chupeta, autoridades vão usar e abusar esse vício tupiniquim para garantir lucros e mais lucros, esquecendo da qualidade de vida e mantendo o país no atraso subdesenvolvido que virou o seu carma incurável.

Como veem, patriotismo mesmo é largar o futebol. Sem ele, poderemos dar voos mais altos rumo a verdadeira felicidade da nação.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ah, que peninha, hoje não tem futebol...

Os fanáticos por futebol estão desolados. Hoje, quarta-feira, em plenas férias de quase verão, não tem nenhum jogo para que a fauna possa grunhir a vontade! Com o fim dos campeonatos, o jeito, para estes caras é ver outra coisa para fazer. Ou ir ao zoológico berrar junto com os animais.

A bicharada insana vai ter que aguardar o começo de novos campeonatos para saciar sua fome de berro e ativar seus instintos mais primitivos. Já tinha gente achando que o Corinthians deveria comemorar sua conquista com outro jogo.

Hoje os futebosteiros estão tristes e entediados. Não sabemos o que eles estarão fazendo hoje. Talvez criando sua própria "pelada" noturna, para compensar os jogos que não ocorrerão nos estádios. Mas com certeza estarão chorando bastante.

Para os torcedores de futebol, o mundo acabou hoje. Para ressuscitar na próxima temporada.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Após afundar Palmeiras, Felipão é "premiado" com posto de técnico da "copa do Brasil"

Melhor impossível. Nada como levar um time para a derrota e ser chamado para comandar a "seleção" por causa disso. Parece que todo mundo esqueceu a derrota que levou o Palmeiras para o ralo.

A mídia toda está celebrando a volta de Felipe Scolari, o Felipão para o comando da "seleção". Os trouxas agora podem ficar tranquilos que o "país" agora tem "presidente". Alienados odeiam anarquias e amam líderes. Mesmo que esses líderes governem para si mesmos.

E por confundir "seleção" com o próprio país, os brasileiros tratam com absoluta seriedade a escolha de um técnico de futebol, mais do que a de um Presidente da República.. A propaganda da Coca com o Huck mostra isso, colocando uma bandeira do Brasil nas costas de um pobre coitado que só pensa em futebol, achando que isso traga melhorias para o país.

E a mídia, em deleite, faz longas e mais longas reportagens, só para dizer que o Felipão voltou a seleca. Fazer associações ao penta conquistado na mutreta, na compra de adversários, no "jeitinho brasileiro", é "primordial". É bom fazer a população alienada se comover com a vitória inútil, mas desejada, como uma criança que recebe um cara vestido de Mickey Mouse em sua casa.

Povo otário deve estar feliz mesmo, pois para conquistar o hexa, nada melhor que ter o mesmo técnico do penta. Neymar, o babaca, deverá sair como "herói" máximo da nação, após a festinha tola.

Scolari é um bom técnico. O Palmeiras na verdade perdeu por falta de sorte. Apesar de ganho no roubo, a "seleção" foi bem treinada por ele. Mas faltou bons jogadores. 

Na era da mediocridade, até o futebol tá na onda, pois desde o final dos anos 80, fomos contaminados pelo futebol-negócio, tendo no lugar de craques, um bando de estrelinhas que só fazem o correto em campo e o errado fora dele. Com jogadores assim, ser o melhor do mundo só se for no cambalacho. Na desonestidade mesmo. Até porque estamos acostumados a trapacear no nosso cotidiano, porque não em uma copa?

Mas a associação com a copa de 2002, pelo fato de ter o mesmo técnico,  é o que anima a "torcida", achando que com isso - e brasileiro é muito místico - a vitória supérflua seja garantida. Para dar uma prótese de alegria falsa a quem não consegue - por ignorância e má vontade - adquirir a verdadeira e permanente felicidade.

Felipe pode até treinar com qualidade. Mas na hora do aperto, a grana oferecida pelos "cartolas" da CBF é que fará diferença nos momentos decisivos, para o bem da ilusão coletiva nacional.

domingo, 18 de novembro de 2012

Futebol, Copa do Mundo, corrupção e alienação

OBS: Eu me surpreendi ao encontrar esse texto na internet. O que espanta não é o texto em si, mas o fato de que ele foi escrito para um site de esquerda. A maioria dos esquerdistas brasileiros prefere ignorar a utilização do futebol como meio de geração de lucro e de manipulação ideológica, por achar que o mesmo esporte simboliza a "alegria" do pobre. 

Boa parte dos esquerdistas se comovem quando veem pobres empinando suas bundas e grunhindo a cada gol de seu time favorito. Os esquerdistas se esquecem de que futebol é ilusão e nada tem a ver com a qualidade de vida. Que a vitória da "seleção" ou de algum time não traz nenhum benefício para os seus entusiastas.

Exceção do cara que escreveu esse belo texto, reconhecendo o poder alienador do futebol e sua inutilidade para a felicidade real da população. Escrever nesse ponto de vista é uma prática que é mais comum em direitistas, que normalmente fazem isso não porque odeiam o futebol, mas porque os odeiam pobres, compartilhando (enrustidamente) com os esquerdistas alienados a falsa ideia de que o futebol é a alegria real da população carente. 

Vamos parar de se iludir e amadurecer. Futebol é só lazer e mais nada. Brincadeiras têm idade para acabar.

Futebol, Copa do Mundo, corrupção e alienação

Delson Plácido - publicada na Edição 446 do Jornal Inverta, em 24/08/2010
Artigo que análise o futebol como é apresentado pela mídia burguesa.

Com esse título, iniciamos o nosso artigo de hoje sobre o Campeonato Mundial de 2010, finalizado recentemente e conquistado merecidamente pela Espanha.

O Brasil voltou pra casa muito mais cedo do que se previa, perdendo mais uma chance de conquistar o hexa campeonato. Quem foi ao Estádio de Port Elizabeth para ver Robinho, Kaká, Luís Fabiano durante a partida Brasil e Holanda acabaram assistindo foi uma grande atuação de Robben e Sneijder.

Já estavam ficando insuportáveis alguns veículos de divulgação transmitindo, várias horas por dia, reportagens alienantes e imbecis sobre a Copa do Mundo de 2010, a qual, em termos de futebol apresentado, foi péssima, muito pior que as copas de 1994, 2002, predominando a mediocridade, com poucas exceções. Isso sem contar com as péssimas arbitragens, com erros infantis, influindo decisivamente em vários resultados. Hoje em dia, mais do que nunca, o futebol é um esporte onde predomina a mentira, a simulação, o mau-caratismo, violência física, agressões. Exemplo: jogada com a mão do atacante Henry da França durante a partida que eliminou a Irlanda do Norte da Copa do Mundo de 2010.

Uma coisa positiva a destacar foi o povo brasileiro se livrar dessas malas pesadas da crônica esportiva da imprensa golpista, tais como Galvão Bueno, Alex Escobar, Renato Prado, Milton Neves e das declarações diárias alienadas dos bilionários garotos propaganda integrantes da seleção brasileira.

Sempre fui contra a intromissão das empresas multinacionais nos assuntos internos do futebol brasileiro e mundial..O futebol em todo o mundo tornou-se um grande negócio, uma podridão. Jogos manipulados, juízes comprados, dirigentes de clubes enriquecendo a custa das transferências de jogadores. Vários casos de corrupção, manipulação de jogos já ocorreram na Itália e no Brasil.

As pessoas não se dão conta da utilização ideológica e política do campeonato mundial de futebol pelo capitalismo. Há várias décadas o futebol deixou de ser um esporte para transformar-se num negócio, que movimenta centenas de bilhões de dólares. Desde os anos 30, o futebol se transformou numa ferramenta de propaganda política. Hitler e Mussolini promoveram o futebol em seus respectivos países, Alemanha e Itália.

O Tricampeonato Mundial de Futebol de 1970, no México, foi utilizado pela ditadura militar brasileira para distrair o povo, para desviar a atenção do período mais duro da ditadura militar. Enquanto se festejava a conquista do Mundial de 1970, vários patriotas eram presos, torturados, assassinados e muitos continuam, até hoje, desaparecidos.

Em 1978, a Argentina teria que ser campeã de qualquer maneira. A ditadura militar argentina também se utilizou do futebol e do campeonato mundial para distrair o povo, enquanto os carrascos  Videla, Galtieri, Massera, Astiz  e outros bandidos fardados e civis do regime militar prenderam, sequestraram, mataram  e desapareceram com milhares de compatriotas.

Com o futebol, os detentores do poder continuam promovendo espetáculos (pão e circo), dando uma falsa sensação de alegria às vítimas do capital, desviando sua atenção da  grave crise econômica mundial, sobre as matanças, sobre o desemprego, sobre a falta de moradia, sobre as guerras imperialistas, sobre a falta de assistência médica, sobre a violência, sobre a corrupção, sobre a destruição da natureza, sobre a fome, sobre a exploração  e a opressão.

Hoje, capitalismo e humanidade são excludentes. Para o capitalismo se manter tem que ameaçar a humanidade. Para a humanidade se salvar tem que acabar com o capitalismo.
Tal como as drogas, este tipo de futebol bilionário cria um mundo fictício e se constitui num verdadeiro ópio para o povo, pior até do que a religião, segundo alguns sociólogos.

Segundo informações de estudiosos do esporte bretão, a FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado) possui mais de 1 bilhão de dólares e, no ano passado, ganhou 900 milhões, simplesmente cobrando comissões das federações, compra e venda de jogadores, que ficam nas mãos de dirigentes dos clubes, dos intermediários e representantes e de outros tantos coiotes.
E vamos prosseguir focalizando esta conexão entre esporte e política em muitos aspectos prejudiciais ao povo. Na Itália, Silvio Berlusconi, por ser proprietário do Milan e dono de veículos do monopólio de comunicações acabou sendo eleito. Em Buenos Aires, Maurício Macri foi eleito governador por ser presidente do Boca Juniors.

No Brasil, a falta de consciência política tem proporcionado a eleição de cartolas corruptos como Eurico Miranda, Kleber Leite, Caixa D’água, Castor de Andrade e outros por este Brasil afora. Vários jogadores de futebol foram eleitos vereadores, deputados estaduais, cujos desempenhos deixaram muito a desejar. Podemos citar como péssimos exemplos de políticos Carlos Alberto Torres, lateral-direito da seleção campeã mundial, em 1970, no México; Biro-Biro, jogador do Corinthians;  Roberto Dinamite, atacante do Vasco da Gama na década de 70..Outro equívoco gravíssimo do eleitor brasileiro é a eleição de cantores para as câmaras municipais e assembleias legislativas.

Após a eliminação do Brasil, estranhamente, o presidente Lula, tal como  na outra Copa, ou seja, de 2006, quando o Brasil  foi eliminado vergonhosamente pela França, agora, após a derrota  para a Holanda, manifestou novamente sua solidariedade ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

A corrupção no futebol  é uma triste realidade. Aliás não é só na CBF, em que há necessidade de uma limpeza total. Segundo informou a imprensa europeia, por ocasião da eleição  do atual presidente da FIFA, Joseph Blatter, este teria comprado o voto do vice-presidente da Federação  de Futebol da Somália, Mohiadin Hassan por cerca de 100.000 dólares. Joseph Blatter, que sucedeu João Havelange apoia Ricardo Teixeira, sogro de Havelange. Como se pode muito bem verificar, está tudo em casa.

Esta denúncia, também, foi feita, na época, pelo presidente da UEFA, o sueco Lennart Johansson, que, em entrevista concedida à imprensa, afirmou que iria exigir uma apuração rigorosa. Segundo foi anunciado, outros dirigentes receberam dinheiro na véspera das eleições para votarem no suiço, Joseph Blatter.
A Copa  de 2010 ficará, certamente, na História do Futebol, como a que apresentou o futebol mais medíocre de todos os tempos. E após a eliminação do Brasil, os abutres da imprensa corrupta e golpista deram início a uma grande badalação do treinador Luiz Felipe Scolari, fervoroso admirador do general assassino, Augusto Pinochet.

É lamentável que o individualismo predomine no futebol, apesar de ser um esporte coletivo. E o pior é que os poucos atletas super bem-pagos não prestigiam a sua organização de classe que é o Sindicato.

As vedetes atuais, ou melhor, esses reis sem reinado e sem coroa, que jogam no exterior, antes endeusados o tempo todo pelos veículos do monopólio  das comunicações mostraram que não jogam nada, que não valem a centésima parte do que ganham. São mais marketing do que outra coisa, menos craques na verdadeira acepção da palavra.

E pensar que jogadores supertalentosos como Rubens  e Jadir do Flamengo, Ipojucan (Vasco e Portuguesa de Desportos) e o goleiro Barbosa (Vasco da Gama), Paulinho centro-avante do Botafogo morreram na miséria. Isto sem falarmos no Garrincha, o maior ponteiro direito do mundo, responsável por duas copas do mundo - 1958 e 1962.

A solidariedade no  mundo do futebol é uma palavra que só existe nos dicionários por distração dos gramáticos. E passemos  a palavra ao ex-jogador da seleção brasileira, Sócrates integrante da seleção brasileira,  de  clubes brasileiros (Corinthians e Flamengo) e até de clubes italianos. Para quem não sabe, Sócrates foi um dos criadores, juntamente, com o lateral esquerdo Vladimir da famosa democracia corintiana, na década de 60.
Em entrevista concedida á TV Brasil e TV Câmara, falando sobre a face oculta do futebol, Sócrates assim se expressou;
“A TV  vende o sonho de consumo, vende atitude, aparência, comportamento, moda. Mas é incapaz de vender Educação. E vender Esporte sem Educação é um crime. Mostram ídolos de futebol que não estudam e são um péssimo exemplo para a sociedade. E não por culpa deles apenas. O Sistema estimula que saiam da escola. A mídia revela diariamente minúcias da vida dos jogadores. Onde vivem, que carros possuem, como são suas  casas e suas famílias. Só não dizem até que ano estudaram, em quais escolas, como eram como alunos”. Por que será ?´E Sócrates responde :

 “A ignorância dos jogadores é estimulada pelo Sistema. A ele não interessam profissionais com possibilidade de crítica”. Para Sócrates, o esporte deveria ser um braço da Saúde e da Educação. Não há um dirigente que trate o esporte como viés comunitário. É tudo individualista”

Não é por acaso que se conta nos dedos jogadores conscientes, politizados. Que  eu saiba, apenas Sócrates, Vladimir, Tostão, Piazza,  Reinaldo, Ney Conceição, Afonsinho eram já politizados desde  o início de suas respectivas carreiras.

O próximo mundial será realizado no Brasil. O Campeonato Mundial é o maior espetáculo televisivo da face da Terra e movimentam vários bilhões de dólares vendidos pela FIFA  para as emissoras de TV comercializarem com seus anunciantes.

Por conseguinte, as pessoas que  lutam por um país justo, soberano, independente não podem perder esta chance de impedir que o futebol continue sendo utilizado como instrumento de dominação, alienação, exploração do povo brasileiro.
O povo brasileiro em sua maioria não quer choro nem vela pela eliminação da Copa do Mundo. Chorar pelo oitavo lugar não tem sentido. Tem sentido sim, é chorar pelo 88° lugar no mundo em Educação.

No próximo Mundial de 2014, é que eu quero ver todos de camisa amarela, indo para as ruas  participar de manifestações por um Brasil de todos, onde o verdadeiro campeão será o povo.

sábado, 17 de novembro de 2012

Futebol no tempo das cavernas

Fred Flinstone e Barneymar na "seleção". Para fazer a alegria dos trogloditas.


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Futebol e Religião: há explicação?

OBS: Poucos admitem, mas futebol é uma obrigação social para a sociedade brasileira. Ter um time "no coração" é, para quase todos tão importante quanto ter um número na carteira de identidade. Também é uma forma de felicidade postiça para quem não quer, seja por preguiça ou por medo, resolver os problemas de seu cotidiano, numa ilusão que prova a imaturidade de grande maioria do povo brasileiro. Imaturidade que justifica também a alta religiosidade do brasileiro, que utiliza essas duias coisas como fuga para os problemas que se recusa a resolver.

O cara que escreveu este texto e o missivista que o comentou são bem sensatos e reconhecem que, infelizmente, o futebol é ainda uma obrigação social cobrada de maneira rígida, onde quem assume não gostar, é eliminado automaticamente da sociedade, já que a maioria das pessoas não consegue conversar sobre outros assuntos com pessoas estranhas, a não ser sobre futebol.

Futebol e Religião: há explicação?

Claretimus - Blogue Rock 4 Life

Assim que nascemos, o normal é que nossa família se encarregue de nos incluir em alguma religião. Assim ocorre também quando o assunto é futebol: o normal é que alguém da família já defina um "time do coração"  para o recém nascido -- o que muitas vezes já é feito antes mesmo do nascimento!

No caso do futebol, nunca compreendi o motivo de se ter um "time do coração". Não faz sentido. Quase ninguém sabe explicar o motivo de torcer por um time de futebol. É um motivo quase sempre parecido  com aquele que explica a religião do sujeito: geralmente o pai e/ou a família influenciam. Mas e a razão, me pergunto? Ah, esta já foi abandonada faz tempo...

Respeito o esporte; gosto da competição. Dou valor ao entretenimento que o futebol proporciona e concordo que é realmente emocionante -- como qualquer competição esportiva. Até aí tudo bem; agora escolher um time pra torcer pelo resto da vida é que não faz sentido nenhum.

Os jogadores do time mudam ao longo do tempo; os líderes do time também; até o uniforme pode mudar. Logo, nem os jogadores, nem os líderes e nem os uniformes podem ser os motivos pelos quais alguém escolhe um time para torcer. Sendo assim, quais são os motivos? Realmente não sei.

Talvez a escolha de um time seja uma maneira de se "auto-enganar" a fim de tornar os jogos e todo o processo mais emocionante. Olha só, é o princípio da "Matrix": olha a pílula azul aí gente!

Há também a possibilidade da "obrigação social". Muita gente deve ter vergonha de falar que não torce por nenhum time. Aliás, aposto que muitos por aí devem ter um time sim, da época de criança, só pra poder falar que tem um.

Ainda dentro do "social", também podemos tentar explicar a "torcida" citando aquilo que favorece os regimes  totalitários nas mentes dos peões: todo mundo se sente parte de um grupo (a torcida), todo mundo é igual (uniforme), juntos todos são mais fortes (massa)! Além de virar um objetivo de vida para alguns...

Uma vez perguntei a um amigo a razão pela qual ele "amava" o seu time. Ele me respondeu que amava o time dele da mesma maneira que eu amava a minha namorada (ótima resposta, na verdade). Entretanto ele não soube o que me responder quando eu lhe disse que poderia trocar de namorada um dia (se ela mudasse ou se eu mudasse) e perguntei  se ele trocaria de time...

Por enquanto, prefiro vestir a camisa por coisas que trarão retorno positivo para mim, para a minha família e para a sociedade.

Comentário Para o texto acima

Anonymous Coward - Postado no mesmo blogue

É complicado quantificar ou qualificar a "sociedade" quando é muito mais mensurável e questionável a família, os vizinhos, os amigos e os colegas do trabalho.

Mas religião - como futebol - é daquelas coisas que caem no grande balaio das obrigações infantis. Depois que você cresce, não precisa mais fazer essas coisas se não quiser. É claro, um ou dois assuntos para quebrar gelo meio que desaparecem, mas as conversas nas quais engaja-se mais apaixonadamente são sempre melhores do que as sem sal nas que se entra por obrigação.

É um pouco como escolher entre agradar os outros ou a si mesmo. Nem sempre é mutuamente exclusivo, pois você pode falar de futebol sentindo-se pouco atraído pelo assunto.

Mas sou daqueles que pensa que só se engaja em discussão quando se quer muito convencer o outro e que só se quer muito convencer o outro quando não se tem certeza do que se pensa, então não me leve muito a sério.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Os melhores momentos do Fluminense no campeonato

Os melhores momentos do mais novo campeão brasileiro...

Com a padronização visual imposta pela CBF e pelos Governo e Prefeitura, é óbvio...

Não entendeu, clique aqui, aqui e aqui.












domingo, 11 de novembro de 2012

A confusão entre país e futebol

Como falei recentemente em outro blogue meu, fanatismo cega. O fanático confunde as coisas e coloca as suas preferência num contexto muito superior à realidade desta preferência. Isso muito comum ao fanatismo pelo futebol.

Para os brasileiros, que normalmente não são muito patriotas (não me refiro à adoração de símbolos, o que acho patético, mas a valorização das pessoas que vivem no país e dos produtos e benefícios que estas produzem), a noção de amor às coisas da terra só se manifesta nos eventos futebolísticos, infelizmente. Como se o país não fosse o Brasil, como nós conhecemos e sim 11 míseros jogadores de parca escolaridade e a missão inútil de apenas entreter as massas. Muitos até acham que vitórias no futebol trazem qualidade de vida, o que é um absurdo sem lógica.

O futebol é tão importante para os brasileiros que em vésperas de copa, os jogadores são tratados como "bravos soldados em luta pela defesa de sua população". Para um país que nunca passou por uma guerra de verdade e é famoso por ser pacífico (nem a violência crescente nas grandes cidades consegue abalar esta fama), é compreensível que a população invente uma "guerra" de mentirinha só para se sentir equiparada a outras nações.

Para piorar, é muito comum as celebridades estrangeiras - certamente orientada por produtores brasileiros - coloquem a camisa da CBF na tentativa de agradar a população (e realmente conseguem agradar), fazendo os fãs dessa celebridade  acreditarem que não é o futebol brasileiro que está sendo homenageado e sim o Brasil propriamente dito. Como se a frase "amo o futebol brasileiro" significasse "amo o Brasil e os brasileiros", coisa que não faz o menor sentido, principalmente para os brasileiros que não curtem futebol, excluídos desta "festa" toda.

A fama de idiotas que os brasileiros tem lá fora aumenta cada vez mais, agravada pelas bobagens que estamos exportando e por esta copa ridícula que está para começar. Brasileiro é considerado um povo infantilizado que prioriza brincadeiras em relação a coisas sérias e isso é motivo de piadas por todo o mundo, nada divulgadas por aqui. Até porque a mídia brasileira quer passar a ideia para nós mesmos de que estamos "corretos" e que priorizar o futebol "não é imaturidade", dando a entender que dá para ser "maduro" colocando a brincadeira acima de assuntos realmente sérios e úteis.

De Gaulle disse que nós não eramos um país sério. Os fatos confirmam isto. Já Sweig disse que seríamos o país do futuro e se matou após dizer isso. A quem deveremos dar razão?

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Mais um novo canal para quem está de saco cheio do futebol!


Entrou hoje no ar o mais novo site anti-futebol da internet, o Maldita Tela Verde. O nome é inspirado na imagem forte que há antes dos jogos, quando as redes de televisão mostram o gramado no intuito de hipnotizar os telespectadores para que estes possam se fanatizar com os jogos.

Este site aproveitou para publicar antigas postagens do Footilidades e do Futebosta para que os outros possam ler ou reler. Os dois citados continuarão, já que é necessário haver mais blogues anti-futebol para que este esporte deixe de ser visto como "obrigação social" em nosso país. 

Até porque são apenas 3 blogues contra o fanatismo no futebol enquanto os que estimula o fanatismo são mais de um milhão.

Prestigie este novo site e continuem prestigiando os que já existem. Lute pelo seu direito de não curtir futebol!

Para não se esquecerem: http://malditatelaverde.blogspot.com.br/

Desapropriações para a copa: omelete com os ovos de quem?

OBS: Essa denuncia abaixo é grave, pois em nome dessa copa ridícula e onerosa, feita em nome da manutenção do fanatismo alienante do futebol, que robotiza toda a sociedade, pode se fazer tudo. Até mesmo desapropriar casas e prejudicar interesses de cidadãos para obras que nada tem a ver com o evento, mas como acontecerá na mesma época, usa o mesmo com desculpa para a sua "urgência", se aproveitando da desinformação do cidadão.

Essas medidas arbitrárias e claramente cruéis devem ser repudiadas e o poder público deve agir para evitar novas ações desse tipo e punir as feitas, pois não se pode tomar atitudes ilícitas e/ou contra o interesse público em nome da copa, mesmo em obras que não são feitas para ela.

“A situação é muito grave”, diz SDH sobre remoções da Copa

02.11.12  Por Andrea Dip -  #CopaPública

Em entrevista, conselheiro do CDDPH fala sobre GT criado para investigar remoções forçadas para megaeventos e pergunta: “Omelete com os ovos de quem?”

Acolhendo as denúncias dos movimentos populares sobre as remoções forçadas de comunidades para obras da Copa, o Conselho de Defesa do Direito da Pessoa Humana (CDDPH) da Secretaria dos Direitos Humanos criou o Grupo de Trabalho Moradia Adequada em uma inciativa inédita. O GT, criado em agosto, vai recolher informações sobre os problemas de moradia enfrentados pela população, com foco nos impactos de megaprojetos e megaeventos, e encaminhar recomendações aos Municípios e Estados.

Em entrevista ao Copa Pública, o professor e conselheiro do CDDPH, Eugênio Aragão, confirma que a criação do GT é fruto da mobilização da sociedade e da cobrança dos movimentos populares, o que também facilitou o diagnóstico do problema: depois de algumas visitas às cidades sede, o grupo identificou um padrão de violação de direitos: “Com a desculpa de que os moradores são invasores, as prefeituras ignoram por completo seus direitos. Muitas vezes a comunidade está ali há 10, 20 anos e é sistematicamente assediada pela prefeitura”. Aragão afirma também que a desinformação da população sobre as áreas que serão despejadas e o destino que será dado às comunidades é parte de uma tática das gestões municipais para evitar enfrentamento: “Eu diria que manter a população desinformada é parte da tática, para poder surpreendê-la e não contar com resistência organizada judicialmente inclusive”. Leia:

Por que o grupo foi criado?

O GT foi criado a pedido da sociedade civil e de várias entidades vinculadas ao direito de moradia. Temos no grupo representantes dessas entidades, inclusive. O conselho foi pautado pelos movimentos sociais. Nós visitamos até agora Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.  Temos duas linhas: impactos de megaeventos e impactos de desastres naturais. Muitas vezes a gente sabe que existem obras públicas que não têm nada a ver com a Copa mas que simplesmente são rotuladas assim para passar por cima de tudo e todos. Simplesmente porque tem um “selinho” da Copa do Mundo. Muitas obras são oportunistas neste sentido.

E o que o senhor já pode dizer sobre essas primeiras visitas?
Nós ainda vamos fazer o relatório oficial e as recomendações, mas o que eu posso antecipar é que os problemas são parecidos em todas as cidades. O principal deles é que as obras são feitas implicando no desalojamento de pessoas que nunca são informadas sobre os projetos, datas, quais são os direitos, o que elas vão ganhar em troca, para onde vão, ou seja: se mantém a população afetada em absoluto desconhecimento. Em alguns casos por desorganização e em outros é parte da tática: manter a população desinformada para poder surpreendê-la e não contar com resistência organizada.

O segundo problema é a deslegitimação dos moradores. Com a desculpa de que são invasores, se ignora por completo o direito deles à moradia. Muitas vezes as comunidades estão a 10, 20 anos no mesmo lugar e são sistematicamente assediadas pela prefeitura. Isso é um padrão nas cidades, de desrespeito aos direitos das pessoas, de recusa de diálogo com a comunidade. É uma coisa assustadora. E apoiado por uma classe média que gosta muito dessas medidas de gentrificação urbana que “tiram o feio” de suas vistas.

O senhor falou sobre algumas obras que nem são para os megaeventos…
Mas levam esse “selinho”. Um exemplo é o VLT de Fortaleza. Eu chamo aquilo de uma obra oportunista. O presidente do Metrofor [Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos S.A] estava muito bravo quando falou com a gente, dizendo que está fazendo um favor ao contribuinte já que a obra está sendo muito barata. Bom, então por que não aproveita e investe nos bairros? Por que expulsa as pessoas de bairros onde elas estão a 40, 50 anos? A gente ouve falar que não se faz omelete sem quebrar ovos, mas o problema é: de quem se quebram os ovos?

Mas essa inciativa da Secretaria de Direitos Humanos é inédita, não?

No Brasil as coisas se fazem para inglês ver e a gente sabe como nossos administradores trabalham. Por isso a gente tem que ter esta cautela. Talvez a situação mais grave que encontramos tenha sido a da Vila Autódromo no Rio de Janeiro, que está titulada pelo Governo do Estado. O Leonel Brizola deu a eles a concessão de uso para fins de moradia pelo prazo de 99 anos, o Estado depois cedeu uma área enorme ao município mas deixou bem claro que deveria respeitar a Vila Autódromo e a prefeitura diz que não tem nenhuma obrigação com aqueles moradores e que vai tirar de qualquer jeito. E diz que a Vila Autódromo polui a lagoa de Jacarepaguá por causa de aterros, só que ao lado tem o Rock’n’Rio, que invadiu mais de 500 metros da lagoa. Mas aterrar a lagoa tudo bem, sobre isso a prefeitura não reclama. Existe inclusive um projeto de revitalização feito pela UFRJ para a Vila Autódromo que poderia ser um cartão de visitas do Brasil ao mostrar a integração social e ambiental com um projeto de dignificação de vulneráveis. Ao invés disso, o prefeito prefere destruir.

Quais são os próximos passos do GT?


Nós paramos as visitas por causa das eleições, para não parecer algo eleitoreiro, e vamos retomar em novembro. Mas já temos dados suficientes para mostrar nossa tese a respeito de várias recomendações que vão ser feitas. Vamos fazer um relatório com recomendações, que vai ser submetido ao ao CDDPH. Aprovado, ele será remetido à Secretaria dos Direitos Humanos para se articular com outros ministérios e os governos federais e municipais para implementar estas recomendações.

E existe uma data?


Queremos entregar essas recomedações até março no máximo. A situação é muito grave, não dá para esperar mais.

domingo, 4 de novembro de 2012

Heróis de P* nenhuma

Só mesmo um povo ignorante como o brasileiro para subestimar a função de jogador de futebol, cuja única missão é chutar uma mísera bola de borracha em uma rede. Só.

Pois então. A fama do brasileiro em  preferir coisas fúteis e inúteis em detrimento de coisas sérias e de utilidade é consagrada com esta atitude evidentemente infantil. Só por chutar uma mera bolinha, um sujeito é considerado um heróis neste país de anti-intelectuais.

E muitos jogadores são endeusados, como se o que eles fazem fosse considerado de grande utilidade para a melhoria de qualidade de toda a população. Como se ele realmente "salvasse" a população, o que qualquer imbecil sabe que nada tem a ver.

Como é que conseguem enxergar heroísmo em uma mera atitude que mais se assemelha a uma brincadeira de criança. É muita fantasia, muita ilusão. E ainda levam a sério essa atitude, como se fosse algo típico da vida adulta, um sinal de maturidade. Maturidade?

O que os jogadores de futebol fazem não é muito diferente do que os palhaços fazem nos picadeiros. O formato dos estádios de futebol até se parecem com circos sem lona. nada muito diferente.

Então porque levar a sério? Porque matar e morrer por causa deles? Porque condecorá-los com Ordens disso e daquilo? Pra quê? O que eles fazem de útil para a sociedade?

A "seleção" já venceu 5 copas e ninguém ficou melhor por causa disso. pelo contrário. A confiança cega no futebol tem servido de compensação para a não resolução de ternos problemas. Como se o fato de sermos "melhores" no futebol nos dispensassem de sermos os melhores em outros assuntos mais sérios.

E então pra quê cultuar gente como Neymar, Adriano, Ronaldos, que nem como exemplo de seres humanos eles tem serventia? Um bando de inúteis que nada servem além de chutar uma mera bola em uma rede.

Chutar uma bolinha em uma rede... O que há de importante nisso?
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