Os melhores momentos do mais novo campeão brasileiro...
Com a padronização visual imposta pela CBF e pelos Governo e Prefeitura, é óbvio...
Não entendeu, clique aqui, aqui e aqui.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
A confusão entre país e futebol
Como falei recentemente em outro blogue meu, fanatismo cega. O fanático confunde as coisas e coloca as suas preferência num contexto muito superior à realidade desta preferência. Isso muito comum ao fanatismo pelo futebol.
Para os brasileiros, que normalmente não são muito patriotas (não me refiro à adoração de símbolos, o que acho patético, mas a valorização das pessoas que vivem no país e dos produtos e benefícios que estas produzem), a noção de amor às coisas da terra só se manifesta nos eventos futebolísticos, infelizmente. Como se o país não fosse o Brasil, como nós conhecemos e sim 11 míseros jogadores de parca escolaridade e a missão inútil de apenas entreter as massas. Muitos até acham que vitórias no futebol trazem qualidade de vida, o que é um absurdo sem lógica.
O futebol é tão importante para os brasileiros que em vésperas de copa, os jogadores são tratados como "bravos soldados em luta pela defesa de sua população". Para um país que nunca passou por uma guerra de verdade e é famoso por ser pacífico (nem a violência crescente nas grandes cidades consegue abalar esta fama), é compreensível que a população invente uma "guerra" de mentirinha só para se sentir equiparada a outras nações.
Para piorar, é muito comum as celebridades estrangeiras - certamente orientada por produtores brasileiros - coloquem a camisa da CBF na tentativa de agradar a população (e realmente conseguem agradar), fazendo os fãs dessa celebridade acreditarem que não é o futebol brasileiro que está sendo homenageado e sim o Brasil propriamente dito. Como se a frase "amo o futebol brasileiro" significasse "amo o Brasil e os brasileiros", coisa que não faz o menor sentido, principalmente para os brasileiros que não curtem futebol, excluídos desta "festa" toda.
A fama de idiotas que os brasileiros tem lá fora aumenta cada vez mais, agravada pelas bobagens que estamos exportando e por esta copa ridícula que está para começar. Brasileiro é considerado um povo infantilizado que prioriza brincadeiras em relação a coisas sérias e isso é motivo de piadas por todo o mundo, nada divulgadas por aqui. Até porque a mídia brasileira quer passar a ideia para nós mesmos de que estamos "corretos" e que priorizar o futebol "não é imaturidade", dando a entender que dá para ser "maduro" colocando a brincadeira acima de assuntos realmente sérios e úteis.
De Gaulle disse que nós não eramos um país sério. Os fatos confirmam isto. Já Sweig disse que seríamos o país do futuro e se matou após dizer isso. A quem deveremos dar razão?
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Mais um novo canal para quem está de saco cheio do futebol!
Entrou hoje no ar o mais novo site anti-futebol da internet, o Maldita Tela Verde. O nome é inspirado na imagem forte que há antes dos jogos, quando as redes de televisão mostram o gramado no intuito de hipnotizar os telespectadores para que estes possam se fanatizar com os jogos.
Este site aproveitou para publicar antigas postagens do Footilidades e do Futebosta para que os outros possam ler ou reler. Os dois citados continuarão, já que é necessário haver mais blogues anti-futebol para que este esporte deixe de ser visto como "obrigação social" em nosso país.
Até porque são apenas 3 blogues contra o fanatismo no futebol enquanto os que estimula o fanatismo são mais de um milhão.
Prestigie este novo site e continuem prestigiando os que já existem. Lute pelo seu direito de não curtir futebol!
Para não se esquecerem: http://malditatelaverde.blogspot.com.br/
Para não se esquecerem: http://malditatelaverde.blogspot.com.br/
Desapropriações para a copa: omelete com os ovos de quem?
OBS: Essa denuncia abaixo é grave, pois em nome dessa copa ridícula e onerosa, feita em nome da manutenção do fanatismo alienante do futebol, que robotiza toda a sociedade, pode se fazer tudo. Até mesmo desapropriar casas e prejudicar interesses de cidadãos para obras que nada tem a ver com o evento, mas como acontecerá na mesma época, usa o mesmo com desculpa para a sua "urgência", se aproveitando da desinformação do cidadão.
Essas medidas arbitrárias e claramente cruéis devem ser repudiadas e o poder público deve agir para evitar novas ações desse tipo e punir as feitas, pois não se pode tomar atitudes ilícitas e/ou contra o interesse público em nome da copa, mesmo em obras que não são feitas para ela.
“A situação é muito grave”, diz SDH sobre remoções da Copa
02.11.12 Por Andrea Dip - #CopaPública
Em entrevista, conselheiro do CDDPH fala sobre GT criado para investigar remoções forçadas para megaeventos e pergunta: “Omelete com os ovos de quem?”
Acolhendo as denúncias dos movimentos populares sobre as remoções forçadas de comunidades para obras da Copa, o Conselho de Defesa do Direito da Pessoa Humana (CDDPH) da Secretaria dos Direitos Humanos criou o Grupo de Trabalho Moradia Adequada em uma inciativa inédita. O GT, criado em agosto, vai recolher informações sobre os problemas de moradia enfrentados pela população, com foco nos impactos de megaprojetos e megaeventos, e encaminhar recomendações aos Municípios e Estados.
Em entrevista ao Copa Pública, o professor e conselheiro do CDDPH, Eugênio Aragão, confirma que a criação do GT é fruto da mobilização da sociedade e da cobrança dos movimentos populares, o que também facilitou o diagnóstico do problema: depois de algumas visitas às cidades sede, o grupo identificou um padrão de violação de direitos: “Com a desculpa de que os moradores são invasores, as prefeituras ignoram por completo seus direitos. Muitas vezes a comunidade está ali há 10, 20 anos e é sistematicamente assediada pela prefeitura”. Aragão afirma também que a desinformação da população sobre as áreas que serão despejadas e o destino que será dado às comunidades é parte de uma tática das gestões municipais para evitar enfrentamento: “Eu diria que manter a população desinformada é parte da tática, para poder surpreendê-la e não contar com resistência organizada judicialmente inclusive”. Leia:
Por que o grupo foi criado?
O GT foi criado a pedido da sociedade civil e de várias entidades vinculadas ao direito de moradia. Temos no grupo representantes dessas entidades, inclusive. O conselho foi pautado pelos movimentos sociais. Nós visitamos até agora Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Temos duas linhas: impactos de megaeventos e impactos de desastres naturais. Muitas vezes a gente sabe que existem obras públicas que não têm nada a ver com a Copa mas que simplesmente são rotuladas assim para passar por cima de tudo e todos. Simplesmente porque tem um “selinho” da Copa do Mundo. Muitas obras são oportunistas neste sentido.
E o que o senhor já pode dizer sobre essas primeiras visitas?
Nós ainda vamos fazer o relatório oficial e as recomendações, mas o que eu posso antecipar é que os problemas são parecidos em todas as cidades. O principal deles é que as obras são feitas implicando no desalojamento de pessoas que nunca são informadas sobre os projetos, datas, quais são os direitos, o que elas vão ganhar em troca, para onde vão, ou seja: se mantém a população afetada em absoluto desconhecimento. Em alguns casos por desorganização e em outros é parte da tática: manter a população desinformada para poder surpreendê-la e não contar com resistência organizada.
O segundo problema é a deslegitimação dos moradores. Com a desculpa de que são invasores, se ignora por completo o direito deles à moradia. Muitas vezes as comunidades estão a 10, 20 anos no mesmo lugar e são sistematicamente assediadas pela prefeitura. Isso é um padrão nas cidades, de desrespeito aos direitos das pessoas, de recusa de diálogo com a comunidade. É uma coisa assustadora. E apoiado por uma classe média que gosta muito dessas medidas de gentrificação urbana que “tiram o feio” de suas vistas.
O senhor falou sobre algumas obras que nem são para os megaeventos…
Mas levam esse “selinho”. Um exemplo é o VLT de Fortaleza. Eu chamo aquilo de uma obra oportunista. O presidente do Metrofor [Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos S.A] estava muito bravo quando falou com a gente, dizendo que está fazendo um favor ao contribuinte já que a obra está sendo muito barata. Bom, então por que não aproveita e investe nos bairros? Por que expulsa as pessoas de bairros onde elas estão a 40, 50 anos? A gente ouve falar que não se faz omelete sem quebrar ovos, mas o problema é: de quem se quebram os ovos?
Mas essa inciativa da Secretaria de Direitos Humanos é inédita, não?
No Brasil as coisas se fazem para inglês ver e a gente sabe como nossos administradores trabalham. Por isso a gente tem que ter esta cautela. Talvez a situação mais grave que encontramos tenha sido a da Vila Autódromo no Rio de Janeiro, que está titulada pelo Governo do Estado. O Leonel Brizola deu a eles a concessão de uso para fins de moradia pelo prazo de 99 anos, o Estado depois cedeu uma área enorme ao município mas deixou bem claro que deveria respeitar a Vila Autódromo e a prefeitura diz que não tem nenhuma obrigação com aqueles moradores e que vai tirar de qualquer jeito. E diz que a Vila Autódromo polui a lagoa de Jacarepaguá por causa de aterros, só que ao lado tem o Rock’n’Rio, que invadiu mais de 500 metros da lagoa. Mas aterrar a lagoa tudo bem, sobre isso a prefeitura não reclama. Existe inclusive um projeto de revitalização feito pela UFRJ para a Vila Autódromo que poderia ser um cartão de visitas do Brasil ao mostrar a integração social e ambiental com um projeto de dignificação de vulneráveis. Ao invés disso, o prefeito prefere destruir.
Quais são os próximos passos do GT?
Nós paramos as visitas por causa das eleições, para não parecer algo eleitoreiro, e vamos retomar em novembro. Mas já temos dados suficientes para mostrar nossa tese a respeito de várias recomendações que vão ser feitas. Vamos fazer um relatório com recomendações, que vai ser submetido ao ao CDDPH. Aprovado, ele será remetido à Secretaria dos Direitos Humanos para se articular com outros ministérios e os governos federais e municipais para implementar estas recomendações.
E existe uma data?
Queremos entregar essas recomedações até março no máximo. A situação é muito grave, não dá para esperar mais.
domingo, 4 de novembro de 2012
Heróis de P* nenhuma
Só mesmo um povo ignorante como o brasileiro para subestimar a função de jogador de futebol, cuja única missão é chutar uma mísera bola de borracha em uma rede. Só.
Pois então. A fama do brasileiro em preferir coisas fúteis e inúteis em detrimento de coisas sérias e de utilidade é consagrada com esta atitude evidentemente infantil. Só por chutar uma mera bolinha, um sujeito é considerado um heróis neste país de anti-intelectuais.
E muitos jogadores são endeusados, como se o que eles fazem fosse considerado de grande utilidade para a melhoria de qualidade de toda a população. Como se ele realmente "salvasse" a população, o que qualquer imbecil sabe que nada tem a ver.
Como é que conseguem enxergar heroísmo em uma mera atitude que mais se assemelha a uma brincadeira de criança. É muita fantasia, muita ilusão. E ainda levam a sério essa atitude, como se fosse algo típico da vida adulta, um sinal de maturidade. Maturidade?
O que os jogadores de futebol fazem não é muito diferente do que os palhaços fazem nos picadeiros. O formato dos estádios de futebol até se parecem com circos sem lona. nada muito diferente.
Então porque levar a sério? Porque matar e morrer por causa deles? Porque condecorá-los com Ordens disso e daquilo? Pra quê? O que eles fazem de útil para a sociedade?
A "seleção" já venceu 5 copas e ninguém ficou melhor por causa disso. pelo contrário. A confiança cega no futebol tem servido de compensação para a não resolução de ternos problemas. Como se o fato de sermos "melhores" no futebol nos dispensassem de sermos os melhores em outros assuntos mais sérios.
E então pra quê cultuar gente como Neymar, Adriano, Ronaldos, que nem como exemplo de seres humanos eles tem serventia? Um bando de inúteis que nada servem além de chutar uma mera bola em uma rede.
Chutar uma bolinha em uma rede... O que há de importante nisso?
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Pausa para o intervalo
domingo, 28 de outubro de 2012
Todos querem ver Neymar fazendo o que não sabe
Não tem jeito. A mídia quer transformar o Neymar no novo Pelé. isso porque apenas uma: eu disse apenas UMA coisa os une que é ter jogado no Santos. E só. boa parte do "talento" de Neymar é treinado, forjado, coisa de proveta. Há muito não temos o futebol-arte, assassinado no início dos anos 90 pelo futebol-comércio.
O que interessa é ganhar dinheiro, mesmo que para isso tenha que se fingir que o futebol-arte ainda respira, mesmo sob aparelhos. Mas é como naquele filme "Um morto muito louco", onde dois jovens fazem de tudo para que pensem que o seu patrão falecido pareça vivinho da Silva.
E Neymar, a "bola" da vez se tornou a celebridade mais bajulada pela mídia e pela população brasileira (sempre submissa á mídia) nos últimos anos. E pelo jeito, todos gostaram de enfiar o pobre coitado em todos os eventos não-futebolísticos que derem "na telha".
Clipe musical, propaganda de carro, novela, workshops e o escamba, onde você quiser e principalmente onde você não quiser, lá está a cacatua humana dando o ar da sua sem-gracice para que todos possam fingir que estão felizes. E desta forma, o Neymar só consegue passar vergonha, pagando homéricos micos.
E se como jogador, Neymar é apenas correto - apesar de bajulado como "grande jogador", a sua competência se equipara a jogadores medianos do auge do futebol brasileiro, entre o final da década de 50 e a metade da década de 80. Nada muito espetacular, nem mesmo para quem curte futebol.
Quando eu vi uma campanha pela escalação do Neymar, no programa de humor sem graça Legendários, o "Pânico na Record", achei que era piada, pois não conhecia o jogador e pensei que estavam fazendo ironia pelo fato de ser um jogador ruim. Não era. Era a primeira tentativa de hipérbole midiática em torno do jovem jogador. Daí em diante a bajulação só cresce, enchendo o saco até de quem curte o futebol, incluindo mesmo os fãs do jogador, que não devem estar nada contentes com a excessiva bajulação, com medo que prejudique a atuação em campo. Quem conhece o caso Adriano, sabe o que estou dizendo.
Sinceramente, o Brasil deveria parar de ficar procurando heróis. Na política, religião, cultura e esportes, estamos há muitas décadas tentando achar alguém que faça o papel de herói, numa figuração que compense a nossa incapacidade não assumida de resolver os nossos próprios problemas.
É melhor deixarmos o garoto em paz, fazendo apenas o que sabe fazer, dentro dos seus limites e tentar procurar o heroísmo em nós mesmos, procurando resolver os nossos problemas e parar de usar o futebol para fugir de nossas responsabilidades. Até porque bolas na trave não matam nenhuma fome. Só a "fome" de gol. O que já é demais.
domingo, 21 de outubro de 2012
Família de Bruna Marquezine é contra romance dela com Neymar
OBS: Paulo Francis já havia dito que mulher nunca escolhe homem por caráter. Estamos cansados de saber que as melhores mulheres, em sua maioria esmagadora, normalmente se casam com os piores homens, sejam os sisudos e nada românticos homens de negócio, passando por robotizados profissionais liberais até chegar a jogadores de futebol semi-analfabetos e chegados a uma farra.
Aliás, jogadores de futebol, quase todos vindos de classes mais carentes - carentes até de inteligência e bom gosto - são do tipo "nunca comeu, quando come se lambuza", doidos para ostentar a riqueza repentinamente adquirida que nunca tiveram antes.
O arroz de festa Neymar está em tudo. É tratado como um "deus" pelo simples e inútil fato de chutar uma bolinha em uma rede (só um país de idiotas é capaz de endeusar um inútil como ele) e para cerejar isso só faltava alguém para exercer a função de "primeira dama" conto de fadas de araque.
A propósito: Não é só a família da jovem atriz e os fãs masculinos da mesma que não gostaram da notícia. Nicole Bahls, declaradamente apaixonada pelo jogador e que disse que "sonha em casar com um cara legal", mas é famosa pelo pavio curto, deve estar uma arara com a notícia. Marquezine corre sério risco ao se encontrar com Bahls.
Família de Bruna Marquezine é contra romance dela com Neymar
Fabíola Reipert - Portal R7
Será que a bela Bruna Marquezine caiu nas garras de Neymar?
Fabíola Reipert - Portal R7
Será que a bela Bruna Marquezine caiu nas garras de Neymar?
Não foi visto com bons olhos pela família de Bruna Marquezine o fato de a atriz possivelmente estar de rolo com Neymar.
O jogador espalhou para amigos uma foto com a atriz e ainda disse que estão namorando, segundo um site de celebridades.
A mãe de Bruna já saiu logo dizendo que não sabia de nada.
Mas a verdade é que isso caiu como um bomba. Ninguém gostou. Pessoas próximas a ela acham que a menina pode sofrer se ficar apaixonada.
Além de jogador ter fama de mulherengo, Neymar pode ir embora do país a qualquer momento.
E ninguém quer que Bruninha vire a nova Sthefany Brito...
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Não curte futebol? Considere-se inimigo da sociedade!
No Brasil, gostar de futebol é uma obrigação. Tanto é, que a maioria verdadeira demonstra nem curtir direito o esporte, não entendendo a parte técnica, se entediando durante os jogos e errando os nomes nas escalações, além de claro, ignorar todo o histórico sobre o esporte. O legal, para estas pessoas é estar incluído na sociedade, usufruindo dos mesmos direitos que esta mesma sociedade oferece.
Mas num país capitalista como o nosso, tudo tem um preço. E o preço de ser incluído na sociedade é gostar de futebol, no mínimo tendo algum time na carteira de identidade. É uma exigência tão rígida que se alguém assume que não gosta de futebol, quem gosta se sente ofendido e trata aquele que não gosta como uma espécie de inimigo público, capaz de gerar algum dano à sociedade.
Claro que esse pensamento é preconceituoso, mas num país onde todos são educados desde criança a gostar desse esporte e onde a mídia ignora a existência de quem não curte, como se "brasileiro" e "torcedor de futebol" fossem sinônimos, é natural que os preconceituosos ajam dessa maneira.
Eles ignoram que lazer não pode ser imposto. Lazer deveria ser fonte de prazer. Se o futebol não dá prazer para muita gente, paciência. É um direito não gostar.
E o que é mais estranho é que quem gosta age como vítima diante de quem não gosta, achando que o avesso ao futebol irá proibir quem gosta de aderir ao esporte. Mais preconceito. Primeiro porque quem não curte só reivindica o direito de estar alheio, mas incluído socialmente. Segundo, quem curte nunca deve reclamar de preconceito, pois não sofre isso: pois toda a sociedade, toda a mídia e todas as autoridades estão do lado de quem curte futebol. Quem não curte é que caia fora dessa sociedade.
Não sabemos até quando isso vai durar. O fato de que o país vai sediar a próxima copa já aumenta o fanatismo futebolístico. Ainda mais que haverão melhorias - de fachada - em nome dessa copa, o que poderia servir de justificativa tola de que "o futebol melhora vidas".
Só sei que quem não curte tem todo o direito de viver bem, ter amigos e usufruir tudo de bom que a sociedade oferece. Ninguém pode ser privado por não curtir o que -supostamente - a grande maioria curte e que na prática não passa de uma obrigação social.
Vejam bem, um jogo de 90 minutos, praticado por um monte de analfabetos, com o único objetivo de enfiar uma bola em uma redinha, ao som de muita gente berrando feito alce, não pode nunca ser considerado integrante da etiqueta social.
domingo, 14 de outubro de 2012
Acostumar mal dá nisso
O arroz de festa da atualidade, a super celebridade do futebol e artilheiro nas horas vagas, Neymar, não para de se envolver em participações especiais de todos os tipos.
Já que se acostumou a tantas participações, agora é ele que pede para participar. Evopcês acham que alguém vai negar? Nããããoooooo!!!...
O pentelho agora quer participar do capítulo final da novela Avenida Brasil, que incluiu uma tama terciária sobre futebol em seu roteiro. Ainda bem que a novela não conseguiu aumentar o fanatismo epidêmico que reina em nosso país há muitas décadas, alienando gerações e mais gerações. Se aumentasse, iria agravar o que já se encontra em estado catastrófico.
Com a boa vontade do arroz de festa de participar, certamente a Rede Globo, verdadeira dona da CBF, não vai negar essa oportunidade de fechar a novela do horário de maior audiência com essa cereja topetuda sobre o bolo.
E quem sabe o mitológico jogador possa ter escolhido a sua futura carreira, após encher o saco dos mais sensatos com sua fútil e inútil vocação de chutar bolinhas em uma rede, algo tratado como "heroísmo" por um povo idiota e crédulo, que é estimulada a nunca usar o discernimento.
domingo, 7 de outubro de 2012
Já pensou se fosse na copa? Que maravilha!!!
Na última quarta feira, o esperado jogo entre a Seleção Amarelão contra a sua arqui-inimiga Argentina foi cancelado por falta de energia elétrica no estádio. Claro que os futebosteiros (leia-se torcedores) não gostaram nada disso. Ainda mais que o jogo era considerado um clássico e os brasileiros sempre aproveitam a oportunidade de humilhar os argentinos no futebol - enquanto que em cultura e em educação, é a vez dos argentinos darem murro em nossas caras.
Mas já pensou se na copa desse pane em Itaipu e a energia em todo o país caísse? Claro que em jogos diurnos daria-se um jeito, apesar de obrigar a todos a irem ao estádio se quisessem ver as partidas, já que não seria possível assistir pela televisão, a traficante deste narcótico chamado futebol.
Mas seria uma forma de tentar acabar com esse fanatismo idiota que transforma o futebol em obrigação cívico-social, a ponto de se criar um preconceito contra quem não curte o famoso esporte.
Está mais do que na hora dos brasileiros terem uma boa lição para aprenderem a não colocar brincadeira acima de assuntos sérios. Nem que apenas um apagão elétrico tenha que ocorrer para isso.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Footbus para lembrar Fetransrio
Hoje começa o Fetransrio, evento sobre as novidades do mundo do ônibus, no Rio Centro. Para lembrar, coloco aqui fotos mais recentes onde aparecem ônibus com referências ao futebol. Nada que possa ser realmente útil (como adoram colocar futebol em outros assuntos...), mas apenas como uma curiosidade.
domingo, 30 de setembro de 2012
Veja o Gordo
O Fantástico, em crise de criatividade e de audiência, sabe que é preciso apelar para atrair os telespectadores. Os brasileiros de hoje gostam muito de coisas fúteis, músicas ruins e muito entretenimento inútil, daqueles que emburrecem e nada trazem de positivo para o desenvolvimento social.
E nada melhor do que recorrer ao futebol, eterno narcótico da população brasileira, como chamariz para uma atração que vai mal das pernas. No relançamento do quadro Medida Certa, no qual pessoas acima do peso são colocadas em atividades para emagrecimento, quadro que teve a participação dos próprios apresentadores, Zeca Camargo e Renata Ceribelli, resolveram convidar o ex-jogador Ronaldo Nazário, conhecido como o "Fenômeno", garoto propaganda da copa de 2014, para perder seus quilinhos.
Se com a participação dos próprios apresentadores, o quadro foi uma espécie de "salvação" para o programa, graças aos bons índices de audiência, imagine com o rotundo ex-jogador, numa sociedade que acha que chutar uma bolinha em uma rede é sinônimo de felicidade, patriotismo, amizade e qualidade de vida.
Estão dando importância a muita bobagem. Fazer o quê, o Brasil acha que vai se desenvolver dessa maneira...
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Vasco faz campanha contra o racismo. Louvável. Agora só falta fazer campanha contra o preconceito a quem não curte futebol
O time carioca Vasco da Gama está fazendo uma admirável campanha contra o racismo, afirmando ser o primeiro time a admitir negros e não-brancos no elenco de jogadores. Uma campanha mais do que louvável, que eu apoio sem hesitar e que todos os times, sem exceção deveriam se unir e difundir para o mundo.
Racismo é uma ignorância e limitar os benefícios por causa da uma cor de pele é uma grande perda de oportunidade de conhecermos grandes pessoas de cor que ajudam a construir a sociedade com sua inegáveis qualidades e seu exemplo resultando de uma experiência de vida única que nos ajuda a crescer mais e mais. Os indivíduos de todas as etnias merecem a total felicidade do mundo. Racismo extinto imediatamente!
Mas outra campanha anti-preconceito deveria ser anexada junto a essa, já que prejudica um grupo de pessoas com a mesma crueldade que o racismo: o preconceito contra quem não gosta de futebol.
No Brasil, quem não curte futebol é desprezado, abandonado, quando não é ridicularizado. Futebol, no Brasil é tratado como obrigação social e por causa disso, muita gente que não curte futebol, se sente na obrigação de curtir e acaba abrindo mão do próprio prazer com medo de se sentir excluído da sociedade, por não "obedecer" a uma obrigação que na verdade, não é citada em uma lei sequer. Não existe lei formal que obriga alguém a gostar de futebol e o lazer deve ser sempre opcional, pelo seu caráter subjetivo.
Vamos parar de preconceito contra quem curte futebol. Mídia e autoridades devem perceber e difundir a existência de quem não está a fim de futebol. Tem que reconhecer que quem não curte futebol é tão alegre quanto quem curte; que existe outras formas de alegria e diversão que passam bem longe do futebol. Futebol é um direito, sim, mas nunca uma obrigação. nem mesmo em copas.
Ninguém é obrigado a deixar de gostar de futebol, mesmo que seja apenas para agradar a sociedade. Mas essa mesma sociedade deveria também respeitar e admirar quem não curte futebol, nunca recusando amizade e oferecendo a estas pessoas alheias ao esporte mais popular do país, opções de lazer, reconhecendo que no país da diversidade, respeitar a diversidade de gostos e de lazer é importante e indispensável.
Recusemos o racismo anti-não-brancos no futebol, mas recusemos também o preconceito contra quem não quer saber de bola rolando. Temos o direito a todos os benefícios da sociabilização, sem precisar seguir a suposta obrigação de gostar de um esporte que apesar de popular, não nos dá o menor prazer.
domingo, 23 de setembro de 2012
Não tem algo melhor do que fazer do que ficar exaltando times no Facebook?
Às vezes tenho medo de abrir o meu Facebook. Nos domingos inclusive criei uma regra de nunca abrí-lo neste dia. os amigos que me perdoem, mas domingo é dia de NÃO me encontrar na rede criada por Zuckerberg. Enquanto o futebol continuar se tornando o maior motivo de "orgulho" (???!!!) do brasileiro, não entrarei no Facebook aos domingos, a não ser em caso realmente necessário.
O motivo disto é o fanatismo pelo futebol que os brasilairos demonstram. Infelizmente, o brasileiro, como povo infantilizado - Brasil não é um país sério - dá excessiva importância a algo que originalmente foi criada para ser uma mera distração para quem não tem nada mais importante a fazer.
Isso irrita quem tem o discernimento um pouco mais desenvolvido. É como acontece com as crianças quando vão à Disneylandia e ficam fascinadas por aquelas pessoas vestidas de personagens dos desenhos animados, fazendo crer que tudo aquilo é real. Para os futebosteiros a vitória de um time ou da "seleção" representa qualidade de vida, por mais absurdo e ilógico que possa parecer.
Aí os fanáticos vem com chuvas de postagens futebosteiras transformando, como tinha dito um cara em uma comunidade anti-futebol no já esquecido Orkut, o Facebook em um "Globo Esporte" )ou seria Globo Futebol?). Seria legal ver essas postagens se vivêssemos em uma sociedade onde o futebol não é obrigação e muito menos motivo de "orgulho" da população. Mas como vivemos num autêntico "Idiot Country", estas postagens ganham status de enchimento de saco, como gritaria de criança malcriada.
Será que esses fanáticos ficariam felizes se eu postasse muitos cartazes e memes sobre automobilismo ou até mesmo de esportes menos populares como beisebol e hockey no gelo?
E não me procurem no Facebook aos domingos enquanto acharem que futebol é "orgulho nacional". Até largarem as chupetinhas, estarei no Facebook somente nos sérios dias úteis onde todos carregam pedras ao invés de chutar bolinhas.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Respeitemos os argentinos, nossos irmãos mais esclarecidos
É uma grande bobagem a mania do brasileiro de forjar uma "inimizade" com os argentinos só por causa do futebol. Bobagem e falta de informação. Se os brasileiros olhassem para o próprio rabo, respeitariam os argentinos. respeitariam tanto, a ponto de lamber a sola dos pés dos portenhos.
Os brasileiros se esquecem que, se no futebol os tupiniquins levam a melhor, em matéria de cultura e politização, o povinho da Terra Brasilis leva um verdadeiro banho de cal, perdendo muito feio. Os brasileiros, além de alienados, adoram música ruim e agem feito animais na hora do lazer.
Os argentinos, quando sentem que algum direito essencial não está sendo satisfeito, saem para protestar. E protestam com aquela agressividade típica de quem realmente está inconformado. O presidente Fernando de La Rua foi realmente deposto após os protestos da população. No Brasil, nada disso. O xará Fernando Collor não foi deposto por causa da população. Foi porque incomodou a burguesia, incomodada pelo confisco da poupança que acabou prejudicando os ricaços brasileiros. A corrupção foi só pretexto e a população, sobretudo os jovens, estavam mais interessados em um carnaval extra do que realmente em tirar um "corrupto" do poder. Brasileiro é tão alienado que pensa que está se rebelando quando sua atitude prova o contrário.
E na cultura? Enquanto os argentinos ainda ouvem rock e sofisticaram o tango, acrescentando a tecnologia da música eletrônica e modernizando as suas características, além de ainda continuar gravando as músicas andinas de letras politizadas, os brasileiros descobriram que a "cultura" deveria "evoluir" abaixando as calças e se ridicularizando, numa infantilização de fazer envergonhar qualquer criança de 5 anos de idade que tenha o cérebro em perfeito estado.
Os brasileiros, cansados do - suposto - monopólio cultural "imposto" pelo rock brasil dos anos 80, resolveu "diversificar" a sua cultura através da assimilação de muito lixo cultural, conhecido como "música brega", acreditando na falsa ideia de que, a redemocratização do país e a internet tivessem tornado o povo pobre - ainda muito mal escolarizado até hoje - mais intelectualizado, com condições de produzir uma cultura rica, o que a prática provou ser o contrário. O brasileiro, sem saber vê a sua cultura descendo "tranquilamente" até o esgoto, tirando da juventude a chance de conhecer o que realmente é relevante.
E aí, brasileiros? Ainda dão razão à arrogância de "melhores do mundo" no futebol? O que adianta ser o melhor do mundo em uma atividade inútil, caracterizada unicamente na entrada de uma bolinha em uma rede. Só um povo bem idiotizado para achar "importante" o fato de uma bolinha entrar em uma rede.
Os argentinos são fanáticos por futebol. Mas pelo menos em um aspecto, eles podem isso. Pelo menos sabem que o futebol é apenas uma forma de lazer, não como os brasileiros que tratam o futebol como dever cívico e assunto de segurança nacional. Para os brasileiros, carentes de uma guerra séria - que até mesmo a Argentina passou - as copas do munda são tratadas como tal, com os jogadores fazendo o papel de "soldados" e o técnico de "Ministro da Defesa". mais palhaçada impossível.
Hoje teremos jogo "Brasil x Argentina". Provavelmente os brasileiros irão ganhar, já que há muito dinheiro de patrocinadores envolvido. E os patrocinadores, donos de empresas estrangeiras, estão muito interessados que os brasileiros continuem nessa letargia futebolística que impede qualquer conscientização política e social. Farão de tudo, mesmo desonestamente (como porvaram ser capazes em 2002), para que os amarelos ganhem, para manter intacto o conto de fadas.
Pode ser que o Brasil ganhe de todos no futebol. Mas nas coisas realmente boas e úteis na vida, ainda vai continuar perdendo feio, com direito a uma dolorosa surra de cinto, dada por sociedades nem tão desenvolvidas como a nossa (que já não é tão desenvolvida). E esse tipo de surra dói pacas.
domingo, 16 de setembro de 2012
Movimento Espírita e Futebol: uma mistura mais do que heterogênea
No Brasil, o futebol, que deveria ser encarado como mera diversão, é tratado como assunto sério, como se o bem estar da população dependesse da entrada de uma bolinha em uma trave com rede. Algo típico de uma população sem discernimento, sem auto-estima e completamente infantilizada.
O Espiritismo brasileiro, tão sem discernimento e tão infantil quanto, achou excelente associar a versão "farofa" da doutrina codificada por Kardec com o famoso esporte, aumentando o caráter de seriedade desta forma de lazer. Já temos o cacoete incurável de colocar o futebol em tudo quanto é assunto, porque os espiritolicos não iriam fazer o mesmo?
Legal porque unem-se dois tipos de fanatismo cego, travando a evolução intelectual da sociedade e colocando-a numa ilusão fantasiosa que só combina com a mais tenra infância, onde fadas e duendes perambulam por nossos imaginários. Crescidos, na ânsia de prorrogar a infância, pelo menos no lazer e na religiosidade, decidimos criar novas fadas e novos duendes.
Chico Xavier:o sacerdote que casou o Espiritismo brasileiro com o futebol
Se não bastasse a considerável quantidade de jogadores com o nome de "Allan Kardec" (com as mais variadas mudanças de grafia) e o fato de que o espírito André Luiz supostamente ter sido presidente de um clube de futebol, a morte de Chico Xavier serviu como uma deliciosa, mas alucinógena cereja no bolo, ao decidir que o falecimento seria num dia de vitória futebolística.
O curioso é que o honesto Xavier morreu num dia em que a "seleção" conquistava a sua vitória de modo fraudulento, numa copa que começou desonesta, desde a eliminatória, onde, no desespero de não faltar a uma copa, a CBF fez de tudo para que a "seleção" entre as últimas, pudesse garantir a sua vaga na copa que trouxe o penta - forjado para favorecer a escolha do Brasil para a copa de 2014 e mais ainda o poder de Ricardo Teixeira, provável próximo presidente da FIFA -, gerando a falsa alegria de um povo que nunca consegue se livrar de seus problemas.
O mais curiosos ainda é que o comportamento da "seleção" na copa de 2014, que forjou uma invencibilidade mesmo com jogadas fracas e hesitantes, pagando adversários fortes para jogarem mal, favorecendo aquilo que resultou no penta-campeonato. Embora quase ninguém admita, embora esteja visível, a "seleção" da CBF (a FEB do futebol) repetiu em 2002 a mesma atuação da França (país de Kardec e do surgimento do Espiritismo) na copa anterior, esta claramente acusada de fraudulenta, do contrário que os supostamente honestos "meninos do Brasil", nascidos no país do "jeitinho". Quando o Ladrão é de casa, ninguém que acusá-lo de roubo.
Assim como na vida comum, o fútil futebol não deve se meter com o Espiritismo
Futebol só é válido como lazer. Foi para isso que ele foi criado. Não foi algo para ser levado a sério. Levar a sério uma forma de lazer como o futebol é coisa típica de quem ainda não amadureceu e coloca as brincadeiras acima dos estudos.
Não vou entrar na questão do verdadeiro motivo que fez Chico Xavier morrer na mesma data da vitória da "seleção". Até prova ao contrário, prefiro acreditar que foi coincidência. Ainda existe muita polêmica em torno disso, já que até entre os espíritas científicos, é evidente o medo de dissociar a quase divinal imagem de santo do ingênuo médium. Mas associar a morte dele ao futebol, justificando que a população estava "feliz" já é uma verdadeira coletânea de tolas mistificações em um só fato.
Essa associação infeliz só fortalece a alienação e a fé cega, travando o raciocínio e superestimando uma forma de lazer que mesmo campeã, ainda não trouxe de fato a verdadeira alegria para a população, servindo mais de instrumento de estímulo à passividade e cegando as pessoas com sua luz forte, mantendo todos os erros que há muitas décadas nenhum brasileiro, nem mesmo o bondoso Xavier, conseguiu consertar.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
"Gostoso é ver um pobrezinho jogar..."
Interessante. No Brasil, os esportes que alcançam alguma popularidade são os que podem ser praticados por pessoas pobres. Não sei se isso é por identificação - esportes que podem ser praticados por qualquer um - ou voltamos à Idade Média, onde os bobos da corte que divertiam as elites vinham das classes menos abastadas. Prefiro acreditar nas duas juntas.
Esportes como automobilismo, tênis, golfe, não tem muita popularidade no Brasil. Há quem goste, mas representam parcela reduzida da população. E normalmente é fácil achar quem critique estes esportes pelo elitismo. E quem critica tem o costume elitista de achar que pobre só pode vencer na vida batendo tambor ou jogando futebol. Advogado, médico, engenheiro e empresário, nem pensar, não é?
Parece que para a população brasileira tem mais graça ver pobres praticando esportes. Parece novela, é mais emotivo. Dá para fazer aquela associação que acaba transformando atletas em heróis (de si mesmos). Não dá para fazer isso na Fórmula 1 onde os corredores, normalmente nascidos em berço de ouro, saem de suas corridas direto para suas mansões caras em algum litoral europeu. Até mesmo quem não nasceu na Europa, já que até mesmo corredores brasileiro tem castelos e mansões nas paradisíacas paisagens europeias.
Mesmo que enriqueçam depois, os praticantes de esportes de pobre como o futebol e as lutas, as pessoas adoram exaltar a origem humilde de seus atletas, dando um ar de romantismo novelesco que sempre significa final feliz para quem assiste as competições dessas modalidades.
Sinceramente, ô povo piegas e hipócrita o brasileiro. Gosta de ver pobres praticando esportes. Mas detesta ver pobres subindo dignamente por causa do intelecto de atividades mais "elitistas".
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Não tinha outra data para esse jogo?
Não se sabe se foi proposital. Uns argumentam que o fato de ser feriado é que foi o verdadeiro motivo. Outros acham importante a "seleção" jogar num dia como hoje. A segunda alternativa se torna bastante perigosa para justificar a escolha da data...
O brasileiro, povo alucinado e alienado, adora associar futebol a coisas importantes. Um povo infantilizado que acha que conquistar uma vitória em uma atividade cuja façanha mais importante é colocar uma mera bola de borracha em uma rede.
Gente, desde quando colocar uma bola em uma rede é importante para o país. Porque nos orgulhamos de um gesto tão banal e fútil. A vida de muita gente mudou por causa das 5 vitórias por causa da entrada em uma bolinha? Isso é motivo para orgulharmos de um país, que se encontra cheio de problemas e erros?
É uma imaturidade tratar o futebol como orgulho nacional e colocar esse jogo no dia de hoje foi uma atitude infeliz que só favorece o fanatismo cego e a infantilidade do brasileiro, esse povo tão idiotizado que adora inverter as coisas, levando à sério tolices inúteis e desprezando coisas realmente sérias que interferem em nossas vidas.
Fantasia acreditar que o futebol trará dignidade um dia. Bem provável que faça o contrário. 2015 mostrará isso.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Vamos deixar o futebol conduzir as nossas vidas?
O fanatismo no futebol parece não ter limites. Pelo jeito, para a maioria, o futebol é que guia as rédeas sobre o que deve ou não deve ser feito em nosso país. Duas coisas me fizeram pensar a respeito.
Primeiro, a insistência em dizer que as melhorias no transporte são para a copa, são para a copa... Outra é a naturalidade com que espíritas (??!!) e espiritólicos encaram o fato de Chico Xavier ter morrido num dia fantástico para o futebol. Para estas pessoas, o futebol ganha uma importância que vai infinitamente além daquele que esse esporte já poissuí.
Sinceramente, percebo que a população brasileira está cada vez mais emburrecida, mas não achava que seria tanto. Uma mera forma de lazer, fútil e banal, caracterizada pela entrada de uma bolinha em uma rede pode mexer tanto com a população brasileira, a ponto de alterar todo o cotidiano. De decisões importantes estarem submetidas a uma mera entrada de uma bolinha em uma rede.
E é desta forma, emburrecida, que os brasileiros acham que estão prontos para liderar o mundo nos próximos anos, como "maior potencia" e "Pátria do Evangelho". Isso é uma catástrofe. É como entregar a Presidência da República para um doente mental recém nascido, totalmente lesado.
E aí os brasileiros reclamam quando algum nativo de um país desenvolvido ri da cara de nossa população. Eles riem com muita razão. Eles sabem com que tipo de idiota estão lidando.
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