domingo, 15 de março de 2015

Futebol é utilizado por coxinhas para atacar PT

Olhem para esta foto, onde mostra uma rica celebridade usando a ridícula camisa da "seleção" para pedir a saída de Dilma e possivelmente a volta do regime militar. O mais nonsense dos esportes tinha que estar presente no mais nonsense das manifestações. Mesmo que o outro lado, o dos Petistas, também seja a favor do futebol.

O Brasil é o único país do mundo em que a noção de "pátria" e "futebol" são constantemente confundidas. Certamente os manifestantes ignoram que existe muito mais corrupção na CBF e na FIFA do que em toda a política brasileira, o que mostra que na verdade essas manifestações não são contra a corrupção e sim pela volta da elite ao poder. 

Lembrado que Ronaldo, ex-jogador e agora cartola, e que é parceiro fiel dos mais corruptos comandantes da CBF e da FIFA, estará nos protestos, junto com outras lideranças esportivas. Petistas pró-futebol deve estar se sentido traídos. Que ressuscitem o Sócrates, ora!

Para os chamados "coxinhas", é melhor um corrupto de elite a mandar na população do que um reles operário e sua turminha. É bom frisar que em um governo de direita, a inflação é crescente, as rendas mal distribuídas e há invasão de empresários estrangeiros a comprar empresas brasileiras, mudando todas as regras do jogo, direcionando-as segundo decisão das leis dos países de onde essas lideranças capitalistas venham.

E o futebol, onde fica nessa? Futebol é Capitalismo. Não fiquem os dois lados brigando ara ver com quem fica o esporte mais popular do pais, que de fato é só lazer mas é tratado como "orgulho nacional", confundido cm a própria nação. Ignoremos o futebol e assumamos de vez o caráter capitalista da modalidade. E por ser mero lazer, sua influência no bem estar da população do país é praticamente nula.

Certamente os coxinhas na e são nem aí se tucanos e cartolas fazem corrupção. Vale é tirar o PT do poder, de qualquer jeito, por mais surreal que seja o motivo de impeachment. Pois para a elite, que nunca sabe o que é interesse coletivo, lutar pelos seus privilégios é a sua meta final. E com a mais capitalista das modalidades esportivas, do lado, dando apoio.

domingo, 1 de março de 2015

Resposta a um engraçadinho

Um membro que eu tinha adicionado para a comunidade anti-futebol doe uma rede social, se revelou ser pró-futebol. Quando você recebe o convite para adesão, você na sabe qual é a do cara que pede para entrar. E só com ele lá dentro você percebe que é um troll a bagunçar as postagens do grupo.

O tal engraçadinho mandou uma postagem no qual ele questionava as críticas feitas ao futebol, argumentando que "ninguém é obrigado a gostar de futebol" e que ele detestava vôlei e não falava mal dele.

Vendo um comentário tão alienado, desconhecido das falcatruas e de toda a manipulação ideológica que cerca o futebol e faz essa modalidade esportiva ser a mais popular do país, mesmo sem ter atrativos para isso, resolvi fazer essa pequena postagem em resposta a ele, que terá o seu nome preservado.

Comentando os pontos citados por ele em sua curta postagem:

- Em tese, o brasileiro não é obrigado a gostar de futebol. Mas na prática é obrigado. Se futebol não fosse obrigação, a quantidade de torcedores e pessoas que assumem gostar de futebol seria imensamente menor. Mulheres, em sua maioria, não curtiriam. Já presenciei inúmeras evidências que provam que futebol é considerado pelos brasileiros uma obrigação cívico-social, o que dá origem a muitos preconceitos existentes no Brasil. 

- Não falamos mal do futebol e sim de algumas características postiças atribuídas a ele. Se o futebol fosse visto como uma forma banal de lazer - mas é visto como obrigação social, dever cívico e orgulho nacional - deixaríamos para lá e a comunidade sequer existiria.

- Amigo, vôlei é visto como um esporte como outro qualquer. Não acontece com o vôlei o que acontece com o futebol, que é superestimado. Todos sabem que vôlei é só lazer, mas muitos ainda acham que futebol é um importante assunto sério para o país. Não precisamos criticar o vôlei, pois ele não representa uma ameaça ao bom senso do povo brasileiro.

Se informe mais, caro torcedor. e não entre e comunidades anti-futebol. Se gosta de futebol, fique no seu canto e deixe a gente detestar sossegadamente essa modalidade esportiva.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Estas celebridades seriam futebosteiras se fossem brasileiras

Apesar de não curtirem o nosso futebol, dando inclusive um nome diferente  a ele, soccer, os norte-americanos - aquele povo que pensa que é o melhor do mundo mas é tão problemático quanto o nosso - são fanáticos por três esportes: basebol, basquetebol e o que eles entendem como "futebol", modalidade responsável pelo último ato de fanatismo acontecido por lá.

No último final de semana, houve o tal de Super Bowl e quem ganhou foi um tal de New England Patriots (vejam, não somos os único burraldos, o que mostra que os ianques não são tão evoluídos assim como sempre pensamos). Sim, Patriots: patriotas! Importamos a tolice de achar que esporte é patriotismo, que nos traz "dignidade", embora não passasse de inócua atividade de lazer.

Estas celebridades decidiram comemorar a vitória dos "Patriots" cantando o sucesso do Queen, We are the Champions, como se a tal vitória fosse a coisa mais importante do mundo. Como se a vida de muitos dependesse dessa vitória. Se fossem brasileiras, estas celebridades seriam futebosteiras, largando tudo de mais importante em prol de copas do mundo e campeonatos banais.

Nos resta o consolo de saber que os brasileiros não são os únicos idiotas na face da Terra.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Mídia estranha desprezo mútuo pós namoro de Neymar e Marquezine. Atriz já está tem outro macho pra se coçar

Recentemente foi noticiado que Neymar e Bruna Marquezine, o suposto ex-casal mais apaixonado (sic) do país (e que havia rompido antes, mas a atriz foi chamada às pressas pelos assessores do jogador, para retomar o relacionamento durante a copa porque "herói" solitário não pega bem), não se fala mais. Até mesmo em redes sociais, um deixou de seguir o outro.

A mídia estranhou o rompimento assim, tão frio entre os dois, com esse distanciamento típico de quem nunca se viu na vida. Até parece que ela não sabia que o relacionamento não se deu por amor, e sim de modo arranjado como promoção na carreira de ambos, idolatrados cada um por grandes massas de fãs histéricos.

Mas nós aqui, cientes da farsa, não estranhamos. E digo mais: é até normal, se lembrarmos que este relacionamento surgiu apenas para servir de catapulta para as respectivas carreiras das jovens celebridades, além de reforçar o fanatismo futebolístico com uma estorinha de amor inserida, tendo o "corajoso maior herói da pátria" como protagonista. Balela.

Na verdade, tudo foi uma farsa muito bem planejada. E ambos já estão até e outra. Neymar, apesar dos rumores de estar "pegando" uma modelo estrangeira (um feioso beem $edutor, com cifrão), deve estar galinhando nas farras como sempre. 

Já a sua ex-concubina já começa a namorar um carinha dono de uma pousada. Fãs dela já aprovam o cara, mas não deixam de sentir um certo afeto pelo ex, já que muitos fãs são idiotamente otimistas, duvidando que seus ídolos possam se envolver em armações afetivas. Tolice, pois todos sabem que nos dia de hoje, a vida afetiva se tornou extensão da vida profissional de celebridades. Cerca de 60% dos relacionamentos são pura fachada e há muito mais gays do que se possa imaginar entre as celebridades brasileiras.

De qualquer forma, o que aconteceu foi normalíssimo. Após o contrato comercial de pseudo-matrimônio entre o jogador arroz-de-festa e a atriz de beleza mediana (que se acha a princesinha do Brasil), era mais natural que os dois nem se falassem mais. Para o bem dos futuros relacionamentos de Neymarketing e Bruna Marketing, bem mais espontâneos que o falso conto de fadas do tipo "a Bela e a Fera" protagonizado pela atriz e o jogador.

domingo, 4 de janeiro de 2015

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014

Até parece que isso foi o acontecimento mais importante do ano. Brasileiro fica maluco por causa do futebol, se esquecendo de coisas REALMENTE IMPORTANTES! 

Povinho idiota. Por isso que nada melhora no Brasil. Blah!


domingo, 21 de dezembro de 2014

Surpreendente compensação?

Justamente no final do ano em que a superestimada "seleção" brasileira (que não é tratada como se fosse uma equipe de futebol e sim como símbolo cívico oficialesco) teve uma derrota retumbante na copa que tentou organizar, outro esporte, muito mais impopular que o futebol, consagraria sua inédita vitória mundial: o surfe.

O brasileiro Gabriel Medina acaba de se consagrar como campeão mundial deste ano, feito que nenhum brasileiro havia conseguido. Claro que os hipócritas de plantão, gente que sempre afirmou detestar surfe por ser "esporte de playboyzinho", postou sua falsa comemoração nas redes sociais para não parecer que "só gosta de futebol". Sabe-se que nas redes sociais e nos blogues, o fanatismo pelo futebol é altamente criticado, embora essas críticas não consigam mudar os costumes desses fanáticos, que pelo jeito, topam numa boa cometer gafes em nome do futebol. Se bem que gafes cometidas por maiorias não soam como gafes.

É irônico que Medina tenha ganhado seu título justamente neste ano. Outro esporte, o automobilismo, teve outra vitória surpreendente este ano, pois Rubens Barrichello, alvo de tantas piadas sobre sua falta de sorte na Fórmula 1, mudou de categoria e ganhou um importante título na stock car, onde carros de passeio são adaptados para correr em alta velocidade.

Claro que os brasileiros, apesar de demonstrar alguma alegria com essas vitórias, não parece satisfeito. Vencer nestas modalidades esportivas parece não ter muita graça para os brasileiros. Legal mesmo era ter obtido o hexacampeonato em casa. Brasileiros, um povo acomodado, viciado em seus costumes mais banais, bravos defensores de suas zonas de conforto, só querem mesmo é vitória no futebol. Vitórias em outros esportes são supérfluas, podem ou não ocorrer, não importa. 

O que marcou para a grande massa de alienados, foi a humilhante derrota na copa. Para a massa, nenhuma vitória em outras modalidades esportivas compensa uma derrota no futebol. Recusamos a nossa vocação para a diversidade, aprendendo a gostar de uma coisa só. 

Parabéns, Medina! Parabéns, Barrichello! Que venham muitas vitórias em outros esportes para acabar com o monopólio narcotizante do ultra-estimado futebol.

domingo, 20 de julho de 2014

Estão falando que vitória da Alemanha foi marmelada. E se fosse o Brasil?

Brasileiros são um povo infantil. Futebol para eles é máxima prioridade. O resto, mesmo que seja de fato mais essencial, é considerado supérfluo. O Brasil tem que ser o melhor no futebol. O resto é detalhe. E justamente este pensamento permite um monte de incoerências e contradições. Quando o futebol entra em campo, o cérebro coletivo do povo brasileiro entra em pane e trava. 

Com a derrota de seu maior sonho, a torcida agora está espalhando para Deus e o mundo que a vitória da Alemanha foi marmelada, que a copa foi desonesta, patati, patatá. Mal sabem eles que toda essa marmelada é natural, que faz parte do espetáculo (futebol é só lazer, estúpido!), como uma novela ou filme de enredo construído com final já determinado.

Mesmo assim, a Alemanha ganhou merecidamente pois teve de fato um excelente desempenho. Mas alemães são um povo mais amadurecido, que sabe resolver os seus problemas, saindo de crises com bastante sabedoria e consequência. Não confunde futebol com patriotismo e nem depende desta modalidade esportiva para ter auto-estima e orgulho de sua nação. Mereceu ganhar, e ponto final.

Mas se fossem os brasileiros? Iriam dizer que foi marmelada? Não iriam, embora de fato os brasileiros só ganhem com marmelada. A copa de 2002 foi ganha muito facilmente, repetindo uma campanha desonesta que a França havia feito na copa anterior. Desde 1986 o futebol brasileiro não apresenta qualidade, tendo o seu futebol-arte substituído pelo futebol-negócio, com direito a jogadores de proveta, apoiados em muito marketing.

O mito de "melhor futebol do mundo" caiu há anos, mas a publicidade maciça não deixa nenhum brasileiro saber disso. E ganhar copas com pênaltis e manobras é muito fácil. O futebol é um esporte que permite que equipes ruins vençam e para manter a fama de "melhores" os piores topam tudo.

Claro que quando um ladrão rouba para nos favorecer, ninguém fala. O ladrão nos beneficiou. Roubou, mas entramos no lucro. Então pra quê dizer que a copa de 2002 foi conquistada desonestamente? Se tivessem ganho o hexa em casa com um time claramente ruim, caracterizado pela onipotência de um jogador medíocre como o Neymar (keting), que no Barcelona não consegue mostrar o suposto talento tão alardeado pela publicidade, ninguém iria perceber que foi na fraude? 

Ora, vamos ser justos. O futebol brasileiro nunca foi exatamente essa maravilha, exceto em um período. O seu auge foi na década de 80 com uma geração de jogadores com verdadeira qualidade que se não ganhou as copas de 1982 e 1986, pelo menos demonstrou um futebol honesto e humilde, que não precisava de publicidade martelante para se mostrar de qualidade. 

Depois de então, com o futebol-negócio, sobram os mercenários que ganham rios de dinheiro, topando todas para serem considerados por uma população majoritariamente de ignorantes como "melhores do mundo", chegando a decepcionar a todos numa real derrota de 7 a um que não era surpresa para quem conhecia as armações por trás do futebol brasileiro. 

A humilhante derrota que a "seleção" sofreu contra a Alemanha (logo a que venceu a copa) pode ter parecido absurda para a maioria ("os melhores perdendo desse jeito? como assim?", diriam os torcedores praticamente em coro) mas sinalizava uma realidade difícil de engolir: não somos os melhores do futebol. O futebol-arte está morto e enterrado.

Talvez as acusações de roubos e compras de resultados tivessem feito com que a FIFA desistisse de entregar o hexacampeonato aos brasileiros. Animados com a saída de muitas seleções de talento, os brasileiros tinham como certa a conquista do título em domicílio e quebraram a cara quando viram sua equipe de amarelos enfrentar seleções de peso como a Alemanha e a Holanda, mostrando a triste realidade que milhões de alienados não gostariam de ver.

A Alemanha ganhou com mérito. Lutou para isso (mesmo que o futebol seja um esportinho medíocre, mais fácil que outras modalidades esportivas). Do contrário que os brasileiros, equipe fraca de mercenários e arrogantes jogadores, superestimada pela publicidade e pelas tradições sociais, cujo hexacampeonato só seria conquistado no roubo, na falcatrua, na desonestidade. 

O Brasil do jeitinho sentiu falta de suas manobras ilícitas para entregar um cobiçado título na própria casa. Uma falsa honra que os alienados torcedores tiveram que cancelar. Bem vindos à realidade!

sábado, 19 de julho de 2014

Os torcedores brasileiros e a incrível tolerância à mesmice

Muitas vezes me ponho a perguntar: os brasileiros não conseguem se cansar de futebol? O famoso esporte mais popular do Brasil vem carregado de uma maciça e insistente campanha de publicidade que ultrapassa os limites do irritante. 

É como uma martelada repetida na cabeça. A mídia usa e abusa de mantras repetidos sem qualquer limite de vezes para que os torcedores sejam hipnotizados e se escravizem em prol do futebol. Mas mesmo essa campanha toda, deveria irritar qualquer um que se considere normal.

Que nada! Pelo jeito o povo brasileiro, que deveria cultuar a diversidade em todos os sentidos, pegou o gosto pela mesmice. E não há nenhum setor mais monótono que o futebol. Uma monotonia alegre, animada, movimentada, mas que nunca chega a romper com a mesmice. É quando a mesmice se torna mais divertida.

E dá-lhe reportagens que repetem os mesmos comentários! Dá-lhe bajulações a times e seleções! E dá-lhe torcedores imbecilizados agindo feito retardados mentais na hora de exaltarem o seu vício! Tudo devidamente televisionado e com altíssima audiência. E tanta repetição não cansa, não?

O futebol é o esporte oficial da mesmice. Em rodas de amigos só se fala em futebol. E sempre os mesmos comento. Nada muda. E tudo indo de maneira insistente. Como se a única forma de fugir da mesmice do futebol e se suicidando ou fugindo para uma floresta sem pessoas ou para um deserto.

E tanta coisa maçante não enche o saco, não? Como seres humanos que se julgam normais conseguem aguentar tanta martelada na cabeça em prol do futebol e nunca se enjoar? Do jeito que falam sobre futebol era para todo mundo se enjoar e largar o hobby.

Mas não. Povo brasileiro gosta de mesmice. Talvez tenha horror de sua vocação pela diversidade. Mesmos pensamentos, mesmos gostos, mesmos objetivos na vida. Tudo repetido e único. É o brasileiro sonhando em se tornar um povo homogêneo e sem graça. Mais de 200 milhões pensando uma só coisa, agindo como se fossem uma pessoa só. Isso em um país imenso e cheio de variedade por todos os cantos.

E novamente me ponho a perguntar: a mesmice do futebol não cansa?

domingo, 13 de julho de 2014

O homem mais influente do Brasil compara derrota no futebol com tragédia real

A fábrica de idiotas não para de funcionar. Em prol do futebol, muita asneira é dita na desesperada tentativa de transformar algo fútil e supérfluo em "algo extremamente importante". E ninguém melhor que Luciano Huck, o metido, para falar a pior das asneiras.

Só para lembrar, a derrota dos brasileiros na copa não gerou nenhum dano e muito menos vítimas (a não ser os malucos que cometeram suicídio após a derrota, transferindo para a "seleção" a auto-estima que não possuem). O país continua o mesmo e pode até prosperar, já que não terá a ilusão do futebol para desviar as atenções. Futebol é apenas uma diversão lúdica feita porque quem quer dar risada durante alguns minutos. Se os brasileiros levam a sério demais o futebol, é graças a muita campanha publicitária e a consagração do fanatismo futebolístico nas regras de convívio social.

Mas o "imaculado" Luciano Huck se esqueceu disso e pensou que a derrota gerou danos graves ao Brasil. O infeliz comparou a derrota a tragédias como o que aconteceu nos EUA em 11 de setembro de 2011, com gigantesco número de vítimas fatais e graves danos materiais. Ou esse Luciano Huck é burro ou estava querendo ser simpático para os torcedores cometendo essa gafe imperdoável.

Comparar uma forma de diversão a uma tragédia de danos graves é desumano e alucinado. Coisa de fanático alienado. Quem pensa que uma derrotinha no futebol é "tragédia" não deve viver no mundo real. O futebol precisa perder popularidade no Brasil para que asneiras como essa não possam ser mais ditas. Afinal, futebol não foi feito para ser levado a sério.

Huck, que há pouco tempo foi criticado por incentivar o turismo sexual e frequentemente por roubar ideias de outros para seus quadros, além de fazer caridade estereotipada e paliativa, ignora quem não curte futebol e sempre se aproveita de algum evento marcante para se autopromover. Tudo coerentemente com o maligno plano secreto que ele está bolando ao lado de seu verdadeiro amigo, Aécio Neves, que como os outros tem que oferecer algo ao narigudo apresentador para poder ser amado, já que seres humanos não são a especialidade do apresentador oportunista.

Brasileiros sempre vão arrumar um jeito de dizer que o futebol é importante

Quando o vício é muito forte, fica difícil largar. Ainda mais quando o vício é repartido por uma imensa quantidade de pessoas e aprovado por autoridades e largamente difundido pela mídia. 

Tenho lido pela internet muitos textos reagindo às críticas do fanatismo futebolístico. Os entusiastas do futebol, incluindo os patriotas de copa que fingem gostar do mesmo só para não ser excluído da sociedade, se incomodaram com o - suposto - fim da unanimidade do futebol. 

Para quem não sabe, o mito da unanimidade (falso, pois futebol nunca foi unânime) é um dos principais motivos que dão prazer para quem é aficionado pela famosa modalidade esportiva. Descobrir que existem brasileiros dispostos a passar bem longe de um gramado e que não trata Neymar como se fosse seu parente, incomodou muito os torcedores que sempre acreditavam que o gosto pelo futebol fosse biológico.

Ao ver essa unanimidade rompida e os excessos (de uma vez por todas: não criticamos "O" futebol e sim aos seus excessos e reprovamos o fato de uma forma de lazer ser tratada com tanta seriedade) questionados, os entusiastas do futebol se apressaram a escrever textos e mais textos, alguns com absurdas teses forjadas, tentando justificar a seriedade com que o futebol é tratado.

E bote absurdas nisso. Não vou ficar citando tais teses, pois não é o propósito desta postagem. Até porque está muito fácil achá-las. A internet não para de exibir textos deste tipo, na tentativa frustrada de devolver a (falsa) unanimidade ao futebol.

O que os defensores do futebol não conseguem perceber é que o futebol não passa de uma diversão supérflua. E é realmente estranho ver quase toda uma população tratando um lazer supérfluo como se fosse assunto de segurança nacional. 

Interessante que eles se ofendem quando chamamos de burros, mas ao ler a maioria dos textos, salvo raras exceções, nota-se uma limitada linha de raciocínio, como se eles se esquecessem de alguns detalhes na hora de argumentar sua defesa. Além de que muitos textos pró-futebol não passam de um vergonhoso desfile de asneiras, coisa típica de quem prefere descansar o cérebro na hora da diversão.

Não torço pelo fim do futebol. Torço para que ele um dia seja tratado como forma comum de lazer. Como se fosse um esporte como outro qualquer. Que a copa de futebol seja tratada como as outras copas, sem parar o país, sem monopolizar os assuntos e sem gritarias na janela de minha casa. E para isso, o mito construído em torno do futebol tem que ruir. O futebol brasileiro, sobretudo a "seleção" e os times prestigiados tem que amargar sucessivas derrotas para quebrar o encanto e forçar o amadurecimento coletivo da sociedade brasileira. Que cá pra nós, não é nada amadurecida.

Pois colocar uma forma de lazer supérfluo como interesse máximo de uma nação lembra muito as crianças que preferem brincar do que estudar. E por muito tempo essa brincadeira do futebol não parece ter mais graça. 

sábado, 5 de julho de 2014

Vitória com gosto de derrota

Ontem mais uma vez a "seleção" repetiu a sua rotina de vitórias em copa. Estava ficando cada vez mais fácil. Mas agora não vai ficar. A sua maior estrela, Neymar - que segundo as más línguas, carrega sozinho as responsabilidades de sua equipe - acabou se machucando gravemente e não houve jeito: foi eliminado da copa, desfalcando radicalmente a "seleção". Desta vez nem a Nike pode salvá-lo do grave dano físico que quase o aleijou. 

Agora, sem a sua maior estrela e sem o capitão - expulso no último jogo e punido com a eliminação - a equipe de amarelados entra com a moral baixa no próximo jogo, o primeiro desta copa a enfrentar uma seleção forte, a Alemanha, que se ganhar, poderá virar Tetra, ameaçando a falsa hegemonia do futebol brasileiro, que para quem é bem informado, não é a melhor do mundo coisa nenhuma. Um mito tão falso quanto coelhinhos da páscoa que bota ovos feitos de chocolate.

E assim, o sonho do "hexa" fica ameaçado, logo em sua própria casa. Até porque se observarmos o desempenho dos jogadores amarelados até agora, chega-se a conclusão de que ela foi naturalmente eliminada. Porque até agora a "seleção" foi Neymar. Sem ele, a equipe que entra é totalmente diferente. Muito longe da mitologia mágica que o cercava.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Assim caminha a humanidade em nosso país

Imagens que falam por si só. Povo tolo.


Pais ensinam aos filhos o "valor" do futebol. Ensinar a pensar, nem pensar!

E muito comum que pais usem os filhos como "espelho" de suas próprias ilusões. Fazer filhos é fácil, mas criá-los é difícil. Educá-los é mais difícil ainda e para muitos pais, "educar" e na verdade transferir os valores em que acreditam para os cérebros em formação dos pobres inocentes. Valores certos, mas valores errados também.

Brasileiros adultos também costumam ser bastante ingênuos. Construíram seu acervo de convicções com base na fé e não na razão. A mídia e as regras sociais, por meio de indivíduos socialmente prestigiados, lhes deu todas as ideias devidamente "mastigadas" para que a população apenas absorva e ponha em prática. Muitas vezes são ideias pessoais de quem as lança e muitas vezes opostas aquilo que a lógica e o bom senso conseguem provar.

E são esses valores aprendidos através da mídia e das tradições sociais, adquiridos sem qualquer tipo de verificação, que os pais transferem aos filhos como desculpa de que "estão educando". São na verdade erros que são passados adiante, de geração a geração. Não é de surpreender ver problemas seculares durando até hoje. Com ideias erradas sobrevivendo gerações, é lógico que as consequências dessas ideias erradas sejam mantidas décadas e até séculos.

Brasileiros são um povo que até agora não sabe como resolver seus problemas cotidianos. E como não sabe, prefere fugir deles através de ilusões. Religião, drogas, lazer fútil e principalmente futebol, fazem parte desse conjunto de "abrigos" feitos para aqueles que se recusam, por não querer, por não saber ou até por medo mesmo, a enfrentar os verdadeiros desafios do cotidiano que não se resumem a ir ao trabalho todos os dias para fazer as vontades de chefes mau humorados.

O futebol, a maior dessas fugas, é muito usado, sobretudo pelos pais na hora e transmitirem suas ilusões e frustrações para os seus filhos, pensando que estão os educando. Um site brasileiro de celebridades mostrou uma apresentadora, mulher de um apresentador conhecido pelo seu nariz proeminente (e de grande influencia social), vestindo seus filhos com os cores do uniforme da "seleção". Interessante lembrar que para os pais que cometem esse erro (lazer não se impõe), eles estão "educando" seus filhos. Com isso nada muda.

E o mais interessante ainda e ver os mesmos pais se recusando a ensinar seus filhos a pensar. Se não bastasse o fato de ensinar o "futebol" ser algo bem  supérfluo, os pais cometem o agressivo equivoco de obrigar seus filhos a terem o mesmo gosto pelo lazer. Ao invés de esperar o interesse se manifestar em seus filhos, preferem impor seus gostos pessoais aos pequenos, acreditando que "não estão fazendo mal algum". Mesmo não sendo um mal aparente (a noção de bem e mal dos brasileiros é estereotipada), essa imposição pode gerar danos graves aos filhos, que só são perceptíveis por quem sofre e por quem tem o discernimento bem desenvolvido.

Mas não se vê o mesmo empenho dos pais na hora de ensiná-los a pensar e decidir, o que seria muito mais relevante em matéria de educação. Mas talvez para esses pais ensinar o filho a pensar fosse ruim: além do risco dos filhos se tornarem desobedientes, superarão os pais em intelecto, frustando ainda mais os pais, cheios de frustrações que os obrigam a viver encastelados em ilusões de todos os tipos.

Por isso mesmo é muito mais confortável ensinar seus filhos a gostar de futebol. Com isso ensinam aos seus filhos o "valor" da obediência cega, além de usá-los como executores das ilusões paternas, fazendo com que a cada geração a sociedade piore como um todo, se tornando incapaz de resolver  os problemas que só crescem a cada ano (lembrando que o desenvolvimento tecnológico nos traz novos tipos de problemas, ainda mais complexos). 

E dá-lhe mais ilusões como um confortável abrigo para os brasileiros fugirem desses problemas, criando um ciclo vicioso que nunca acaba.

O futebol no Brasil é uma piada que se repete

Se não bastasse as repetidas e rotineiras vitórias que a seleção brasileira de futebol alcança nas copas e em jogos considerados mais importantes, criando uma rotina que só consegue agradar quem é viciado no maior ópio do povo  em nosso país, os torcedores também apelam para gracinhas tolas que são repetidas à exaustão, torrando a paciência de quem quer viver longe dessa hipnótica hegemonia futebolística.

Quando ligamos a TV somos brindados por um festival de gracinhas feitas por torcedores que são repetidas à exaustão. Claro, uma população que só consegue gostar de uma forma de lazer certamente nunca terá a criatividade necessária para bolar algo que não chateie.

Afinal, o futebol, que em si é uma piada repetida muitas vezes só pode render piadas repetitivas, pois o seu universo é bastante limitado. Tão limitado quanto o nível intelectual dos jogadores e de grande maioria dos torcedores. Não há como esperar novidades de um setor onde até a vitória dos amarelados é bastante rotineira.

E o que me intriga é porque as pessoas não conseguem se cansar de tanta repetição. Como algo lançado como um mantra feroz não consegue entediar cérebros tão fracos que costumam se entendiar com qualquer outra coisa? Só mesmo a hipnose midiática muito bem conduzida, com o apoio das tradições sociais consegue transformar algo tão repetitivo em prioridade máxima nacional.

E por essas e outras, o futebol se transformou em uma piada repetitiva que só consegue ter graça para os que se submetem a ela. E mais: a única piada que quanto mais repetitiva for, mais divertida será. Mas para mim, essa piada já nasceu sem graça.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Mídia extrapola nas bobagens durante as copas do mundo

Não sou fã de TV. Assisto mais os seriados de canais como Warner e Nickelodeon e documentários do Natgeo e do Discovery. Se eu pudesse pagar para assinar por apenas estes canais estaria satisfeito (embora gostasse bastante de canais que só vendem em pacotes muito avançados. O resto é resto e a sua falta não me incomoda.

A mídia em geral e principalmente a TV aberta fica um nojo durante a copa. Desesperados em transformar um esporte sem graça como o futebol em conto de fada, não mede esforços para colocar próteses de magia e de civismo para que a população se iluda e que a tal modalidade tenha adesão quase total. Como brasileiros não são racionais, todo mundo acha natural e até maravilhoso curtir um esporte tão medíocre. Afinal somente pessoas de mente medíocre tem um esporte medíocre como o futebol.

E não venham me dizer que o futebol não é medíocre. É MEDIOCRE! Toda a sua magia na verdade é postiça, graças a um excelente trabalho de publicidade proselitista e de tradições sociais transmitidas de uma geração a outra. Ou Acham mágico um esporte onde se caracteriza por uma corrida, um chute na bola, uma entrada na rede, gente gritando E SÓ?

E justamente para completar o protético trabalho de embutir falsa magia ao mesmo, muitas besteiras são lançadas em forma de violenta rajada pela mídia. As televisões, sobretudo apelam para o extremo da babaquice em suas programações, principalmente nos "sisudos" telejornais, que em épocas de copa ficam piores do que show de calouros de fundo de quintal.

Tudo para aumentar a importância de uma mera brincadeira que se não fosse levada a sério até seria válida. Mas como para a maior parte da população, o futebol chega a ser tratado como assunto de segurança nacional, chaga a parar o país e tratar os jogadores como soldados valentes, tratando o seu desempenho como se a vida dos brasileiros dependesse da vitória de uma "seleção".

Mas liga-se a TV e vem muitas bobagens de todos os tipos. Até tem diminuído um pouquinho de nada, visto a descoberta da farsa da unanimidade do futebol no gosto dos brasileiros. Futebol nunca foi unânime, mas com a internet, essa gente esquecida que prefere ignorar Neymar & CIA teve a oportunidade de mostrar a sua cara. Bom, se o futebol em publicidades deixou de ser monopolizante, ainda continua hegemônico.

Por isso mesmo, aqueles que preferem passar longe do esporte de Charles Miller, já completamente abandonados por tudo e por todos, até pelos amigos que preferem o "sagrado" culto aos amarelados, seguem bem longe da mídia hipnotizante que nesta época tem o desprazer de só falar em um assunto só, renegando a vocação brasileira para a diversidade, esta muito bem ausente no gosto pelo esporte.

domingo, 29 de junho de 2014

Tipos de torcedores de futebol

Mesmo sendo uma quase unanimidade, pelo menos em aparência, o futebol não poderia ser curtido da mesma forma em uma sociedade tão diversificada. Mesmo admitindo gostar da modalidade esportiva, cada pessoa procura curtir da forma mais pessoal possível.

Com base nisso e após observar algumas características, classifiquei os tipos de torcedores de acordo com o comportamento que demonstram em relação ao futebol. Vamos aos tipos.

O Torcedor Fiel - é aquele que gosta do futebol sempre, seja em copa, seja fora dela, não chega a ser tão técnico quanto o especialista, mas demonstra uma fidelidade ao prazer do esporte, que se torna o seu hobby preferido. É bastante dedicado e não se limita a modismos. A maior parte da torcida masculina pertence a este tipo.

O Torcedor Especialista - Também fiel, difere do anterior por entender mais da parte técnica do futebol. Conhece os jargões e analisa as jogadas de forma mais detalhista e científica, podendo também ser conhecido como "torcedor intelectual". Conhece os bastidores (mas não tanto quanto o tipo realista, como veremos a seguir), mas não se aprofunda neste aspecto, preferindo se dedicar ao que acontece em campo.

O Torcedor Realista - Outro tipo similar ao fiel, mas concentrado ao que acontece nos bastidores. Conhece as falcatruas que acontecem longe dos olhos do público e muitas vezes luta contra elas, apesar de continuar gostando de futebol. Aliás, é uma das metas desse tipo de torcedor lutar por um futebol mais "limpo", longe da influência de cartolas e patrocinadores. Costumam ser bastante politizados (com escolaridade alta) e normalmente respeitam quem não curte futebol.

O Torcedor Modista - Do contrário do fiel, só gosta de futebol por saber que é um esporte popular. Gosta de imitar o que as multidões fazem. Para este tipo de torcedor, o fato da modalidade esportiva ter um grande número de adeptos é mais importante que o futebol em si. Altamente submisso a mídia e a regras sociais, larga tudo pelo futebol, mas ignorando a parte técnica e ainda mais os bastidores (algo que parece não existir para este tipo de torcedor, se parecendo muito com o tipo alienado neste aspecto). Gosta apenas dos gritos e do clima altamente catártico inerente a ritualística do futebol em nosso país. É neste tipo de torcedor que se encontram a maior parte das mulheres, embora grande parte delas esteja no tipo "Patriota de Copa", que veremos a seguir. Outra característica: o modista costuma ter uma vida social intensa e movimentada em seu cotidiano extra-futebol.

O Patriota de Copa - Tipo de torcedor modista que só interessa pelo esporte em tempos de copa. O nome sugere que este tipo de torcedor trate o evento como um dever cívico. Age como o modista, mas acrescenta a isso a noção errada de que o futebol é importante para o país, chegando a confundir a "seleção" com o próprio território nacional, transferindo os símbolos de amor cívico a exaltação da equipe oficial de futebol. Embora exista gente de ambos os sexos, as mulheres são maioria neste tipo.

O Hooligan - Este tipo de torcedor se caracteriza pelo extremo fanatismo e defende o seu time de forma mais agressiva possível. Leva a sério o aspecto catártico e viril do futebol e não mede esforços para que adversários e alguns simpatizantes sejam espancados, muitas vezes até a morte. Não confundam com agressores que se infiltram nas torcidas só para agredir: diferentes destes, os hooligans usam a paixão pelo futebol como motivação para as suas brigas. Adoram futebol, mas defendem o seu hobby da pior maneira, causando muitas confusões. São comuns em torcidas organizadas.

O Torcedor Troll - Mistura do tipo modista com uma versão muito mais branda do hooligan, este tipo está muito mais interessado em usar o futebol para berrar, tocar cornetas, fazer barulho e usar a catarse para liberar seus instintos. Gosta de futebol, presta atenção dos lances, mas demonstra uma certa ansiedade em se agitar, sem se importar com o sossego alheio. Se divertem ofendendo torcedores de times adversários e quem não curte futebol. É muito comum no Rio de Janeiro e entre adolescentes e crianças crescidas (a partir dos 7 anos) de qualquer parte do país.

O Torcedor Tranquilo - É aquele que não costuma fazer barulho em comemorações, não costuma errar, preferindo outras formas de comemoração. Não gosta do comportamento da maior parte das torcidas, preferindo assistir seu futebol em um lugar tranquilo e silencioso. Geralmente se parece com o tipo especialista, já que o foco dele é o futebol em si e não o clima de festa anexado a ele, lhe dando a oportunidade maior de se dedicar mais a parte técnica da modalidade.

O Torcedor Alienado - Conhecido também como "torcedor religioso" por tratar o futebol como se fosse uma "religião", é o oposto dos tipos realista e especialista: gosta de futebol, mas tem uma perspectiva ingênua em relação a modalidade. É extremamente otimista em relação a honestidade no futebol e prefere acreditar que toda a falcatrua ocorrida nos bastidores seja encarada como mentira, um boato para tirar o prazer do futebol. Acredita cegamente nos seus ídolos (tratados como se continuassem sendo os velhos peladeiros de seus campinhos de várzea) e constrói uma aura de conto de fadas ao redor do futebol, enxergando apenas o lado positivo da modalidade. O nível de fanatismo costuma ser tão extremo que o dos hoolligans, mas com a diferença de que os alienados são pacíficos, avessos a agressividade. É um tipo muito comum nas classes pobres, nas cidades interioranas e em pessoas de baixa escolaridade.

O Torcedor Extra-copa - Raro, mas existente. É aquele torcedor que prefere os campeonatos regionais e nacionais e não costuma cultuar a "seleção". Muitas vezes vê os jogos das copas, mas sem a empolgação que demonstra no futebol de sua região. Prefere torcer para seu time do que para a "seleção", admitindo que os jogadores atuam bem melhor em seus times. Tem uma perspectiva parecida com o do tipo realista em relação ao futebol, mas acha que a corrupção pode ser mais facilmente eliminada no futebol regional, já que para ele, as instituições como FIFA sejam muito mais corruptas que as federações locais. Como os realistas, costumam respeitar quem não curte futebol.

sábado, 28 de junho de 2014

Conto de fadas perdoa corrupção


Um livro que comecei a ler, O Lado Sujo do Futebol, está mostrando o que eu estava careca de saber, mas não tinha como comprovar: futebol é um antro de corrupção e cartas marcadas. Muita gente sabe que onde entra poder e muito dinheiro, entra também um festival de irregularidades.


Mas o povo, mesmo desconfiado, prefere ficar longe disso. Prefere ignorar as denúncias do livro e retomar a sua infantilesca ilusão. O clima de contos de fadas anexado ao futebol e transmitido a gerações por muitos anos, graças a um complexo, poderoso e exclusivo sistema de publicidade bélica e insistente, é muito forte e arraigado para ser deixado de lado.

Os brasileiros gostam de futebol porque são induzidos a isso. Uma prova de sucesso absoluto de um trabalho publicitário muito bem executado. E não há quem tire os brasileiros desse fanatismo hipnotizante. Nem mesmo as surpreendentes, mas realistas denúncias de corrupção de seus ídolos ("rei morto, rei posto", é o que a tradição diz).

Essa publicidade, que já é armada pelos barões do futebol, os verdadeiros jogadores dessa copa, feita para colocar os dirigentes brasileiros na cúpula da FIFA, além de colocar os brasileiros em uma hipnótica submissão ao futebol, onde se comportam como verdadeiros reféns, transforma a sua ilusão em razão de viver, pois torcedores, gritam, brigam, matam e morrem por causa dessa emoção barata do futebol.

E justamente por serem reféns, preferem continuar com esta síndrome de Estocolmo de amar o seu sequestrador, o mais corrupto dos esportes, fazendo de tudo para dissociá-lo da triste realidade que a população se recusa a enxergar. Crendo na falácia de que os jogadores, cúmplices deste esquema, foram tão enganados quanto a população de torcedores.

Triste ver uma submissão absoluta a um esporte tão medíocre e tao corrupto. Mais uma vez vemos a ingênua população brasileira completamente emburrecida e cega pela luz artificial daquilo que preferem considerar como seu "maior prazer".

Quem ganha dinheiro com o futebol agradece a esta submissão e certamente irá trabalhar para que a santa hipnose de cada 4 anos se mantenha, transformando uma ilusão em realidade maior e fazendo com que os brasileiros briguem pelo direito de serem enganados. Igualzinho naquela fábula do cavalo de Tróia, em que a população, iludida pela beleza de uma bela estátua, é seguidamente atacada por soldados que estava dentro dela, após ignorar avisos de prevenção.

O melhor vídeo sobre a copa

Este ótimo vídeo gravado pela diretora teatral Luíza Romão, denominado ''Palpites da copa'', é um dos mais inteligentes que eu já vi. Sem rancor, altamente poético e cheio de rimas inteligentes, ele critica não o esporte (realmente o futebol, em si nada tem de errado - o que o cerca é que é errado), mas a alienação, o fanatismo, o consumismo e a corrupção que está por trás. 

Parabéns à Luíza e a equipe que conseguiu fazer um vídeo bem inteligente que, como diz na descrição do YouTube, é o melhor vídeo sobre a copa.




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Justificativas mais comuns para tentar classificar o futebol como "importante"

O brasileiro é fanático por futebol. Fanático no PIOR sentido da palavra. A sua adoração doentia por futebol é infantil, irresponsável e extremamente ridícula. Nesta época do ano, os brasileiros passam a agir feito imbecis e se acham no direito de ser imbecis, desde que não sejam chamados de imbecis.

E entre as imbecilidades do brasileiro em épocas de copa é associar futebol a patriotismo, como se a dignidade do brasileiro dependesse da vitória em um supérfluo e inócuo campeonato de futebol. E não faltam pessoas que saem a procura de argumentos e justificativas para a excessiva importância dada ao futebol.

Sendo extremamente popular, mas ao mesmo tempo ridículo, para muitos é menos trabalhoso tentar inventar uma importância ao futebol do que assumir a sua ridiculosidade e abandonar o hobby que garante o bem estar social para a maioria dos brasileiros.

Bom lembrar que antes de tudo, o ato de gostar de futebol, mais ainda em épocas de copa, é uma obrigação social, quase uma regra de etiqueta. E brasileiros, sendo seres sociais como todo ser humano, sabem muito bem que abrir mão do futebol é abrir mão de direitos que somente o adequado convívio social pode oferecer.

Por isso mesmo, para tentar tirar o título de "ridículo" daquilo que eles não querem ou não podem largar, arrumam argumentos mais ou menos nobres para que o futebol possa ser visto como "importante" e que justifique a sua dedicação quase exclusiva em épocas de copa. Vamos a algumas delas:

1) Futebol traz dignidade ao país

Futebol nada tem a ver com dignidade. É uma forma de lazer. Sermos considerados o melhor no futebol não traz nenhum tipo de ganho para o cotidiano dos brasileiros. E isso já é comprovado através das 5 vitórias que tivemos. Influiu em alguma melhoria? Claro que não! Mas ainda tem muita gente que ainda acredita que a vitória no futebol ainda vai eliminar os nossos problemas...

2) Futebol é oportunidade para o povo pobre

Em termos. O futebol serve como uma loteria onde apenas uma esmagada minoria de garotos pobres, portadores de muita sorte, consegue ganhar dinheiro e mudar de vida, abandonando a miséria. Além disso, por desestimular a educação, mesmo o garoto pobre que vira magnata só por chutar umas bolinhas, continua tão "sábio" quanto era antes, demonstrando muitas vezes uma vida irresponsável, passiva, submissa e extremamente alienada, provando que o enriquecimento financeiro não ajudou no enriquecimento intelectual do ex-pobretão.

3) Futebol dá alegria ao povo

Alegria? Que alegria? Ao menos que você não saiba o que é alegria, não dá para concordar com este argumento. A alegria que o futebol proporciona é ficcional, é ilusória. Não é uma alegria concreta. O futebol não traz benefícios aos seus torcedores, apenas os entretêm. É mais fácil classificar o futebol como uma fuga dos problemas do que um gerador de felicidade. 

E observando melhor, sabe-se que pelo menos 90% dos que curtem futebol tem uma personalidade passiva, submissa, piegas e demonstram total desprezo a mudanças radicais e também adoram seguir regras e obedecer líderes. Como uma pessoa assim pode desejar a verdadeira felicidade através de uma mera ilusão?

E outra coisa: comediantes também dão alegria ao povo e ninguém fica dizendo que nomes como Fábio Porchat e Paulo Gustavo são heróis só porque fazem as pessoas sorrirem. Não se vê no humor os mesmos tipos de comentário que se veem no futebol, mesmo que o tipo de alegria adquirida seja o mesmo.

4) Futebol une pessoas de diferentes classes, credos, raças e ideologias

Pura hipocrisia acreditar que pessoas que em outras situações vivem se digladiando, possam se unir durante duas horinhas para curtir um prazer em comum. É um forçamento de barra para transformar o futebol em ativismo social. 

E será que temos que depender de um mero lazerzinho para fazer a humanidade aprender a se unir? Sinceramente, conheço formas muito mais nobres para ensinar as pessoas a amar e se respeitar do que o futebol. 

Lembrando que o mesmo futebol que une pessoas diferentes pode separar relações de afeto onde uma das pessoas, ou mais, não curte futebol.

5) Futebol nos ensina a ser patriotas

Que absurdo! Quer dizer que o Brasil não é um país, é um time de 11 jogadores? Na verdade, quanto a isso, o futebol faz justamente o contrário: dá uma noção erradíssima do que é patriotismo, banaliza símbolos cívicos e mantém os torcedores bem longe do verdadeiro patriotismo, aquele que luta bravamente (sem medo de ser morto por policiais submissos a governos e empresários) pela melhoria de nossa sociedade. 

O país é a população, não o futebol. O Brasil continuará existindo se o futebol for extinto.

6) Futebol favorece  a nossa economia

O Brasil tem inúmeros produtos que fazem a economia funcionar. O futebol não passa de uma delas e das mais pífias. Embora muito dinheiro role pelos gramados, temos muitos outros motivos para que o sistema de produção de mercadorias e serviços e de geração de renda seja mantido em intensa movimentação. O futebol ajuda, mas sem ele continuamos a crescer, graças a imensa diversidade de produtos e serviços que temos condições de oferecer.

7) Futebol nos dá orgulho

Se fôssemos um país pequeno e sem diversidade, esse argumento até que faria algum sentido. mas essa declaração soa ofensiva se lembrarmos que somos parte de um país imenso e totalmente diversificado. 

Somente a baixa auto-estima (complexo de vira-lata) pode fazer que uma reles brincadeirinha seja vista como motivo maior de orgulho. E a nossa cultura? E as nossas belezas naturais? E a nossa culinária?  E a nossa ciência?  E a nossa gente? E as outras modalidades esportivas? Isso tudo não nos dá orgulho? 

Querer que o futebol seja única fonte de orgulho é pensar pequeno.

8) O futebol nos representa lá fora

Como se não tivéssemos outro motivo para nos fazer conhecidos no exterior. É até chato para um brasileiro ser famoso por uma coisa só. Parece gafe de autista: lá vem os estrangeiros rirem de nossa cara porque superestimamos uma forma de lazer. 

Até mesmo sociedades fanáticas por futebol, como a Alemanha, a Inglaterra e a Argentina, sabem colocar as coisas no lugar e acham muita graça do nosso "patriotismo de copa" onde país e time de futebol são embaralhados e inversamente idolatrados. Lembrando que nossa diversidade oferece muitas coisas muito melhores do que o reles futebol, para sermos conhecidos no exterior.

9) Futebol tira os jovens das drogas

Essa é a falácia mais cara de pau defendida por quem curte futebol. Como se tirar os jovens das drogas estivesse incluído entre as regras de prática desta modalidade esportiva. A lógica mostra que o futebol nada tem a ver com sua capacidade de desviar o jovem das drogas e que é faz isso é um bom trabalho educacional, que pode ser feito até com quem odeia futebol (ou seja, não é preciso futebol para tirar jovens das drogas). Por outro lado, em alguns casos, o futebol pode até apresentar os jovens às drogas: 

a) jogadores famosos se envolvem com celebridades, meio onde circula muitas drogas; 
b) por ser uma atividade competitiva, esteroides, anabolizantes ou qualquer substância pode ser usada para o aumento de desempenho. Muitas dessas substâncias podem até viciar e gerar graves danos ao organismo.
c) Um jogador de futebol que entrar em depressão em uma atividade que envolve muita cobrança ode encontrar nas drogas a perfeita fuga para o fracasso.

Como veem, a falácia de que futebol é necessário para afastar os jovens das drogas é uma crendice tola que não faz sentido e que na passa de uma desculpa para justificar a suposta importância do futebol.

10) Futebol é a maior paixão do povo brasileiro

Paixão? Coisa nenhuma! Uma observação detalhada pode derrubar violentamente este argumento, se lembrarmos que brasileiros são muito vulneráveis a modismos, acreditando que o que a maioria faz está sempre correto. Pesquisas comprovam que quem gosta REALMENTE de futebol é uma pequena minoria. O futebol é bom para os brasileiros PORQUE É POPULAR e é esse o verdadeiro motivo de tanta adesão. A maioria adota o suposto hobby como uma espécie de modismo duradouro, para se sentir incluído na sociedade. 

O próprio comportamento da maior parte dos torcedores durante os jogos (assistindo como se o jogo em si fosse uma preliminar para o grito de "GOL!", verdadeiro objetivo dos que assistem aos jogos) e o desinteresse pela parte técnica e pelos bastidores (incluindo a corrupção feita para favorecer equipes) mostra que brasileiro não gosta de futebol coisa nenhuma: simplesmente está de olho na festa que vem após a vitória da "seleção" ou de seu time favorito. A festa que servirá para se sentir incluído na coletividade, num estranho hábito de legitimação da histeria.

E tenho a absoluta certeza de que, se o futebol fosse impopular, boa parte desses "patriotas de copa" estariam bem longe do futebol, tratando Neymar & CIA como um bando de desconhecidos.
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