terça-feira, 17 de julho de 2018

Para entender o ridículo de se priorizar o futebol


A última copa de futebol mostrou que os brasileiros ainda estão muito longe da evolução. Esta postagem vai tentar mostrar como é ridículo o fato dos brasileiros colocarem o futebol acima de tudo, considerando de extrema importância uma reles vitória em algo que no fundo não passa de uma brincadeira. 

Isso, quando deveríamos estar lutando pelos direitos que estão nos sendo tirados desde 2016, quando o mesmo povo vestiu as camisas da sua amada "seleção" para, por motivos puramente ideológicos, tirar uma presidente honesta de um país relativamente equilibrado - cujos problemas poderia ser resolvidos de outras formas - para colocar uma máfia comprometida com o capital estrangeiro que rapidamente vem destruindo o país.

Reparem bem o nosso empenho quando nos envolvemos com futebol. É um empenho jamais visto em situações muito mai necessárias. Pelo jeito, futebol é o que mais queremos, é a nossa máxima prioridade. Somos o povo que coloca futebol acima de tudo. Futebol em todos os assuntos. 

Nos magoamos diante de derrotas no futebol enquanto nos tranquilizamos diante de derrotas muito mais sérias como as que vem acontecendo desde 2016. Podem nos tirar tudo, desde que mantenham apenas o futebol. Se todo o Brasil for destruído por uma bomba atômica e só sobrar o Maracanã, os brasileiros certamente respirarão aliviados.

Pois para os brasileiros, o futebol é o que mais interessa. É o que mais o povo quer. Sim, o mero futebol. Uma reles forma de lazer. Damos importância máxima a algo criado apenas como mero passatempo. Uma coisa a fazer quando não temos nada importante. Um supérfluo. Algo que se fosse extinto não casaria o menor tipo de problema.

Prestem bem atenção: somos um povo que prioriza uma diversão. Prioriza algo supérfluo. Não conseguimos resolver nossos problemas mais simples porque priorizamos uma forma de lazer. Queremos ser os melhores no mundo no divertimento enquanto outras nações se destacam em setores muito mais necessários.

Queremos ser os melhores no futebol. É isso que queremos e só isso nos anima. Não queremos ser melhores em outros esportes. Não queremos ser melhores em outras formas de lazer. Só queremos ser os melhores no futebol. 

Ser melhores em outras coisas, sérias ou não, não nos interessa. Tudo o que queremos é ser os melhores no futebol. Fomos educados a isto e assim continuamos. Até o dia em que o nosso futebol não foz mais o melhor do mundo.

E quando isto acontecer, em quê seremos os melhores diante do mundo, se nunca nos esforçamos em ser melhores em uma atividade que vai além de correr atrás de uma bolinha para chutá-la em uma rede. O nosso fascínio pelo futebol comprova nossa baixa-auto-estima e nossa ridiculosidade.

Temos orgulho em sermos ridículos. Talvez os melhores ridículos do mundo.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Viúvas da copa continuam chorando a eliminação do Brasil


No Brasil, futebol é assunto de prioridade máxima. O Brasil pode estar uma merda e até explodir, mas o que importa é a vitória no futebol. Mas tem gente que leva isso a extremos ainda maiores. Vários sites até agora choram a eliminação ocorrida no último dia 06, pela Bélgica. 

E ainda há muitos que ainda choram o 7x1 sofrido em casa no ano de 2014, culminando no golpe político que tirou uma presidente honesta para colocar uma máfia no lugar. Já imagino que a raiva pela eliminação fará com que Bolsonaro seja eleito. 

Acho que até pela raiva de não ter obtido o hexa, as esquerdas, normalmente anti-bolsonaristas, devem votar no capitão só por birra. 

De qualquer forma, os sites políticos, sobretudo os de esquerda, ainda continuam chorando a eliminação e nunca perdem a oportunidade de ficar remoendo a mágoa. Bando de otários.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Gafe cometida pela cantora Thaeme comprova obrgatoriedade do gosto pelo futebol

O futebol é uma obrigação social no país, além de ser uma prioridade máxima para os brasileiros. Ser campeão em uma copa de futebol é muito mais importante do que qualidade de vida e dignidade. O Brasil piora cada vez mais e nós, como crianças de apenas 518 aninhos, queremos somente a vitória no futebol. nada mais nos alegra além de ver a seleção levantando o caneco.

Por isso que muita gene que sequer sabe o significado da palavra "zagueiro" posa de entendido de futebol durante as copas. Ainda acreditamos no mito idiota dos 200 milhões de técnicos de futebol quando na verdade somente uma pequena parcela da população realmente gosta do esporte. A maioria tem medo da solidão e sabe muito bem que futebol é o melhor agregador social, por conseguir unir gregos e troianos (ou geraldinos e arquibaldos?) no Brasil. Quem não curte futebol é condenado a comer a poeira da solidão eterna.

Graças a esta obrigatoriedade social imposta aos brasileiros, vemos aberrações em que pessoas que nunca entraram em um estádio de futebol se metem a entender da modalidade só para obter reseito e prestigio social, fazendo o que está na moda, correndo atrás da manada futebolistica. A gafe cometida pela cantora Thaeme é um bom exemplo, embora não seja o único, não seja o primeiro, nem o último e sequer uma exceção à regra.

Thaeme postou nas redes sociais uma mensagem que sugeria uma esperança em ver a seleção brasileira de futebol vencerndo a copa atual. "Ansiedade me define em dia de jogo do Brasil. Coração chega estar apertado. Vem hexa!". Só que a seleção dos analfabetos amarelados foi eliminada no último dia 06, com os jogadores retornando aos seus países na europa para jogar nos times locais.

A cantora, percebendo a gafe tentou corrigir de forma atrapalhada, dizendo que estava "se adiantando para a próxima copa", deixando bem claro o seu pedantismo sobre o futebol. Coisas que todos fazem para tentar agradar aos outros em uma sociedade infantil que considera o futebol a sua prioridade máxima.

domingo, 8 de julho de 2018

Esquerdas surtam com derrota da seleção brasileira

Sei que brasileiros são doidos por futebol a ponto de considerarem uma urgente prioridade. mas os esquerdistas deram um show de fanática histeria. Não aceitaram a eliminação do Brasil em um supérfluo lazer e não somente saem desesperados em busca de culpados para linchar como inventam teses absurdas.

Os malucos de esquerda agora cismam que teve um complô feito por corporações para que o Brasil não ganhasse a copa. Se fosse o contrário, eu acreditaria, pois é de interesse das grandes corporações que o povo brasileiro seja hipnotizado pelo futebol e esqueça assuntos sérios, para que a roubalheira capitalista não seja percebida.

Mas as esquerdas, que consideram o capitalista futebol um esporte "comunista" estão indo longe demais. O mesmo futebol de cartolas corruptos, patrocinado por grandes capitalistas e onde a maioria dos seus atletas gosta de Aécio ou de Bolsonaro, ou dos dois. O mesmo futebol que rende lucros exorbitantes a especuladores e rentistas, tratado como uma salvação "comunista" para o Brasil?

Certamente os lunáticos de esquerda devem acreditar que o hexacampeonato iria acabar com o golpe, com o bravo herói Neymar invadindo a  delegacia de Curitiba, arrombando a cela onde está Lula e lavá-lo de volta a liberdade, diretamente para o Palácio do Planalto para poder governar imediatamente, revogando todas as maldades de Temer.

Ora, ora, ora... Essas esquerdas estão sonhando muito alto. Deve ser a cerveja tomada durante a copa. O porre futebolístico nas mentes das esquerdas as enfiou em um apego doentio ao futebol, que deveria ser tratado apenas como uma forma de lazer saudável, mas foi convertido em desesperada tábua de salvação para um país mergulhado no golpe desde 2016.

Essas esquerdas enlouquecidas deveriam largar a política e virar todos comentaristas esportivos daqueles mais chatos. Se na política, as esquerdas divergem da grande mídia, nos esportes a finidade é total e incondicional. Não será surpresa vermos um desses canais de esquerda comprados pelas Organizações Globo por afinidade ideológica. 

No esporte, a recíproca já existe para a acoplagem. Só falta a coragem.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Alemanha fora da Copa, mas ela pode continuar jogando


A Alemanha foi eliminada na Copa. Brasileiros traumatizados com o 7x1 comemoraram, por vingança, com empolgação. Ainda mais que os amarelos garantiram a sua permanência no mesmo dia.

Mas a Alemanha poderia continuar na Copa. Bastaria se disfarçar de outros povos.

Poderia se disfarçar de alguma seleção do Extremo Oriente:




Ou poderia se disfarçar de alguma seleção do Oriente Médio:



Não entendeu a piada? Clique aqui e aqui.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Torça pela vitória da "seleção" senão vamos ter Bolsonaro presidente


Sei que futebol é apenas uma diversão e que nunca deveria ser levado a sério muito menos tratado como assunto político. Mas poucos sabem disso e a maioria dos brasileiros, incluindo gente influente, trata o futebol como assunto de urgência, como se a dignidade do Brasil dependesse de um título no futebol. Coisa de povo infantil, com um pouco mais de 500 anos de idade. Uma infância diante nações milenares.


Mas enquanto não amadurecemos e passamos a aprender de uma vez que país e time de futebol não são a mesma coisa, o futebol vai ditando as rédeas do povo brasileiro. E observando que após o 7x1 da copa passada - repararam que a eliminação da Alemanha foi comemorada no Brasil com muita empolgação, como uma vingança? - os brasileiros enfurecidos foram pedir a saída de Dilma com a camiseta da CBF - "seleção" confundida com o próprio país - como se ela fosse a culpada pelo péssimo desempenho de 11 deslumbrados vestidos de amarelo.

Vendo que o brasileiro prioriza o futebol mais do que a própria vida - houve casos de suicídio após o 7x1 - é de se saber que se a "seleção" brasileira não for pelo menos até as finais, o povo despertará a sua ira e transformará as urnas das próximas eleições em perfeitos vasos sanitários, colocando no poder um verdadeiro ignorante no poder: o ex-militar e candidato dos neo-pentecostais Jair Bolsonaro.

O povo usará a sua raiva pela sua insatisfação em sua forma de diversão favorita para exercer seu voto de protesto. Pouco interessa se o Brasil seja literalmente destruído a partir de então. Brasileiros não amam o Brasil, amam a "seleção" e o êxito que no futebol deve ser indispensável, na vida real tanto faz como tanto fez. 

Portanto, torça para a "seleção" chegar pelo menos a final. Mas saiba que a vitória de "seleção" não colocará um progressista no poder, mas um direitista mais moderado como Geraldo Alckmin ou até um centrista como Ciro Gomes que podem não ser tao bons quanto Lula, o melhor presidente que tivemos, mas não serão grotescos como Bolsonaro.

Não espere que a vitória da "seleção" possa levar um progressista ao Palácio do Planalto. As instituições estão comprometidas com o projeto executado de forma complexa de impedir um presidente esquerdista para as próximas gestões. O golpe não foi dado com supremo com tudo, para voltar como era nas gestões progressistas. Se preparem: teremos um direitista moderado no poder. A não ser que uns malucos elejam Bolsonaro, o maluco -maior.

Mas se ganhar no futebol, teremos um direitista moderado. Pode ser até que se o povinho se comportar direitinho, o direitista moderado que ocupar a presidência pode amenizar - eu falei amenizar, não revogar - as reformas de Temer, tornando as pelo menos palatáveis. Mas não importa perdemos direitos e soberania. Afinal temos o futebol, a unica coisa que nos orgulha. Para quase todos os brasileiros,um título no futebol compensa a desgraça de viver em um país totalmente dilacerado.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

De repente me deu uma vontade de virar direitista...

Está um nojo ler a mídia alternativa durante a copa. A mídia hegemônica também. Aliás, as duas resolveram falar das mesmas coisas: Futebol, futebol e futebol. Como se a segurança nacional dependesse de uma reles taça de ouro para ser resguardada.

Parece que a mídia alternativa está disputando aos tapas com a mídia corporativa a atenção dos torcedores de futebol. De repente, para a democrática mídia de esquerda, não há democracia no gosto pelo esporte: ou adere ao futebol ou morra sozinho! E seguindo o famoso Espiral do Silêncio, as esquerdas resolveram cair de cabeça, corpo e alma no esporte do direitista Neymar.

Enquanto a mídia estrangeira trata a copa como um assunto corriqueiro, aqui no Brasil, a copa vira um festivo monotema. Não se fala em outra coisa e até em assuntos alheios a copa, as mídias corporativa e alternativa arrumam um jeito de enfiar o futebol. Parece que a vitória dos amarelados ficou mais importante que a recuperação do Brasil. Legal, vamos fazer um alegre festão no meio dos escombros! 

Mas a direita, tudo bem ela gostar de futebol. Futebol tem características que agradam mais a direita, que é claramente interessada em usar as crises sucessivas do Brasil para lucrar financeiramente. Mas a esquerda, normalmente mais intelectualizada e altruísta que a direita, aderir a manada controlada pela direita, aí é uma decepção!

Não que as esquerdas não devessem gostar de futebol. Esquerdistas tem o direito de se divertir como quiser, mesmo da forma mais alienada. Mas tratassem com menos fanatismo, como um lazer qualquer e não como algo que vai tirar o Brasil do atoleiro. Vendo a maneira de como a esquerda está tratando o futebol nesta copa, dá até vontade de virar direitista.

Até porque a direita predomina em fóruns anti-futebol - por motivos bem diferentes dos meus, pois direitistas odeiam pobres e tudo que vem deles, inclusiva futebol, curiosamente o mais meritocrático dos esportes. Claro que é incômodo ter que ouvir xingamentos surreais para a esquerda, ideiais progressistas sendo contestados e defesas de teses esdrúxulas como a meritocracia e do direito dos ricos terem mais do que os outros, além de exaltações a ideologias que excluem tipos de pessoas. 

Mas pelo menos não há as tolices de confundir país com time de futebol e de achar que a vitória em uma copa irá tirar o Brasil da miséria e da crise e encerrar o golpe. Direitistas são burros e os direitistas que detestam o futebol (a maioria dos direitistas adora, bom lembrar), detestam por motivos burros. Mas pelo menos não ficam fazendo apologias surreais a um lazer supérfluo tradicionalmente confundido com dever cívico.

Futebol é lazer e deve ser tratado como tal. O mal não está no futebol e sim na superestimação a ele. Para mim, o futebol é chato de se ver. Só que mais chato ainda é ouvir elogios homéricos ao esporte, chegando a tratar como algo urgente, como se sem futebol os brasileiros morressem.

Sinceramente acho que os sites de esquerda estão perdendo tempo. O golpe foi dado com muita facilidade, pois a esquerda brasileira é fraca, embora pense que não é. Tenho a certeza que esta adesão maciça das esquerdas à copa pode se tornar uma verdadeira cilada que colocará o Brasil (o país, não a "seleção") em maus lençóis a partir de 2019.

Campeões da bola, perdedores na dignidade. Depois da bonança futebolística virá a tempestade política. Quem viver, chorará.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Despertador Diferente

Hoje, os tranquilos que desejariam dormir até tarde terão um despertador diferente às 09 da manhã.

Foda-se o sossego!




domingo, 17 de junho de 2018

Louvemos o herói do Penta

Esquerdistas, se ajoelhem diante de seu mestre, herói máximo: Ronaldo, o Fenômeno. Ele é o seu senhor, deus absoluto do Ludopédio e mestre máximo da esquerda futebolística. Ele não tem culpa, pois votou no Aécio. Mas foi ele, ele mesmo que garantiu o Pentacampeonato que vocês tando desejaram.

Se gostam de futebol, louvem Ronaldo, o Fenômeno! Louvem com paixão, com garra! Aproveitem para louvar também o Aécio Neves, que gosta de futebol, é amigo dos cartolas, é amigo de Ronaldo e deseja a vitória da "seleção" nas copas tanto quanto qualquer futebosteiro de esquerda.

Esquerdistas, se ajoelhem diante Ronaldo, o Fenômeno, que votou no Aécio. Vai ver que Aécio não é tão ruim assim. Ele quer vitória no futebol...


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Começou!

Para quem não curte futebol, hoje se inicia um mês torturante. Só se falará sobre futebol. Futebol, futebol E FUTEBOL! Os incomodados que se virem para tentar fugir da histeria coletiva futebolizante. Durante um mês será isso e só isso. Aguentemos.


Começou a Algazarra!!!!

AAAAAAAHHHH!! Começou a algazarra! Acabou o sossego! Futebol, futebol, futebol e futebol! Malucos berrando por todos os cantos! GOOOOL! Todos vestidos de amarelo! Socorro! País parado!  Futebol! País deserto! Futebol! Vizinhança berrando. GOOOLLL! Adrenalina e stress! UUUAAAAHHH! Ai meus ouvidos! Oh, tranquilidade que me abandonaste! Será um mês de pura balbúrdia e algazarra. Triste de mim que adoro a tranquilidade...


quarta-feira, 21 de março de 2018

Ronaldinho fecha com Bolsonaro, colega de "Niver"

Hoje teremos festinha no antro da Extrema-Direita: Ronaldinho Gaúcho, já declarado fã de Bolsonaro (que estranhamente odeia negros), fazem aniversário juntos hoje e há uma expectativa, ainda não anunciada de que os dois se encontrem para assoprar velinhas junto.

Não sei se isso irá acontecer, apesar dos fãs de ambos sonhar com o encontro. Mas de certa forma, já nos preparamos para dois imbecis festejando o fim do Brasil nesta mesma noite de ensurdecedora gritaria futebolística. Ganha o futebol, perde o Brasil.

domingo, 1 de outubro de 2017

Gostar de futebol favorece emprego e vida afetiva

Vamos ser sinceros. O fato do futebol ser hobby de uma gigantesca, quase totalidade de brasileiros não é orque o esporte em si é bom, divertido e mágico. É porque ele foi estipulado pelo senso comum como um grande agregador social.

O futebol é realmente uma obrigação social e muita gente, gostando ou não de futebol, resolve assumir o gosto pela modalidade para obter uma vida social ativa e obter os favorecimentos que só podem ser obtidos por decisão alheia, como emprego e vida afetiva.

Ninguém assume de feto a submissão a esta regra social, fingindo que gosta de futebol por ele sr supostamente divertido e mágico. Mas as características do futebol indicam que a magia é postiça, obra feita pela mídia para "temperar" aquilo que é tratado como uma obrigação cívica e social.

Mas secretamente, todos sabem que quem se assume alheio ao futebol perde importantes direitos, pois dificulta a vida social e perde os direitos que dependem das decisões de outras pessoas para serem adquiridos.

Isso explica porque o futebol, um esporte meio sem graça e praticado por pessoas oriundas das classes pobres - normalmente desprezadas pelos brasileiros em outras ocasiões - seja extremamente popular. É uma atividade social, meio de confraternização e um agregador a transformar qualquer torcedor em uma pessoas simpática e confiável a merecer o afago de outras pessoas.

É sabido que o futebol favorece profissão e vida afetiva. Torcedores arrumam emprego e cônjuges com muito mais facilidade, graças a esse agregador social, que se torna pretexto para a sociabilização. Segundo o professor Jessé Souza, o futebol é o único assunto capaz de unir pessoas de classes sociais diferentes, inclusive as extremas (magnatas e indigentes) no Brasil.

É por isso que o futebol é tão popular. Esqueça a magia postiça, as dancinhas e os cabelos esquisitos do Neymar e a camisa golpista da CBF. Fica apenas entre nós que todo mundo gosta de futebol para obter amigos e favorecimentos sociais. 

Pois na hora mesmo da diversão, cada um vai para o seu lado procurar pela sua fonte individual de prazer, sem se preocupar se o outro está gostando ou não.

domingo, 17 de setembro de 2017

O Dono da Bola

Um jovem encontrou na internet e me enviou uma suposta mensagem atribuída a um atleta arrogante que havia assinado um contrário bilionário com um time de um país da Europa. 

O tal atleta é nascido em um país em decadência, é altamente religioso e segue orientação política de direita, apesar de nascido nas classes populares. Considerado herói da chamada "meritocracia" ele supostamente escreveu este texto para comemorar o contrato assinado.

OBS: Informações sugerem não ser uma mensagem real. Mas se a sua suposta autoria tiver alguma semelhança com alguns deslumbrados atletas, não passa de mera coincidência. Pois atletas arrogantes não são tão raros assim, fáceis de serem encontrados em quaisquer esquinas. Eis o texto:

Galera

É com profunda alegria que confirmo a assinatura deste novo contrato. Caramba! Vou ganhar muito! Estou imensamente feliz por receber uma fortuna para trabalhar apenas poucos minutos em certos dias. E não são todos os dias.

Trabalho? Hummm... Trabalho para mim é o que a galera mais humilde faz para se divertir. Legal ganhar se divertindo. E ganhar muito.

E vocês torcedores queridos? Soube que as coisas aí no país estão de mal a pior. Não faz mal. O que interessa que eu, o herói de vocês, estou muito bem e vocês tem que se alegrar com isso. Aliás vocês VÃO se alegrar com isso.

Porque para vocês, que não tiveram a sorte que EU TIVE, vã ralar muito. A reforma proposta pelo presidente democrático tão bondoso - sem ironia, eu GOSTO MESMO DELE - pode cancelar o recebimento de salários. Besteira. Passa-se a trabalhar por amor. Jesus trabalhou sem ganhar nada, porque vocês não?

Eu aqui estou numa boa. As reformas do caro presidente não me atingirão. Aqui estou na Europa, doido para trepar com várias de suas lindas nativas. O contrato publicitário que me obrigou a estar atado com aquela brasileira chata se encerrou e agora posso trepar com quem eu quiser.

Torcedores queridos, mesmo que haja piora no país onde vivem, uma boa notícia. Estamos no maior campeonato de nossa modalidade. E eu sei que vocês ficarão felizes com a nossa conquista. Se ganharmos, vocês estarão a fim de se escravizarem com mais alegria. Felizes, escravos trabalham melhor. O que importa é ver nosso país campeão em nossa modalidade. O resto é resto.

Enquanto vocês estão aí se virando, aqui estou eu na minha piscina de mármore, cheio de boas companhias, comemorando o meu contrato ao som de um bom proibidão em volume bem alto. A partida de minha estreia está próxima. Que beleza!

Eu aqui torrando meus bilhões e vocês aí se matando em troca de nada. Como é lindo e justo o meu país...

(Atenciosamente, O Dono da Bola, o herói máximo de sua nação)

domingo, 27 de agosto de 2017

Golpistas querem que você goste de futebol

Uma coisa que os ingênuos anti-golpe que adoram futebol se esquecem com frequência é que todos os patrocinadores da Seleção brasileira de Futebol patrocinaram os movimentos e a iniciativas que facilitaram o impeachment de Dilma Rousseff, uma presidente honesta para colocar uma verdadeira máfia no comando do país. Máfia patrocinada e apoiada explicitamente pelos patrocinadores da Seleção.

Bom lembrar que o futebol é importante para manter a população anestesiada, perfeitamente conformada com a destruição de direitos e patrimônio de nossa nação que está prestes a voltar a ser uma colônia de exploração com nossa população convertida em um bando de escravos a se esforçar quase de graça em prol dos interesses dos especuladores mais ricos do mundo.

E você aí feliz com a copa de 2018 achando que a vitória da Seleção tratá dignidade para o país, mesmo que o "caneco" fique nas mãos dos cartolas corruptos da CBF. Se esquecendo que os golpistas foram em massa com a camiseta da CBF pensando estar lutando pelo país e não homenageando um time de futebol, que é o que a Seleção é de fato.

Acho que o pessoal anti-golpe deveria largar este esporte golpista e procurar outro esporte mais social para curtir. Ou assuma de vez que além de Pátria de Chuteiras, você concorda que o Brasil nunca foi além de uma República de Bananas e de uma Colônia de Exploração, coisas que não deixarão de estar ligados ao nosso país como maiores "qualidades".

Gostar de futebol e achar que isso é dever cívico é um verdadeiro gol contra o Brasil (o país). Após o apito final do juiz do jogo, que vai competir é o povo brasileiro, em luta feroz pela sobrevivência. A alegria nunca durou mais que 90 minutos de uma supérflua partida de futebol.

Os golpistas que patrocinam a Seleção Brasileira de Futebol agradecem.



Golpistas querem que você goste de futebol

Uma coisa que os ingênuos anti-golpe que adoram futebol se esquecem com frequência é que todos os patrocinadores da Seleção brasileira de Futebol patrocinaram os movimentos e a iniciativas que facilitaram o impeachment de Dilma Rousseff, uma presidente honesta para colocar uma verdadeira máfia no comando do país. Máfia patrocinada e apoiada explicitamente pelos patrocinadores da Seleção.

Bom lembrar que o futebol é importante para manter a população anestesiada, perfeitamente conformada com a destruição de direitos e patrimônio de nossa nação que está prestes a voltar a ser uma colônia de exploração com nossa população convertida em um bando de escravos a se esforçar quase de graça em prol dos interesses dos especuladores mais ricos do mundo.

E você aí feliz com a copa de 2018 achando que a vitória da Seleção tratá dignidade para o país, mesmo que o "caneco" fique nas mãos dos cartolas corruptos da CBF. Se esquecendo que os golpistas foram em massa com a camiseta da CBF pensando estar lutando pelo país e não homenageando um time de futebol, que é o que a Seleção é de fato.

Acho que o pessoal anti-golpe deveria largar este esporte golpista e procurar outro esporte mais social para curtir. Ou assuma de vez que além de Pátria de Chuteiras, você concorda que o Brasil nunca foi além de uma República de Bananas e de uma Colônia de Exploração, coisas que não deixarão de estar ligados ao nosso país como maiores "qualidades".

Gostar de futebol e achar que isso é dever cívico é um verdadeiro gol contra o Brasil (o país). Após o apito final do juiz do jogo, que vai competir é o povo brasileiro, em luta feroz pela sobrevivência. A alegria nunca durou mais que 90 minutos de uma supérflua partida de futebol.

Os golpistas que patrocinam a Seleção Brasileira de Futebol agradecem.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Acidente com a Chapecoense cria histeria coletiva

No Brasil, quando o assunto é futebol, o país para. Um povo ainda imaturo, que não sabe ainda sequer se indignar de forma racional, fazendo isso de forma passional, seja de que lado estiver, ainda considera uma forma de lazer como sua maior prioridade.

O episódio ocorrido com o acidente da equipe da Chapecoense virou o assunto do dia. E olha que o time nem é o dos mais admirados. Sites que deveriam tratar o assunto como um acidente comum, falam do fato como se tivesse morrido algum parente querido ou alguém muito importante a resolver os maiores problemas do país.

Sabe-se que nas favelas morrem inocentes todos os dias sob a desculpa do combate ao tráfico. Direitistas mais radicais desejam a morte de esquerdistas, por motivos que só existem na imaginação fértil dos mais histéricos fascistas. Mas quando morre algum jogador de futebol, o choro é coletivo, e vem de todos os lados, tribos, raças, credos e orientações sexuais ou políticas.

Acidentes aéreos com muito mais vítimas não foram tratados assim tão apaixonadamente. Fico imaginando se ao invés da Chapecoense, tivesse morrido a "Seleção", com o Neymar entre as vítimas fatais. Seria declarado luto oficial, teríamos um feriado e Neymar seria condecorado mártir máximo do patriotismo brasileiro e possivelmente enterrado com honras de chefe de estado.

Triste viver em um país que coloca o futebol como prioridade máxima. Por isso que nunca resolvemos nossas crises. Não somos um país. Somos um estadio de futebol.

domingo, 21 de agosto de 2016

A cheerleader tagarela

Sabe porque o Brasil não tem cheerleaders? Porque tem um jornalista-torcedor que é muito mais eficiente na função de tentar animar a plateia brasileira: Galvão Bueno. E como toda a cheerleader, não consegue parar quieto enquanto exerce a citada função.

E Galvão, que gosta de falar bastante (ele é portador de um fenômeno chamado logorreia) e muitas vezes sem necessidade, não raramente chega a dizer verdadeiras asneiras no ar. Isso sem contar na postura de torcedor excessivamente entusiasmado que demonstra durante suas atuações. Algo que não combina com alguém contratado para ser um jornalista esportivo e não um fanático expectador. Mas Galvão é a cheerleader oficial do Brasil: fazer o quê?

Uma de suas muitas gafes foi falar durante uma competição de natação justamente no momento em que todos deveriam estar calados. Bueno tomou bronca de um colega da BBC (registrada no vídeo abaixo, com legenda). Após o ocorrido, pelo menos Bueno teve a sensatez de assumir o erro e fazer as pazes com o jornalista que o criticou.

Mas personagens como Galvão Bueno são excelentes em uma sociedade como a brasileira, pessimamente educada, avessa a intelectualidade (mas que adora ser rotulada de "inteligente"), que considera como seu maior "orgulho" uma reles forma de diversão chamada futebol, que para os mais ingênuos, é a principal razão de ser do povo brasileiro. O que explica o mimimi pela má atuação de Neymar (cria de Galvão Bueno), como se o jogo dele pudesse salvar as vidas de milhões de pessoas.

Por isso que apesar de ser tido como "chato", muita gente ainda prefere assistir eventos esportivos sob seu comando. Há algo de hipnotizante na chatice de Galvão Bueno...

Pseudo-nerds brasileiros insistem em associar Neymar ao mundo nerd

O site Judão, que se autodenomina "nerd", embora eu não veja nenhum traço da tribo em seu conteúdo e na aparência de gordos barbudos de seus responsáveis, mostrou a capa do jogo PES 2011 que é oficializado pela Fifa e tem na capa o arroz de festa Neymar e o português-que-age-como-brasileiro Cristiano Ronaldo.

O texto do site não faz nenhum elogio aos jogadores, mas quem visitou o site durante a copa, sabe que seus responsáveis são tão pró-futebol quanto qualquer troglodita que vive surrando nerds em qualquer pátio escolar.

Digitando as palavras "nerd" e "Neymar" em sites de busca (experimentem fazer isso no Google), encontramos muitos sites ditos "nerds" que lançaram postagens falando sobre o hiperbólico jogador. Quem tem a cabeça no lugar sabe que nerd de verdade prefere ignorar o futebol (cada vez mais alienante e estimulador de fanatismo) e ainda mais trastes como o jogador com cabelo de pônei. Nerd que adora futebol não é nerd coisa nenhuma. Melhor escolher outro nome para a sua "tribo".

Mais uma prova que a verdadeira cultura nerd ainda não chegou ao Brasil e que o que se vê é na verdade a utilização ilícita do rótulo para garantir vantagens pessoais e estar na moda.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Futebol está perdendo popularidade? O ato de torcer foi canalizado para a política?

Algo estranho começa a acontecer no país: a "seleção" não desperta mais o interesse popular. pelo menos não tanto quanto antes. Sei que a derrota na última copa, a mais vexaminosa por ter sido uma goleada e em uma copa organizada no Brasil. 

A eliminação na Copa América e a queda de qualidade de nossos jogadores, transformando a "seleção" em um time de um jogador só (só ganha quando Neymar joga) pode finalmente fazer com que a próxima copa, jogada na Rússia, seja a primeira sem os brasileiros. A não ser que patrocinadores comecem a soltar dinheiro para garantir a presença de uma seleção ruim só para manter a tradição brasileira de fazer férias forçadas de quatro em quatro anos.

Os brasileiros parecem ter transferido o clima de torcida para a política. De um lado, os progressistas, defensores dos direitos humanos e eleitores de partidos de esquerda. De outro, os conservadores, defensores das instituições e eleitores de partidos de direita. Ambos digladiando para ver quem "é o melhor". Ambos falando em nome do bem estar coletivo sem de fato lutar pelo mesmo.

A política brasileira não tem sido levada a sério. Tratada como uma novelinha ou campeonato esportivo, ele estimula a exaltação de ânimos e um bloqueio da racionalidade. os partidários e interessam muito mais em defender ideologias do que solucionar os problemas do país, que crescem enquanto a população permanece distraída nesse "Fla x Flu" político.

A intromissão empresarial no futebol e na política

Os grandes empresários e a mídia que os representa quer mais é que este clima alienado se fortaleça. O povo, cada vez mais ignorante, subestima a política, ignora a sua complexidade e escolhe o seu lado favorito para ser o "salvador" da pátria, quando pouquíssimos conseguem perceber que por trás da política existe uma intricada e gigantesca rede de interesses envolvendo pessoas que nunca vemos sequer na TV. Obedecemos as decisões de forças invisíveis que nem sabemos que existem.

O mais risível é que os dois lados, mesmo que o interesse do futebol esteja diminuindo, ignoram a corrupção do mesmo e também o fato de que é essa mesma corrupção que fez com que o futebol se glamourizasse, tornando uma quase unanimidade, uma obrigação cívico-social seguida por pessoas de todas as tribos, etnias, classes e credos. Tirar o futebol das mãos de cartolas e patrocinadores é querer transformar a carruagem em abóbora. Ou seja, ou aceita-se a corrupção ou procuremos um esporte menos corrupto para curtir.

A mesma coisa é a política, pois estamos diante da surreal decisão de tirar uma presidente sem provas de envolvimento em corrupção para colocar no lugar corruptos comprovados que vão aos poucos destruindo conquistas sociais de mais de 60 anos, para que sejamos todos reféns dos empresários que verdadeiramente controlam o país. E a política e o futebol não fogem do controle desses empresários, que agem como donos de nossas vidas e fazem de tudo para que não saibamos disso.

Acordemos para a realidade. Os empresários querem nos manter dopados. E usando futebol ou estereótipos políticos, farão de tudo para que fiquemos deitados eternamente em berços esplêndidos.
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