quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Torcedores de futebol acusam quem não curte futebol de causar confusões em estádios

Numa sociedade que considera o futebol como maior orgulho e por consequência, uma obrigação social, é tradicional haver um rotineiro preconceito contra aqueles que não curtem futebol. 

A coisa é tão séria que muitas pessoas, principalmente as mulheres, para não serem excluídas da sociedade, fingem gostar de futebol, assumindo torcer para times cuja escalação é totalmente desconhecida. Imagine a sua história...

O preconceito contra quem não curte futebol parece não ter limites. Até porque ele é respaldado por autoridades, pela mídia e por setores respeitáveis da sociedade. É um preconceito socialmente aceito e por isso mesmo, nada combatido.

Mas parece que está indo longe demais. Se não bastasse que quem assume estar alheio a futebol é tratado como se fosse um mau caráter, agora quem não curte está sendo acusado de se infiltrar em torcidas organizadas para causar tumulto, se esquecendo que o fanatismo (gostar demais de futebol) pode causar violência, sim, como fatos ocorridos na Inglaterra podem comprovar.

Ora, imagine só, se eu vou perder meu tempo me infiltrando em torcidas ou em jogos para "desmoralizar" o futebol. Primeiro porque não sou contra o futebol (acusação frequente contra quem não curte - não curtir não significa condenar, sabiam?) e sim contra a mania constante e incessante de transformá-lo em dever cívico. Segundo, porque sou contra violência e tenho coisas muito mais interessantes para fazer do que estragar um jogo de futebol. Aliás, eunquanto od outros matam e morrem em nome de seus times, estou eu fazendo outra coisa totalmente diferente e bem mais pacífica.

Futebol como manifestação dos instintos masculinos

Interessante que é mais fácil acusar um torcedor de violento e não quem não curte. Os torcedores tem o hábito de berrarem e agirem de maneira agressiva durante os jogos. Mesmo os mais pacíficos. E não precisa nem machucar os outros. O modo de falar e as atitudes de qualquer torcedor durante qualquer jogo já sinaliza a testosterona vazando pelo sangue, com uma atitude que, se não é violenta, é no mínimo agressiva, pois não dá para discordar que para a maioria dos homens, o futebol serve para extrapolar seus instintos de masculinidade. Ou seja, é o auge da masculinidade, para quem curte.

E quem não curte, pelo contrário, costuma ser pacifista e adora sossego. Detesta esse comportamento barulhento de gritaria e fogos que há nos jogos. Porque então justamente quem não gosta é acusado de bagunçar os jogos se o comportamento belicosamente viril está presente até mesmo nos torcedores mais pacíficos. Afinal, se torcedor fosse mesmo "da paz" não berraria em plena madrugada durante os jogos das quartas-feiras.

Parem com este preconceito e aprendam a controlar seus instintos. Que tal substituir a gritaria insana por palmas, como nos shows musicais? Ou assumam mesmo que a grosseria inerente ao instinto de agressividade tipicamente masculina faz parte do futebol e de maneira enrustida é a verdadeira graça deste esporte tratado como motivo de orgulho para os brasileiros que querem se assumir socialmente como "perfeitos machos", supostos exemplos de virilidade.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Sorteio de sexta feira favorece que "seleção" não seja eliminada na primeira fase

Todo mundo sabe que é muito vergonhoso para uma seleção anfitriã sair da festa logo no início. Mas sabem também que escapar desta vergonha pode exigir um esforço que nem mesmo o anfitrião é capaz de fazer. Então, nesta copa deu se um jeitinho para que a seleção anfitriã não cometa a vergonha de sair logo no início, vaiada por seus compatriotas.

O sorteio ocorrido na última sexta em Costa do Sauípe não fugiu da regra de todos os sorteios para a copa, onde a "seleção" de amarelos sempre saí em vantagem, enfrentando sempre seleções fracas na primeira fase para que possa garantir a sua presença nas fases seguintes e evitar o mico de ser eliminada no início.

Os organizadores se preocuparam em favorecer a "seleção" do país do jeitinho, marcando devidamente os papeizinhos a serem sorteados para que as seleções fortes fiquem devidamente separadas da brasileira no grupo da primeira fase. Tem sido assim sempre e foi assim em Costa do Sauípe.

É de interesse mundial que a "seleção" brasileira de amarelos seja considerada a melhor do mundo para que sendo melhor no futebol, a alienação do país mais ameaçador aos interesses das elites mundiais se mantenha intacta. Afinal, sendo o melhor em um supérfluo, o Brasil poderá ser o pior em assuntos mais necessários.


sábado, 7 de dezembro de 2013

Macunaímas, uni-vos

OBS: A sociedade brasileira é praticante do "jeitinho", não quer resolver problema, não age quando deve, mas quando quer se dar bem em algo, arma tudo de maneira improvisada e às vezes desonesta para que algum objetivo seja alcançado. Foi assim na desonesta campanha que resultou na conquista do pentacampeonato e está sendo desde já, na realização desta copa supérflua. 

Claro que o hexa está garantido, ainda mais com seleções fracas como adversárias. Mas após finada a copa, a ressaca será bem dolorida para a cabeça dos brasileiros, tão dolorida que nem um troféu de hexacampeão ira servir para amenizar as dores que serão beem fortes.

Povo tolo metido a esperto, praticante do "jeitinho", sabe muito bem que após a copa, não há quem dê jeito, jeitinho e jeitão para fazer o Brasil se recuperar da grave crise que o país espera.

PS: Como Ronaldo tá gordo! Pelo jeito os zilhões pagos a ele no quadro de emagrecimento do Fantástico só serviram para atrair audiência. Só isso.

Macunaímas, uni-vos

Postado por José Antonio Lima em 05/12/2013 - Carta Capital

Determinados setores da sociedade devem estar se regozijando com as palavras de Bebeto, Ronaldo e do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, sobre os preparativos para a Copa do Mundo. Elas são exemplo do mais pútrido tipo de nacionalismo, um que viceja no Brasil com a aproximação do mundial.

Na quarta-feira, enquanto jornalistas estrangeiros riam da situação dos estádios, Aldo comparava a construção das arenas a casamentos e dizia nunca ter visto um não ocorrer por conta do atraso da noiva. Uma tranquilidade inusitada, tendo em vista que o estádio da abertura está parcialmente destruído.

Bebeto, por sua vez, pareceu chateado com as críticas que seu ex-companheiro de ataque na seleção, o agora deputado federal Romário (PSB-RJ), tem feito à organização do mundial. “A luta é de todos nós brasileiros. (…) É o nome do nosso país que está em jogo. Temos que lutar para o Brasil fazer um dos melhores Mundiais de todos os tempos”, disse. Romário luta criticando e pedindo melhorias. Bebeto luta escondendo a sujeira embaixo do tapete.

Ronaldo, que se apresentou para uma Copa do Mundo dez quilos acima do peso, foi mais anedótico. “O gringo, no geral, não conhece o nosso jeitinho brasileiro de ser e fazer as coisas. É muito característico isso no brasileiro, de fazer as coisas no último momento e começar uma correria, mas a gente tem todas as garantias de que todos os estádios estarão prontos para a Copa”, disse Ronaldo. “Não compromete em absolutamente nada se atrasar um mês ou dois”, afirmou. O fato de Joseph Blatter estar pedindo a ajuda a Deus não corrobora os comentários do Fenômeno.

Há algumas semanas, escrevi um texto alertando sobre a possibilidade de as comemorações com dancinhas serem a face visível de uma mudança de comportamento por parte dos jogadores da seleção brasileira. Ali tratei do “espírito macunaíma”, uma parábola que serve para identificar fatos como a ironia de Rebelo, o comportamento de Bebeto e o jeitinho do qual fala Ronaldo. Impedir críticas a este estilo de agir, que muitas vezes se manifesta não só no futebol, mas na política, na educação, na saúde e arrasta o Brasil para trás, é lutar para manter o status quo, que no caso deste país é lastimável.

Na Copa, o vexame está posto. Tristemente, prevalece a supressão às críticas ao Brasil e à organização. É preciso “ousar ser brasileiro”, mas não esquecer da regra do “ame-o ou deixe-o”. Os macunaímas estão vencendo.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Para o mercado publicitário, a copa já começou!

Quem assiste TV já deve ter notado. Discretamente já começam a aumentar aos poucos a quantidade de propagandas em que aparece o futebol. Mesmo algumas com bastante sutileza, já mostram o famigerado esporte, para estimular o consumismo de copa.

Publicitários e empresas todo o custo tentam impor através da sugestão e do estímulo, o gosto pelo futebol, para que os produtos relacionados com a modalidade esportiva, principalmente em tempos de copa, possam render muito lucro financeiro para quem investe maciçamente neste tipo de persuasão. 

São propagandas dos mais variados produtos, alguns não relacionados diretamente com o futebol, mas que aproveitam para inserir algo relacionado, para forçar a associação, transformando o consumismo de copa em uma obrigação praticamente cívica, garantindo os lucros.

Para isso, eles não abrem mão de forjar o patriotismo e de tentar criar uma unanimidade para fazer com que não haja um só brasileiro que se recuse a gastar com futebol, há muito tempo a maior e mais garantida fonte de lucros para os empresários brasileiros.

Vai ser um ano chato, eu sei. Muita propaganda falando de futebol. O jeito é aguentar e não gastar com futebol. Quem sabe, perdendo torcedores e dinheiro a cada ano, esses publicitários prefiram encher o nosso preciosos saco com algo um pouco mais edificante do que o futebol.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Eu não quero que o Brasil seja conhecido pelo seu futebol. Temos muito mais do que isso

Pode parecer chocante para a maioria das pessoas ter que ouvir alguém dizer que o Brasil não deve ser conhecido pelo seu maior símbolo, por aquilo que o faz famoso lá fora: o seu futebol. O Brasil é um país com diversidades variadíssimas e não pode ficar marcado por causa de um mero esportezinho que sequer é o mais divertido que existe.

A mídia colocou na cabeça de todo mundo que Brasil e futebol são sinônimos: que torcedor de futebol e brasileiro significam a mesma coisa. Muita insistência publicitária e uma certa rigidez nas regras sociais consagrou o futebol como nossa identidade, sendo facilmente confundido com patriotismo e com dever social. Em muitos lugares no país, por exemplo, só tem direito a ter amigos quem curte futebol: quem não curte, é excluído.

Mas todo o esmero em transformar o futebol no melhor que podemos oferecer ao outro é inútil. Até porque isso é uma farsa. Não é o nosso melhor. O futebol, esporte mediano, tão mediano que é praticado por atletas de baixíssima escolaridade e personalidade submissa e passiva, em nada interessados em melhorias reais para o país, a não ser aquela caridade estereotipada que algumas instituições de caridade já fazem: uma caridade que conforta mas não muda nada.

O Brasil tem muitas atrações para os estrangeiros muito melhores que o inútil e fútil futebol (fútil-bol?). Paisagens naturais, variedade de comidas, de etnias, de cultura e de costumes que nos faz pensar que vivemos não em um país, mas em um continente bem variado. Temos cidades bem diferentes cada uma com sua peculiaridade, quase todas com vocação turística, pois até na menor das cidades, pode se encontrar algo interessante para se admirar e que não é visto em outro país do mundo.

Porque superestimar o futebol? Futebol só interessa aos torcedores. Futebol não deve ser empurrado goela abaixo da população. A nossa Constituição Federal, felizmente, não obrigou ninguém a gostar de futebol para se considerar brasileiro. Então porque muitos preferem fingir que gostam como se isso fosse uma obrigação cívica?

Não quero mais que o Brasil seja a pátria de chuteiras. Não quero que o futebol seja a nossa cara lá fora. Brasil não tem uma cara, tem muitas e nenhuma delas é uma bola de futebol. Até porque nem brasileiro o futebol é. Futebol é inglês e em sua pátria natal, por mais fanatizado que seja, nunca é confundido com dever cívico e nem é obrigação para ninguém.

Quero que o Brasil seja o país da diversidade, da variedade. Que o Brasil seja o país de muitas coisas não apenas de uma única modalidade esportiva. Temos muito do que nos orgulhar de nosso país e o futebol, sinceramente, não é uma delas. Até porque nunca serviu para nada, além de um mero passatempo para quem não tem nada melhor para fazer.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Time bom não precisa de torcida!

E aí, meu amigo? Quando você está para se envolver em alguma oportunidade que irá mudar a sua vida, você faz questão que uma multidão torça para que você aja? Ou dá para ir sozinho aproveitar a oportunidade que na verdade só depende de sua atitude? Você não vai ficar esperando que um monte de gente venha urrando para te estimular a fazer se o objetivo a alcançar já serve como estímulo.

Desta forma que deveriam pensar os jogadores de futebol. Que idiotice é essa de querer que a torcida esteja sempre presente, como se ela estivesse em campo? Ainda mais em tempos de copa, onde estádios caros tiram vários jogos de suas regiões nativas.

E o que dizer dos times pequenos, onde a quantidade de torcedores é quase nula? Vocês acham que a falta de uma grande torcida desestimula os jogadores? Nada disso. Eles continuam lutando já que o objetivo é o jogo em si, não um monte de bestas berrando sem parar.

Esse negócio de 12º "jogador" é uma tolice sem tamanho. Torcedor é somente espectador. Alegra, mas não tem nenhuma responsabilidade durante os jogos, que segundo a lógica, nada impede que ocorram com arquibancadas vazias.

Apenas fracos recorrem ao 12º "jogador" para competir, pois quem é realmente bom, confia em si mesmo, sem depender de ajuda. 

Se é assim na vida, teria que ser assim também no futebol.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A responsabilidade social dos jogadores de futebol

É conhecido de todos que a grande maioria dos esportistas, sobretudo os jogadores de futebol são alienados, submissos e com senso crítico, senão ausente, mas atrofiado. Nunca vi, pelo menos no Brasil, algum esportista em plena carreira, se utilizar de sua influência para alguma atitude considerada subversiva. Rebeldia, só a estereotipada, palavrões, cabelos esquisitos e dancinhas ridículas. Fora isso, nada que incomode políticos, empresários e pessoas conservadoras.

Há os que fazem assistencialismo social. Mas nada que mude a sociedade, apenas dando conforto a jovens carentes, mas estimulando neles o respeito ao sistema como ele é: injusto, problemático e teimoso, sem chances de melhorias reais, permitindo apenas as melhorias paliativas.

Mas porque falo nisso? Apesar de notar esse comportamento carneirinho em todos os esportistas - interessante, ainda não apareceu uma exceção, pelo que eu saiba - vou me ater aqui aos jogadores de futebol, pois a sua influência na sociedade é muito maior do que os outros esportistas.

Aproveitando a influência para mudar o país

Quando aconteceu a Copa das Confederações, uma espécie de aperitivo para a copa de futebol, houve uma onda de protestos que surpreendeu a todos. Apesar de ter sido fogo de palha, durando apenas um mês e meio, os protestos pareciam indicar que a sociedade estava mudando. Mas como os partidos políticos reivindicavam o controle das manifestações, o movimento acabou enfraquecendo, se dissipando, voltando ao que estava antes.

Os jogadores de futebol da "seleção", agiram de forma confusa, como se estivessem diante de um ataque nuclear. Não apoiaram os movimentos (apesar de declarações posteriores apoiarem superficialmente os protestos - para ficar bem na fita, sabem como é), atitude coerente com o baixo nível intelectual da maioria que também sempre esteve muito mais interessado em usar o futebol para enriquecer rapidamente.

Tudo bem, não precisa ser intelectual para chutar uma bolinha, mas os jogadores poderiam usar a poderosa influência que possuem na sociedade para tentar mudar o país. Poderiam ler mais, se informar mais, melhorar suas referências culturais (que tradicionalmente são péssimas), desenvolver a capacidade de análise, etc..  Sei que é um risco, pois os patrocinadores do futebol que mandam nos jogadores, sempre estiveram interessados no atraso do país, pois isso mantém empresários (os tais patrocinadores) e políticos no poder absoluto. 

Futebol é alienação: é a sua vocação e não se fala mais nisso

O futebol, como instrumento de hipnose coletiva, é um excelente instrumento de alienação. Ter jogadores tão alienados quanto seus torcedores é muito bom. Com o poder de influência que os jogadores possuem, seria perigoso que, por exemplo, um Neymar desse publicamente declarações que pudessem confrontar os interesses da CBF, de autoridades e de seus patrocinadores. Jogadores carneirinhos inspiram torcedores a serem carneirinhos.

Acredito até que, aproveitando a baixíssima escolaridade de grande parte dos jogadores e a personalidade ingênua, a CBF os treine para justamente evitarem declarações subversivas. A única forma de rebeldia permitida é a estereotipada, a da aparência. Cabelos estranhos, língua pra fora, dancinhas ridículas, piercings, tatuagens e coisas que por mais que choquem aos olhos, não incomodem o sistema tranquilo, muito mais interessado na vitória de uma equipe de amarelados sem cultura e sem senso crítico do que na melhoria real de sua população.

E melhorar a sociedade, só com paliativos e ONGs criadas para dar mero conforto a crianças carentes, mas mantê-las na tradicional alienação que os faz aceitar tranquilamente tudo de errado que está em nosso país. Querer mudanças radicais na sociedade é um violento tabu a ser proibido aos ingênuos jogadores de futebol, poderosamente influentes diante de uma sociedade que os tem como supostos "heróis". Uma oportunidade jogada no lixo.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

"Sangue Bom" encerra sem repercutir futebol

A novela Sangue Bom se encerrou na sexta passada como uma novela romântica como outra qualquer. A ênfase ficou mesmo na formação de casais e no destino dos personagens. A parte futebolística da novelinha foi direto para o ralo, com repercussão totalmente nula.

Foi criado um núcleo de torcedores fanáticos pelo Corinthians na tentativa de popularizar ainda mais o futebol e principalmente o "time da Globo", cujo dirigente está sendo "educado" para ser o "novo Ricardo Teixeira", um supercartola a ditar (e lucrar muito com isso) os rumos do esporte mais popular do país.

E não é só. A meta era aumentar a popularidade entre as mulheres, já que para a Globo, o futebol deve ser curtido por 100% da população brasileira, seja de que raça, credo, sexo e ideologia for. A personagem Giane, integrante feminino do núcleo futebolístico interpretada pela atriz mais linda da geração pós-adolescente, Isabelle Drummond, foi escalada para tal missão. 

Missão solenemente fracassada, já que, mesmo com popularidade crescendo rapidamente entre as mulheres, o futebol não precisou de Giane para fazer as mulheres gostarem da modalidade esportiva. O caráter de obrigação social dado ao futebol, já cumpre essa "missão".

Giane acabou servindo mesmo para cumprir o estereótipo "gata borralheira" tão comum nas novelas mexicanas e brasileiras, em que uma mulher meio desajeitada se transforma em princesa encantada (no caso de Isabelle: e que princesa!!! Mesmo de cara lavada ela supera qualquer outra musa que esteja maquiada). Um clichê tão repetitivo que ficou chato por se tornar previsível.

Mesmo em crescimento entre as mulheres, o futebol se encontra em franca queda de popularidade entre os homens, o que pode transformar o futebol em esporte para mulheres. Resta saber após a copa organizada "em casa", se o Brasil vai continuar na monotonia de usar uma única modalidade esportiva como "único" motivo de orgulho para os brasileiros, mesmo em um país cheio de coisas maravilhosas para nos orgulhar.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Empregos para a copa de 2014 serão temporários

Mania das pessoas que adoram futilidades, que na hora de se defenderem das críticas vindas de pessoas mais esclarecidas, para não parecerem burras ou alienadas, lançam mão de justificativas "nobres" para dar uma postiça consistência à futilidade que defendem.

Está sendo assim com muitas coisas e principalmente com a copa de 2014, um evento que veio num momento errado e mostrou a imaturidade de nossas autoridades, muito mais preocupadas em dar uma festinha do que melhorar as condições de vida da população. Quem é coerente sabe que as "melhorias" que virão com a copa de 2014 nada passam de mero consumismo e que serviços essenciais poderão ter a verba cortada para favorecer as obras para agradar os turistas - que não são "todas as pessoas do mundo" - que virão assistir aos jogos.

Mas os fanáticos pelo futebol se orgulham de sediarem o maior evento de seu esporte favorito. E para isso, farão de tudo para defender a decisão - equivocada , de fato, mas não para os torcedores fanáticos - tomada pelas autoridades.

Um dos argumentos favoritos para a defesa de realização da copa de 2014 em nosso território é que o evento irá trazer muitos empregos. Empregos, até vai, porque os organizadores precisarão de muita gente para atender aos turistas que virão aqui (embora boa parte desses empregos não seja remunerada, pois contratará voluntários - escravidão?).

Mas não repararam que os empregos abertos em sua maioria estão diretamente ligados ao evento? Ou seja, acabando a copa de 2014, ainda no final de julho do mesmo ano, os contratados serão "gentilmente" convidados a irem para o olho da rua, pois não haverá mais motivo para mantê-los trabalhando. Como se a copa acabou?

É ingenuidade dos defensores da realização do evento - aliás, ingenuidade é com eles mesmo - comemorar o aumento dos empregos para essa copa besta. O Brasil terá uma nova cara após o encerramento dos eventos: e não será uma cara bonita.

Conselho para aqueles que irão trabalhar nestes empregos temporários da copa: invistam o que ganharem de salário para que possam arrumar nova fonte de renda com o fim do evento.

E uma pergunta que me paira a mente: porque será que da noite para o dia todo mundo passou a confiar em nossas autoridades, acostumadas a mentir e roubar? Estranho...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Corinthians tem a sua torcida gay oficial

Já é sabido que a maioria esmagadora dos torcedores de futebol é de gays enrustidos (aqueles que não se assumem). Pesquisas mostram que no Brasil, homens preferem futebol do que mulher, se casando com elas para obter sexo e prestígio social (leia-se conquistar outros machos). O próprio cotidiano da maioria dos homens serve como pista - e prova - disto.

Pensando na grande demanda gay, assumida ou não, que torce pelo Corinthians, que segundo dizem, é a maior torcida do Brasil (há quem diga que é o Flamengo, mas as bichas que se entendam sobre isso), o dublador que atendia pelo nome de "Pablo", gay assumido, resolveu fundar a Gaivotas Fiéis ou Gaivotas da Fiel, formada apenas por torcedores gays assumidos. Mas os enrustidos também são muito bem vindos.

Mas a torcida formada pelos enrustidos, a Gaviões da Fiel, também responsável pela escola de samba que a representa (haja plumas e paetês!), não gostou nada disso (medo da concorrência?) e acusa a nova torcida organizada de plágio. Vejam só, apenas de plágio. Não houve nenhuma acusação de calúnia, ofensa ou coisa parecida! Os gaviões devem sair do armário a qualquer momento, deixando um monte de gatas (as namoradas e esposas dos enrustidos) soltinhas para os homens de verdade (aqueles que nunca trocariam uma bela gata por futebol) pegar. Até porque manter relacionamento forçado não é bom para ninguém!

Jogadores como Sheik, Richarlyson e Neymar devem ter a-do-ra-do a ideia.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O que Neymar fez para ser tããão influente?

Um gurizinho de cabelo em pé chega. Multidões ficam histéricas. Homens copiam seu visual, antes rejeitado por estar associado a - verdadeira - rebeldia. Mulheres morrem de amores, mesmo sabendo que ele é feio pra cacete, com a inconfundível "cara de pobretão". Ele dá entrevistas, posa com celebridades, fala com autoridades. É respeitado, idolatrado, seguido, obedecido! Tudo que ele fala vira ordem. Ganha um gigantesco salário, acrescido de merchandising, participações em programas e o que vier. Ele tem poder. Atende pelo estranho nome de pobretão: Neymar.

Como uma nulidade dessas, de baixo nível intelectual, de péssimas referências culturais, vira uma espécie de "autoridade" só porque sabe chutar uma bolinha em uma trave? Somente o fanatismo de uma população de baixa auto-estima, que acha que o futebol vai salvar o país, sendo a "única alegria" dessa mesma população, pode justificar o culto maciço e intenso dedicado a uma nulidade chamada Neymar.

E se preparem. O primeiro ídolo fabricado do futebol, o primeiro da era do marketing tecnológico, um robô de carne-e-osso, será a grande estrela da copa de 2014. O que não se sabe é aquela questão "Tostines": Neymar foi feito para a copa de 2014 ou a copa de 2014 foi feita para Neymar? Talvez sejam as duas coisas.

Sinceramente fico triste em saber que Neymar é o homem mais idolatrado e seguido pelos brasileiros neste último ano. Uma população que ignora artistas verdadeiros, intelectuais, cientistas, filósofos, gente que pensa e se esforça para fazer desse país um lugar melhor, todos trocados por um mero rapazinho, só porque ele corre atrás de uma bola e chuta para uma trave. Como se a vida dos brasileiros dependesse de um chute dele.

Mas não nos preocupemos. Quem não tem consistência, some. Talvez ele seja a pessoa certa para acabar com o secular fanatismo futebolístico que tanto entorpece a nossa população. Talvez o futebol tenha que ter pessoas ridículas em seu meio para que esta ridicularização faça com que os fanáticos torcedores tenham a vergonha de serem fanáticos. Tenham a vergonha de trocarem suas vidas por um mísero momento de ilusão de apenas 90 minutos.

Talvez o Neymar seja o grande palhaço deste circo inútil. Resta saber o que ele fará, após o circo pegar fogo. Já estou sentindo a brasa arder...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Copa de 2014: todos juntos vamos... pela corrupção

Os brasileiros só vão aprender apanhando. Não sabem que prevenir é melhor que remediar. A submissão a mídia e às regras sociais estão atingindo níveis assustadores. O senso crítico e a coerência saíram de moda há muito tempo e todos preferem justificar com bobagens a realização dessa copa ao mesmo tempo inútil e onerosa.

Ninguém consegue perceber, além dos mais esclarecidos, é claro, que o verdadeiro interesse das autoridades na realização desse evento é ganhar muito dinheiro com ele e projetar a imagem das mesmas autoridades para o mundo como "aqueles que organizaram a grande copa de 2014". Nas propagandas, tiveram a audácia de inventarem que a copa de 2014 foi para o interesse do povo.

Tradicionalmente, em sociedades atrasadas, autoridades não governam para o povo. Governam para os empresários que financiam suas campanhas. Tanto é que os grandes empresários são os únicos que podem falar grosso com autoridades do executivo. E é visando os interesses dos detentores do poder e da maior parte da renda do país, que esta copa está para a acontecer no Brasil.

E a população, cega pela parca educação e pela s informações desencontradas que são despejadas nos meios de comunicação, sem saber realmente o que está acontecendo, aplaude a realização desse evento (mesmo que finjam o oposto nas redes sociais), sem mesmo saber que as autoridades que governam o país agirão como "Robins Wood às avessas", tirando o suado e pequeno rendimento do trabalhador para colocá-lo nas mãos dos já abastados ricaços que verdadeiramente mandam em nosso país. O poder executivo, na verdade, vem das grandes empresas.

Para piorar, há o fanatismo futebolístico, câncer da sociedade brasileira, que cega mais que raio ultra-violeta, que faz ainda mais a população ficar a favor da realização desse evento. Para quem acha que pátria é a "seleção" brasileira de futebol e que os jogadores são heróis que nos representam, nada mais - infelizmente - natural que a população quase toda seja a favor da realização dessa copa.

Como já é tarde demais para recuar, o jeito é nos preparamos para os danos que certamente aparecerão ao encerrar a tal copa. Se bem que já estamos sofrendo as consequências , com a redução de investimentos em setores sérios da sociedade, como saúde e educação, esta com redução ainda maior, além do emperramento das obras que, cá para nós, só surgiram por causa da necessidade de usá-las para superfaturar fortunas.

Até quando a população vai deixar de perceber que está sendo enganada por autoridades, empresáriado e mídia?

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Um recadinho para quem adora futebol

Leiam com muita atenção e reflitam:


Não adianta, está difícil dissociar futebol de patriotismo

O mercado publicitário sabe que o mito de patriotismo tempera o gosto pelo futebol tornando o "mais divertido" e "mais emocionante". Os brasileiros entendem o futebol como única oportunidade de demonstrarem seu amor pelas coisas do país e gerou os apelidos pejorativos de "Pátria de Chuteiras" e "Patriotas de Copa", que nos transformam em objeto de chacota pelo mundo afora.

Futebol gera muito dinheiro. Confundido como uma obrigação, e por isso mesmo sendo visto como um bem de primeiríssima necessidade, ele se torna uma fonte de renda certeira, cujos lucros podem ser previstos com absoluta garantia. Brasileiro gasta muito com o futebol e parece não se importar com isso. A crendice no futebol como fonte de maior orgulho do brasileiro e consequentemente, de seu bem estar, transformam os gastos em nome da citada modalidade esportiva em obrigações irrecusáveis e motivo de honra.

E é um dever que ninguém se importa em cumprir. Um lazer transformado em obrigação? Ora é que o que quase todo mundo nesta sociedade infantilizada quer! Imagine um professor chegar aos seus alunos e obrigá-los a irem para o recreio? Não há coisa melhor. Sem contar que o rótulo de "obrigação" transforma esta forma de lazer em inadiável e irrecusável, não permitindo que alguém critique ou proíba as "crianças" de irem "brincar".

Esse pensamento faz com que o futebol se torne lucrativo. Por isso mesmo, a publicidade não mede esforços para associar futebol a patriotismo. E tão cedo não deixará de fazer isto. Se o mercado publicitário não fizer isso, o brasileiro, tradicionalmente obediente ao mercado publicitário, se esquecerá da associação, devolvendo ao futebol o seu aspecto de lazer supérfluo, fazendo com que os lucros dessa gigantesca galinha dos ovos de ouro não seja mais garantido.

Essa associação com patriotismo é tão urgente para autoridades e empresários que lucram com o futebol, que de uns anos para cá, se tornou obrigatório marcar jogos da "seleção" em dias cívicos como o 7 de setembro e agora no próximo dia da padroeira do Brasil, 12 de outubro. A imprensa ainda não enfatizou a "coincidência", mas para bom entendedor, um pingo é letra.

Não sabemos até quando vamos ter que engolir este mito falso do futebol-civismo. Talvez quando a população brasileira deixar de ser submissa ao que dizem e passar a usar melhor o seu raciocínio, possa perceber que sua forma de lazer favorita nada tem a ver com o nosso orgulho e o bem estar da população.

Até porque é um grave sinal de baixa auto estima usar uma forma de lazer como "nosso maior motivo de orgulho". Sinaliza que estamos ruins em assuntos de maior necessidade.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Porque a grande maioria dos esportistas são alienados?

Muita gente pode até não reparar, até porque toda a magia que cerca o esporte no Brasil acaba cegando a consciência, mas quase todos os atletas brasileiros, de qualquer modalidade esportiva, são alienados, seguem ideais conservadores e pulam fora de qualquer tipo de campanha ou manifestação que pretenda fazer alguma mudança social ou no sistema em que vivemos. No máximo, campanhas de "solidariedade" que se limitem a caridade estereotipada que consola mas não melhora nada. 

Mas porque pessoas estigmatizadas como "heróis" e cultuadas por imensas multidões perdem essa oportunidade única de usar o prestígio e a popularidade para tentar de fato melhorar a vida para a coletividade? Há uma explicação para isso.

O esporte, pelas suas características, por incrível que possa parecer, é tipicamente conservador. Sua função é através da catarse (explosão de tensões - "adrenalina"), criar uma espécie de "fuga" para permitir a permanência da estrutura do poder que existe em nosso sistema. O esporte, junto com a religião, é um grande aliado na tentativa de alienação das grandes massas.

Além disso, qualquer esporte carrega em si a defesa de valores conservadores que são interessantes para as classes dominantes:
- Valorização e estímulo à competitividade, ou seja, o forte age em prejuízo do fraco (egoísmo);
- Obediência cega e submissa a regras;
- Perfeição física e a aquisição de privilégios condicionada a isto.

Isso tudo faz com que o esporte se torne algo bastante conservador. Tanto é que em épocas de grave alienação coletiva, como na época do AI5 e nos dias de hoje, o esporte encontra seu auge. Pessoas de ideias conservadoras normalmente superestimam o esporte e muitos até acham que deve substituir a educação. O que seria de fato catastrófico, com graves danos sociais, já que além de esporte não ter sido criado para educar, suas características não permitem a sua utilização na educação de pessoas. O esporte estimula a submissão ideológica, o excesso de confiança, o egoísmo e a utopia da perfeição física, valores contrários ao de uma pessoa bem educada.

Talvez isso tudo, somado ao fato de que políticos e empresários, interessados na permanência de tudo que está de errado na sociedade, patrocinam o esporte, faz com que os atletas se tornem intelectualmente passivos, politicamente alienados e submissos ao sistema. Poucos atletas na historia mundial se envolveram em ativismos (não confundam com campanhas de "solidariedade" frouxa, a caridade estereotipada) e muitos só o fazem após a aposentadoria, como o excelente e raro exemplo do ex-jogador Romário, hoje um ativista sério, envolvido em várias causas humanitárias.

Talvez este texto tenha ajudado a entender a tão costumeira alienação de nossos atletas, verdadeiros leões durante as partidas, mas verdadeiros carneirinhos medrosos fora de suas atividades esportivas.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Transporte ruim merece futebol

Bom, no Brasil, futebol é sempre prioridade, mais até do que a qualidade de vida. Autoridades, para mascarar serviços ruins, sempre apelam para o futebol. Até porque as autoridades sabem muito bem que futebol hipnotiza, fazendo qualquer brasileiro idiota aceitar qualquer serviço ruim.

Bola para frente e o Brasil para trás.



domingo, 29 de setembro de 2013

Futebol é usado para confraternizar misses

Não tem jeito. O fanatismo futebolístico ainda não deu sinais de que irá se acabar. O maior meio de fuga dos problemas brasileiros ainda mostra que está cada vez mais forte, ainda mais com a proximidade da alienante, inútil, onerosa e corrupta copa de 2014.

E não é que para entreter as participantes do concurso Miss Brasil e do Miss Universo, que aconteceu aqui no ano passado (nosso país já pode ser considerado a potência do entretenimento, o quintal do mundo), a organização criou uma partida de futebol para as moçoilas participarem? Virou tradição confraternizar misses em partidas arranjadas de futebol.

A elite de nosso país não perde a oportunidade de utilizar o famoso esporte para continuar alienando ainda mais a população, colocando o mesmo num patamar infinitamente superior ao que ele se encontra. Por isso mesmo que a gigantesca parcela imbecil população aguarda a copa de 2014 como a solução definitiva para seus problemas. Algo que, sinceramente, foge de qualquer lógica.

Aqui é o País das Maravilhas. A Pátria das Ilusões.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Estranho: quando um time ganha, a responsabilidade é dos jogadores, quando perde é do técnico...


Um mito estranho existe dentro do futebol: a responsabilidade pelo que acontece com um time durante um jogo. Quando um time ganha, os jogadores são responsabilizados. Ninguém se lembra do técnico, a não ser a imprensa durante as entrevistas. 

Mas quando perde, a coisa se inverte e os "coitadinhos" dos jogadores são liberados da culpa, que é jogada totalmente no técnico. Muitos até são demitidos após derrotas importantes.

Parece que para os torcedores é muito forte o ilusório mito de que os jogadores são "gente como a gente", como se representassem a população, o que agrava ainda mais o alienante fanatismo cego que transforma o futebol em dever cívico e social. É isso que faz com que os jogadores nunca sejam culpados pelos maus momentos de um time.

Coitados mesmo são os técnicos, lembrados apenas nas derrotas de seus times.

domingo, 22 de setembro de 2013

Se a "seleção" não é a CBF, ela é o quê?

Quando algo irracional começa a ganhar força, muitos absurdos são ditos a respeito, na ânsia de defender certos absurdos. Durante os protestos de junho, um desses infelizes que adoram raciocinar errado, pediu respeito aos jogadores da "seleção"argumentando que eles não eram da CBF. Como assim? O que é aquele símbolo estampado em destaque na camiseta?

Para os fanáticos futebolísticos que confundem futebol com patriotismo, a "seleção" "pertence" ao povo. Num país sem guerras sérias, totalmente pacífico, há a necessidade de forjar guerras na tentativa de se sentir incluído entre os países sérios que construiram sua dignidade após muitos danos pós guerras. Por isso mesmo, os jogadores - de brincadeirinha, creio eu - são vistos como "corajosos soldados em luta pela dignidade e honrada nação brasileira". É tolice, mas muita gente, inclusive marmanjos bem crescidos, acredita nisso, já que é o "tempero" para tornar o futebol mais divertido.

Mas porque dissociar a "seleção" da CBF. mesmo que quem pague o grosso de seus gordos salários sejam os patrocinadores, eles trabalham em nome da CBF, que creio eu, deve pagar alguma ajuda de custo, além de servir de intermediário durante o pagamento recebido pelos patrocinadores. E o uniforme sempre deixa claro que a "seleção" é a CBF, atua em nome da confederação e é esta que acaba ficando com títulos e troféus guardados em suas dependências. Tolice acreditar que a "seleção" é a população.

Do contrário que os torcedores de outras seleções, os brasileiros demonstram ter vergonha de sua confederação. Os argentinos adoram o logo da AFA. Os ingleses se orgulham dos três leões do logo de sua confederação. Já os brasileiros, incrementando ainda mais a confusão entre futebol e patriotismo, preferem usar a própria bandeira nacional como símbolo da "seleção" e de seus jogadores. Isso não é mau. Isso é péssimo.

Mas a "seleção" é sim a CBF: trabalha em nome dela, segue as suas orientações e só ganha a sua gorda remuneração por decisão da CBF que vai atrás dos patrocinadores. O uniforme "canarinho" tão amado pelos brasileiros já deixa claro: a "seleção" é a CBF sim! Dissociar a "seleção"de sua confederação é o mesmo que dizer que a "seleção" não joga futebol. Joga outra coisa. Essa estranha modalidade esportiva que a população insiste em chamar de "patriotismo".

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Para os brasileiros, futebol ainda tem a obrigação de ser levado a sério

Quando aconteceu os surpreendentes protestos de junho, muita gente aproveitou para pedir "respeito" para os jogadores da "seleção" e para o futebol como instituição, como se isso nada tivesse a ver com a construção de estádios para a copa. 

Na verdade, as pessoas queriam a todo o custo proteger o futebol brasileiro, sobretudo a "seleção" de ser visto como algo supérfluo (o que, cá para nós, é de fato). A maioria dos brasileiros cresceu, sonhou e até amou com o mito de que o futebol é nosso maior orgulho, é algo sério, necessário e seu culto, além de obrigatório, é extremamente indispensável. Isso é uma crendice puramente irracional, mas imagine milhões de pessoas educadas com este pensamento, martelado com frequência durante muitas décadas. Quase impossível demover a população desta crença absurda.

Para estes, os protestos poderiam até continuar, desde que direcionados exclusivamente aos políticos e aos "antipáticos" cartolas, os gestores dos times e confederações esportivas. Aos jogadores, todo o carinho do mundo pois, segundo essa crendice, são "soldados a lutar pelo bem estar dos brasileiros e pela honra de nossa pátria". Mais patético impossível. 

É um verdadeiro forçamento de barra para que o fanatismo do futebol permaneça e que nada se resolva. O futebol é ainda uma verdadeira rota de fuga para quem se recusa a resolver os problemas sociais que a cada dia se tornam mais crônicos e difíceis de se resolver.
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