Hoje, os tranquilos que desejariam dormir até tarde terão um despertador diferente às 09 da manhã.
Foda-se o sossego!
sexta-feira, 22 de junho de 2018
domingo, 17 de junho de 2018
Louvemos o herói do Penta
Esquerdistas, se ajoelhem diante de seu mestre, herói máximo: Ronaldo, o Fenômeno. Ele é o seu senhor, deus absoluto do Ludopédio e mestre máximo da esquerda futebolística. Ele não tem culpa, pois votou no Aécio. Mas foi ele, ele mesmo que garantiu o Pentacampeonato que vocês tando desejaram.
Se gostam de futebol, louvem Ronaldo, o Fenômeno! Louvem com paixão, com garra! Aproveitem para louvar também o Aécio Neves, que gosta de futebol, é amigo dos cartolas, é amigo de Ronaldo e deseja a vitória da "seleção" nas copas tanto quanto qualquer futebosteiro de esquerda.
Esquerdistas, se ajoelhem diante Ronaldo, o Fenômeno, que votou no Aécio. Vai ver que Aécio não é tão ruim assim. Ele quer vitória no futebol...
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Começou!
Para quem não curte futebol, hoje se inicia um mês torturante. Só se falará sobre futebol. Futebol, futebol E FUTEBOL! Os incomodados que se virem para tentar fugir da histeria coletiva futebolizante. Durante um mês será isso e só isso. Aguentemos.
Começou a Algazarra!!!!
AAAAAAAHHHH!! Começou a algazarra! Acabou o sossego! Futebol, futebol, futebol e futebol! Malucos berrando por todos os cantos! GOOOOL! Todos vestidos de amarelo! Socorro! País parado! Futebol! País deserto! Futebol! Vizinhança berrando. GOOOLLL! Adrenalina e stress! UUUAAAAHHH! Ai meus ouvidos! Oh, tranquilidade que me abandonaste! Será um mês de pura balbúrdia e algazarra. Triste de mim que adoro a tranquilidade...
quarta-feira, 21 de março de 2018
Ronaldinho fecha com Bolsonaro, colega de "Niver"
Hoje teremos festinha no antro da Extrema-Direita: Ronaldinho Gaúcho, já declarado fã de Bolsonaro (que estranhamente odeia negros), fazem aniversário juntos hoje e há uma expectativa, ainda não anunciada de que os dois se encontrem para assoprar velinhas junto.
Não sei se isso irá acontecer, apesar dos fãs de ambos sonhar com o encontro. Mas de certa forma, já nos preparamos para dois imbecis festejando o fim do Brasil nesta mesma noite de ensurdecedora gritaria futebolística. Ganha o futebol, perde o Brasil.
domingo, 1 de outubro de 2017
Gostar de futebol favorece emprego e vida afetiva
Vamos ser sinceros. O fato do futebol ser hobby de uma gigantesca, quase totalidade de brasileiros não é orque o esporte em si é bom, divertido e mágico. É porque ele foi estipulado pelo senso comum como um grande agregador social.
O futebol é realmente uma obrigação social e muita gente, gostando ou não de futebol, resolve assumir o gosto pela modalidade para obter uma vida social ativa e obter os favorecimentos que só podem ser obtidos por decisão alheia, como emprego e vida afetiva.
Ninguém assume de feto a submissão a esta regra social, fingindo que gosta de futebol por ele sr supostamente divertido e mágico. Mas as características do futebol indicam que a magia é postiça, obra feita pela mídia para "temperar" aquilo que é tratado como uma obrigação cívica e social.
Mas secretamente, todos sabem que quem se assume alheio ao futebol perde importantes direitos, pois dificulta a vida social e perde os direitos que dependem das decisões de outras pessoas para serem adquiridos.
Isso explica porque o futebol, um esporte meio sem graça e praticado por pessoas oriundas das classes pobres - normalmente desprezadas pelos brasileiros em outras ocasiões - seja extremamente popular. É uma atividade social, meio de confraternização e um agregador a transformar qualquer torcedor em uma pessoas simpática e confiável a merecer o afago de outras pessoas.
É sabido que o futebol favorece profissão e vida afetiva. Torcedores arrumam emprego e cônjuges com muito mais facilidade, graças a esse agregador social, que se torna pretexto para a sociabilização. Segundo o professor Jessé Souza, o futebol é o único assunto capaz de unir pessoas de classes sociais diferentes, inclusive as extremas (magnatas e indigentes) no Brasil.
É por isso que o futebol é tão popular. Esqueça a magia postiça, as dancinhas e os cabelos esquisitos do Neymar e a camisa golpista da CBF. Fica apenas entre nós que todo mundo gosta de futebol para obter amigos e favorecimentos sociais.
Pois na hora mesmo da diversão, cada um vai para o seu lado procurar pela sua fonte individual de prazer, sem se preocupar se o outro está gostando ou não.
domingo, 17 de setembro de 2017
O Dono da Bola
Um jovem encontrou na internet e me enviou uma suposta mensagem atribuída a um atleta arrogante que havia assinado um contrário bilionário com um time de um país da Europa.
O tal atleta é nascido em um país em decadência, é altamente religioso e segue orientação política de direita, apesar de nascido nas classes populares. Considerado herói da chamada "meritocracia" ele supostamente escreveu este texto para comemorar o contrato assinado.
OBS: Informações sugerem não ser uma mensagem real. Mas se a sua suposta autoria tiver alguma semelhança com alguns deslumbrados atletas, não passa de mera coincidência. Pois atletas arrogantes não são tão raros assim, fáceis de serem encontrados em quaisquer esquinas. Eis o texto:
Galera
É com profunda alegria que confirmo a assinatura deste novo contrato. Caramba! Vou ganhar muito! Estou imensamente feliz por receber uma fortuna para trabalhar apenas poucos minutos em certos dias. E não são todos os dias.
Trabalho? Hummm... Trabalho para mim é o que a galera mais humilde faz para se divertir. Legal ganhar se divertindo. E ganhar muito.
E vocês torcedores queridos? Soube que as coisas aí no país estão de mal a pior. Não faz mal. O que interessa que eu, o herói de vocês, estou muito bem e vocês tem que se alegrar com isso. Aliás vocês VÃO se alegrar com isso.
Porque para vocês, que não tiveram a sorte que EU TIVE, vã ralar muito. A reforma proposta pelo presidente democrático tão bondoso - sem ironia, eu GOSTO MESMO DELE - pode cancelar o recebimento de salários. Besteira. Passa-se a trabalhar por amor. Jesus trabalhou sem ganhar nada, porque vocês não?
Eu aqui estou numa boa. As reformas do caro presidente não me atingirão. Aqui estou na Europa, doido para trepar com várias de suas lindas nativas. O contrato publicitário que me obrigou a estar atado com aquela brasileira chata se encerrou e agora posso trepar com quem eu quiser.
Torcedores queridos, mesmo que haja piora no país onde vivem, uma boa notícia. Estamos no maior campeonato de nossa modalidade. E eu sei que vocês ficarão felizes com a nossa conquista. Se ganharmos, vocês estarão a fim de se escravizarem com mais alegria. Felizes, escravos trabalham melhor. O que importa é ver nosso país campeão em nossa modalidade. O resto é resto.
Enquanto vocês estão aí se virando, aqui estou eu na minha piscina de mármore, cheio de boas companhias, comemorando o meu contrato ao som de um bom proibidão em volume bem alto. A partida de minha estreia está próxima. Que beleza!
Eu aqui torrando meus bilhões e vocês aí se matando em troca de nada. Como é lindo e justo o meu país...
(Atenciosamente, O Dono da Bola, o herói máximo de sua nação)
domingo, 27 de agosto de 2017
Golpistas querem que você goste de futebol
Uma coisa que os ingênuos anti-golpe que adoram futebol se esquecem com frequência é que todos os patrocinadores da Seleção brasileira de Futebol patrocinaram os movimentos e a iniciativas que facilitaram o impeachment de Dilma Rousseff, uma presidente honesta para colocar uma verdadeira máfia no comando do país. Máfia patrocinada e apoiada explicitamente pelos patrocinadores da Seleção.
Bom lembrar que o futebol é importante para manter a população anestesiada, perfeitamente conformada com a destruição de direitos e patrimônio de nossa nação que está prestes a voltar a ser uma colônia de exploração com nossa população convertida em um bando de escravos a se esforçar quase de graça em prol dos interesses dos especuladores mais ricos do mundo.
E você aí feliz com a copa de 2018 achando que a vitória da Seleção tratá dignidade para o país, mesmo que o "caneco" fique nas mãos dos cartolas corruptos da CBF. Se esquecendo que os golpistas foram em massa com a camiseta da CBF pensando estar lutando pelo país e não homenageando um time de futebol, que é o que a Seleção é de fato.
Acho que o pessoal anti-golpe deveria largar este esporte golpista e procurar outro esporte mais social para curtir. Ou assuma de vez que além de Pátria de Chuteiras, você concorda que o Brasil nunca foi além de uma República de Bananas e de uma Colônia de Exploração, coisas que não deixarão de estar ligados ao nosso país como maiores "qualidades".
Gostar de futebol e achar que isso é dever cívico é um verdadeiro gol contra o Brasil (o país). Após o apito final do juiz do jogo, que vai competir é o povo brasileiro, em luta feroz pela sobrevivência. A alegria nunca durou mais que 90 minutos de uma supérflua partida de futebol.
Os golpistas que patrocinam a Seleção Brasileira de Futebol agradecem.
Golpistas querem que você goste de futebol
Uma coisa que os ingênuos anti-golpe que adoram futebol se esquecem com frequência é que todos os patrocinadores da Seleção brasileira de Futebol patrocinaram os movimentos e a iniciativas que facilitaram o impeachment de Dilma Rousseff, uma presidente honesta para colocar uma verdadeira máfia no comando do país. Máfia patrocinada e apoiada explicitamente pelos patrocinadores da Seleção.
Bom lembrar que o futebol é importante para manter a população anestesiada, perfeitamente conformada com a destruição de direitos e patrimônio de nossa nação que está prestes a voltar a ser uma colônia de exploração com nossa população convertida em um bando de escravos a se esforçar quase de graça em prol dos interesses dos especuladores mais ricos do mundo.
E você aí feliz com a copa de 2018 achando que a vitória da Seleção tratá dignidade para o país, mesmo que o "caneco" fique nas mãos dos cartolas corruptos da CBF. Se esquecendo que os golpistas foram em massa com a camiseta da CBF pensando estar lutando pelo país e não homenageando um time de futebol, que é o que a Seleção é de fato.
Acho que o pessoal anti-golpe deveria largar este esporte golpista e procurar outro esporte mais social para curtir. Ou assuma de vez que além de Pátria de Chuteiras, você concorda que o Brasil nunca foi além de uma República de Bananas e de uma Colônia de Exploração, coisas que não deixarão de estar ligados ao nosso país como maiores "qualidades".
Gostar de futebol e achar que isso é dever cívico é um verdadeiro gol contra o Brasil (o país). Após o apito final do juiz do jogo, que vai competir é o povo brasileiro, em luta feroz pela sobrevivência. A alegria nunca durou mais que 90 minutos de uma supérflua partida de futebol.
Os golpistas que patrocinam a Seleção Brasileira de Futebol agradecem.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Acidente com a Chapecoense cria histeria coletiva
No Brasil, quando o assunto é futebol, o país para. Um povo ainda imaturo, que não sabe ainda sequer se indignar de forma racional, fazendo isso de forma passional, seja de que lado estiver, ainda considera uma forma de lazer como sua maior prioridade.
O episódio ocorrido com o acidente da equipe da Chapecoense virou o assunto do dia. E olha que o time nem é o dos mais admirados. Sites que deveriam tratar o assunto como um acidente comum, falam do fato como se tivesse morrido algum parente querido ou alguém muito importante a resolver os maiores problemas do país.
Sabe-se que nas favelas morrem inocentes todos os dias sob a desculpa do combate ao tráfico. Direitistas mais radicais desejam a morte de esquerdistas, por motivos que só existem na imaginação fértil dos mais histéricos fascistas. Mas quando morre algum jogador de futebol, o choro é coletivo, e vem de todos os lados, tribos, raças, credos e orientações sexuais ou políticas.
Acidentes aéreos com muito mais vítimas não foram tratados assim tão apaixonadamente. Fico imaginando se ao invés da Chapecoense, tivesse morrido a "Seleção", com o Neymar entre as vítimas fatais. Seria declarado luto oficial, teríamos um feriado e Neymar seria condecorado mártir máximo do patriotismo brasileiro e possivelmente enterrado com honras de chefe de estado.
Triste viver em um país que coloca o futebol como prioridade máxima. Por isso que nunca resolvemos nossas crises. Não somos um país. Somos um estadio de futebol.
domingo, 21 de agosto de 2016
A cheerleader tagarela
Sabe porque o Brasil não tem cheerleaders? Porque tem um jornalista-torcedor que é muito mais eficiente na função de tentar animar a plateia brasileira: Galvão Bueno. E como toda a cheerleader, não consegue parar quieto enquanto exerce a citada função.
E Galvão, que gosta de falar bastante (ele é portador de um fenômeno chamado logorreia) e muitas vezes sem necessidade, não raramente chega a dizer verdadeiras asneiras no ar. Isso sem contar na postura de torcedor excessivamente entusiasmado que demonstra durante suas atuações. Algo que não combina com alguém contratado para ser um jornalista esportivo e não um fanático expectador. Mas Galvão é a cheerleader oficial do Brasil: fazer o quê?
Uma de suas muitas gafes foi falar durante uma competição de natação justamente no momento em que todos deveriam estar calados. Bueno tomou bronca de um colega da BBC (registrada no vídeo abaixo, com legenda). Após o ocorrido, pelo menos Bueno teve a sensatez de assumir o erro e fazer as pazes com o jornalista que o criticou.
Mas personagens como Galvão Bueno são excelentes em uma sociedade como a brasileira, pessimamente educada, avessa a intelectualidade (mas que adora ser rotulada de "inteligente"), que considera como seu maior "orgulho" uma reles forma de diversão chamada futebol, que para os mais ingênuos, é a principal razão de ser do povo brasileiro. O que explica o mimimi pela má atuação de Neymar (cria de Galvão Bueno), como se o jogo dele pudesse salvar as vidas de milhões de pessoas.
Por isso que apesar de ser tido como "chato", muita gente ainda prefere assistir eventos esportivos sob seu comando. Há algo de hipnotizante na chatice de Galvão Bueno...
Pseudo-nerds brasileiros insistem em associar Neymar ao mundo nerd
O site Judão, que se autodenomina "nerd", embora eu não veja nenhum traço da tribo em seu conteúdo e na aparência de gordos barbudos de seus responsáveis, mostrou a capa do jogo PES 2011 que é oficializado pela Fifa e tem na capa o arroz de festa Neymar e o português-que-age-como-brasileiro Cristiano Ronaldo.O texto do site não faz nenhum elogio aos jogadores, mas quem visitou o site durante a copa, sabe que seus responsáveis são tão pró-futebol quanto qualquer troglodita que vive surrando nerds em qualquer pátio escolar.
Digitando as palavras "nerd" e "Neymar" em sites de busca (experimentem fazer isso no Google), encontramos muitos sites ditos "nerds" que lançaram postagens falando sobre o hiperbólico jogador. Quem tem a cabeça no lugar sabe que nerd de verdade prefere ignorar o futebol (cada vez mais alienante e estimulador de fanatismo) e ainda mais trastes como o jogador com cabelo de pônei. Nerd que adora futebol não é nerd coisa nenhuma. Melhor escolher outro nome para a sua "tribo".
Mais uma prova que a verdadeira cultura nerd ainda não chegou ao Brasil e que o que se vê é na verdade a utilização ilícita do rótulo para garantir vantagens pessoais e estar na moda.
terça-feira, 21 de junho de 2016
Futebol está perdendo popularidade? O ato de torcer foi canalizado para a política?
Algo estranho começa a acontecer no país: a "seleção" não desperta mais o interesse popular. pelo menos não tanto quanto antes. Sei que a derrota na última copa, a mais vexaminosa por ter sido uma goleada e em uma copa organizada no Brasil.
A eliminação na Copa América e a queda de qualidade de nossos jogadores, transformando a "seleção" em um time de um jogador só (só ganha quando Neymar joga) pode finalmente fazer com que a próxima copa, jogada na Rússia, seja a primeira sem os brasileiros. A não ser que patrocinadores comecem a soltar dinheiro para garantir a presença de uma seleção ruim só para manter a tradição brasileira de fazer férias forçadas de quatro em quatro anos.
Os brasileiros parecem ter transferido o clima de torcida para a política. De um lado, os progressistas, defensores dos direitos humanos e eleitores de partidos de esquerda. De outro, os conservadores, defensores das instituições e eleitores de partidos de direita. Ambos digladiando para ver quem "é o melhor". Ambos falando em nome do bem estar coletivo sem de fato lutar pelo mesmo.
A política brasileira não tem sido levada a sério. Tratada como uma novelinha ou campeonato esportivo, ele estimula a exaltação de ânimos e um bloqueio da racionalidade. os partidários e interessam muito mais em defender ideologias do que solucionar os problemas do país, que crescem enquanto a população permanece distraída nesse "Fla x Flu" político.
A intromissão empresarial no futebol e na política
Os grandes empresários e a mídia que os representa quer mais é que este clima alienado se fortaleça. O povo, cada vez mais ignorante, subestima a política, ignora a sua complexidade e escolhe o seu lado favorito para ser o "salvador" da pátria, quando pouquíssimos conseguem perceber que por trás da política existe uma intricada e gigantesca rede de interesses envolvendo pessoas que nunca vemos sequer na TV. Obedecemos as decisões de forças invisíveis que nem sabemos que existem.
O mais risível é que os dois lados, mesmo que o interesse do futebol esteja diminuindo, ignoram a corrupção do mesmo e também o fato de que é essa mesma corrupção que fez com que o futebol se glamourizasse, tornando uma quase unanimidade, uma obrigação cívico-social seguida por pessoas de todas as tribos, etnias, classes e credos. Tirar o futebol das mãos de cartolas e patrocinadores é querer transformar a carruagem em abóbora. Ou seja, ou aceita-se a corrupção ou procuremos um esporte menos corrupto para curtir.
A mesma coisa é a política, pois estamos diante da surreal decisão de tirar uma presidente sem provas de envolvimento em corrupção para colocar no lugar corruptos comprovados que vão aos poucos destruindo conquistas sociais de mais de 60 anos, para que sejamos todos reféns dos empresários que verdadeiramente controlam o país. E a política e o futebol não fogem do controle desses empresários, que agem como donos de nossas vidas e fazem de tudo para que não saibamos disso.
Acordemos para a realidade. Os empresários querem nos manter dopados. E usando futebol ou estereótipos políticos, farão de tudo para que fiquemos deitados eternamente em berços esplêndidos.
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Americanos assemelham-se com brasileiros a priorizarem eventos esportivos
Hoje não teve outro assunto: Super Bowl, o campeonato de "futebol" americano que aos poucos vira febre nos EUA e em alguns países de língua inglesa.
Para reforçar a torcida, praticamente quase todas as celebridades mais badaladas do momento, salvo raríssimas exceções, deixaram tudo de lado para curtir o evento, com aquele fanatismo que a gente vê nos brasileiros na copa do mundo de futebol.
O que significa que os americanos não são assim tããão diferentes de nós e que é uma ilusão acreditar que por ser a nação que "manda" no planeta significa que ela seja a mais evoluída. Não é.
Lá também se transformam em deuses um bando de panacas só porque sabem lançar uma bolinha no "lugar certo", um feitio que nada tem de heroico e muito menos ajuda a sociedade a se evoluir, servindo de mero passatempo para desocupados.
Pena que para muita gente, a diversão alem de prioritária, vira uma unanimidade, fechando o caminho para qualquer tipo de diversidade. Todos seguem a correnteza, se esquecendo do desfiladeiro lá adiante.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Pizza de Aniversário
Neymar faz anos hoje e ontem ganhou um presentaço: teve as acusações de envolvimento seu em casos de corrupção arquivadas. Ou seja, Neymar está livre, leve e solto, dispensado de qualquer investigação que comprove irregularidades envolvendo seu nome. Mais um sucesso na vida do homem mais sortudo do Brasil. Hoje teremos pizza de aniversário na festa do hiper-estimado jogador.
O mais-que-ovacionado jogador até recebeu hoje parabéns de várias celebridades que fingem ser contra a corrupção, mas na verdade querem mesmo é ver um integrante do proletariado longe da política, aplaudindo corruptos que agradem a elite. Corruptos, só os de direita, pois sabem roubar direitinho, sem deixar rastro.
Proletariado, só se correr atrás de uma bolinha, como o Neymar (que é direitista assumido, ou seja, pró-elite), que evidentemente já enterrou seu passado de proleta e virou magnata. Um magnata meio burrinho que nem fala direito e muito menos associa as ideias, mas um magnata.
Hoje ele está feliz. Deve passar a noite com o maior harém do mundo que nem está aí para a sua feiura ou sua burrice. Neymar, que em país sério não passaria de um circense a distrair as massas, no Brasil, terceiro país mais ignorante do mundo, ele é "deus", é mestre, é o menino que acabará com a crise no Brasil simplesmente por correr atrás de uma reles bola de couro. Valorizado só porque consegue correr atrás de uma bolinha, sua única qualidade supostamente relevante.
Será preciso melhorar a educação para fazer a população entender a superficialidade e a inutilidade de um ídolo como Neymar, o perseguidor e chutador de bolinhas?
sábado, 30 de janeiro de 2016
Galanteios
Bruna Marquezine é assunto de um passado remoto. Enquanto a Marquezine, pelo que parece, roubou um cantor de uma outra atriz, Neymar não quer saber nem mesmo das celebridades brasileiras. Agora o negócio dele são as gatas internacionais. O jogo dele agora é tentar conquistar a modelo Kendall Jenner e a atriz Chloe Grace Moretz (esta disse que ama ele).
Feio, desajeitado, mal instruído, vulgar, mas MUITO RICO, usa a sua conta bancária lotada para compensar as qualidades que não tem para conquistar agora as gatas internacionais.
E eu me matando de estudar durante anos, conquistar suado um diploma de nível superior para ganhar salário mínimo e namorar umas barangas burras e feias, enquanto esse troncho sem o primário completo tem o redondo planeta aos seus pés, incluindo as mulheres mais desejadas do mundo, todas de joelhos diante dele. Bah!
Neymar, o homem mais sortudo, não somente do Brasil. Agora o mais sortudo do mundo.
sábado, 9 de janeiro de 2016
Cariocas escolhem América e Bangu para fingirem gostar de futebol em estado onde hobby é obrigação social
Ninguém assume, mas a realidade mostra na prática. No Rio de Janeiro, gostar de futebol é uma obrigação social. A sociedade é dividida nos quatro times mais bem sucedidos (Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco) e toda a interação social é feita utilizando estes quatro times.
As pessoas nem perguntam se a pessoa gosta de futebol ou não. Pergunta para qual time torce. Ter um dos quatro times na carteira de identidade e sinal de simpatia, de bom convívio e até mesmo de "espírito de equipe". Há casos reais, mas pouco divulgados de pessoas que foram demitidas por não gostarem de futebol, com as empresas alegando que elas "não sabiam trabalhar em grupo".
Por ser uma regra social bem rígida, não é cômodo assumir publicamente o desprezo pelo futebol. Ser não-torcedor para cariocas é o mesmo que ser ateu diante de cristãos fanáticos. Dá briga. Por isso, ao invés de assumir não gostar de futebol, os cariocas que desprezam o futebol resolveram fingir o gosto escolhendo times impopulares e pouco sucedidos como "times do coração".
Pode ser qualquer um desses de cidades do interior cujas sedes parecem campos de várzea e seus jogadores ganhem salários mensais inferiores ao gasto de apenas um dia que Neymar tem com seus cachorros de estimação. Mas para maioria, os times escolhidos são o America e o Bangu, pela relativa facilidade de encontrar alguma informação, para forjar a falsa dedicação.
Como são times que não interessam aos torcedores dos quatro times manjados, é um meio de fingir o hobby com chances pequenas de ser desmascarado. Se escolher um dos quatro bem sucedidos, as cobranças serão maiores e o falso torcedor terá que dedicar boa parte do seu tempo livre ao hobby para poder manter a farsa. Por isso a escolha por times menores é bem mais segura.
E ainda torcemos para que um dia o direito de não gostar e futebol seja respeitado para que as pessoas não tenham o desgosto de serem forçados a se dedicar a um hobby que não lhes dá prazer.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Padronização de ônibus em Porto Alegre é influenciada por futebol
A era da mediocridade vai emburrecendo todo mundo. E nada melhor que usar o monopolizante futebol para inspirar a monopolizante padronização visual que esconde da população o direito de conhecer as empresas vencedoras da licitação municipal. Como vê, uma pirataria legalizada e assinada em decreto.
O prefeito de Porto Alegre, a terceira capital mais fanática em futebol do país, decidiu "homenagear os times locais com a nova pintura dos ônibus, que esconde a identidade das empresas colocando no lugar a redundante informação do nome da cidade. "O povo que se vire", como dizia o prefeito carioca que lançou o modismo do fardamento de ônibus com nomes de prefeituras.
Futebol e curitibanização dos ônibus: duas medidas retrógradas a iludir as massas, reduzindo intelecto, qualidade de vida e o direito a diversidade.
domingo, 14 de junho de 2015
O futebol feminino não sai na mídia
OBS: É clássico o desprezo que os brasileiros dão ao futebol feminino, que parece outro esporte. Mesmo tendo um desempenho infinitamente superior à seleção masculina oficial (até as outras categorias masculinas são desprezadas - vide a copa sub-20 que não consegue parar o país), as moças ganham menos e tem o reconhecimento público e midiático bastante inferior. Herói é uma nulidade como o Neymar ou qualquer um que se pareça com ele. O resto, não interessa.
O futebol feminino não sai na mídia
Por Najla Passos, no site Carta Maior:
Noite de terça-feira (9), Montreal, Canadá. Abertura da Copa do Mundo de Futebol Feminino. A seleção brasileira estreia com vitória de 2 x 0 sobre a Coreia do Sul. Mais do que isso, registra dois feitos históricos. No início do 2º tempo, Marta, cinco vezes eleita a melhor jogadora do mundo, balança a rede em cobrança de pênalti, atinge a marca 15 gols em mundiais e se torna a maior artilheira da história campeonato. Antes disso, ainda no 1º tempo, Formiga, 37 anos, 20 de seleção brasileira, abre o placar e se transforma na jogadora mais velha a marcar gol em mundiais.
Pouquíssimos brasileiros, porém, comemoraram a tripla conquista da noite de estreia. Os feitos nem chegaram a ser assunto nas rodas de conversas da semana. A maioria das pessoas sequer ficou sabendo. As marcas das maiores jogadoras do dito "país do futebol" obtiveram pouco espaço na imprensa comercial, inclusive na especializada. Por que Ronaldo, o fenômeno, que também ostenta a marca de 15 gols em mundiais, tem muito mais visibilidade? Por que o menino Neymar, qualitativamente distante de marcas como estas, é quem frequenta as primeiras páginas dos jornais?
Professora do Bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Maíra Kubik afirma que a mídia tende a reproduzir estereótipos e, por isso, nela, a mulher ocupa apenas seus papeis mais tradicionais, como o de dona de casa ou de mãe. "Pesquisas demonstram que, por exemplo, em matérias de economia, a mulher é entrevistada no supermercado para falar sobre o aumento dos preços, enquanto os homens são os economistas, que comentam tecnicamente", exemplifica.
No caso específico do futebol, ela aponta que a mulher é tratada muito mais como "musa" do que como "atleta". "No Brasil do machismo, o lugar da mulher não é no futebol, que ainda tido como um nicho masculino. E, por isso, mesmo conquistas valorosas como a de Marta e Formiga não ganham visibilidade", esclarece.
A professora destaca que estudos críticos da imagem demonstram que o machismo na cobertura esportiva é tão grande que, mesmo quando as mulheres conseguem algum espaço, são retratadas em ângulos que visam destacar partes especificadas dos seus corpos, de forma a retratá-las muito mais como objeto sexual do que elas como atletas.
Machismo à espreita
A militante feminista Isa Penna acrescenta que, independente do aspecto que você analisar a cobertura da mídia esportiva brasileira, irá encontrar o machismo à espreita. De acordo com ela, até mesmo no jornalismo esportivo o papel da mulher é diferente. Os homens são os comentaristas. Elas, as apresentadoras. "As mulheres funcionam quase como enfeites. Quem dá a linha editorial da cobertura são os homens", denuncia.
Isa observa que o machismo também está estampado nos salários pagos. Enquanto os jogadores chegam a negociar cifras milionárias, as mulheres ganham entre R$ 320 e R$ 2 mil. Há apenas dois anos, em 2013, os salários delas, embora baixos, variavam de R$ 800 a R$ 5 mil. "Isso mostra que, neste momento de crise econômica, os patrocínios para o futebol feminino são os primeiros a serem cortados", afirma.
Ela acrescenta que, atualmente, há 800 times de futebol masculino inscritos nos campeonatos regionais. Já os femininos são apenas 175. "Em São Paulo, os principais clubes não tem seleções femininas. O Santos, que tinha, fechou recentemente, com a velha desculpa de que falta patrocínio", relata.
O jornalista esportivo José Roberto Torero avalia que o futebol feminino ainda é muito desconsiderado não só no Brasil, mas em vários outros países com tradição no esporte. De acordo com o jornalista, o futebol feminino só se destaca mesmo nos países em que o masculino não é forte, como na Suécia, na Noruega e nos Estados Unidos. "Parece que as mulheres ainda não têm licença para jogar futebol", afirma.
Dentre os fatores, ele também cita o machismo, que faz com que o público encare os esportes mais brutos, de maior contato, como genuinamente masculinos. “Vôlei, que não tem contato, mulher pode jogar. Basquete, fica o meio termo. Mas futebol, não”, esclarece. O jornalista esportivo lembra também que as mulheres vêm conquistando espaço em práticas como a natação e o atletismo, mas, mesmo no país do futebol, não rompe a barreira dos espaços exclusivos dos homens.
Torero afirma que, mesmo na cobertura do jornalismo esportivo, o papel da mulher ainda é escasso. "Jogadoras como a Marta e a Formiga teriam muito a contribuir como comentaristas, mas não são sequer convidadas para falarem sobre partidas masculinas. O máximo de espaço que as mulheres ocupam é para comentar partidas das próprias mulheres", observa ele.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
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