domingo, 14 de outubro de 2012

Acostumar mal dá nisso

O arroz de festa da atualidade, a super celebridade do futebol e artilheiro nas horas vagas, Neymar, não para de se envolver em participações especiais de todos os tipos. 

Já que se acostumou a tantas participações, agora é ele que pede para participar. Evopcês acham que alguém vai negar? Nããããoooooo!!!...

O pentelho agora quer participar do capítulo final da novela Avenida Brasil, que incluiu uma tama terciária sobre futebol em seu roteiro. Ainda bem que a novela não conseguiu aumentar o fanatismo epidêmico que reina em nosso país há muitas décadas, alienando gerações e mais gerações. Se aumentasse, iria agravar o que já se encontra em estado catastrófico.

Com a boa vontade do arroz de festa de participar, certamente a Rede Globo, verdadeira dona da CBF, não vai negar essa oportunidade de fechar a novela do horário de maior audiência com essa cereja topetuda sobre o bolo.

E quem sabe o mitológico jogador possa ter escolhido a sua futura carreira, após encher o saco dos mais sensatos com sua fútil e inútil vocação de chutar bolinhas em uma rede, algo tratado como "heroísmo" por um povo idiota e crédulo, que é estimulada a nunca usar o discernimento.

domingo, 7 de outubro de 2012

Já pensou se fosse na copa? Que maravilha!!!

Na última quarta feira, o esperado jogo entre a Seleção Amarelão contra a sua arqui-inimiga Argentina foi cancelado por falta de energia elétrica no estádio. Claro que os futebosteiros (leia-se torcedores) não gostaram nada disso. Ainda mais que o jogo era considerado um clássico e os brasileiros sempre aproveitam a oportunidade de humilhar os argentinos no futebol - enquanto que em cultura e em educação, é a vez dos argentinos darem murro em nossas caras.

Mas já pensou se na copa desse pane em Itaipu e a energia em todo o país caísse? Claro que em jogos diurnos daria-se um jeito, apesar de obrigar a todos a irem ao estádio se quisessem ver as partidas, já que não seria possível assistir pela televisão, a traficante deste narcótico chamado futebol.

Mas seria uma forma de tentar acabar com esse fanatismo idiota que transforma o futebol em obrigação cívico-social, a ponto de se criar um preconceito contra quem não curte o famoso esporte.

Está mais do que na hora dos brasileiros terem uma boa lição para aprenderem a não colocar brincadeira acima de assuntos sérios. Nem que apenas um apagão elétrico tenha que ocorrer para isso.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Footbus para lembrar Fetransrio

Hoje começa o Fetransrio, evento sobre as novidades do mundo do ônibus, no Rio Centro. Para lembrar, coloco aqui fotos mais recentes onde aparecem ônibus com referências ao futebol. Nada que possa ser realmente útil (como adoram colocar futebol em outros assuntos...), mas apenas como uma curiosidade.






domingo, 30 de setembro de 2012

Veja o Gordo

O Fantástico, em crise de criatividade e de audiência, sabe que é preciso apelar para atrair os telespectadores. Os brasileiros de hoje gostam muito de coisas fúteis, músicas ruins e muito entretenimento inútil, daqueles que emburrecem e nada trazem de positivo para o desenvolvimento social.

E nada melhor do que recorrer ao futebol, eterno narcótico da população brasileira, como chamariz para uma atração que vai mal das pernas. No relançamento do quadro Medida Certa, no qual pessoas acima do peso são colocadas em atividades para emagrecimento, quadro que teve a participação dos próprios apresentadores, Zeca Camargo e Renata Ceribelli, resolveram convidar o ex-jogador Ronaldo Nazário, conhecido como o "Fenômeno", garoto propaganda da copa de 2014, para perder seus quilinhos.

Se com a participação dos próprios apresentadores, o quadro foi uma espécie de "salvação" para o programa, graças aos bons índices de audiência, imagine com o rotundo ex-jogador, numa sociedade que acha que chutar uma bolinha em uma rede é sinônimo de felicidade, patriotismo, amizade e qualidade de vida.

Estão dando importância a muita bobagem. Fazer o quê, o Brasil acha que vai se desenvolver dessa maneira...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Vasco faz campanha contra o racismo. Louvável. Agora só falta fazer campanha contra o preconceito a quem não curte futebol

O time carioca Vasco da Gama está fazendo uma admirável campanha contra o racismo, afirmando ser o primeiro time a admitir negros e não-brancos no elenco de jogadores. Uma campanha mais do que louvável, que eu apoio sem hesitar e que todos os times, sem exceção deveriam se unir e difundir para o mundo. 

Racismo é uma ignorância e limitar os benefícios por causa da uma cor de pele é uma grande perda de oportunidade de conhecermos grandes pessoas de cor que ajudam a construir a sociedade com sua inegáveis qualidades e seu exemplo resultando de uma experiência de vida única que nos ajuda a crescer mais e mais. Os indivíduos de todas as etnias merecem a total felicidade do mundo. Racismo extinto imediatamente!

Mas outra campanha anti-preconceito deveria ser anexada junto a essa, já que prejudica um grupo de pessoas com a mesma crueldade que o racismo: o preconceito contra quem não gosta de futebol.

No Brasil, quem não curte futebol é desprezado, abandonado, quando não é ridicularizado. Futebol, no Brasil é tratado como obrigação social e por causa disso, muita gente que não curte futebol, se sente na obrigação de curtir e acaba abrindo mão do próprio prazer com medo de se sentir excluído da sociedade, por não "obedecer" a uma obrigação que na verdade, não é citada em uma lei sequer. Não existe lei formal que obriga alguém a gostar de futebol e o lazer deve ser sempre opcional, pelo seu caráter subjetivo.

Vamos parar de preconceito contra quem curte futebol. Mídia e autoridades devem perceber e difundir a existência de quem não está a fim de futebol. Tem que reconhecer que quem não curte futebol é tão alegre quanto quem curte; que existe outras formas de alegria e diversão que passam bem longe do futebol. Futebol é um direito, sim, mas nunca uma obrigação. nem mesmo em copas.

Ninguém é obrigado a deixar de gostar de futebol, mesmo que seja apenas para agradar a sociedade. Mas essa mesma sociedade deveria também respeitar e admirar quem não curte futebol, nunca recusando amizade e oferecendo a estas pessoas alheias ao esporte mais popular do país, opções de lazer, reconhecendo que no país da diversidade, respeitar a diversidade de gostos e de lazer é importante e indispensável.
Recusemos o racismo anti-não-brancos no futebol, mas recusemos também o preconceito contra quem não quer saber de bola rolando. Temos o direito a todos os benefícios da sociabilização, sem precisar seguir a suposta obrigação de gostar de um esporte que apesar de popular, não nos dá o menor prazer.


domingo, 23 de setembro de 2012

Não tem algo melhor do que fazer do que ficar exaltando times no Facebook?

Às vezes tenho medo de abrir o meu Facebook. Nos domingos inclusive criei uma regra de nunca abrí-lo neste dia. os amigos que me perdoem, mas domingo é dia de NÃO me encontrar na rede criada por Zuckerberg. Enquanto o futebol continuar se tornando o maior motivo de "orgulho" (???!!!) do brasileiro, não entrarei no Facebook aos domingos, a não ser em caso realmente necessário.

O motivo disto é o fanatismo pelo futebol que os brasilairos demonstram. Infelizmente, o brasileiro, como povo infantilizado - Brasil não é um país sério - dá excessiva importância a algo que originalmente foi criada para ser uma mera distração para quem não tem nada mais importante a fazer.

Isso irrita quem tem o discernimento um pouco mais desenvolvido. É como acontece com as crianças quando vão à Disneylandia e ficam fascinadas por aquelas pessoas vestidas de personagens dos desenhos animados, fazendo crer que tudo aquilo é real. Para os futebosteiros a vitória de um time ou da "seleção" representa qualidade de vida, por mais absurdo e ilógico que possa parecer.

Aí os fanáticos vem com chuvas de postagens futebosteiras transformando, como tinha dito um cara em uma comunidade anti-futebol no já esquecido Orkut, o Facebook em um "Globo Esporte" )ou seria Globo Futebol?). Seria legal ver essas postagens se vivêssemos em uma sociedade onde o futebol não é obrigação e muito menos motivo de "orgulho" da população. Mas como vivemos num autêntico "Idiot Country", estas postagens ganham status de enchimento de saco, como gritaria de criança malcriada.

Será que esses fanáticos ficariam felizes se eu postasse muitos cartazes e memes sobre automobilismo ou até mesmo de esportes menos populares como beisebol e hockey no gelo?

E não me procurem no Facebook aos domingos enquanto acharem que futebol é "orgulho nacional". Até largarem as chupetinhas, estarei no Facebook somente nos sérios dias úteis onde todos carregam pedras ao invés de chutar bolinhas.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Respeitemos os argentinos, nossos irmãos mais esclarecidos

É uma grande bobagem a mania do brasileiro de forjar uma "inimizade" com os argentinos só por causa do futebol. Bobagem e falta de informação. Se os brasileiros olhassem para o próprio rabo, respeitariam os argentinos. respeitariam tanto, a ponto de lamber a sola dos pés dos portenhos.

Os brasileiros se esquecem que, se no futebol os tupiniquins levam a melhor, em matéria de cultura e politização, o povinho da Terra Brasilis leva um verdadeiro banho de cal, perdendo muito feio. Os brasileiros, além de alienados, adoram música ruim e agem feito animais na hora do lazer.

Os argentinos, quando sentem que algum direito essencial não está sendo satisfeito, saem para protestar. E protestam com aquela agressividade típica de quem realmente está inconformado. O presidente Fernando de La Rua foi realmente deposto após os protestos da população. No Brasil, nada disso. O xará Fernando Collor não foi deposto por causa da população. Foi porque incomodou a burguesia, incomodada pelo confisco da poupança que acabou prejudicando os ricaços brasileiros. A corrupção foi só pretexto e a população, sobretudo os jovens, estavam mais interessados em um carnaval extra do que realmente em tirar um "corrupto" do poder. Brasileiro é tão alienado que pensa que está se rebelando quando sua atitude prova o contrário.

E na cultura? Enquanto os argentinos ainda ouvem rock e sofisticaram o tango, acrescentando a tecnologia da música eletrônica e modernizando as suas características, além de ainda continuar gravando as músicas andinas de letras politizadas, os brasileiros descobriram que a "cultura" deveria "evoluir" abaixando as calças e se ridicularizando, numa infantilização de fazer envergonhar qualquer criança de 5 anos de idade que tenha o cérebro em perfeito estado.

Os brasileiros, cansados do - suposto - monopólio cultural "imposto" pelo rock brasil dos anos 80, resolveu "diversificar" a sua cultura através da assimilação de muito lixo cultural, conhecido como "música brega", acreditando na falsa ideia de que, a redemocratização do país e a internet tivessem tornado o povo pobre - ainda muito mal escolarizado até hoje - mais intelectualizado, com condições de produzir uma cultura rica, o que a prática provou ser o contrário. O brasileiro, sem saber vê a sua cultura descendo "tranquilamente" até o esgoto, tirando da juventude a chance de conhecer o que realmente é relevante.

E aí, brasileiros? Ainda dão razão à arrogância de "melhores do mundo" no futebol? O que adianta ser o melhor do mundo em uma atividade inútil, caracterizada unicamente na entrada de uma bolinha em uma rede. Só um povo bem idiotizado para achar "importante" o fato de uma bolinha entrar em uma rede.

Os argentinos são fanáticos por futebol. Mas pelo menos em um aspecto, eles podem isso. Pelo menos sabem que o futebol é apenas uma forma de lazer, não como os brasileiros que tratam o futebol como dever cívico e assunto de segurança nacional. Para os brasileiros, carentes de uma guerra séria - que até mesmo a Argentina passou - as copas do munda são tratadas como tal, com os jogadores fazendo o papel de "soldados" e o técnico de "Ministro da Defesa". mais palhaçada impossível.

Hoje teremos jogo "Brasil x Argentina". Provavelmente os brasileiros irão ganhar, já que há muito dinheiro de patrocinadores envolvido. E os patrocinadores, donos de empresas estrangeiras, estão muito interessados que os brasileiros continuem nessa letargia futebolística que impede qualquer conscientização política e social. Farão de tudo, mesmo desonestamente (como porvaram ser capazes em 2002), para que os amarelos ganhem, para manter intacto o conto de fadas. 

Pode ser que o Brasil ganhe de todos no futebol. Mas nas coisas realmente boas e úteis na vida, ainda vai continuar perdendo feio, com direito a uma dolorosa surra de cinto, dada por sociedades nem tão desenvolvidas como a nossa (que já não é tão desenvolvida). E esse tipo de surra dói pacas.

domingo, 16 de setembro de 2012

Movimento Espírita e Futebol: uma mistura mais do que heterogênea


No Brasil, o futebol, que deveria ser encarado como mera diversão, é tratado como assunto sério, como se o bem estar da população dependesse da entrada de uma bolinha em uma trave com rede. Algo típico de uma população sem discernimento, sem auto-estima e completamente infantilizada.

O Espiritismo brasileiro, tão sem discernimento e tão infantil quanto, achou excelente associar a versão "farofa" da doutrina codificada por Kardec com o famoso esporte, aumentando o caráter de seriedade desta forma de lazer. Já temos o cacoete incurável de colocar o futebol em tudo quanto é assunto, porque os espiritolicos não iriam fazer o mesmo?

Legal porque unem-se dois tipos de fanatismo cego, travando a evolução intelectual da sociedade e colocando-a numa ilusão fantasiosa que só combina com a mais tenra infância, onde fadas e duendes perambulam por nossos imaginários. Crescidos, na ânsia de prorrogar a infância, pelo menos no lazer e na religiosidade, decidimos criar novas fadas e novos duendes.

Chico Xavier:o sacerdote que casou o Espiritismo brasileiro com o futebol

Se não bastasse a considerável quantidade de jogadores com o nome de "Allan Kardec" (com as mais variadas mudanças de grafia) e o fato de que o espírito André Luiz supostamente ter sido presidente de um clube de futebol, a morte de Chico Xavier serviu como uma deliciosa, mas alucinógena cereja no bolo, ao decidir que o falecimento seria num dia de vitória futebolística.

O curioso é que o honesto Xavier morreu num dia em que a "seleção" conquistava a sua vitória de modo fraudulento, numa copa que começou desonesta, desde a eliminatória, onde, no desespero de não faltar a uma copa, a CBF fez de tudo para que a "seleção" entre as últimas, pudesse garantir a sua vaga na copa que trouxe o penta - forjado para favorecer a escolha do Brasil para a copa de 2014 e mais ainda o poder de Ricardo Teixeira, provável próximo presidente da FIFA -, gerando a falsa alegria de um povo que nunca consegue se livrar de seus problemas. 

O mais curiosos ainda é que o comportamento da "seleção" na copa de 2014, que forjou uma invencibilidade mesmo com jogadas fracas e hesitantes, pagando adversários fortes para jogarem mal, favorecendo aquilo que resultou no penta-campeonato. Embora quase ninguém admita, embora esteja visível, a "seleção" da CBF (a FEB do futebol) repetiu em 2002 a mesma atuação da França (país de Kardec e do surgimento do Espiritismo) na copa anterior, esta claramente acusada de fraudulenta, do contrário que os supostamente honestos "meninos do Brasil", nascidos no país do "jeitinho". Quando o Ladrão é de casa, ninguém que acusá-lo de roubo.

Assim como na vida comum, o fútil futebol não deve se meter com o Espiritismo

Futebol só é válido como lazer. Foi para isso que ele foi criado. Não foi algo para ser levado a sério. Levar a sério uma forma de lazer como o futebol é coisa típica de quem ainda não amadureceu e coloca as brincadeiras acima dos estudos.

Não vou entrar na questão do verdadeiro motivo que fez Chico Xavier morrer na mesma data da vitória da "seleção". Até prova ao contrário, prefiro acreditar que foi coincidência. Ainda existe muita polêmica em torno disso, já que até entre os espíritas científicos, é evidente o medo de dissociar a quase divinal imagem de santo do ingênuo médium. Mas associar a morte dele ao futebol, justificando que a população estava "feliz" já é uma verdadeira coletânea de tolas mistificações em um só fato.

Essa associação infeliz só fortalece a alienação e a fé cega, travando o raciocínio e superestimando uma forma de lazer que mesmo campeã, ainda não trouxe de fato a verdadeira alegria para a população, servindo mais de instrumento de estímulo à passividade e cegando as pessoas com sua luz forte, mantendo todos os erros que há muitas décadas nenhum brasileiro, nem mesmo o bondoso Xavier, conseguiu consertar.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

"Gostoso é ver um pobrezinho jogar..."

Interessante. No Brasil, os esportes que alcançam alguma popularidade são os que podem ser praticados por pessoas pobres. Não sei se isso é por identificação - esportes que podem ser praticados por qualquer um - ou voltamos à Idade Média, onde os bobos da corte que divertiam as elites vinham das classes menos abastadas. Prefiro acreditar nas duas juntas.

Esportes como automobilismo, tênis, golfe, não tem muita popularidade no Brasil. Há quem goste, mas representam parcela reduzida da população. E normalmente é fácil achar quem critique estes esportes pelo elitismo. E quem critica tem o costume elitista de achar que pobre só pode vencer na vida batendo tambor ou jogando futebol. Advogado, médico, engenheiro e empresário, nem pensar, não é?

Parece que  para a população brasileira tem mais graça ver pobres praticando esportes. Parece novela, é mais emotivo. Dá para fazer aquela associação que acaba transformando atletas em heróis (de si mesmos). Não dá para fazer isso na Fórmula 1 onde os corredores, normalmente nascidos em berço de ouro, saem de suas corridas direto para suas mansões caras em algum litoral europeu. Até mesmo quem não nasceu na Europa, já que até mesmo corredores brasileiro tem castelos e mansões nas paradisíacas paisagens europeias.

Mesmo que enriqueçam depois, os praticantes de esportes de pobre como o futebol e as lutas, as pessoas adoram exaltar a origem humilde de seus atletas, dando um ar de romantismo novelesco que sempre significa final feliz para quem assiste as competições dessas modalidades.

Sinceramente, ô povo piegas e hipócrita o brasileiro. Gosta de ver pobres praticando esportes. Mas detesta ver pobres subindo dignamente por causa do intelecto de atividades mais "elitistas".

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Não tinha outra data para esse jogo?

Não se sabe se foi proposital. Uns argumentam que o fato de ser feriado é que foi o verdadeiro motivo. Outros acham importante a "seleção" jogar num dia como hoje. A segunda alternativa se torna bastante perigosa para justificar a escolha da data...

O brasileiro, povo alucinado e alienado, adora associar futebol a coisas importantes. Um povo infantilizado que acha que conquistar uma vitória em uma atividade cuja façanha mais importante é colocar uma mera bola de borracha em uma rede. 

Gente, desde quando colocar uma bola em uma rede é importante para o país. Porque nos orgulhamos de um gesto tão banal e fútil. A vida de muita gente mudou por causa das 5 vitórias por causa da entrada em uma bolinha? Isso é motivo para orgulharmos de um país, que se encontra cheio de problemas e erros?

É uma imaturidade tratar o futebol como orgulho nacional e colocar esse jogo no dia de hoje foi uma atitude infeliz que só favorece o fanatismo cego e a infantilidade do brasileiro, esse povo tão idiotizado que adora inverter as coisas, levando à sério tolices inúteis e desprezando coisas realmente sérias que interferem em nossas vidas.

Fantasia acreditar que o futebol trará dignidade um dia. Bem provável que faça o contrário. 2015 mostrará isso.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Vamos deixar o futebol conduzir as nossas vidas?

O fanatismo no futebol parece não ter limites. Pelo jeito, para a maioria, o futebol é que guia as rédeas sobre o que deve ou não deve ser feito em nosso país. Duas coisas me fizeram pensar a respeito.

Primeiro, a insistência em dizer que as melhorias no transporte são para a copa, são para a copa... Outra é a naturalidade com que espíritas (??!!) e espiritólicos encaram o fato de Chico Xavier ter morrido num dia fantástico para o futebol. Para estas pessoas, o futebol ganha uma importância que vai infinitamente além daquele que esse esporte já poissuí.

Sinceramente, percebo que a população brasileira está cada vez mais emburrecida, mas não achava que seria tanto. Uma mera forma de lazer, fútil e banal, caracterizada pela entrada de uma bolinha em uma rede pode mexer tanto com a população brasileira, a ponto de alterar todo o cotidiano. De decisões importantes estarem submetidas a uma mera entrada de uma bolinha em uma rede.

E é desta forma, emburrecida, que os brasileiros acham que estão prontos para liderar o mundo nos próximos anos, como "maior potencia" e "Pátria do Evangelho". Isso é uma catástrofe. É como entregar a Presidência da República para um doente mental recém nascido, totalmente lesado.

E aí os brasileiros reclamam quando algum nativo de um país desenvolvido ri da cara de nossa população. Eles riem com muita razão. Eles sabem com que tipo de idiota estão lidando.

domingo, 26 de agosto de 2012

Dar importância ao futebol é sinal de imaturidade

As crianças não gostam de coisas sérias. para elas a vida é uma eterna brincadeira. Se ganham como presentes coisas que não são brinquedos, logo fecham a cara ou no mínimo, jogam o presente em um canto. Entre estudar e brincar, logo preferem a segunda opção. Durante as aulas logo contam os minutos para o recreio. Depois do recreio, contanos minutos para irem embora.

Com os brasileiros, acontece a mesma coisa. O povo brasileiros não gosta de coisas sérias. È preguiçoso, irracional e só dá importância às futilidades, justamente aquilo que não deveria ser encarado com tanta importância. é como achar que a brincadeira é muito mais importante que o estudo. É achar que brincando, cresceremos na vida com mais sucesso.

A maneira como o brasileiro curte o futebol é um exemplo excelente da imaturidade do brasileiro. O futebol, que na verdade não passa de uma tentativa de enfiar uma bolinha em uma rede, é tratado como se pudesse melhorar a vida da população. 
 
O futebol é tão importante para os brasileiros, que mesmo com atrações turísticas únicas, naturais ou artificiais, por todo o nosso território, capazes de atrair um numero grande de turistas, fizemos questão de gastar rios de dinheiro para organizar uma copa de futebol, mesmo sabendo que o número de turistas será muito menor que os que virão atraídos por nossas belezas naturais, já que virão apenas os que curtem futebol, que lá fora, não são em grande número como os daqui. Afinal, em países mais sérios, futebol não é obrigação social.

Futebol é apenas uma forma de lazer e é válido como tal. Transformar o futebol em assunto sério, obrigação social e cívica e achar que a vitória de uma equipe vai dar qualidade de vida é que é um sinal de imaturidade e falta de discernimento, além de uma prova de fanatismo cego e desprezo pelo bom senso. Diversão, ainda vai. Mas endeusar o futebol como "orgulho nacional" é exclusividade de quem tem a auto-estima lá para baixo, usando o famoso esporte como compensação para seu complexo de vira-lata.

Ainda vai demorar muito para o brasileiro se amadurecer. Estamos trancafiados numa quase eterna infância. Vários aspectos mostram isso, apesar de ser mais nítido no futebol. O povo brasileiro, que pensa que está liderando o mundo ( o fato de organizar a próxima copa, reforça essa ilusão), na verdade ainda não dá sinais de que está perto de deixar a infância. Vai ser ridículo liderar o mundo com uma chupeta na boca.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

No Brasil, jogador de futebol nunca faz papel de vilão

Numa sociedade de valores decadentes, ter caráter é considerado supérfluo. O que interessa são os resultados que satisfaçam os interesses de quem os exige. É aquele negócio: os fins justificam os meios.

No futebol, esporte extremamente popular em nosso país, a ponto de criar gírias e influenciar outros setores da sociedade, isso também acontece. Os jogadores de futebol, tidos - erroneamente, é bom lembrar - como "heróis", só porque conseguem enfiar uma bolinha em uma rede, nunca são julgados pelas atitudes antiéticas. Ou tem as suas acusações negadas, ou se confirmadas, perdoadas. Jogadores de futebol nunca são condenados em uma sociedade que considera o futebol o condutor principal da sociedade.

Vários casos mostram o desprezo que a torcida (quase toda a sociedade, pelo que parece ser) tem pela moralidade dos jogadores de futebol. Para estas sociedade, os jogadores estão acima do bem e do mal, dispensados das obrigações éticas e morais. Já não possuem as intelectuais, o que importa?

Hoje a notícia do dia e a extrema alegria demostrada pelos torcedores pela volta do jogador Adriano ao Flamengo. Como é alardeado pela grande mídia, o jogador é famoso por seu comportamento irresponsável, farrista, semi-alcoólatra e amigo de pessoas fora da lei. Um pulha completo (só falta ser mau), que merecia o desprezo e abandono. Mas pelo contrário, como sabe chutar uma bolinha, é automaticamente perdoado pelos seus erros. Como se fazer o time ganhar pudesse compensar os danos que causa na sociedade. É sempre assim.

Em outras situações, onde claramente o jogador abusa de sua falta de ética, os torcedores fazem de tudo para livrar os seus ídolos da imagem de vilões, colocando-os no papel de vítimas, como se tivessem errado por ingenuidade. Como associar vilania aqueles que são considerados "heróis" por quase todo o país? casos não faltam.

O caso Bruno, que matou a namorada com a ajuda de seu melhor amigo, conhecido como "Macarrão", não foge a regra, já que para muitos torcedores, Bruno foi um bode expiatório de Macarrão, que por não ser jogador de futebol é considerado pelos torcedores como verdadeiro criminoso no caso.

Na separação tumultuada do jogador Alexandre Pato e a atriz Sthefany Brito, na opinião dos torcedores, até hoje, a atriz é que ficou como vilã da história (hipótese alardeada pela mídia, simpática ao jogador), quando os fatos mostram que o vilão na verdade foi ele. O fato de Pato ter se tornado genro de Silvio Berlusconi, um dos homens mais poderosos da Itália e "capo" moderno, totalmente desprovido de qualidades pessoais, joga mais lenha na fogueira de que o vilão no episódio com Brito, foi Pato. Mas como o casamento já acabou, ninguém fala mais nisso.

A polêmica Ronaldinho Gaúcho versus Flamengo deu no que falar na época, com o jogador exigindo uma indenização absurda para se desligar do Flamengo (hoje ele está no Atlético Mineiro, líder do campeonato, acredita-se por causa justamente de Gaúcho), piorando a imagem da presidente do clube, a ex-nadadora Patrícia Amorim que, por ser mulher e não ser ligada ao futebol, foi automaticamente posta no papel de vilã pelos machistas torcedores do time de futebol.

São apenas alguns casos de grande repercussão. Mas todos, salvas as suas diferenças, tem uma coisa em comum: a capacidade da mídia e torcida de dispensar os jogadores de futebol das obrigações morais, acreditando que o suposto heroísmo atribuído às suas funções compensem o mau exemplo que eles dão a uma sociedade tão carente de valores, mas que prefere que o Brasil seja o melhor do mundo no futebol, nem que para isso, passe a ser o pior em qualidade de vida, mantendo todos os erros e problemas que estamos cansados de ver.

domingo, 19 de agosto de 2012

OAB-RJ apoia mudança do nome do Engenhão

OBS: O belo estádio e na minha opinião um dos mais modernos pontos turísticos do Rio (apesar de não curtir futebol, gosto bastante do Engenhão e considero uma importante área de lazer), o Engenhão, merece ter o nome de João Saldanha, grande jornalista do esporte, daqueles que tratam o esporte como esporte (como Kfouri, que escreveu este texto e a equipe da ESPN) e não como "patriotismo" e "alegria postiça", como fazem certos jornalistas esportivos atualmente (como uma certa "cheerleader globalizada"). Saldanha também foi técnico da "seleção", creio ter sido um dos melhores, devido a sua personalidade coerente.

Tomara que a mudança seja oficialmente aprovada. Será mais um motivo para orgulharmos desse lindo estádio que diverte tantas pessoas que moram no Méier e também as que chegam ao bairro com a intenção de assistir aos jogos e shows que acontecem nele.

OAB-RJ apoia mudança do nome do Engenhão

Juca Kfouri - Blog do Juca Kfouri

Comentário do presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, sobre a proposta de mudar para João Saldanha o nome do Engenhão:

“Acho a proposta oportuna e justa. João Saldanha foi um apaixonado pelo futebol. Um homem íntegro e idôneo, do qual só temos boas lembranças. Além do mais, era amado pelo povo brasileiro. Portanto, nada mais justo de que empreste o nome ao um estádio brasileiro importante como é o Engenhão”.

Surgem outros movimentos em torno, por exemplo, de Nilton Santos, e nada mais justo.

Como já se falou em Mané Garrincha, embora já batize o estádio de Brasília e assim permanecerá apesar de o governador de plantāo no DF tenha tentado limar seu nome.

Saldanha, Nilton Santos, Garrincha, Luís Mendes, Armando Nogueira, todos merecem.

Até mesmo o bicheiro Emil Pinheiro, que pelo menos era botafoguense, diferentemente de João Havelange, sua cartola e seu colarinho branco…

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O que é pior que uma broca dentária? Broca dentária diante de um jogo de futebol?

Hoje vou contar um fato engraçado. Todos tem medo daquela broca dentária, pois além daquele barulhinho irritante, quando atinge algum nervo dentário, dá aquela dor forte que chega a ser insuportável em alguns casos.

Mas hoje eu terei um tempero a mais para esse incômodo, já que terei que fazer um tratamento dentário exatamente na hora do jogo da "seleção", num consultório que tem uma TV instalada nele. E como vivo em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, onde o fanatismo pelo futebol é muito forte, a ponto de ser considerado uma ofensa alguém assumir que não curte futebol, entrei numa cilada bem pior que o barulhinho da broca. Com quase certeza, o dentista vai querer deixar a TV sintonizada no jogo e ainda achar que isso vai me deixar mais tranquilo durante o tratamento (e não vai). Reparem que é só um amistoso. Imagine se fosse época de copa? Eu estaria ferrado.

Vamos ver o que vai acontecer. Vou assumir ao dentista que não curto futebol e que não estou a fim de ver o jogo. Ele pode até se chatear, mas como profissional tem a obrigação de fazer um trabalho dentário bem feito. Eu é que não tenho a obrigação de gostar daquilo que não me traz prazer.

Acho que o barulhinho da broca soará como música nos meus ouvidos. bem mais que aquela musiquinha chata que a Globo coloca para divulgar os jogos de sua tutelada equipe de analfabetos.

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NOTA: Aliás, a Globo deve estar matando saudades de seus pupilos, já que ela é acionista da CBF e doeu no coração não poder transmitir os jogos de seus "meninos", sem a voz do grande guru dos brasileiros: Galvão Bueno.

domingo, 12 de agosto de 2012

Choro Olímpico: O esporte onde os brasileiros ganham disparado


O COI está perdendo uma grande oportunidade de premiar os brasileiros com uma chuva de medalhas de ouro. Poderiam criar uma nova modalidade de esporte chamada Choradeira Olímpica. 

Consiste em chorar na frente de todo mundo, por qualquer motivo, seja de felicidade ou tristeza. Os atletas brasileiros tem demonstrado grande vantagem perante as equipes de outros países nesta modalidade. Neste esporte, não tem para ninguém: o ouro é do Brasil.

Os atletas brasileiros sempre choram. Um bando de bebês chorões. Choram de dor mas também choram de alegria. Choram quando chegam, choram quando saem, choram quando ganham e choram quando perdem.  Choram, choram e choram. Choram o tempo todo, com hino ou sem hino, com torcida ou sem torcida. Um verdadeiro mar de lágrimas digno de dilúvio.

Resta saber se depois de vencerem nesta modalidade, eles irão chorar ainda mais. Eles são bons nisso...

Enfim, um Futebol Honesto

Um conselho: quer medir a qualidade da "seleção" em jogos? Esqueça a copa do mundo. Como em campeonatos menos prestigiados a "seleção" joga sem a obrigação de vencer, as partidas se tornam mais honestas e limpas, sem a trapaça financiada por "cartolas" e patrocinadores.

Tudo bem que ontem, a "seleção" teve que se contentar com a medalha de prata, após perder para o México, que ficou com a medalha dourada. Mas jogou limpo. A falta de interesse coletivo no futebol olímpico tirou a histeria e a obsessão pela vitória, tão comuns e bastante rigorosas em copas do mundo. 

Com isso, tirou a necessidade de trapaça, de comprar os adversários para perderem (algo que poderá acontecer em 2014, quando a obrigação de vencer será ainda maior que outras copas). Essa trapaça, cortesia de "cartolas" e patrocinadores (afinal, futebol, assim como o entretenimento atual, é um negócio que movimenta uma quantidade incontável de dinheiro), foi que garantiu o pentacampeonato, numa copa caracterizada pelas atuações medíocres dos jogadores brasileiros.

os jogos do futebol olímpico foram até bons de se assistir, pois não houve a histeria coletiva, alienante, que faz com que o futebol perca o seu caráter lúdico e se transforme num desesperado motivo de felicidade coletiva que o povo brasileiro não consegue ter de outra forma, ou porque não consegue, ou porque não quer lutar para conseguir. Infelizmente a segunda alternativa é a mais comum.

Já que não houve interferência dos "cartolas", até porque eles não estavam sob tutela da FIFA e sim do COI, pudemos notar a qualidade real dos jogadores da "seleção", sem aquela crendice no falso mito de "melhores do mundo". O brasileiro precisa a aprender a curtir futebol como uma diversão, não como a razão de ser de suas vidas.

A medalha de prata deve ser festejada. Até porque coloca a "seleção" num excelente nível. Ficar triste com a prata, sabendo que em melhorias de vida, principalmente em Educação, estamos piores do que muitos países mais pobres que o nosso, é sinal de que ainda somos um povo infantil que, como crianças, ainda preferimos as brincadeiras do que os assuntos sérios, imaginando que as ilusões irão nos salvar da triste realidade que, há muitas décadas, recusamos a resolver.

Sinceras e respeitosas felicitações a "seleção" pela medalha de prata. Essa conquista vai ser boa para eles.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Futebol X Olimpíadas: uma incoerência

Brasileiro é um povo incoerente. Com a capacidade de discernimento cada vez menos usada, muitos absurdos estão se consagrando em nosso cotidiano, transformando o Brasil num verdadeiro País de OZ, onde se vê de tudo, menos coisas lógicas que sejam coerentes com a realidade.

Uma dessas incoerências é o fanatismo pelo futebol, confrontado com o desinteresse pelas olimpíadas. É época de olimpíadas e não estou vendo nenhuma atitude de devoção, nenhum feriado, nenhum estímulo para que a população assista às partidas. Nem o futebol nas olimpíadas despertou atenção, mesmo com o arroz-de-festa Neymar como isca, fazendo uma das poucas partidas de futebol agradáveis de assistir, pois foi totalmente despida da irritante histeria pseudo-patriótica que acontece nos jogos da "seleção" sobretudo em copas.

Aliás, é de estranhar porque um mega evento com tantos esportes variados não seja tão atraente quanto um evento de apenas um só esporte, que é a copa. O brasileiro ultimamente tem recusado cada vez mais a sua vocação para a diversidade, tão típica de seu país. Padronizar tudo é a ordem do momento, numa cruel negação à democracia e ao direito das pessoas de pensarem, agirem e se divertirem de maneira diferente. Ou segue a maioria, ou cai fora do país.

Segundo os comentários de uma enquete feita no Yahoo Respostas, as pessoas justificaram que, além da copa ser mais fácil de acompanhar por ser uma só modalidade esportiva, é mais animada pela imensa adesão popular. Juntando as duas justificativas, a copa é como uma novela - com direito a todos os elementos - que quase todos gostam de acompanhar. Faz sentido.

E quem não curte futebol? Bom, como o futebol é na verdade um compromisso social, a adesão, para muitos em época de copa é obrigatória. Quem não adere, fica sozinho. Na olimpíada, são muitas modalidades e fica difícil estabelecer uma obrigação social, já não há uma adesão homogênea que possa se caracterizar como "compromisso social". Mesmo se houvesse fanatismo nas olimpíadas, entusiastas de diferentes modalidades certamente estariam separados entre si, cada um torcendo por uma modalidade. Na copa, são todos (em tese) juntos por uma mesma modalidade, favorecendo o caráter de compromisso social que é tradicional no Brasil.

Mesmo assim, ainda acho incoerente, pois o lazer deveria ser mais democrático. tem muita gente que normalmente não curte futebol que se sente na obrigação de gostar para fugir do isolamento social. Se houvesse mais pessoas dispostas a não aderir sem gostar, o número de não adeptos seria melhor e a copa poderia ter a adesão apenas de quem realmente gosta de futebol, evitando a hipocrisia dos falsos torcedores periódicos de copa.

Eu prefiro as olimpíadas pela diversidade esportiva. Sempre há uma modalidade que possa servir de distração para alguém. É muito mais divertido assistir as olimpíadas que copa. Copa é mais histeria, é fanatismo burro e pura alienação. É a grande fuga da realidade, numa hipnose coletiva que rende muito dinheiro a organizadores, patrocinadores e difusores do evento.

As próximas copa e olimpíada serão no Brasil. Elas serão feitas com o país totalmente sem condições para realizá-lo. Com certeza haverá desvios de verbas de serviços essenciais para as obras desses eventos, sobretudo para a copa, que é de suposto interesse nacional. Como aconteceu na África do Sul, que também realizou o evento sem poder, afundando em dívidas após o encerramento, o Brasil pagará um preço bem caro após a saída do último atleta, onde a falta de necessidade de "se expor" fará com que os serviços então recém instalados possas mostrar claramente suas falhas resultantes da obsessão das autoridades em mostrar que somos muito melhores do que realmente somos. Nosso terceiro-mundismo crônico que atrofia nossa auto-estima nos impede de realizações mais concretas. Fiquemos com as ilusões do consumismo e do espetáculo pomposo. Depois voltemos aos nossos inseparáveis problemas cotidianos de sempre, em mais uma prova de incoerência típica de nossa população.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Galvão Bueno briga com comentarista por causa de piada

Galvão Bueno... sempre ele...

Agora se meteu numa enrascada por brigar na frente das câmeras com comentarista por causa de uma piada supostamente dita por ele antes do programa que dizia que a seleção de vôlei de 1984 só venceu por causa do boicote das seleções do leste europeu. Isso na presença de um dos jogadores na ´poca no estúdio, Nalbert, que com certeza ficou constrangido com a situação.

O Galvão precisa saber que ele é a única pessoa deste mundo que não o acha chato. Cada vez mais isso é um fato provado. Deveria sair de cena antes mesmo de 2014. A Copa do Brasil, que já será uma chatice, ficará pior com a estrelinha esportiva da Globo. A cheerleader-mor da torcida brasileira vai se aposentar diante de muitas e fortes vaias. Melhor evitar isso e sair de cena o mais rápido possível.

Ninguém merece uma cheerleader como o Galvão. Nem ele mesmo.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

TV de Belarus nem sabia do jogo de futebol contra o Brasil

OBS: Ora, ninguém é obrigado a gostar de futebol. Talvez a maioria das pessoas da Belarus nem estivesse interessada no jogo. Quando acontece algum torneio de basebol com brasileiros participando, ninguém aqui fica sabendo. Normal.

TV de Belarus nem sabia do jogo de futebol contra o Brasil

Do R7 - 29/7/2012 13h31 (Atualizado em 29/7/2012 13h59)

Poucos jornalistas na sala da emissora do país no IBC de Londres acompanhavam levantamento de peso e ginástica artística

Jogos Olímpicos são um mundo à parte – os próprios atletas admitem. Supercampeões como Michael Phelps podem ficar fora de pódio da prova de sua especialidade (os 400 m medley) com a mesma facilidade em que uma zebra pode acontecer – ou um padre irlandês no meio do caminho da maratona de Atenas 2004, quando era liderada pelo brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima.

Pode também a meia dúzia de jornalistas de Belarus que estavam nos estúdios da emissora BYYNTB, no IBC (International Broadcasting Centre), de Londres, nem terem ideia de que havia terminado um jogo de futebol contra o Brasil, neste domingo (29) à tarde, pormvolta das13h (horário de Brasília). Estavam acompanhando levantamento de peso - feminino - e ginástica artística, esportes de grande tradição e nos quais seu país pode mostrar sua força.

Foi preciso procurar na planilha de programação para encontrar um jogo de futebol contra os brasileiros e perguntar, meio por obrigação: "Quem ganhou? Brasil? Quanto? Ah, 3 a 1..."
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