terça-feira, 29 de março de 2011

Fanatismo no futebol: desde quando?

O secular fanatismo futebolístico que contamina a maioria da população em nosso país pode até fazer-nos presumir a data de seu fim: com a evolução intelectual da população, pois pessoas realmente inteligentes não colocam futilidades acima de coisas sérias. Mas e o começo?

Não dá ainda para saber exatamente sobre as origens do fanatismo futebolístico em nosso país. Como o fanatismo no futebol é tratado como algo normal, não representando "excesso" para quem defende, é um tipo de informação que não encontraremos em nenhuma historiografia do esporte.

As análises sobre as origens devem levar em conta o comportamento da população diante do futebol. Baseando-se nisso, acredita-se que o começo do fanatismo tenha sido já em 1950, com a exegeradíssima manchete que classificou a derrota da "seleção" brasileira em sua sede como "tragédia". Usar uma palavra dessas para uma mera derrotinha em um campeonato, mesmo que seja "em casa", é um exagero descomunal e infantil. Considero este o marco do fanatismo, até segunda ordem.

Claro que o fanatismo ganhou novos contornos com a vitória na copa do México em 1970, servindo até de propaganda ao Regime Militar, ainda mais na gestão do pior deles, Emílio Garrastazu Médici, que se apressou a incluir a vitória futebolística aos ingredientes do "milagre brasileiro", que iria se espatifar pouco depois após a crise mundial do petróleo.

As vitórias - roubadas, diga-se de passagem - de 1994 e 2002 ajudaram ainda mais a aumentar o fanatismo futebolístico, obrigando gente de todos os tipos, inclusive mulheres e crianças a aderirem maciçamente a um mero esporte, que não significa nada além de uma mera diversão e que o fanatismo transformou em "dever cívico-social", a ponto de obrigar todo mundo a escrever o seu time na carteira de identidade.

Estamos entrando em uma nova fase da humanidade e quem não se evoluir vai ter que ir embora - morrer?. E como vivemos em uma democracia, com a mudança de valores, cada vez mais vai se exigir maior liberdade no lazer, fazendo com que o futebol deixe de ser uma obrigação e passe a ser visto como uma mera diversãozinha que não dura mais que 2 horas.

As vitorias no futebol não trouxeram e não vão trazer nada de concreto para o país e saber disso é um sinal de maturidade e de liberação das amarras do fanatismo. Futebol é apenas um esporte, como tantos outros e não merece ser confundido com sentimentos nobres e nem substituir as alegrias que boa parte da população não consegue ter.

Vou continuar pesquisando sobre as origens do fanatismo. Qualquer novidade, será postada aqui neste blog.

domingo, 27 de março de 2011

Hoje temos amistoso

Esta é a oportunidade que os torcedores (que não é sinônimo de "brasileiros" - bom que isso seja claro) de assistir a um verdadeiro jogo com a "seleção" brasileira de futebol.

Como não está valendo nada, não haverá falcatrua. Nenhum dos 11 analfabetos milionários vai ganhar "superpoderes" e nem os adversários irão fraquejar de propósito (como foi a Inglaterra em 2002), graças ao dinheiro de patrocinadores e das Organizações Globo, a dona - sem aspas - da CBF. O jogo será limpo justamente pela falta de necessidade de vitória, já que não haverá pontuação nem premiação.

Pode até ser que os amarelos percam, já que a mitologia de "melhor seleção do mundo" se comprovou uma mentira em que todos insistem em acreditar. Medíocre sem mágicas ou mutretas é sempre medíocre. Sem esquecer que o futebol-arte morreu em 1986, dando lugar ao futebol-negócio e seus craques de proveta, comedores de mulher.

Porque quando começar a valer ponto, tudo será feito de anti-ético para fazer os amarelos ganharem e perpetuar a alienação futebolística que já é epidêmica há muitas décadas em nosso país.

terça-feira, 22 de março de 2011

Bola fora nas obras da Copa

OBS: Infelizmente, o fanatismo futebolístico que ronda o país e o fascínio pelos projetos mirabolantes apresentados, cegaram a população, que não conseguem perceber a incapacidade das autoridades de nosso país para entregar as obras em tempo certo com o menor custo possível. É um problema que vai cobrar o seu preço bem alto em 201, doa a quem doer.

Bola fora nas obras da Copa

Autor(es): Lúcio Vaz - Correio Braziliense - 10/02/2011

Segundo relatório do TCU, o valor das obras para o Mundial de futebol será maior do que o previsto. Há estádio que custará o dobro.

O primeiro relatório consolidado das ações para a Copa do Mundo de 2014, elaborado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), aponta atraso no início de obras, estouro significativo em orçamentos, falta de transparência nos atos do governo e irregularidades graves nos projetos. Diante dessas evidências, o TCU concluiu que são grandes os riscos de aditivos contratuais, sobrepreço, contratos emergenciais e aportes desnecessários de recursos federais, a exemplo das obras do Panamericano de 2007. O orçamento previsto é de R$ 23 bilhões. As fontes de informações foram os tribunais de contas dos estados e do Distrito Federal, o Ministério Público e as secretarias de Controle Externo do TCU nos estados.

O ministro-relator do processo de fiscalização das obras da Copa 2014, Valmir Campelo, observou que as matrizes de responsabilidades (documentos que apontam os valores a serem investidos em cada projeto) “não estão sendo rigorosamente observadas pelos diversos entes federativos envolvidos no evento, dado que existe divergência nos valores previstos e descumprimento de diversos prazos determinados”. Ele acrescentou que esse fato indica “possível fragilidade no processo de acompanhamento por parte do Ministério do Esporte, característica que dificulta muito as ações de controle”.

O projeto de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Brasília, por exemplo, tinha orçamento de R$ 364 milhões na Matriz de Responsabilidades. No entanto, o contrato firmado com o consórcio Brastram tem o valor de R$ 1,55 bilhão. Fiscalização concluída em dezembro do ano passado também apontou indícios de irregularidades. O percentual de execução é de apenas 2%. A obra foi paralisada e o contrato suspenso por decisão administrativa.

Reforma
A previsão do valor para a reforma do estádio Mineirão (MG) era de R$ 426 milhões, mas a proposta vencedora foi de R$ 743 milhões. Não foram encontradas irregularidades nas obras. No caso do Maracanã, o valor passou de R$ 600 milhões para R$ 705 milhões. Mas a maior diferença ocorreu no novo estádio da Fonte Nova, em Salvador. A Matriz de Responsabilidades previa R$ 591 milhões, mas a proposta vencedora foi de R$ 1,6 bilhão. Foram identificadas na obra falhas na estimativa de custos e valor superestimado da contraprestação pública. No caso da Arena das Dunas, em Natal, o orçamento prevê investimentos de R$ 350 milhões, com recursos privados. Mas não apareceram empresas interessadas na primeira licitação.

As obras com dinheiro privado estão atrasadas de um modo geral. Em São Paulo, foi constatado que não existe projeto de estádio aprovado pela Fifa, visto que o Morumbi foi descredenciado, mas o estádio do Corinthians ainda não foi confirmado. O início da reforma da Arena da Baixada, em Curitiba, e do estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, estava previsto para março do ano passado, mas essas obras ainda não foram iniciadas.

Aeroportos
Dos 13 aeroportos que necessitam de ampliação e reformas, apenas o Galeão (RJ) está com obras em andamento. Todos eles têm conclusão prevista para 2013. O percentual médio de execução dos terminais de passageiros 1 e 2 do Galeão está em 40%. No aeroporto de Guarulhos (SP), está em licitação a construção do terminal de passageiros 3, com orçamento de R$ 716 milhões. Não há ainda nem licitação para a construção e exploração do terminal de passageiros do complexo de Natal, em São Gonçalo do Amarante. A construção da pista e do pátio tem 80% de execução.

O relator do TCU informou que o Ministério do Esporte elaborou, em julho do ano passado, matrizes de responsabilidades para as obras nos portos e aeroportos. Mas ainda não encaminhou o documento ao tribunal, “dificultando a transparência das ações”. Outra dificuldade identificada foi a formalização de diversas transferências voluntárias do governo federal com justificativa na Copa do Mundo, mas sem constar das matrizes de responsabilidades, o que também dificulta o planejamento de auditoria do tribunal. Campelo determinou ao Ministério do Esporte que envie cronograma de descrição das áreas a serem ainda incluídas na Matriz de Responsabilidades, a exemplo de hotelaria, segurança e telecomunicações.

Pendências no Maracanã

Relatório de acompanhamento realizado pelo TCU para acompanhar o empréstimo do BNDES ao governo do Rio de Janeiro para a reforma do Maracanã mostrou pendências em relação ao estudo de viabilidade econômica da arena e à descrição dos projetos de intervenção no entorno, com os respectivos orçamentos, bem como indícios de graves irregularidades no processo licitatório de contratação da obra. O plenário do tribunal decidiu ontem determinar ao BNDES que informe o prazo e as medidas que estão sendo tomadas com o governo do estado para sanar as falhas e irregularidades encontradas.

Falhas em projetos de transporte

As obras de mobilidade urbana também apresentam falhas, atrasos e estouro no orçamento. Em São Paulo, os Ministério Públicos Federal e Estadual recomendaram ao governo estadual a suspensão da concorrência internacional para a construção do Monotrilho, uma obra de R$ 2,86 bilhões. O motivo da recomendação foi a inexistência de projeto básico. O mesmo problema ocorreu em Manaus, onde o governo do estado lançou o projeto do Monotrilho que integra o anel viário Norte-Oeste, com orçamento de R$ 1,32 bilhão. Os ministérios públicos Federal e Estadual apontaram deficiências no projeto básico. A Controladoria-Geral da União (CGU) emitiu nota técnica que demonstra a inviabilidade do projeto em razão dos altos custos e do risco de a conclusão não ocorrer antes da Copa.

Os projetos do Corredor Norte-Sul e do Bus Rapid Transit (BRT) em Fortaleza tiveram que ser alterados porque os valores das desapropriações extrapolaram excessivamente os estimados. Não há fonte de recursos definidas para as obras do BRT de Belo Horizonte, inicialmente previstas em R$ 1,25 bilhão. O estado e o município não têm recursos disponíveis para uma eventual contrapartida. O Ministério das Cidades também alega que não existe previsão orçamentária para o projeto. A obra na Avenida Antônio Carlos, em fase inicial, não está incluída na Matriz de Responsabilidades. A avenida não foi duplicada prevendo o uso do BRT. Foi apenas criada uma pista segregada, em mão dupla, para uso exclusivo de ônibus e táxis. Não foram previstos pontos para construção de grandes estações.

Na maior obra de mobilidade urbana em Recife, o Corredor Via Mangue, avaliado em R$ 354 milhões, o Tribunal de Contas do Estado apontou falhas no projeto básico, com problemas nas plantas, nos traçados e nos orçamentos, o que torna impossível a estimativa com precisão do custo total da obra. O seu término está previsto para julho de 2013. Em Natal, a licitação para o eixo que integra o novo aeroporto com a Arena Dunas e o setor hoteleiro, no valor de R$ 293 milhões, está paralisada por decisão judicial em consequência de recursos de um consórcio.

Em Salvador, o principal projeto é o Corredor Estruturante BRT Aeroporto–Acesso Norte, avaliado em R$ 570 milhões. O cronograma físico do projeto pode encontrar dificuldades, uma vez que a previsão para o início das obras era agosto do ano passado. O prazo também é apertado no Rio, onde será implementado o Corredor Transcarioca, ligando o aeroporto Galeão à Barra da Tijuca. A obra custará R$ 2,33 bilhões, com prazo de execução de 1.080 dias. Será necessário desapropriar 315 mil metros quadrados de terreno — o equivalente a 40 campos de futebol.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Chega de chatice: hoje é dia de festa



Hoje não teremos postagem de propósito. É meu aniversário e não estou com saco para assuntos chatos. Hoje só assuntos alegres. Amanhã voltaremos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Porque os homens que não curtem futebol só conseguem se envolver com mulheres que gostam?

No Brasil, todos sabem que para os homens existe a obrigação não somente social, mas honrosa de gostar de futebol. Eu prefiro fugir dessa "honra", já que o esporte é muito chato para mim.

Para as mulheres, apesar de não liberadas da obrigação, ela se resume apenas ao cumprimento de regras sociais. Mulher, para se auto-afirmar como tal não precisa gostar de futebol.

Mas com o fanatismo crescente - que deveria ter desaparecido há muito tempo, com o (suposto) conflito de gerações - entre os homens, as mulheres, com medo da solidão, resolveram gostar também. Até porque toda mulher é chegada num modismo, dificilmente recusando a "navegar contra a correnteza". Elas sempre imitam o que a multidão faz.

Há muitos casais em que ambos os cônjuges gostam de futebol. O mais comum é haver casais onde apenas o homem gosta, enquanto a mulher despreza o dito esporte. E quanto aos casos onde o homem não gosta, como eles ficam?

Se as mulheres que não gostam tendem a se casar com homens que gostam de futebol, será que sobra alguma que não goste para os caras que não gostam? Sobrar até sobra, mas é muito raro. Estranhamente os caras que não curtem o esporte só conseguem atrair mulheres que gostam. E no Brasil, isso não é bom.

Você conviveria com alguém que curte o maior objeto de fanatismo de nosso país, 24 horas por dia, todos os dias? Difícil, né? Ainda mais se lembrarmos o fato de que uma mulher não gosta de ir as suas curtições sem o maridão.

Gostar de futebol, para os homens, abre muitas portas para a vida social. Para quem gosta, é muito mais fácil arrumar amigos e consequentemente, namoradas. para quem não tem uma vida social intensa, resta ficar com "o que sobrou", perdendo o direito de escolha.

Sinceramente se só sobra futebosteiras para namorar, é sinal de que realmente, a luta é dura, dura mesmo. Não tenho nada a dizer a respeito disso.

Porque as futebosteiras nunca se casam com jogadores de futebol. Porquê?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Comentário postado na comunidade "Eu Odeio Futebol"

Eu postei no domingo, dia 13, mas só agora coloco aqui. Leiam:

Os brasileiros vivem dizendo que vivemos numa democracia, mas quando o assunto é futebol, logo se esquecem disto. No Brasil, você é OBRIGADO a gostas de futebol. É uma lei de convívio social. Tanto é que quem não gosta, passa a "gostar" em época de copa. Senão fica só.

Na verdade, quem gosta REALMENTE de futebol são apenas 40% da população. A maior parte é induzida a gostar. Quem não gosta, é visto como se fosse uma ameaça, como se fosse acabar com o futebol, matar torcedores e o escambau. Em suma, quem não gosta é visto como mau-caráter.

E quem não gosta é abandonado pela mídia e autoridades que nunca se esforçam em oferecer alternativas de lazer. É aquele esquema: "aprenda a gostar de futebol ou se mate".

Quem não curte futebol apenas não curte. É bom que o futebol exista. Como esporte, como meio de divertimento, apenas. O que é péssimo é o fato - infelizmente real - de que ele é utilizado como principal instrumento de manipulação popular. Futebol realmente hipnotiza, quem gosta, abandona tudo para se dedicar ao esporte.

Dissociar o futebol do patriotismo e da obrigação social é indispensável para que o fanatismo do futebol acabe e que esse esporte possa ser curtido pelo que ele é de fato: um mero esporte.

A verdadeira obrigação social deveria ser respeitar as diferenças de aparência, gostos, ideias e costumes. Mas sobre isso, ninguém pensou.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O caso Adriano e o desprezo pela moral

Como todos devem saber - o assunto "futebol" está na atmosfera midiática, difícil escapar -, o jogador-encrenca, que atende pelo nome de Adriano, o Imperador, voltou ao Brasil, após uma fracassada temporada no Roma. Isso está levando a muitas especulações de contratos com clubes brasileiros. Os torcedores ficaram animados. Animados?

Como é que alguém pode estar animado em ver um mau elemento, de moral duvidosa, irresponsável, gaiateiro e infantil, além de semi-alcoólatra, viciado em festas e com amizades de caráter duvidoso? Um péssimo exemplo de ser humano que é idolatrado só porque consegue enfiar uma bola de futebol por dentro de uma trave?

Essa idolatria ao Adriano é apenas um exemplo de nossa falida sociedade, sem valores éticos, morais, intelectuais, estéticos e sentimentais, interesseira e de apetite descontrolado por bebedeiras em festas ou tudo que puder fugir ao controle. Uma sociedade assim, só poderia desprezar o caráter em prol da satisfação de seus medíocres e mesquinhos interesses.

Por isso que pessoas de valor muitas vezes são desprezadas, sem emprego, sem amigos, namoradas e até benefícios, enquanto verdadeiros irresponsáveis, ou pessoas más, ou pessoas de vida desregrada, recebem todos os louros, são admirados por multidões e recebem muitos privilégios.

Pelo jeito, para a sociedade metida a "moderninha", quem vive numa vida responsável, inteligente, valorizando a beleza, o altruísmo, é considerado um careta, um imbecil. Como se a responsabilidade, a inteligência e a ética fossem consideradas como "loucura" pela sociedade. Para a sociedade atual, "normal" é quem vive sem o controle de si mesmo.

E é essa a nossa sociedade que dá valor a um traste como Adriano, um cara que merece com justiça, a solidão absoluta e a miséria financeira, por não estar preparado para o convívio social, devendo inclusive ser interditado, entre a tutela de outro adulo mais responsável.

Mas infelizmente, sociedade desgovernada, gosta de gente desgovernada. Fazer o quê?

sábado, 12 de março de 2011

Adriano, má conduta premiada

OBS: A versão em carne-e-osso do Kekeylson não toma jeito. E a mídia continuando a endeusar gente inútil como os jogadores de futebol. Sem mais comentários sobre isso.

Adriano, má conduta premiada

do INTERROGAÇÕES - terça-feira, 8 de março de 2011

O jogador Adriano rescindiu seu contrato com o Roma da Itália, fez um acordo e ainda vai receber uma polpuda quantia por não jogar, não treinar, não cumprir horários e faltar com o respeito com os torcedores do clube.

Em abril de 2009 o mesmíssimo cidadão rescindiu seu contrato com a Internazionale de Milão alegando que não queria mais jogar futebol e dias depois assina contrato com o time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!); agora a mesma situação se desenha e já li que além dos gaveanos, Corinthians e Palmeiras estariam interessados no jogador(?).

Não sei, mas creio estarmos vendo um belo exemplo de má conduta ser premiada com contratos milionários para um péssimo profissional. E o caráter de quem o contrata não deve ser muito diferente. De nosso mídia, que endeusa gente deste nível, não há muito que esperar mesmo.

Quem coloca programas como o BBBaBBBacas no ar, não respeita nada nem ninguém. Só o deus Lucro!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Copa deixa você mais pobre. E mais feliz

OBS: Creio que a alegria gerada pela escolha de uma nação como sede da copa, alegra tanto quanto uma tragada de maconha: é uma viagem. Sair da realidade é uma coisa que os brasileiros mais fazem quando não estão trabalhando e a ilusão, para eles é uma proteção "sólida" contra os problemas do cotidiano.

Mas quando a copa acabar, a Realidade vai bater na porta da casa de cada brasileiro e perguntar: "e aí, sentiu falta de mim?".

Copa deixa você mais pobre. E mais feliz

Por Simon Kuper* - Extraído da Revista Superinteressante

No dia em que a África do Sul ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo, em 2004, o bairro negro do Soweto, em Johanesburgo, gritou: "A grana está vindo!" Eles estavam expressando algo que os brasileiros devem ter ouvido: que sediar uma copa traz dinheiro. Em qualquer lugar que se candidate a uma Copa do Mundo, políticos tecem loas à "bonança econômica". Falam das hordas de turistas prontos para gastar os tubos, da propaganda gratuita para as cidades-sede, dos benefícios de longo prazo que as estradas e os estádios a ser construídos vão trazer. Não surpreende que o Brasil tenha querido tanto a copa.

Mas esse argumento econômico é uma enganação. Os brasileiros vão descobrir logo. E os sul-africanos já o fizeram: a conta pela construção de estádios, em US$ 1,7 bilhão, já é 6 vezes maior que as estimativas iniciais; a quantidade de turistas esperados é bem menor que a prometida e a Fifa não vai deixar os sul-africanos pobres vender suas salsichas do lado de fora dos estádios. Que fique claro: uma copa não deixa o país mais rico.

Tipicamente, um país prestes a receber um mundial paga para que economistas-fantoches publiquem estudos dizendo que a copa vai impulsionar a economia. Já a maioria dos economistas de verdade - pagos por universidades para escrever sobre o que realmente acreditam - pensa o inverso. E faz as perguntas que os promotores de novos estádios não gostam: de onde veem os trabalhadores temporários que vão participar dessas construções? Eles não tinham emprego antes? Isso não vai deixar outras áreas com menos trabalhadores experientes? E tem mais.

Gastar com uma copa significa menos hospitais e escolas. Pior: estádios novos quase nunca produzem os benefícios prometidos. A maior parte acaba usada poucas vezes por ano. É preciso que fique claro o que significam os gastos públicos com a construção e a reforma de estádios. Trata-se de uma transferência. Benefícios que iriam para o contribuinte vão para os clubes (que ganham arenas e reformas de graça) e os torcedores (que aproveitam as casas novas ou renovadas de seus times). Depois que o contribuinte pagou por estádios melhores, provavelmente mais pessoas vão querer ver jogos neles. O Brasil pós-2014 deve testemunhar o mesmo que aconteceu na Inglaterra após a melhoria dos estádios no começo dos anos 90: a chegada de mais torcedores de classe média, de mulheres, e públicos maiores nos jogos. É verdade que a Inglaterra é mais rica que o Brasil e pôde bancar isso. Mas o Brasil hoje é mais rico que os estádios dilapidados que tem.

O preço da felicidade

Se o público do futebol crescer após 2014, porém, isso não vai significar um impulso na economia. Só uma transferência da riqueza brasileira como um todo para o futebol brasileiro. Mas o país ganha um belo extra: felicidade. O economista britânico Stefan Szymanski e seu colega Georgios Kavetsos pesquisaram dados de felicidade da população na Europa Ocidental entre 1974 e 2004, com questionários que buscam tabular isso em números, e descobriram que, depois que um país recebe um torneio como o mundial ou a Eurocopa, seus habitantes se declaram mais felizes.

O salto de felicidade é grande. O europeu médio reporta um grau de felicidade duas vezes maior por seu país ter sediado uma grande competição do que por ter feito curso superior. Para ter o mesmo impulso no grau de felicidade, só se a pessoa recebesse um grande aumento de salário. E esse ganho persiste: 4 anos depois de uma copa, cada grupo de indivíduos pesquisados estava mais feliz do que antes do torneio.

A razão disso, ao que parece, é que sediar um mundial faz com que os habitantes sintam-se mais conectados uns aos outros. Uma copa faz isso mais do que qualquer outro projeto que possa existir nas sociedades modernas. Além disso, a nação anfitriã provavelmente ganha em autoestima pelo fato de ter organizado o torneio.

Dá para argumentar que o Brasil tem coisas mais urgentes. Da mesma forma que os sul-africanos, os brasileiros podem perguntar quantas casas ganhariam saneamento básico com o dinheiro público que irá para a construção de estádios. E serão R$ 5 bilhões, quase 3 vezes mais do que o previsto em 2007, quando o Brasil ganhou a disputa para virar sede.

O mais importante, porém, é entender qual é o propósito de uma copa. Se é para a felicidade geral da nação, faz sentido, sim, organizar a maior festa do mundo (e ninguém é melhor nesse quesito do que vocês, brasileiros). Só não esperem ganhar dinheiro com essa festa.

* Colunista do Financial Times e autor do livro Soccernomics (editora Tinta Negra, 2010), que será lançado em junho.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Caio Ribeiro vira comentarista nº 1 e Falcão deve deixar Globo

OBS: Falcão, cara simpático, coerente e representante do falecido futebol-arte (substituído pelo futebol-negócio, também chamado de futebol-espetáculo) vai ser trocado por esse pirralho insosso (só que menos chato que o arroz-de-festa Thiago Leifert) a pedido do ancião Galvão, esse sim, já deveria ter ido há muito tempo.

Pena que ainda não pensaram em ejetar o histérico narrador de futebol, vitima de uma campanha que teve seu efeito invertido, já que Galvão é queridíssimo na empresa onde trabalha.

Mas quem substituirá a "rainha" da histeria futebolística?

Galvão, porque non te callas?

Caio Ribeiro vira comentarista nº 1 e Falcão deve deixar Globo

FOLHA DE SÃO PAULO - 09/02/2011 - 07h36 - Keila Jimenez

A Globo está realinhando narradores e comentaristas esportivos.

O ex-jogador Paulo Roberto Falcão deve deixar o canal em breve, já que seu contrato de comentarista de futebol com a Globo vence neste ano e não deve ser renovado.

Fontes do mercado dizem que Falcão pretende voltar a ser técnico de futebol e, por isso, vai deixar a TV.

Outra mudança envolve a dupla Galvão Bueno (narrador) e Casagrande (comentarista).

O narrador expressa há tempos a vontade de trabalhar mais com o comentarista Caio Ribeiro.

Com a troca, Caio deve virar o comentarista número um da emissora, atuando nas transmissões das grandes decisões e nos jogos da seleção brasileira.

Procurada, a Globo, via assessoria, não ligou de volta.

A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta quarta-feira (9). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Alexandre Figueiredo: copa de 2014 fez governo cortar verbas para concursos públicos

OBS: Eu já estava fulo da vida com a realização desta copa inútil que nada trará de bom para o país além de um enorme Cavalo de Tróia, que são essas obras todas, que parecem maravilhosas de início mas poderão mostrar-se perversas ao desligar dos holofotes, em 2015.

O povo todo está iludido com o evento maior de seu ópio maior que, hipnotizado com a transformação provisória do país, não consegue raciocinar sobre os (poucos)prós e os (muitos)contras da realização do mega-evento.

Pelo menos quem esperava conquistar a estabilidade profissional através dos concursos públicos já sofre as consequências da onerosa realização, bem antes mesmo do evento começar.

Realizar essa copa foi um grande ato de irresponsabilidade de nossas autoridades e um caríssimo preço será pago por isso em 2015. Como a corda arrebenta sempre para o lado do mais fraco, será a população, já bastante sofrida, que pagará esse preço. Não se sabe ainda como.

COPA DE 2014 FEZ GOVERNO CORTAR VERBAS PARA CONCURSOS PÚBLICOS

Por Alexandre Figueiredo

A vitória (roubada) da seleção brasileira de futebol na copa do mundo de 2002 foi algo pior do que se pensava.

Não bastasse aquela copa do mundo artificial, que mais parecia um videogame privativo do sr. Ricardo Teixeira, com aquelas partidas frouxas e todas parecidas como se seguissem um mesmo roteiro, previamente estabelecido pelos "cartolas" da FIFA.

Em 2002, os verdadeiros grandes times tiveram que "jogar pior" para abrir caminho para uma seleção brasileira despreparada, sem coesão, sem jogadas seguras nem competentes, que só ganhou as partidas mais pelas brechas tendenciosas dos adversários do que de qualquer esforço natural de jogada.

O jogo Brasil X Inglaterra foi sintomático. A seleção inglesa tinha tudo para ganhar o jogo. Foi orientada a não ganhar, a "jogar mal" no segundo tempo. Aquela vitória da seleção brasileira, nem de longe foi a do povo brasileiro, mas a vitória do PiG, dos "cartolas", das oligarquias, do latifúndio, das multinacionais instaladas no país, dos politiqueiros.

Taí, agora quem paga a festa são os brasileiros. Revelou-se que os cortes de R$ 50 bilhões no orçamento da União, anunciados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que atingirão os concursos públicos, inclusive nomeações de vários aprovados, não afetarão os investimentos para a Copa de 2014 e, da mesma forma, para os preparativos para as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.

Trata-se de uma péssima notícia, que transformará o país numa gigantesca comédia de erros. Afinal, foi por causa do "jeitinho brasileiro" do penta de 2002 que o Brasil foi escolhido sede para a copa do mundo de 2014, o que trouxe, junto com a escolha do Rio para sede dos jogos olímpicos de 2016, vários transtornos.

Os passageiros de ônibus cariocas já começam a se enrolar para pegar ônibus, devido à arbitrária padronização visual do prefeito Eduardo Paes. Imagine ir a um compromisso com prazo de horário e embarcar no ônibus errado, por causa da mesma pintura de consórcio e perder o tempo precioso. Transtornos assim nenhum bilhete único conseguirá compensar.

Há também a campanha do império da axé-music - controlado pelos riquíssimos empresários de blocos carnavalescos baianos - para que Salvador faça a abertura da copa do mundo de 2014, fazendo com que os estrangeiros sejam obrigados a tolerar a música de péssima qualidade que os medalhões da axé-music e do porno-pagode baianos vão tocar no evento.

Imagine que, no Brasil popularesco, um jovem cidadão comum não pode ter uma mulher do mesmo nível de beleza e inteligência de uma Márcia Peltier, privilégio do "cartola" olímpico Carlos Arthur Nuzman (um ex-jogador de vôlei que veste como se fosse banqueiro), mas marias-coitadas que existem aos montes nas plateias de sambrega e breganejo, ou as tais popozudas, estas com ex-namorados ou ex-maridos roendo de ciúme rancoroso e, mal digerindo as relações encerradas há um bom tempo, têm até gangue para espancar qualquer pretendente que for visto ao lado da ex.

Junte-se a isso a frustração de muita gente que deseja ter um emprego estável de esperar um ano para que algum novo concurso seja feito, ou, no caso de quem foi aprovado, ver o concurso perder validade sem que qualquer convocação ao trabalho seja garantida aos pobres cidadãos.

É de uma sensatez cortante a frase que o ator Robin Williams disse, numa entrevista de tevê, de que Chicago tinha Michelle Obama e Oprah Winfrey para fazer campanha pela sede das Olimpíadas, e o Rio de Janeiro vinha com strippers e "pó".

Mas o Brasil politicamente correto se sentiu ofendido com tal piada. Sobretudo a "galera" que consome "pó" e cultua popozudas naquilo que eles chamam de "baladas", que são uma espécie de raves provincianas e datadas.

Se bem que Madri seria a cidade ideal para sediar os jogos olímpicos de 2016. De longe, a cidade estava previamente preparada para o posto, mas os "cartolas" não estavam aí com a razão e preferiram escolher um Rio de Janeiro que, somente em última hora, tenta combater a criminalidade e lança mão até da corrupção policial para criar UPP's às pressas. E a criminalidade ainda não é combatida de forma ideal ou eficiente, apesar dos mornos avanços.

Enfim, o Brasil prefere a festa do que a qualidade de vida. Acha que a festa trará mais dinheiro, mais empregos e, com isso, mais justiça social. Mas para quem confunde justiça social com consumismo, não é bom levá-los a sério.

Afinal, como sempre vemos no comportamento de nossas elites e de nossos políticos, os dois eventos esportivos só vão gerar despesas e um violento déficit público. Na melhor das hipóteses, o faturamento só corresponderá a 16% do valor a ser investido, direta ou indiretamente, em relação aos dois eventos. E, desses 16%, é muito provável que nada mais do que 1% (talvez bem menos) seja repassado para a sociedade.

Essa não é uma visão pessimista. É uma visão realista. Vide o que já registra a História de nosso país.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Luciano Huck faz campanha para Thiago Leifert ser o "novo Galvão"

Parece que o principal requisito para ser um "bom" narrador de futebol na Rede Globo é ser um cara bem chato, um malaço, daqueles que não deixam ninguém em paz.

Pois é. Luciano Huck, a chatice em pessoa, um burguês metido a bonzinho que quer ditar as regras do altruísmo no Brasil, resolveu ser mais babaca do que já é e lançou a campanha para que o malaço do Thiago Leifert se torne narrador de futebol, uma espécie versão juvenil do Galvão Bueno, o Rei dos Malas.

Com esse festival de malas, o futebol na TV, que já é chato pra cacete, com aquela imensa tela verde, cheia de bonequinhos correndo atrás de uma bola, com a missão de atirá-la contra uma rede e fazer os histéricos berrarem no maior volume possível para que não consigamos dormir, vai ficar ainda mais chato, com esse malaço que foi assunto em 2010, com sua songa-monguice.

Duro saber que no esporte, a democracia ainda não chegou ao nosso país.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Brasil corre um grande risco de se envergonhar, diz Pelé

OBS: Não canso de falar que esta copa de 2014 será uma legítima comédia de erros, algo que poderá levar o Brasil a um recesso financeiro violento, uma falência sem precedentes na história de nosso país. Se a população e as autoridades estão pensando que com esse oneroso evento, o país vai entrar no primeiro mundo, estão completamente iludidos e alheios aos bastidores da realização desta copa.

O Brasil vai sim sair do primeiro mundo. Para despencar de uma vez só ao milésimo mundo, se tiver sorte.

Ainda dá tempo de desistir de realizar esta copa. Seria um ato de coragem e de verdadeiro patriotismo.

O Brasil corre um grande risco de se envergonhar, diz Pelé

FERNANDO ITOKAZU - FOLHA DE SÃO PAULO - 18/02/2011 - 15h03

Durante evento realizado nesta sexta-feira, o ex-jogador Pelé afirmou que está preocupado com o atraso nas obras para a Copa do Mundo de 2014.

"Esse atraso está preocupando bastante porque a gente lutou muito para conseguir a Copa e a Olimpíada. Viajamos o mundo inteiro pedindo votos e agora estamos com as obras atrasadas", disse Pelé.

"O Brasil corre um grande risco de se envergonhar se não fizer uma boa Copa. Os principais problemas são a comunicação e os aeroportos. O Brasil tem a obrigação de fazer uma boa Copa", acrescentou.

Pelé afirmou que o Brasil não pode ser comparado com a África do Sul, sede da Copa do Mundo-2010, que também sofreu com os atrasos nas obras de estádio e infraestrutura.

"O pessoal do Fifa pergunta o que está acontecendo aqui. Muita gente fica comparando com a África, mas é bem diferente. Lá o Bill Gates ajudou". disse.

"[O atraso nas obras] não é só assunto de brasileiros. Conversei com o pessoal do Platini [presidente da Uefa] e eles também estão preocupados", completou.

Pelé participou de um evento organizado pelo Banco Santander, em São Paulo, para apresentar o troféu que será entregue aos vencedores dos GPs da Inglaterra (10 de julho), Alemanha (24 de julho) e Itália (11 de setembro), que são patrocinados pelo banco.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Futebosteiros estranham quando rapaz devolve a bola sem chutar com os pés

OBS: Esse episódio mostra o desrespeito que as pessoas que não curtem futebol sofrem em nossa sociedade. Além de ser obrigado a gostar, você tem que saber jogar, mesmo mal, sempre devolvendo a bola com chute, como se estivesse participando do jogo.

Mas para estes ignorantes, é aceitável que estrangeiros não curtam futebol. Embora a mídia e sobretudo a dona da CBF, a Rede Globo, vivam enchendo a cabeça dos brasileiros com a absurda ideia de que em todos os países (menos os EUA), o fanatismo é igual ao nosso, já que o futebol "está no sangue da espécie humana".

Por este motivo, a população está tão feliz com a copa de 2014 achando que toda a população do planeta virá ao Brasil e enriquecerá os cofres de nosso país possibilitando (vejam só) a melhoria das condições de vida da mesma população.

Estão sonhando!

Odeio quando burro finge de conscientizado. Só fala merda.

Leiam o caso deste rapaz. Mostra até quando vai o fanatismo futebolístico que pretendo combater.

"É, gringo, deixa pra lá!"

Por Paulo Vitorasso - Extraído do Orkut

Essa é fresquinha, de ontem à tarde.

Fui resolver uma parada perto da Avenida Paulista, grande pólo de negócios da América Latina e coração financeiro de São Paulo, aproveitando que estou de férias (se bem que hoje é o último dia) e no caminho passei por uma parte mais residencial, e tinha uns caras, uma meia dúzia, o mais novo devia ter uns 16 anos, tudo jogando bola no meio da rua. Eu passei por ali, vestido como sempre (camiseta de banda, calça jeans, mochila, coturno e ouvindo metal no celular) e coisa de uns 10 metros depois do gol, já na subida, vejo a bola passar por mim devagar, ela desce e cai justo no meu pé...

Olhei pra trás e os caras "Vai, mano, chuta de volta aí!", e como ia ser sacanagem não fazer isso só porque não gosto de futebol (e muita ruindade da minha parte também), peguei a bola na mão e joguei que nem se fosse bola de boliche - queria de volta, não queria? Então pronto!

Aí um deles - provavelmente o mais prego do grupo - manda a bola de volta quando eu me viro (mas não acerta, ela faz quase o mesmo caminho) e quando eu viro, eles tão falando tipo "Mano, é pra chutar, tamo jogando futebol!"... aí me ativou o espírito de FDP que eu tenho, deixei a bola descer sozinha, tirei o fone de ouvido e soltei: "You guys may continue the game, I don't play because in my country this is a girl sport and macho guys play football, no soccer!".

Aí um deles solta a pérola do título do tópico e outro fala algo do tipo "Por isso que não chutou a bola de volta, gringo num manja nada de pelada!", e um outro "Deve ser mais um desses gringo das multinacional da Paulista!" e o mais prego deles soltou "Alguém entendeu o que ele falou? Só entendi ele falando futebol!"...

Depois eu fiquei pensando... então não tem problema não gostar de futebol - desde que você seja estrangeiro?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ronaldo falou besteira ao se defender das críticas sobre seu peso

Das três uma: ou ele estava querendo enrolar, ou ele foi enrolado ou não sabe bulhufas sobre o assunto. O que se sabe que, como a maioria dos jogadores de futebol - há exceções - ele falou uma baita besteira, talvez resultante do costumeiro pouco interesse intelectual dos jogadores, muitos semi-analfabetos. Vejam o que o rechonchudo fenômeno falou:

– Há quatro anos, no Milan, eu descobri que sofria de um distúrbio que se chama hipotiroidismo. É um distúrbio que desacelera o seu metabolismo, e que para controlar esse distúrbio eu teria que tomar alguns hormônios que não são permitidos no futebol porque seria doping. Muitos aqui agora talvez estejam arrependidos de terem feito chacota do meu peso, mas eu não guardo mágoa de ninguém.

A declaração dele tem vários erros. Primeiro, a substância para tratar a doença, a levotiroxina, não é considerada fonte de doping. Segundo, que o hipotireoidismo não causa obesidade, apesar de ser uma desculpa frequente para muitos gordos manterem seu estilo de vida e consequentemente, a "banha".

Portanto, Ronaldo, aproveite a aposentadoria para fazer uma boa dieta, corra na praia e coma o menos possível. E pare de ficar procurando desculpa para justificar aquilo que na verdade é resultante de uma vida desregrada cheia de comida e muita farra.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ronaldo, o "Fenômeno", se aposenta do futebol



E daí, o que eu tenho com isso? Ele não paga as minhas contas!

Pelo menos ele terá mais tempo livre para gastar sua gigantesca fortuna com mulheres, carros, festas e outras inutilidades.

Todos os jogadores deveriam aproveitar e fazer o mesmo e irem para os raios que os partissem.

Aí não teremos mais o desprazer de ver aquela medonha tela verde cheia de bonequinhos nas tardes de domingo e noites de quarta.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ronaldinho tem nome envolvido em escândalos de Berlusconi

OBS: Esses jogadores só fazem merda. Depois do teste do bafômetro de Adriano, o "Imperador", amigo de gente de caráter duvidoso, agora é o dentuço que apronta das suas. E justamente com il capo Berlusconi, um mau caráter completo. Sinceramente esses caras nunca merecem ser admirados por ninguém.

Pelo jeito o Flamengo está virando uma casa de jogadores-delinquentes.

Ronaldinho tem nome envolvido em escândalos de Berlusconi

09/02/2011 21h39 - Atualizado em 09/02/2011 21h39

Uma das frequentadoras das festas teria tido um caso amoroso com o craque.

Nesta quarta-feira (9), o escândalo em que está envolvido o primeiro-ministro italiano ganhou um personagem surpreendente. Surgiu a informação de que Silvio Berlusconi foi chantageado por uma mulher por causa da transferência de Ronaldinho Gaúcho para o Flamengo. Os promotores querem que o primeiro-ministro seja julgado imediatamente.

Os promotores de Milão decidiram oficializar o processo com o pedido de urgência. Para eles, há provas evidentes contra o primeiro ministro da Itália por abuso de poder e prostituição de menores.

Segundo as investigações, duas meninas frequentaram a casa de Berlusconi quando ainda eram menores de idade. A marroquina Ruby e a brasileira Iris Berardi. Nenhuma delas quer dar declarações.

Numa entrevista coletiva, Silvio Berlusconi disse que o processo é uma farsa e que está enojado. A juíza tem cinco dias para dizer se aceita o julgamento imediato.

Nesta quarta (9), os jornais divulgaram o conteúdo de nova escuta telefônica. A napolitana Sara Tommasi, uma das frequentadoras das festas de Berlusconi, enviou 16 torpedos ao primeiro ministro. Num deles, a modelo exigiu a volta de Ronaldinho Gaúcho, com quem teria tido um caso amoroso, ao Milan, time de Berlusconi. E num tom irritado ameaçou derrubar o primeiro-ministro. Sara afirmou ainda: “precisa ter reputação pra poder governar. Dinho tem que voltar".

O clima na Itália é de muito nervosismo. Nos próximos dias estão previstas grandes manifestações a favor e contra Silvio Berlusconi.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Buááá! O Rock'n'Gol não acabou!

Com a saída dos chatérrimos pseudo-comediantes Bonfá & Bianchi da MTV, eu tive a esperança de que o programa mais chato da MTV, o Rock'n'Gol (que de rock não tem bulhufas - futebol, no Brasil é o esporte-brega por excelência: pergunte a qualquer jogador sobre o gosto musical e saberá) iria acabar. Foi apenas sonho.

O programa vai continuar e terá novo apresentador, um tal de Eduardo Elias, que tem carinha de galã (deve atrair a audiência feminina, cada vez mais hipnotizada pela alienação futebolística) e não é sequer um pseudo-comediante.

Eu era feliz e não sabia. Pelo menos Bonfá & Bianchi fingiam que eram comediantes, dando alguma "graça" ao programa. Com o galãzinho, nem isso.

E continuamos sempre superestimando o esporte, tratando futebol como dever cívico e alienando cada vez mais a população que já não quer mais saber de melhorias na qualidade de vida e sim a inclusão na supérflua sociedade de consumo.

Se não bastasse que muitos VJs legais sairão da emissora, acabando com vários programas legais...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Aproveitem o jogo de hoje para assistir a um futebol de verdade



Até porque é só um amistoso. Nada está valendo. Por esse motivo vai haver futebol de verdade neste Brasil x França. Nunca tomei conhecimento de alguma trapaça ocorrida em amistosos.

Se fosse uma competição, eu não iria recomendar a audiência. As duas "seleções" costumam roubar em competições.

Tenham um bom futebol hoje, porque quando começar a valer pontos, o "jeitinho brasileiro" entrará em campo e os amarelos ganharão na marmelada.

Nossos políticos são assim. No futebol, controlado por políticos, não seria diferente.

Futebol acirra disputa Globo X Record

OBS:Pode até parecer cruel a comparação, mas acontece aqui o mesmo caso das drogas, onde traficantes disputam pau-a-pau os dependentes usuários que não conseguem largar o vício. No Brasil, futebol é o ópio do povo, algo difícil de abandonar e que causa um fanatismo tão grande que chega a cegar, a ponto da população desconhecer ou humilhar quem não curte o citado esporte.

As redes de TV estão famintas por esse público irreversivelmente fanático, que é capaz de largar qualquer coisa mais importante em prol de um mísero joguinho que não leva a nada. Futebol, no Brasil, rende um dinheiro fácil, enorme e garantido. O que acaba gerando esta disputa.

Futebol acirra disputa Globo X Record

Por Altamiro Borges



Uma das maiores minas de ouro da televisão, o Campeonato Brasileiro de Futebol, está sendo palco de uma encarniçada disputa entre as principais emissoras do país. A TV Globo, que faz fortuna com a “preferência” na transmissão, corre sério risco de perder a monopólio que mantém desde os tempos sombrios da ditadura militar. A TV Record, sua principal concorrente, lidera um grupo de emissoras que se insurgiu contra este privilégio. A decisão sobre esta guerra fratricida deve sair nas próximas semanas.

Mudanças das regras no Cade

As redes de televisão têm cerca de 20 dias para entregar as propostas oficiais de exibição dos campeonatos de 2012 e 2013 para o Clube dos 13, que reúne os principais times de futebol do país. De acordo com as regras fixadas em agosto de 2010 pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Globo perdeu a “preferência” no direito de transmissão do torneio. Agora, todas as emissoras podem concorrer em pé de igualdade, embora nem todas tenham os recursos necessários para bancar tal empreitada.

As novas regras dividiram os cartolas do Clube dos 13. Alguns times defendem uma fórmula mais lucrativa de transmissão dos jogos, com a quebra do monopólio. Outros temem que o fim da exclusividade reduza o número de anunciantes e dos recursos em publicidade, e resulte em perda de audiência. A pressão da TV Globo para manter seu privilégio tem sido brutal, o que levou a Record, que também disputava a exclusividade, a propor que todos os canais se unam e comprem os direitos em conjunto.

A ousadia da TV Record

A transmissão ficaria a critério de cada emissora participante do “pacote”, assim como poderia ser alterado o horário das partidas – hoje submetido à ditadura da Globo, que penaliza os amantes do futebol. Segundo boatos, a famiglia Marinho está desesperada com a possibilidade de união das concorrentes. Seus prepostos já tentaram “seduzir” alguns dos insurgentes, mas esbarraram em dificuldades. TV Bandeirantes e RedeTV sinalizaram certa simpatia com a proposta mais “equitativa” da Record.

A rede de Edir Macedo, como de costume, não está brincando nesta disputa. Especula-se que a Record possa oferecer de R$ 750 milhões a R$ 1 bilhão pelos direitos do Campeonato Brasileiro 2012 e 2013. A emissora já tem a exclusividade da transmissão dos Jogos Pan-Americanos, em 2011, e das Olimpíadas de 2012, em Londres. Caso vença a parada, será um duro golpe no monopólio exercido durante décadas pela ex-poderosa TV Globo. A briga é encarniçada. Tem muita grana em jogo nesta contenda.
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