terça-feira, 29 de novembro de 2016

Acidente com a Chapecoense cria histeria coletiva

No Brasil, quando o assunto é futebol, o país para. Um povo ainda imaturo, que não sabe ainda sequer se indignar de forma racional, fazendo isso de forma passional, seja de que lado estiver, ainda considera uma forma de lazer como sua maior prioridade.

O episódio ocorrido com o acidente da equipe da Chapecoense virou o assunto do dia. E olha que o time nem é o dos mais admirados. Sites que deveriam tratar o assunto como um acidente comum, falam do fato como se tivesse morrido algum parente querido ou alguém muito importante a resolver os maiores problemas do país.

Sabe-se que nas favelas morrem inocentes todos os dias sob a desculpa do combate ao tráfico. Direitistas mais radicais desejam a morte de esquerdistas, por motivos que só existem na imaginação fértil dos mais histéricos fascistas. Mas quando morre algum jogador de futebol, o choro é coletivo, e vem de todos os lados, tribos, raças, credos e orientações sexuais ou políticas.

Acidentes aéreos com muito mais vítimas não foram tratados assim tão apaixonadamente. Fico imaginando se ao invés da Chapecoense, tivesse morrido a "Seleção", com o Neymar entre as vítimas fatais. Seria declarado luto oficial, teríamos um feriado e Neymar seria condecorado mártir máximo do patriotismo brasileiro e possivelmente enterrado com honras de chefe de estado.

Triste viver em um país que coloca o futebol como prioridade máxima. Por isso que nunca resolvemos nossas crises. Não somos um país. Somos um estadio de futebol.

domingo, 21 de agosto de 2016

A cheerleader tagarela

Sabe porque o Brasil não tem cheerleaders? Porque tem um jornalista-torcedor que é muito mais eficiente na função de tentar animar a plateia brasileira: Galvão Bueno. E como toda a cheerleader, não consegue parar quieto enquanto exerce a citada função.

E Galvão, que gosta de falar bastante (ele é portador de um fenômeno chamado logorreia) e muitas vezes sem necessidade, não raramente chega a dizer verdadeiras asneiras no ar. Isso sem contar na postura de torcedor excessivamente entusiasmado que demonstra durante suas atuações. Algo que não combina com alguém contratado para ser um jornalista esportivo e não um fanático expectador. Mas Galvão é a cheerleader oficial do Brasil: fazer o quê?

Uma de suas muitas gafes foi falar durante uma competição de natação justamente no momento em que todos deveriam estar calados. Bueno tomou bronca de um colega da BBC (registrada no vídeo abaixo, com legenda). Após o ocorrido, pelo menos Bueno teve a sensatez de assumir o erro e fazer as pazes com o jornalista que o criticou.

Mas personagens como Galvão Bueno são excelentes em uma sociedade como a brasileira, pessimamente educada, avessa a intelectualidade (mas que adora ser rotulada de "inteligente"), que considera como seu maior "orgulho" uma reles forma de diversão chamada futebol, que para os mais ingênuos, é a principal razão de ser do povo brasileiro. O que explica o mimimi pela má atuação de Neymar (cria de Galvão Bueno), como se o jogo dele pudesse salvar as vidas de milhões de pessoas.

Por isso que apesar de ser tido como "chato", muita gente ainda prefere assistir eventos esportivos sob seu comando. Há algo de hipnotizante na chatice de Galvão Bueno...

Pseudo-nerds brasileiros insistem em associar Neymar ao mundo nerd

O site Judão, que se autodenomina "nerd", embora eu não veja nenhum traço da tribo em seu conteúdo e na aparência de gordos barbudos de seus responsáveis, mostrou a capa do jogo PES 2011 que é oficializado pela Fifa e tem na capa o arroz de festa Neymar e o português-que-age-como-brasileiro Cristiano Ronaldo.

O texto do site não faz nenhum elogio aos jogadores, mas quem visitou o site durante a copa, sabe que seus responsáveis são tão pró-futebol quanto qualquer troglodita que vive surrando nerds em qualquer pátio escolar.

Digitando as palavras "nerd" e "Neymar" em sites de busca (experimentem fazer isso no Google), encontramos muitos sites ditos "nerds" que lançaram postagens falando sobre o hiperbólico jogador. Quem tem a cabeça no lugar sabe que nerd de verdade prefere ignorar o futebol (cada vez mais alienante e estimulador de fanatismo) e ainda mais trastes como o jogador com cabelo de pônei. Nerd que adora futebol não é nerd coisa nenhuma. Melhor escolher outro nome para a sua "tribo".

Mais uma prova que a verdadeira cultura nerd ainda não chegou ao Brasil e que o que se vê é na verdade a utilização ilícita do rótulo para garantir vantagens pessoais e estar na moda.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Futebol está perdendo popularidade? O ato de torcer foi canalizado para a política?

Algo estranho começa a acontecer no país: a "seleção" não desperta mais o interesse popular. pelo menos não tanto quanto antes. Sei que a derrota na última copa, a mais vexaminosa por ter sido uma goleada e em uma copa organizada no Brasil. 

A eliminação na Copa América e a queda de qualidade de nossos jogadores, transformando a "seleção" em um time de um jogador só (só ganha quando Neymar joga) pode finalmente fazer com que a próxima copa, jogada na Rússia, seja a primeira sem os brasileiros. A não ser que patrocinadores comecem a soltar dinheiro para garantir a presença de uma seleção ruim só para manter a tradição brasileira de fazer férias forçadas de quatro em quatro anos.

Os brasileiros parecem ter transferido o clima de torcida para a política. De um lado, os progressistas, defensores dos direitos humanos e eleitores de partidos de esquerda. De outro, os conservadores, defensores das instituições e eleitores de partidos de direita. Ambos digladiando para ver quem "é o melhor". Ambos falando em nome do bem estar coletivo sem de fato lutar pelo mesmo.

A política brasileira não tem sido levada a sério. Tratada como uma novelinha ou campeonato esportivo, ele estimula a exaltação de ânimos e um bloqueio da racionalidade. os partidários e interessam muito mais em defender ideologias do que solucionar os problemas do país, que crescem enquanto a população permanece distraída nesse "Fla x Flu" político.

A intromissão empresarial no futebol e na política

Os grandes empresários e a mídia que os representa quer mais é que este clima alienado se fortaleça. O povo, cada vez mais ignorante, subestima a política, ignora a sua complexidade e escolhe o seu lado favorito para ser o "salvador" da pátria, quando pouquíssimos conseguem perceber que por trás da política existe uma intricada e gigantesca rede de interesses envolvendo pessoas que nunca vemos sequer na TV. Obedecemos as decisões de forças invisíveis que nem sabemos que existem.

O mais risível é que os dois lados, mesmo que o interesse do futebol esteja diminuindo, ignoram a corrupção do mesmo e também o fato de que é essa mesma corrupção que fez com que o futebol se glamourizasse, tornando uma quase unanimidade, uma obrigação cívico-social seguida por pessoas de todas as tribos, etnias, classes e credos. Tirar o futebol das mãos de cartolas e patrocinadores é querer transformar a carruagem em abóbora. Ou seja, ou aceita-se a corrupção ou procuremos um esporte menos corrupto para curtir.

A mesma coisa é a política, pois estamos diante da surreal decisão de tirar uma presidente sem provas de envolvimento em corrupção para colocar no lugar corruptos comprovados que vão aos poucos destruindo conquistas sociais de mais de 60 anos, para que sejamos todos reféns dos empresários que verdadeiramente controlam o país. E a política e o futebol não fogem do controle desses empresários, que agem como donos de nossas vidas e fazem de tudo para que não saibamos disso.

Acordemos para a realidade. Os empresários querem nos manter dopados. E usando futebol ou estereótipos políticos, farão de tudo para que fiquemos deitados eternamente em berços esplêndidos.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Americanos assemelham-se com brasileiros a priorizarem eventos esportivos

Hoje não teve outro assunto: Super Bowl, o campeonato de "futebol" americano que aos poucos vira febre nos EUA e em alguns países de língua inglesa. 

Para reforçar a torcida, praticamente quase todas as celebridades mais badaladas do momento, salvo raríssimas exceções, deixaram tudo de lado para curtir o evento, com aquele fanatismo que a gente vê nos brasileiros na copa do mundo de futebol.

O que significa que os americanos não são assim tããão diferentes de nós e que é uma ilusão acreditar que por ser a nação que "manda" no planeta significa que ela seja a mais evoluída. Não é.

Lá também se transformam em deuses um bando de panacas só porque sabem lançar uma bolinha no "lugar certo", um feitio que nada tem de heroico e muito menos ajuda a sociedade a se evoluir, servindo de mero passatempo para desocupados.

Pena que para muita gente, a diversão alem de prioritária, vira  uma unanimidade, fechando o caminho para qualquer tipo de diversidade. Todos seguem a correnteza, se esquecendo do desfiladeiro lá adiante.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Pizza de Aniversário


Neymar faz anos hoje e ontem ganhou um presentaço: teve as acusações de envolvimento seu em casos de corrupção arquivadas. Ou seja, Neymar está livre, leve e solto, dispensado de qualquer investigação que comprove irregularidades envolvendo seu nome. Mais um sucesso na vida do homem mais sortudo do Brasil. Hoje teremos pizza de aniversário na festa do hiper-estimado jogador.

O mais-que-ovacionado jogador até recebeu hoje parabéns de várias celebridades que fingem ser contra a corrupção, mas na verdade querem mesmo é ver um integrante do proletariado longe da política, aplaudindo corruptos que agradem a elite. Corruptos, só os de direita, pois sabem roubar direitinho, sem deixar rastro.

Proletariado, só se correr atrás de uma bolinha, como o Neymar (que é direitista assumido, ou seja, pró-elite), que evidentemente já enterrou seu passado de proleta e virou magnata. Um magnata meio burrinho que nem fala direito e muito menos associa as ideias, mas um magnata.

Hoje ele está feliz. Deve passar a noite com o maior harém do mundo que nem está aí para a sua feiura ou sua burrice. Neymar, que em país sério não passaria de um circense a distrair as massas, no Brasil, terceiro país mais ignorante do mundo, ele é "deus", é mestre, é o menino que acabará com a crise no Brasil simplesmente por correr atrás de uma reles bola de couro. Valorizado só porque consegue correr atrás de uma bolinha, sua única qualidade supostamente relevante.

Será preciso melhorar a educação para fazer a população entender a superficialidade e a inutilidade de um ídolo como Neymar, o perseguidor e chutador de bolinhas?

sábado, 30 de janeiro de 2016

Galanteios

Bruna Marquezine é assunto de um passado remoto. Enquanto a Marquezine, pelo que parece, roubou um cantor de uma outra atriz, Neymar não quer saber nem mesmo das celebridades brasileiras. Agora o negócio dele são as gatas internacionais. O jogo dele agora é tentar conquistar a modelo Kendall Jenner e a atriz Chloe Grace Moretz (esta disse que ama ele).

Feio, desajeitado, mal instruído, vulgar, mas MUITO RICO, usa a sua conta bancária lotada para compensar as qualidades que não tem para conquistar agora as gatas internacionais.

E eu me matando de estudar durante anos, conquistar suado um diploma de nível superior para ganhar salário mínimo e namorar umas barangas burras e feias, enquanto esse troncho sem o primário completo tem o redondo planeta aos seus pés, incluindo as mulheres mais desejadas do mundo, todas de joelhos diante dele. Bah!

Neymar, o homem mais sortudo, não somente do Brasil. Agora o mais sortudo do mundo.



sábado, 9 de janeiro de 2016

Cariocas escolhem América e Bangu para fingirem gostar de futebol em estado onde hobby é obrigação social

Ninguém assume, mas a realidade mostra na prática. No Rio de Janeiro, gostar de futebol é uma obrigação social. A sociedade é dividida nos quatro times mais bem sucedidos (Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco) e toda a interação social é feita utilizando estes quatro times. 

As pessoas nem perguntam se a pessoa gosta de futebol ou não. Pergunta para qual time torce. Ter um dos quatro times na carteira de identidade e sinal de simpatia, de bom convívio e até mesmo de "espírito de equipe". Há casos reais, mas pouco divulgados de pessoas que foram demitidas por não gostarem de futebol, com as empresas alegando que elas "não sabiam trabalhar em grupo".

Por ser uma regra social bem rígida, não é cômodo assumir publicamente o desprezo pelo futebol. Ser não-torcedor para cariocas é o mesmo que ser ateu diante de cristãos fanáticos. Dá briga. Por isso, ao invés de assumir não gostar de futebol, os cariocas que desprezam o futebol resolveram fingir o gosto escolhendo times impopulares e pouco sucedidos como "times do coração".

Pode ser qualquer um desses de cidades do interior cujas sedes parecem campos de várzea e seus jogadores ganhem salários mensais inferiores ao gasto de apenas um dia que Neymar tem com seus cachorros de estimação. Mas para maioria, os times escolhidos são o America e o Bangu, pela relativa facilidade de encontrar alguma informação, para forjar a falsa dedicação.

Como são times que não interessam aos torcedores dos quatro times manjados, é um meio de fingir o hobby com chances pequenas de ser desmascarado. Se escolher um dos quatro bem sucedidos, as cobranças serão maiores e o falso torcedor terá que dedicar boa parte do seu tempo livre ao hobby para poder manter a farsa. Por isso a escolha por times menores é bem mais segura.

E ainda torcemos para que um dia o direito de não gostar e futebol seja respeitado para que as pessoas não tenham o desgosto de serem forçados a se dedicar a um hobby que não lhes dá prazer.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Padronização de ônibus em Porto Alegre é influenciada por futebol

A era da mediocridade vai emburrecendo todo mundo. E nada melhor que usar o monopolizante futebol para inspirar a monopolizante padronização visual que esconde da população o direito de conhecer as empresas vencedoras da licitação municipal. Como vê, uma pirataria legalizada e assinada em decreto.

O prefeito de Porto Alegre, a terceira capital mais fanática em futebol do país, decidiu "homenagear os times locais com a nova pintura dos ônibus, que esconde a identidade das empresas colocando no lugar a redundante informação do nome da cidade. "O povo que se vire", como dizia o prefeito carioca que lançou o modismo do fardamento de ônibus com nomes de prefeituras.

Futebol e curitibanização dos ônibus: duas medidas retrógradas a iludir as massas, reduzindo intelecto, qualidade de vida e o direito a diversidade.


domingo, 14 de junho de 2015

O futebol feminino não sai na mídia

OBS: É clássico o desprezo que os brasileiros dão ao futebol feminino, que parece outro esporte. Mesmo tendo um desempenho infinitamente superior à seleção masculina oficial (até as outras categorias masculinas são desprezadas - vide a copa sub-20 que não consegue parar o país), as moças ganham menos e tem o reconhecimento público e midiático bastante inferior. Herói é uma nulidade como o Neymar ou qualquer um que se pareça com ele. O resto, não interessa.

O futebol feminino não sai na mídia

Por Najla Passos, no site Carta Maior:

Noite de terça-feira (9), Montreal, Canadá. Abertura da Copa do Mundo de Futebol Feminino. A seleção brasileira estreia com vitória de 2 x 0 sobre a Coreia do Sul. Mais do que isso, registra dois feitos históricos. No início do 2º tempo, Marta, cinco vezes eleita a melhor jogadora do mundo, balança a rede em cobrança de pênalti, atinge a marca 15 gols em mundiais e se torna a maior artilheira da história campeonato. Antes disso, ainda no 1º tempo, Formiga, 37 anos, 20 de seleção brasileira, abre o placar e se transforma na jogadora mais velha a marcar gol em mundiais.

Pouquíssimos brasileiros, porém, comemoraram a tripla conquista da noite de estreia. Os feitos nem chegaram a ser assunto nas rodas de conversas da semana. A maioria das pessoas sequer ficou sabendo. As marcas das maiores jogadoras do dito "país do futebol" obtiveram pouco espaço na imprensa comercial, inclusive na especializada. Por que Ronaldo, o fenômeno, que também ostenta a marca de 15 gols em mundiais, tem muito mais visibilidade? Por que o menino Neymar, qualitativamente distante de marcas como estas, é quem frequenta as primeiras páginas dos jornais?

Professora do Bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Maíra Kubik afirma que a mídia tende a reproduzir estereótipos e, por isso, nela, a mulher ocupa apenas seus papeis mais tradicionais, como o de dona de casa ou de mãe. "Pesquisas demonstram que, por exemplo, em matérias de economia, a mulher é entrevistada no supermercado para falar sobre o aumento dos preços, enquanto os homens são os economistas, que comentam tecnicamente", exemplifica.

No caso específico do futebol, ela aponta que a mulher é tratada muito mais como "musa" do que como "atleta". "No Brasil do machismo, o lugar da mulher não é no futebol, que ainda tido como um nicho masculino. E, por isso, mesmo conquistas valorosas como a de Marta e Formiga não ganham visibilidade", esclarece.

A professora destaca que estudos críticos da imagem demonstram que o machismo na cobertura esportiva é tão grande que, mesmo quando as mulheres conseguem algum espaço, são retratadas em ângulos que visam destacar partes especificadas dos seus corpos, de forma a retratá-las muito mais como objeto sexual do que elas como atletas.

Machismo à espreita

A militante feminista Isa Penna acrescenta que, independente do aspecto que você analisar a cobertura da mídia esportiva brasileira, irá encontrar o machismo à espreita. De acordo com ela, até mesmo no jornalismo esportivo o papel da mulher é diferente. Os homens são os comentaristas. Elas, as apresentadoras. "As mulheres funcionam quase como enfeites. Quem dá a linha editorial da cobertura são os homens", denuncia.

Isa observa que o machismo também está estampado nos salários pagos. Enquanto os jogadores chegam a negociar cifras milionárias, as mulheres ganham entre R$ 320 e R$ 2 mil. Há apenas dois anos, em 2013, os salários delas, embora baixos, variavam de R$ 800 a R$ 5 mil. "Isso mostra que, neste momento de crise econômica, os patrocínios para o futebol feminino são os primeiros a serem cortados", afirma.

Ela acrescenta que, atualmente, há 800 times de futebol masculino inscritos nos campeonatos regionais. Já os femininos são apenas 175. "Em São Paulo, os principais clubes não tem seleções femininas. O Santos, que tinha, fechou recentemente, com a velha desculpa de que falta patrocínio", relata.

O jornalista esportivo José Roberto Torero avalia que o futebol feminino ainda é muito desconsiderado não só no Brasil, mas em vários outros países com tradição no esporte. De acordo com o jornalista, o futebol feminino só se destaca mesmo nos países em que o masculino não é forte, como na Suécia, na Noruega e nos Estados Unidos. "Parece que as mulheres ainda não têm licença para jogar futebol", afirma.

Dentre os fatores, ele também cita o machismo, que faz com que o público encare os esportes mais brutos, de maior contato, como genuinamente masculinos. “Vôlei, que não tem contato, mulher pode jogar. Basquete, fica o meio termo. Mas futebol, não”, esclarece. O jornalista esportivo lembra também que as mulheres vêm conquistando espaço em práticas como a natação e o atletismo, mas, mesmo no país do futebol, não rompe a barreira dos espaços exclusivos dos homens.

Torero afirma que, mesmo na cobertura do jornalismo esportivo, o papel da mulher ainda é escasso. "Jogadoras como a Marta e a Formiga teriam muito a contribuir como comentaristas, mas não são sequer convidadas para falarem sobre partidas masculinas. O máximo de espaço que as mulheres ocupam é para comentar partidas das próprias mulheres", observa ele.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Pra quê tanta comemoração...

... se os torcedores nada ganham com o futebol?

domingo, 15 de março de 2015

Futebol é utilizado por coxinhas para atacar PT

Olhem para esta foto, onde mostra uma rica celebridade usando a ridícula camisa da "seleção" para pedir a saída de Dilma e possivelmente a volta do regime militar. O mais nonsense dos esportes tinha que estar presente no mais nonsense das manifestações. Mesmo que o outro lado, o dos Petistas, também seja a favor do futebol.

O Brasil é o único país do mundo em que a noção de "pátria" e "futebol" são constantemente confundidas. Certamente os manifestantes ignoram que existe muito mais corrupção na CBF e na FIFA do que em toda a política brasileira, o que mostra que na verdade essas manifestações não são contra a corrupção e sim pela volta da elite ao poder. 

Lembrado que Ronaldo, ex-jogador e agora cartola, e que é parceiro fiel dos mais corruptos comandantes da CBF e da FIFA, estará nos protestos, junto com outras lideranças esportivas. Petistas pró-futebol deve estar se sentido traídos. Que ressuscitem o Sócrates, ora!

Para os chamados "coxinhas", é melhor um corrupto de elite a mandar na população do que um reles operário e sua turminha. É bom frisar que em um governo de direita, a inflação é crescente, as rendas mal distribuídas e há invasão de empresários estrangeiros a comprar empresas brasileiras, mudando todas as regras do jogo, direcionando-as segundo decisão das leis dos países de onde essas lideranças capitalistas venham.

E o futebol, onde fica nessa? Futebol é Capitalismo. Não fiquem os dois lados brigando ara ver com quem fica o esporte mais popular do pais, que de fato é só lazer mas é tratado como "orgulho nacional", confundido cm a própria nação. Ignoremos o futebol e assumamos de vez o caráter capitalista da modalidade. E por ser mero lazer, sua influência no bem estar da população do país é praticamente nula.

Certamente os coxinhas na e são nem aí se tucanos e cartolas fazem corrupção. Vale é tirar o PT do poder, de qualquer jeito, por mais surreal que seja o motivo de impeachment. Pois para a elite, que nunca sabe o que é interesse coletivo, lutar pelos seus privilégios é a sua meta final. E com a mais capitalista das modalidades esportivas, do lado, dando apoio.

domingo, 1 de março de 2015

Resposta a um engraçadinho

Um membro que eu tinha adicionado para a comunidade anti-futebol doe uma rede social, se revelou ser pró-futebol. Quando você recebe o convite para adesão, você na sabe qual é a do cara que pede para entrar. E só com ele lá dentro você percebe que é um troll a bagunçar as postagens do grupo.

O tal engraçadinho mandou uma postagem no qual ele questionava as críticas feitas ao futebol, argumentando que "ninguém é obrigado a gostar de futebol" e que ele detestava vôlei e não falava mal dele.

Vendo um comentário tão alienado, desconhecido das falcatruas e de toda a manipulação ideológica que cerca o futebol e faz essa modalidade esportiva ser a mais popular do país, mesmo sem ter atrativos para isso, resolvi fazer essa pequena postagem em resposta a ele, que terá o seu nome preservado.

Comentando os pontos citados por ele em sua curta postagem:

- Em tese, o brasileiro não é obrigado a gostar de futebol. Mas na prática é obrigado. Se futebol não fosse obrigação, a quantidade de torcedores e pessoas que assumem gostar de futebol seria imensamente menor. Mulheres, em sua maioria, não curtiriam. Já presenciei inúmeras evidências que provam que futebol é considerado pelos brasileiros uma obrigação cívico-social, o que dá origem a muitos preconceitos existentes no Brasil. 

- Não falamos mal do futebol e sim de algumas características postiças atribuídas a ele. Se o futebol fosse visto como uma forma banal de lazer - mas é visto como obrigação social, dever cívico e orgulho nacional - deixaríamos para lá e a comunidade sequer existiria.

- Amigo, vôlei é visto como um esporte como outro qualquer. Não acontece com o vôlei o que acontece com o futebol, que é superestimado. Todos sabem que vôlei é só lazer, mas muitos ainda acham que futebol é um importante assunto sério para o país. Não precisamos criticar o vôlei, pois ele não representa uma ameaça ao bom senso do povo brasileiro.

Se informe mais, caro torcedor. e não entre e comunidades anti-futebol. Se gosta de futebol, fique no seu canto e deixe a gente detestar sossegadamente essa modalidade esportiva.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Estas celebridades seriam futebosteiras se fossem brasileiras

Apesar de não curtirem o nosso futebol, dando inclusive um nome diferente  a ele, soccer, os norte-americanos - aquele povo que pensa que é o melhor do mundo mas é tão problemático quanto o nosso - são fanáticos por três esportes: basebol, basquetebol e o que eles entendem como "futebol", modalidade responsável pelo último ato de fanatismo acontecido por lá.

No último final de semana, houve o tal de Super Bowl e quem ganhou foi um tal de New England Patriots (vejam, não somos os único burraldos, o que mostra que os ianques não são tão evoluídos assim como sempre pensamos). Sim, Patriots: patriotas! Importamos a tolice de achar que esporte é patriotismo, que nos traz "dignidade", embora não passasse de inócua atividade de lazer.

Estas celebridades decidiram comemorar a vitória dos "Patriots" cantando o sucesso do Queen, We are the Champions, como se a tal vitória fosse a coisa mais importante do mundo. Como se a vida de muitos dependesse dessa vitória. Se fossem brasileiras, estas celebridades seriam futebosteiras, largando tudo de mais importante em prol de copas do mundo e campeonatos banais.

Nos resta o consolo de saber que os brasileiros não são os únicos idiotas na face da Terra.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Mídia estranha desprezo mútuo pós namoro de Neymar e Marquezine. Atriz já está tem outro macho pra se coçar

Recentemente foi noticiado que Neymar e Bruna Marquezine, o suposto ex-casal mais apaixonado (sic) do país (e que havia rompido antes, mas a atriz foi chamada às pressas pelos assessores do jogador, para retomar o relacionamento durante a copa porque "herói" solitário não pega bem), não se fala mais. Até mesmo em redes sociais, um deixou de seguir o outro.

A mídia estranhou o rompimento assim, tão frio entre os dois, com esse distanciamento típico de quem nunca se viu na vida. Até parece que ela não sabia que o relacionamento não se deu por amor, e sim de modo arranjado como promoção na carreira de ambos, idolatrados cada um por grandes massas de fãs histéricos.

Mas nós aqui, cientes da farsa, não estranhamos. E digo mais: é até normal, se lembrarmos que este relacionamento surgiu apenas para servir de catapulta para as respectivas carreiras das jovens celebridades, além de reforçar o fanatismo futebolístico com uma estorinha de amor inserida, tendo o "corajoso maior herói da pátria" como protagonista. Balela.

Na verdade, tudo foi uma farsa muito bem planejada. E ambos já estão até e outra. Neymar, apesar dos rumores de estar "pegando" uma modelo estrangeira (um feioso beem $edutor, com cifrão), deve estar galinhando nas farras como sempre. 

Já a sua ex-concubina já começa a namorar um carinha dono de uma pousada. Fãs dela já aprovam o cara, mas não deixam de sentir um certo afeto pelo ex, já que muitos fãs são idiotamente otimistas, duvidando que seus ídolos possam se envolver em armações afetivas. Tolice, pois todos sabem que nos dia de hoje, a vida afetiva se tornou extensão da vida profissional de celebridades. Cerca de 60% dos relacionamentos são pura fachada e há muito mais gays do que se possa imaginar entre as celebridades brasileiras.

De qualquer forma, o que aconteceu foi normalíssimo. Após o contrato comercial de pseudo-matrimônio entre o jogador arroz-de-festa e a atriz de beleza mediana (que se acha a princesinha do Brasil), era mais natural que os dois nem se falassem mais. Para o bem dos futuros relacionamentos de Neymarketing e Bruna Marketing, bem mais espontâneos que o falso conto de fadas do tipo "a Bela e a Fera" protagonizado pela atriz e o jogador.

domingo, 4 de janeiro de 2015

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014

Até parece que isso foi o acontecimento mais importante do ano. Brasileiro fica maluco por causa do futebol, se esquecendo de coisas REALMENTE IMPORTANTES! 

Povinho idiota. Por isso que nada melhora no Brasil. Blah!


domingo, 21 de dezembro de 2014

Surpreendente compensação?

Justamente no final do ano em que a superestimada "seleção" brasileira (que não é tratada como se fosse uma equipe de futebol e sim como símbolo cívico oficialesco) teve uma derrota retumbante na copa que tentou organizar, outro esporte, muito mais impopular que o futebol, consagraria sua inédita vitória mundial: o surfe.

O brasileiro Gabriel Medina acaba de se consagrar como campeão mundial deste ano, feito que nenhum brasileiro havia conseguido. Claro que os hipócritas de plantão, gente que sempre afirmou detestar surfe por ser "esporte de playboyzinho", postou sua falsa comemoração nas redes sociais para não parecer que "só gosta de futebol". Sabe-se que nas redes sociais e nos blogues, o fanatismo pelo futebol é altamente criticado, embora essas críticas não consigam mudar os costumes desses fanáticos, que pelo jeito, topam numa boa cometer gafes em nome do futebol. Se bem que gafes cometidas por maiorias não soam como gafes.

É irônico que Medina tenha ganhado seu título justamente neste ano. Outro esporte, o automobilismo, teve outra vitória surpreendente este ano, pois Rubens Barrichello, alvo de tantas piadas sobre sua falta de sorte na Fórmula 1, mudou de categoria e ganhou um importante título na stock car, onde carros de passeio são adaptados para correr em alta velocidade.

Claro que os brasileiros, apesar de demonstrar alguma alegria com essas vitórias, não parece satisfeito. Vencer nestas modalidades esportivas parece não ter muita graça para os brasileiros. Legal mesmo era ter obtido o hexacampeonato em casa. Brasileiros, um povo acomodado, viciado em seus costumes mais banais, bravos defensores de suas zonas de conforto, só querem mesmo é vitória no futebol. Vitórias em outros esportes são supérfluas, podem ou não ocorrer, não importa. 

O que marcou para a grande massa de alienados, foi a humilhante derrota na copa. Para a massa, nenhuma vitória em outras modalidades esportivas compensa uma derrota no futebol. Recusamos a nossa vocação para a diversidade, aprendendo a gostar de uma coisa só. 

Parabéns, Medina! Parabéns, Barrichello! Que venham muitas vitórias em outros esportes para acabar com o monopólio narcotizante do ultra-estimado futebol.

domingo, 20 de julho de 2014

Estão falando que vitória da Alemanha foi marmelada. E se fosse o Brasil?

Brasileiros são um povo infantil. Futebol para eles é máxima prioridade. O resto, mesmo que seja de fato mais essencial, é considerado supérfluo. O Brasil tem que ser o melhor no futebol. O resto é detalhe. E justamente este pensamento permite um monte de incoerências e contradições. Quando o futebol entra em campo, o cérebro coletivo do povo brasileiro entra em pane e trava. 

Com a derrota de seu maior sonho, a torcida agora está espalhando para Deus e o mundo que a vitória da Alemanha foi marmelada, que a copa foi desonesta, patati, patatá. Mal sabem eles que toda essa marmelada é natural, que faz parte do espetáculo (futebol é só lazer, estúpido!), como uma novela ou filme de enredo construído com final já determinado.

Mesmo assim, a Alemanha ganhou merecidamente pois teve de fato um excelente desempenho. Mas alemães são um povo mais amadurecido, que sabe resolver os seus problemas, saindo de crises com bastante sabedoria e consequência. Não confunde futebol com patriotismo e nem depende desta modalidade esportiva para ter auto-estima e orgulho de sua nação. Mereceu ganhar, e ponto final.

Mas se fossem os brasileiros? Iriam dizer que foi marmelada? Não iriam, embora de fato os brasileiros só ganhem com marmelada. A copa de 2002 foi ganha muito facilmente, repetindo uma campanha desonesta que a França havia feito na copa anterior. Desde 1986 o futebol brasileiro não apresenta qualidade, tendo o seu futebol-arte substituído pelo futebol-negócio, com direito a jogadores de proveta, apoiados em muito marketing.

O mito de "melhor futebol do mundo" caiu há anos, mas a publicidade maciça não deixa nenhum brasileiro saber disso. E ganhar copas com pênaltis e manobras é muito fácil. O futebol é um esporte que permite que equipes ruins vençam e para manter a fama de "melhores" os piores topam tudo.

Claro que quando um ladrão rouba para nos favorecer, ninguém fala. O ladrão nos beneficiou. Roubou, mas entramos no lucro. Então pra quê dizer que a copa de 2002 foi conquistada desonestamente? Se tivessem ganho o hexa em casa com um time claramente ruim, caracterizado pela onipotência de um jogador medíocre como o Neymar (keting), que no Barcelona não consegue mostrar o suposto talento tão alardeado pela publicidade, ninguém iria perceber que foi na fraude? 

Ora, vamos ser justos. O futebol brasileiro nunca foi exatamente essa maravilha, exceto em um período. O seu auge foi na década de 80 com uma geração de jogadores com verdadeira qualidade que se não ganhou as copas de 1982 e 1986, pelo menos demonstrou um futebol honesto e humilde, que não precisava de publicidade martelante para se mostrar de qualidade. 

Depois de então, com o futebol-negócio, sobram os mercenários que ganham rios de dinheiro, topando todas para serem considerados por uma população majoritariamente de ignorantes como "melhores do mundo", chegando a decepcionar a todos numa real derrota de 7 a um que não era surpresa para quem conhecia as armações por trás do futebol brasileiro. 

A humilhante derrota que a "seleção" sofreu contra a Alemanha (logo a que venceu a copa) pode ter parecido absurda para a maioria ("os melhores perdendo desse jeito? como assim?", diriam os torcedores praticamente em coro) mas sinalizava uma realidade difícil de engolir: não somos os melhores do futebol. O futebol-arte está morto e enterrado.

Talvez as acusações de roubos e compras de resultados tivessem feito com que a FIFA desistisse de entregar o hexacampeonato aos brasileiros. Animados com a saída de muitas seleções de talento, os brasileiros tinham como certa a conquista do título em domicílio e quebraram a cara quando viram sua equipe de amarelos enfrentar seleções de peso como a Alemanha e a Holanda, mostrando a triste realidade que milhões de alienados não gostariam de ver.

A Alemanha ganhou com mérito. Lutou para isso (mesmo que o futebol seja um esportinho medíocre, mais fácil que outras modalidades esportivas). Do contrário que os brasileiros, equipe fraca de mercenários e arrogantes jogadores, superestimada pela publicidade e pelas tradições sociais, cujo hexacampeonato só seria conquistado no roubo, na falcatrua, na desonestidade. 

O Brasil do jeitinho sentiu falta de suas manobras ilícitas para entregar um cobiçado título na própria casa. Uma falsa honra que os alienados torcedores tiveram que cancelar. Bem vindos à realidade!

sábado, 19 de julho de 2014

Os torcedores brasileiros e a incrível tolerância à mesmice

Muitas vezes me ponho a perguntar: os brasileiros não conseguem se cansar de futebol? O famoso esporte mais popular do Brasil vem carregado de uma maciça e insistente campanha de publicidade que ultrapassa os limites do irritante. 

É como uma martelada repetida na cabeça. A mídia usa e abusa de mantras repetidos sem qualquer limite de vezes para que os torcedores sejam hipnotizados e se escravizem em prol do futebol. Mas mesmo essa campanha toda, deveria irritar qualquer um que se considere normal.

Que nada! Pelo jeito o povo brasileiro, que deveria cultuar a diversidade em todos os sentidos, pegou o gosto pela mesmice. E não há nenhum setor mais monótono que o futebol. Uma monotonia alegre, animada, movimentada, mas que nunca chega a romper com a mesmice. É quando a mesmice se torna mais divertida.

E dá-lhe reportagens que repetem os mesmos comentários! Dá-lhe bajulações a times e seleções! E dá-lhe torcedores imbecilizados agindo feito retardados mentais na hora de exaltarem o seu vício! Tudo devidamente televisionado e com altíssima audiência. E tanta repetição não cansa, não?

O futebol é o esporte oficial da mesmice. Em rodas de amigos só se fala em futebol. E sempre os mesmos comento. Nada muda. E tudo indo de maneira insistente. Como se a única forma de fugir da mesmice do futebol e se suicidando ou fugindo para uma floresta sem pessoas ou para um deserto.

E tanta coisa maçante não enche o saco, não? Como seres humanos que se julgam normais conseguem aguentar tanta martelada na cabeça em prol do futebol e nunca se enjoar? Do jeito que falam sobre futebol era para todo mundo se enjoar e largar o hobby.

Mas não. Povo brasileiro gosta de mesmice. Talvez tenha horror de sua vocação pela diversidade. Mesmos pensamentos, mesmos gostos, mesmos objetivos na vida. Tudo repetido e único. É o brasileiro sonhando em se tornar um povo homogêneo e sem graça. Mais de 200 milhões pensando uma só coisa, agindo como se fossem uma pessoa só. Isso em um país imenso e cheio de variedade por todos os cantos.

E novamente me ponho a perguntar: a mesmice do futebol não cansa?
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